Dans une interview diffusée vendredi 10 février par la chaîne Al-Arabiya, Saadi Kadhafi, l'un des fils de l'ex-dirigeant libyen Mouammar Kadhafi, a promis de retourner en Libye où, selon lui, une grande majorité de la population n'est pas satisfaite de la situation actuelle.
Interrogé par téléphone depuis le Niger où il s'est réfugié après la chute de Tripoli, il a affirmé que "70 % des Libyens ne sont pas satisfaits de la situation actuelle". Selon lui, "il y a une rébellion qui s'étend jour après jour, et il y aura une rébellion dans tout le pays".
"LE PEUPLE LIBYEN SERA CAPABLE D'EXTERMINER CES GANGS"
Interrogé sur le Conseil National de Transition (CNT), qui a pris les rênes du pays après la chute du régime, Saadi Kadhafi a estimé qu'"il arrivera un jour où le peuple Libyen sera capable d'exterminer ces gangs". A mon retour en Libye, "je m'efforcerai à assurer qu'il n'y ait pas d'opérations de représailles ou de vengeance", a-t-il promis.
Saadi Kadhafi, 38 ans, s'est réfugié au Niger en août dernier. Ce pays, qui lui a accordé l'asile, refuse de l'extrader malgré les demandes répétées des nouvelles autorités libyennes. Celles-ci l'accusent de "s'être emparé de biens par la force et l'intimidation quand il dirigeait la Fédération libyenne de football", selon Interpol qui avait émis une "notice rouge" pour demander à ses 188 pays membres son arrestation. Le président nigérien Mahamadou Issoufou avait annoncé le 11 novembre que son pays avait accordé l'asile pour des "raisons humanitaires" à Saadi Kadhafi.
Le Monde
11.2.12
Um ano de Egipto sem Mubarak
Raúl M. Braga Pires, em Rabat (www.expresso.pt)
Sábado, 11 de fevereiro de 2012
A 11 de Fevereiro do ano passado, os egípcios viram-se livres de 29 anos e 4 meses de Hosni Mubarak como Presidente. Às 18h locais, o Vice-Presidente, por 13 dias, Omar Suleiman, anúncia a queda do Raíss (Presidente em árabe), como era conhecido e tratado por todos, incluindo os seus homólogos e, mesmo pela imprensa anglófona e francófona.
Os acontecimentos de há um ano atrás e de há mais tempo, nunca obedeceram aos de uma Primavera de Libertação dos Povos, neste caso o egípcio. De uma forma breve, poderá dizer-se que ao saber-se que Hosni Mubarak não seria o candidato presidencial nas eleições de Setembro de 2011, data há muito marcada, os sectores político, económico e militar dividiram-se em três facções. Os jovens "empresários de sucesso" do Partido Nacional Democrata, liderados pelo ultra-liberal Gamal Mubarak, ávidos de privatizações, às quais se opunham os militares, já que isso lhes iria comprometer uma série de esquemas económicos que lideram, uns de forma oficial e outros de forma oficiosa. Por outro lado, Gamal não chegou a terminar o Serviço Militar Obrigatório, o que aos olhos dos militares o coloca sem apelo nem agravo na categoria de "menino do papá".
Por seu turno, o candidato dos militares sempre foi o General Omar Suleiman, que a partir de 1993 se torna no Director do Serviço de Inteligência Geral Egípcio (SIGE), o qual geria pessoalmente o dossiê Processo de Paz Israelo-Palestiniano há mais de 10 anos. O Daily Telegraph cotou-o como "um dos directores de serviços de inteligência mais poderosos do Mundo" e em 2009, a revista Foreign Policy classificou-o como o Director de um Serviço de Inteligência mais poderoso do Médio Oriente, à frente do Director da Mossad, Meir Dagan.
Do lado dos jovens do Movimento 06 de Abril, surgia um Mohammed El-Baradei que tentava uma alteração constitucional que permitisse uma candidatura presidencial a um independente. Este "namoro" relativamente recente entre estes jovens herdeiros do movimento de contestação política Kefaya (Basta), de 2005, faz sentido, já que os mesmos recebiam desde 2008 formação no exterior, desta feita na Sérvia, junto do Movimento Estudantil Otpor (Resistência), liderado por Srdja Popovic, o qual seguia à risca as ideias do académico americano Gene Sharp, cuja cartilha advoga a não violência e a desobediência civil, como única forma de derrubar regimes despóticos. O Otpor, ferramenta fundamental no derrube de Slobodan Milosevic, é financiado pelos dinheiros da Open Society Foundations de George Soros.
De registar que já em 2008, membros do 06 de Abril foram detidos no aeroporto do Cairo, aquando do regresso de viagens efectuadas aos Estados Unidos da América. Ou seja, os serviços de informação egípcios, já estavam ao corrente do que se passava praticamente desde o início, sendo que o único facto espontâneo que aconteceu na "Primavera Árabe" egípcia, foi a imolação de Mohamed Bouazizi na Tunísia! Estava tudo preparado para acontecer em 2011 ao longo das margens do Nilo, mas de facto, lá mais para o verão, aproveitando inclusivamente um Ramadão quente em pleno Agosto.
Um ano passado, os acontecimentos no Egipto tomam cada vez mais as dimensões e caracteristicas de um golpe de estado militar e não da libertação de um povo, embora seja esta maioria, silenciosa até há um ano, que enche as ruas e mantém a esperança e quiçá a ilusão de que comanda os acontecimentos.
Os factos que apontam nesse sentido, são os seguintes:
Após a queda de Mubarak, para o poder não cair na rua, naturalmente que fica nas mãos dos militares, através do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), encabeçado pelo todo-poderoso Marechal Mohamed Hussein Tantawi, Ministro da Defesa de Mubarak durante 20 anos. A Constituição foi suspensa e o CSFA garantiu a realização de um referendo à Constituição, reduzindo o número e o período de mandatos presidenciais. O mesmo foi efectuado a 19 de Março, aprovando as alterações por uma maioria de 77,27%. No entanto, o poder não foi entregue aos civis passado 6 meses, conforme o CSFA tinha dito quando assumiu o poder. Os cairotas foram continuando a encher Tahrir, numa espécie de exercício de correcção de tiro, exigindo mais mudanças e mais rápidas. Por exemplo, civis continuam a ser julgados por tribunais militares ainda hoje, um ano depois.
Em Setembro, populares invadiram a Embaixada de Israel no bairro de Giza, no Cairo, perante a passividade das autoridades. O Embaixador, família e restantes diplomatas e funcionários, foram evacuados de emergência para o aeroporto, deixando o país nessa mesma madrugada.
Em Outubro, surge a equação 1027 palestinianos libertados por Gilad Shalit. Se em Setembro o CSFA estava a dar um sinal de que faz sentido manter o poder, pois caso contrário será o caos, em Outubro foi Israel que deu um sinal claro de que precisa de um Egipto forte e estável e que só o concebe com os militares no poder. Uma vez mais o Processo de Paz Israelo-Palestiniano a vir ao de cima, bem como os Acordos de Camp David de 1978, que garantem a paz entre o Egipto e Israel e pelos quais o antecessor de Mubarak foi assassinado, o Presidente Anwar Al-Sadat, em 1981.
A 28 de Novembro inicia-se o longo processo das eleições legislativas, sendo a surpresa o resultado do partido salafista Al-Noor (A Luz, O Brilho), financiado com dinheiros sauditas, o que é o mesmo que dizer, com autorização americana. Este facto pode parecer contra-natura, mas teve como objectivo colocar o Partido Liberdade e Justiça (PLJ) da Irmandade Muçulmana no mainstream, fazendo deste parte da solução e não do problema e, por outro lado, o CSFA ao apresentar a frio os 70% de assentos parlamentares conquistados pelos islamistas (24% Al-Noor e 46% PLJ), garante todas as justificações e mais algumas de que é necessário manter a rédia curta e a maioria das prerrogativas, face a esta escalada, que aliás se andava a evitar há praticamente 30 anos. É para isso que servem as ditaduras.
É desta forma que se chega aos 74 mortos do dia 01 de Fevereiro no jogo de futebol de Port Said, cidade também ela simbólica, já que é a cidade do Canal do Suez, acesso estratégico entre o Mediterrâneo, o Mar vermelho e o Oceano Indíco. Por aqui passam cerca de 17 mil navios por ano, sendo que 20% transportam petróleo e 5% gás natural liquefeito. Pomo de discórdia desde 1956 entre árabes, israelitas, britânicos e franceses após o anúncio de nacionalização levado a cabo por Gamal Abdel Nasser, o que se prolongou para as guerras entre árabes e Israel de 1967 e 1973. A leitura deste jogo de futebol entre o Al-Masry e o Al-Ahly e do que aconteceu antes, durante e depois do mesmo, só pode ser política, enquadrando-se no roteiro do CSFA, de demonstrar a absoluta necessidade da sua manutenção no topo da pirâmide.
Uma consequência mais imediata da actual situação no Egipto, o qual voltou aos confrontos, à tensão e sente que está longe de ver o seu processo terminar, é o de provavelmente virem a realizar-se eleições presidenciais ainda antes do verão. Por outro lado, um pólo de equilibrio consequente deverá passar pela eleição de um Presidente civil e cooperante com os militares, o qual poderá ser Amr Mussa, figura conceituada dentro e fora do país. Mussa terá provavelmente já ganho esta eleição na "sexta-feira da raiva" de 28 de Janeiro do ano passado, quando esteve em Tahrir juntamente com o seu povo, enquanto Mohammed El-Baradei dava entrevistas aos canais de televisão internacionais, do jardim de sua casa.
O truque deverá ser o de manter os militares na gestão do dossiê do Processo de Paz Israelo-Palestiniano e o de negociar com estes algumas privatizações que não os incomodem muito.
http://aeiou.expresso.pt/maghreb--machrek=s25484#ixzz1m4Lxuwf5
Sábado, 11 de fevereiro de 2012
A 11 de Fevereiro do ano passado, os egípcios viram-se livres de 29 anos e 4 meses de Hosni Mubarak como Presidente. Às 18h locais, o Vice-Presidente, por 13 dias, Omar Suleiman, anúncia a queda do Raíss (Presidente em árabe), como era conhecido e tratado por todos, incluindo os seus homólogos e, mesmo pela imprensa anglófona e francófona.
Os acontecimentos de há um ano atrás e de há mais tempo, nunca obedeceram aos de uma Primavera de Libertação dos Povos, neste caso o egípcio. De uma forma breve, poderá dizer-se que ao saber-se que Hosni Mubarak não seria o candidato presidencial nas eleições de Setembro de 2011, data há muito marcada, os sectores político, económico e militar dividiram-se em três facções. Os jovens "empresários de sucesso" do Partido Nacional Democrata, liderados pelo ultra-liberal Gamal Mubarak, ávidos de privatizações, às quais se opunham os militares, já que isso lhes iria comprometer uma série de esquemas económicos que lideram, uns de forma oficial e outros de forma oficiosa. Por outro lado, Gamal não chegou a terminar o Serviço Militar Obrigatório, o que aos olhos dos militares o coloca sem apelo nem agravo na categoria de "menino do papá".
Por seu turno, o candidato dos militares sempre foi o General Omar Suleiman, que a partir de 1993 se torna no Director do Serviço de Inteligência Geral Egípcio (SIGE), o qual geria pessoalmente o dossiê Processo de Paz Israelo-Palestiniano há mais de 10 anos. O Daily Telegraph cotou-o como "um dos directores de serviços de inteligência mais poderosos do Mundo" e em 2009, a revista Foreign Policy classificou-o como o Director de um Serviço de Inteligência mais poderoso do Médio Oriente, à frente do Director da Mossad, Meir Dagan.
Do lado dos jovens do Movimento 06 de Abril, surgia um Mohammed El-Baradei que tentava uma alteração constitucional que permitisse uma candidatura presidencial a um independente. Este "namoro" relativamente recente entre estes jovens herdeiros do movimento de contestação política Kefaya (Basta), de 2005, faz sentido, já que os mesmos recebiam desde 2008 formação no exterior, desta feita na Sérvia, junto do Movimento Estudantil Otpor (Resistência), liderado por Srdja Popovic, o qual seguia à risca as ideias do académico americano Gene Sharp, cuja cartilha advoga a não violência e a desobediência civil, como única forma de derrubar regimes despóticos. O Otpor, ferramenta fundamental no derrube de Slobodan Milosevic, é financiado pelos dinheiros da Open Society Foundations de George Soros.
De registar que já em 2008, membros do 06 de Abril foram detidos no aeroporto do Cairo, aquando do regresso de viagens efectuadas aos Estados Unidos da América. Ou seja, os serviços de informação egípcios, já estavam ao corrente do que se passava praticamente desde o início, sendo que o único facto espontâneo que aconteceu na "Primavera Árabe" egípcia, foi a imolação de Mohamed Bouazizi na Tunísia! Estava tudo preparado para acontecer em 2011 ao longo das margens do Nilo, mas de facto, lá mais para o verão, aproveitando inclusivamente um Ramadão quente em pleno Agosto.
Um ano passado, os acontecimentos no Egipto tomam cada vez mais as dimensões e caracteristicas de um golpe de estado militar e não da libertação de um povo, embora seja esta maioria, silenciosa até há um ano, que enche as ruas e mantém a esperança e quiçá a ilusão de que comanda os acontecimentos.
Os factos que apontam nesse sentido, são os seguintes:
Após a queda de Mubarak, para o poder não cair na rua, naturalmente que fica nas mãos dos militares, através do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), encabeçado pelo todo-poderoso Marechal Mohamed Hussein Tantawi, Ministro da Defesa de Mubarak durante 20 anos. A Constituição foi suspensa e o CSFA garantiu a realização de um referendo à Constituição, reduzindo o número e o período de mandatos presidenciais. O mesmo foi efectuado a 19 de Março, aprovando as alterações por uma maioria de 77,27%. No entanto, o poder não foi entregue aos civis passado 6 meses, conforme o CSFA tinha dito quando assumiu o poder. Os cairotas foram continuando a encher Tahrir, numa espécie de exercício de correcção de tiro, exigindo mais mudanças e mais rápidas. Por exemplo, civis continuam a ser julgados por tribunais militares ainda hoje, um ano depois.
Em Setembro, populares invadiram a Embaixada de Israel no bairro de Giza, no Cairo, perante a passividade das autoridades. O Embaixador, família e restantes diplomatas e funcionários, foram evacuados de emergência para o aeroporto, deixando o país nessa mesma madrugada.
Em Outubro, surge a equação 1027 palestinianos libertados por Gilad Shalit. Se em Setembro o CSFA estava a dar um sinal de que faz sentido manter o poder, pois caso contrário será o caos, em Outubro foi Israel que deu um sinal claro de que precisa de um Egipto forte e estável e que só o concebe com os militares no poder. Uma vez mais o Processo de Paz Israelo-Palestiniano a vir ao de cima, bem como os Acordos de Camp David de 1978, que garantem a paz entre o Egipto e Israel e pelos quais o antecessor de Mubarak foi assassinado, o Presidente Anwar Al-Sadat, em 1981.
A 28 de Novembro inicia-se o longo processo das eleições legislativas, sendo a surpresa o resultado do partido salafista Al-Noor (A Luz, O Brilho), financiado com dinheiros sauditas, o que é o mesmo que dizer, com autorização americana. Este facto pode parecer contra-natura, mas teve como objectivo colocar o Partido Liberdade e Justiça (PLJ) da Irmandade Muçulmana no mainstream, fazendo deste parte da solução e não do problema e, por outro lado, o CSFA ao apresentar a frio os 70% de assentos parlamentares conquistados pelos islamistas (24% Al-Noor e 46% PLJ), garante todas as justificações e mais algumas de que é necessário manter a rédia curta e a maioria das prerrogativas, face a esta escalada, que aliás se andava a evitar há praticamente 30 anos. É para isso que servem as ditaduras.
É desta forma que se chega aos 74 mortos do dia 01 de Fevereiro no jogo de futebol de Port Said, cidade também ela simbólica, já que é a cidade do Canal do Suez, acesso estratégico entre o Mediterrâneo, o Mar vermelho e o Oceano Indíco. Por aqui passam cerca de 17 mil navios por ano, sendo que 20% transportam petróleo e 5% gás natural liquefeito. Pomo de discórdia desde 1956 entre árabes, israelitas, britânicos e franceses após o anúncio de nacionalização levado a cabo por Gamal Abdel Nasser, o que se prolongou para as guerras entre árabes e Israel de 1967 e 1973. A leitura deste jogo de futebol entre o Al-Masry e o Al-Ahly e do que aconteceu antes, durante e depois do mesmo, só pode ser política, enquadrando-se no roteiro do CSFA, de demonstrar a absoluta necessidade da sua manutenção no topo da pirâmide.
Uma consequência mais imediata da actual situação no Egipto, o qual voltou aos confrontos, à tensão e sente que está longe de ver o seu processo terminar, é o de provavelmente virem a realizar-se eleições presidenciais ainda antes do verão. Por outro lado, um pólo de equilibrio consequente deverá passar pela eleição de um Presidente civil e cooperante com os militares, o qual poderá ser Amr Mussa, figura conceituada dentro e fora do país. Mussa terá provavelmente já ganho esta eleição na "sexta-feira da raiva" de 28 de Janeiro do ano passado, quando esteve em Tahrir juntamente com o seu povo, enquanto Mohammed El-Baradei dava entrevistas aos canais de televisão internacionais, do jardim de sua casa.
O truque deverá ser o de manter os militares na gestão do dossiê do Processo de Paz Israelo-Palestiniano e o de negociar com estes algumas privatizações que não os incomodem muito.
http://aeiou.expresso.pt/maghreb--machrek=s25484#ixzz1m4Lxuwf5
10.2.12
Riquezas africanas
The fact that Africa is rich in natural resources has in the past been its own Achilles heel, we all know there's plenty of oil to be found in central and north Africa. Diamonds are a plenty with Sierra Leone and Guinea Bissau racking them up and Zimbabwe just recently jumped onto the bandwagon by finding large diamond pits. Then there's gold, platinum, Uranium and the list goes on.
In the context of natural resources this continent is wealthy beyond imagine. Something has surely drawn the Chinese here?
All this aside, there's another lesser known but probably more important commodity that Africa holds.
Just the other day I came across a very interesting statistic regarding the percentage of arable land that has yet to be farmed in the world. Africa has 45% of this that has yet been touched (in terms of agriculutre). That's almost half of the available land on the planet that can be used to grow crops.
Naturally this begs the question, why are there so many African countries facing food shortages and hunger when as a continent it techincally can provided for itself and even have excess for export (and importantly creating sustainable jobs). All this in theory of course.
The potential is staggering.
In the same article it stated that Mozambique, Kenya and Tanzania had sold off over a million hectares each to South Korean, Chinese and Bangladeshi interests which have set up agricultural activities in those countries. Now one can only hope these countries are benefitting from handing over of this prime land in the form of infrastructure and jobs, but instinct tells me otherwise.
In our own country the same applies, we have some of the most innovative and resourceful farmers in the world yet their numbers are dropping rapidly. Why? Farm murders aside which is another tragedy in itself. They can’t really compete with the imported produce as this is cheaper, unfairly so as it's massively subsidised by the US and European governments. This country needs jobs, and we need farmers...so direct the resources into that industry, it'll put less pressure on the cities and also rejuvenate the rural parts all the while making us self sustainable.
Why are we allowing these ‘cheaper’ products in? Trade pacts and all that foreign relations nonsense keeps our hands tied most of the time, but I disagree that South Africa (and even Africa) has to bow down to the first world countries and eastern powers, in terms of leverage we have a lot to offer but always pull the short straw?
News24 South Africa
através do Professor Eduardo Costa Dias
In the context of natural resources this continent is wealthy beyond imagine. Something has surely drawn the Chinese here?
All this aside, there's another lesser known but probably more important commodity that Africa holds.
Just the other day I came across a very interesting statistic regarding the percentage of arable land that has yet to be farmed in the world. Africa has 45% of this that has yet been touched (in terms of agriculutre). That's almost half of the available land on the planet that can be used to grow crops.
Naturally this begs the question, why are there so many African countries facing food shortages and hunger when as a continent it techincally can provided for itself and even have excess for export (and importantly creating sustainable jobs). All this in theory of course.
The potential is staggering.
In the same article it stated that Mozambique, Kenya and Tanzania had sold off over a million hectares each to South Korean, Chinese and Bangladeshi interests which have set up agricultural activities in those countries. Now one can only hope these countries are benefitting from handing over of this prime land in the form of infrastructure and jobs, but instinct tells me otherwise.
In our own country the same applies, we have some of the most innovative and resourceful farmers in the world yet their numbers are dropping rapidly. Why? Farm murders aside which is another tragedy in itself. They can’t really compete with the imported produce as this is cheaper, unfairly so as it's massively subsidised by the US and European governments. This country needs jobs, and we need farmers...so direct the resources into that industry, it'll put less pressure on the cities and also rejuvenate the rural parts all the while making us self sustainable.
Why are we allowing these ‘cheaper’ products in? Trade pacts and all that foreign relations nonsense keeps our hands tied most of the time, but I disagree that South Africa (and even Africa) has to bow down to the first world countries and eastern powers, in terms of leverage we have a lot to offer but always pull the short straw?
News24 South Africa
através do Professor Eduardo Costa Dias
8.2.12
Guiné Equatorial perturba a CPLP
O Governo de Lisboa está a ser pressionado no Parlamento para boicotar a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a não ceder a interesses económicos que desvirtuem o espaço linguístico.
A polémica admissão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) levou o Bloco de Esquerda (BE) a apresentar no Parlamento português na terça-feira (03.04) um projeto de resolução que recomenda ao Governo a rejeição da adesão do país por ser "repressivo e corrupto".
"Tratar-se-ia de uma decisão duplamente errada, por falta de requisitos linguísticos e democráticos", pode ler-se no projeto de resolução apresentado na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, segundo o qual, uma eventual adesão, levaria "a um desprestígio enorme" da CPLP.
Os estatutos da organização lusófona estipulam que os países membros da CPLP devem seguir os "valores da democracia e o respeito pelos direitos humanos".
Uma eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP requer a aprovação unânime dos Chefes de Estado e de Governo da organização.
A decisão do governo português está dependente do relatório que a organização vai apresentar na cimeira de Maputo, agendada para julho.
Interesses ditados pelo petróleo
O deputado bloquista Pedro Filipe Soares informou que o projeto visa forçar o governo a tomar uma posição sobre o assunto, até à realização da cimeira de Maputo, no inicio do segundo semestre de 2012.
"Do nosso ponto de vista o governo português tem todos os motivos para reprovar a adesão, designadamente pela questão da língua. Só formalmente é que o português foi indicado como língua oficial do país, mas não tem um uso recorrente pelos guinéus equatorianos”, disse o deputado bloquista, que acusa o governo de estar a ceder aos interesses ligados ao petróleo e às riquezas naturais da Guiné Equatorial.
“Os interesses económicos de geoestratégia dos recursos naturais – enfatizou –na prática não se podem sobrepor a valores que consideramos essenciais para o século XXI. Há dados recentes que dão conta da existência de censura na imprensa. Durante a chamada primavera árabe, todas as noticias sobre o que passava no Egito e na Tunísia foram proibidas na Guiné Equatorial.”
O deputado bloquista, citado pela agência Lusa defende ainda que o Governo deve "exercer pressão juntos dos parceiros da CPLP para que não se desvirtue este projeto comum que já provou, defendendo os valores da democracia e dos direitos humanos, ser uma mais-valia".
Idêntica posição foi defendida por Bernardino Soares, do Partido comunista Português. “A nós – disse - preocupa-nos muito que se esteja a procurar fazer um caminho de deriva em relação ao principio da CPLP que é o de ser uma comunidade de língua portuguesa para a transformar numa comunidade que tem mais em vista um certo conglomerado de interesses muito ligados aos recursos económicos daquela região do globo.”
PSD apoia adesão
A representante do PSD na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, Mónica Ferro, manifestou a oposição do Partido Social Democrata à proposta de resolução do BE.
“O PSD acredita que a única maneira de fazer a promoção do Estado de direito e dos direitos humanos na Guiné Equatorial é inclui-lo em espaços onde possa haver troca de boas praticas, ou até alguma pressão diplomática nesse sentido, e não isolar os países”, disse a parlamentar do principal partido do governo português.
Por seu turno, o Partido Socialista, atualmente na oposição mas que governava Portugal na altura em que o pedido de adesão da Guiné Equatorial foi apresentado à CPLP, defendeu que antes da decisão deverão ser avaliados os progressos das reformas democráticas na Guiné Equatorial exigidas pelos oito Estados membros na altura da formalização do pedido pelas autoridades de Malabo.
“Esse processo está em curso e seria extemporâneo interrompê-lo agora. Existe uma equipa que deve avaliar se a Guiné Equatorial está a cumprir aquilo que acordou ou não”, disse a deputada socialista, Maria de Belém.
Em 17 de novembro, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, pediu ao primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que desenvolva "diligências" no sentido de que a Guiné Equatorial, que já detém o estatuto de observador associado da CPLP desde 2006, passe a Estado-membro da organização.
Por sua vez, Passos Coelho, que na altura se encontrava numa visita a Luanda, referiu que o Governo português está aberto a discutir e a analisar a situação da Guiné Equatorial, considerando que, no espaço regional, o país tem uma importância muito relevante para a Língua Portuguesa.
Em julho do corrente ano, Moçambique irá assumir a presidência rotativa da CPLP na cimeira de Maputo, que deverá decidir sobre a adesão da Guiné Equatorial.
Autor: João Carlos (Lisboa) / Pedro Varanda de Castro - Edição: António Rocha Detsche Welle (África)
A polémica admissão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) levou o Bloco de Esquerda (BE) a apresentar no Parlamento português na terça-feira (03.04) um projeto de resolução que recomenda ao Governo a rejeição da adesão do país por ser "repressivo e corrupto".
"Tratar-se-ia de uma decisão duplamente errada, por falta de requisitos linguísticos e democráticos", pode ler-se no projeto de resolução apresentado na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, segundo o qual, uma eventual adesão, levaria "a um desprestígio enorme" da CPLP.
Os estatutos da organização lusófona estipulam que os países membros da CPLP devem seguir os "valores da democracia e o respeito pelos direitos humanos".
Uma eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP requer a aprovação unânime dos Chefes de Estado e de Governo da organização.
A decisão do governo português está dependente do relatório que a organização vai apresentar na cimeira de Maputo, agendada para julho.
Interesses ditados pelo petróleo
O deputado bloquista Pedro Filipe Soares informou que o projeto visa forçar o governo a tomar uma posição sobre o assunto, até à realização da cimeira de Maputo, no inicio do segundo semestre de 2012.
"Do nosso ponto de vista o governo português tem todos os motivos para reprovar a adesão, designadamente pela questão da língua. Só formalmente é que o português foi indicado como língua oficial do país, mas não tem um uso recorrente pelos guinéus equatorianos”, disse o deputado bloquista, que acusa o governo de estar a ceder aos interesses ligados ao petróleo e às riquezas naturais da Guiné Equatorial.
“Os interesses económicos de geoestratégia dos recursos naturais – enfatizou –na prática não se podem sobrepor a valores que consideramos essenciais para o século XXI. Há dados recentes que dão conta da existência de censura na imprensa. Durante a chamada primavera árabe, todas as noticias sobre o que passava no Egito e na Tunísia foram proibidas na Guiné Equatorial.”
O deputado bloquista, citado pela agência Lusa defende ainda que o Governo deve "exercer pressão juntos dos parceiros da CPLP para que não se desvirtue este projeto comum que já provou, defendendo os valores da democracia e dos direitos humanos, ser uma mais-valia".
Idêntica posição foi defendida por Bernardino Soares, do Partido comunista Português. “A nós – disse - preocupa-nos muito que se esteja a procurar fazer um caminho de deriva em relação ao principio da CPLP que é o de ser uma comunidade de língua portuguesa para a transformar numa comunidade que tem mais em vista um certo conglomerado de interesses muito ligados aos recursos económicos daquela região do globo.”
PSD apoia adesão
A representante do PSD na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, Mónica Ferro, manifestou a oposição do Partido Social Democrata à proposta de resolução do BE.
“O PSD acredita que a única maneira de fazer a promoção do Estado de direito e dos direitos humanos na Guiné Equatorial é inclui-lo em espaços onde possa haver troca de boas praticas, ou até alguma pressão diplomática nesse sentido, e não isolar os países”, disse a parlamentar do principal partido do governo português.
Por seu turno, o Partido Socialista, atualmente na oposição mas que governava Portugal na altura em que o pedido de adesão da Guiné Equatorial foi apresentado à CPLP, defendeu que antes da decisão deverão ser avaliados os progressos das reformas democráticas na Guiné Equatorial exigidas pelos oito Estados membros na altura da formalização do pedido pelas autoridades de Malabo.
“Esse processo está em curso e seria extemporâneo interrompê-lo agora. Existe uma equipa que deve avaliar se a Guiné Equatorial está a cumprir aquilo que acordou ou não”, disse a deputada socialista, Maria de Belém.
Em 17 de novembro, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, pediu ao primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que desenvolva "diligências" no sentido de que a Guiné Equatorial, que já detém o estatuto de observador associado da CPLP desde 2006, passe a Estado-membro da organização.
Por sua vez, Passos Coelho, que na altura se encontrava numa visita a Luanda, referiu que o Governo português está aberto a discutir e a analisar a situação da Guiné Equatorial, considerando que, no espaço regional, o país tem uma importância muito relevante para a Língua Portuguesa.
Em julho do corrente ano, Moçambique irá assumir a presidência rotativa da CPLP na cimeira de Maputo, que deverá decidir sobre a adesão da Guiné Equatorial.
Autor: João Carlos (Lisboa) / Pedro Varanda de Castro - Edição: António Rocha Detsche Welle (África)
Um novo Presidente nas Maldivas
New Maldives President Mohammed Waheed Hassan has said that it is unfair to describe the removal of President Mohamed Nasheed as a coup.
He said that there was no pre-arranged plan for him to stage a takeover.
The new president criticised his predecessor - who is being held in an undisclosed location - for wrongfully arresting a top judge.
President Hassan said his aim now was to form a coalition to help build a stable and democratic country.
He called for the formation of a national unity government to help the country recover from the political crisis that led to the resignation of his predecessor.
The authorities are also reported to be investigating the discovery of bottles of alcohol being removed from outside Mr Nasheed's residence.
Consuming alcohol outside tourist resorts is a crime in the Muslim nation.
Mr Hassan on Wednesday promised to protect Mr Nasheed from retribution, pointing out that he was free to leave the country.
However he said he would not interfere with any police or court action against Mr Nasheed.
'Rogue elements'
The former president told the AFP news agency on Wednesday that he had been forced to resign by armed police and army officers in a coup plot hatched with the knowledge of his successor.
His resignation came soon after protests over the arrest of Justice Abdulla Mohamed last month.
Continue reading the main story
The Maldives
The Maldives is a chain of nearly 1,200 islands in the Indian Ocean
Fewer than 200 of those islands are inhabited but with sandy beaches and coral, tourism is the Maldives' largest industry
It became a protectorate under the Dutch in the 17th Century and then the British in the 19th Century. It achieved full independence in 1965
President Mohamed Nasheed came to power after elections in 2008 ended 30 years of autocratic rule by Maumoon Abdul Gayoom
A former political prisoner and activist, President Nasheed highlighted the threat of global warming to the low-lying islands
But he has faced fierce political opposition, as parliament is dominated by opposition supporters of the former president
Tensions escalated last month after the army arrested a senior judge the government accused of political bias, prompting street protests
Maldives country profile
He was released soon after Mr Hassan took power.
The judge was accused of being loyal to the opposition by ordering the release of a government critic he said had been illegally detained.
BBC
He said that there was no pre-arranged plan for him to stage a takeover.
The new president criticised his predecessor - who is being held in an undisclosed location - for wrongfully arresting a top judge.
President Hassan said his aim now was to form a coalition to help build a stable and democratic country.
He called for the formation of a national unity government to help the country recover from the political crisis that led to the resignation of his predecessor.
The authorities are also reported to be investigating the discovery of bottles of alcohol being removed from outside Mr Nasheed's residence.
Consuming alcohol outside tourist resorts is a crime in the Muslim nation.
Mr Hassan on Wednesday promised to protect Mr Nasheed from retribution, pointing out that he was free to leave the country.
However he said he would not interfere with any police or court action against Mr Nasheed.
'Rogue elements'
The former president told the AFP news agency on Wednesday that he had been forced to resign by armed police and army officers in a coup plot hatched with the knowledge of his successor.
His resignation came soon after protests over the arrest of Justice Abdulla Mohamed last month.
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The Maldives
The Maldives is a chain of nearly 1,200 islands in the Indian Ocean
Fewer than 200 of those islands are inhabited but with sandy beaches and coral, tourism is the Maldives' largest industry
It became a protectorate under the Dutch in the 17th Century and then the British in the 19th Century. It achieved full independence in 1965
President Mohamed Nasheed came to power after elections in 2008 ended 30 years of autocratic rule by Maumoon Abdul Gayoom
A former political prisoner and activist, President Nasheed highlighted the threat of global warming to the low-lying islands
But he has faced fierce political opposition, as parliament is dominated by opposition supporters of the former president
Tensions escalated last month after the army arrested a senior judge the government accused of political bias, prompting street protests
Maldives country profile
He was released soon after Mr Hassan took power.
The judge was accused of being loyal to the opposition by ordering the release of a government critic he said had been illegally detained.
BBC
7.2.12
Pela liberdade na Guiné Equatorial
11 de Fevereiro - Noite temática "Guiné Equatorial", com o escritor Juan Tomás Ávila - Centro InterculturaCidade *
*Travessa do Convento de Jesus, 16 A, 1200-126 Lisboa (próximo ao Parlamento)
A 11 de Fevereiro de 2011, o escritor guinéu-equatoriano Juan Tomás Ávila começou uma greve de fome, protesto pacífico contra a “ditadura que nos come a alma” de Teodoro Obiang Nguema. Em Junho de 2011, o cartoonista Ramón Esono (também conhecido por “Jamón y Queso”) inaugurou um canal alternativo e satírico de “notícias” sobre a Guiné Equatorial, a LOCOStv.
O Centro InterculturaCidade acolhe uma exposição de Ramón Esono e um debate sobre a situação política e social da Guiné Equatorial, contando com a presença destacada de Juan Tomás Ávila, autor do livro “Diccionário Básico y Aleatório de la Dictadura Guineana”. Estarão igualmente presentes, entre outros convidados, Fernando Sousa, João Curvêlo, Jorge Heitor e Yolanda Aixelà, actualmente presidente de uma associação recém-criada, com sede em Barcelona, cujo principal objectivo é a abertura de espaços de diálogo entre as sociedades civis de Espanha e da Guiné Equatorial, ligados pelos laços da colonização e das políticas de silenciamento nascidas no franquismo e que perduram na atualidade.
Consideramos importante que estes espaços de diálogo se transponham para a sociedade portuguesa, sobretudo quando se sabe que a CPLP deverá decidir este ano sobre a entrada da Guiné Equatorial como membro daquela organização, acreditando os defensores dessa adesão que tal poderia facilitar o acesso das empresas portuguesas a um novo (e aliciante) mercado.
*Travessa do Convento de Jesus, 16 A, 1200-126 Lisboa (próximo ao Parlamento)
A 11 de Fevereiro de 2011, o escritor guinéu-equatoriano Juan Tomás Ávila começou uma greve de fome, protesto pacífico contra a “ditadura que nos come a alma” de Teodoro Obiang Nguema. Em Junho de 2011, o cartoonista Ramón Esono (também conhecido por “Jamón y Queso”) inaugurou um canal alternativo e satírico de “notícias” sobre a Guiné Equatorial, a LOCOStv.
O Centro InterculturaCidade acolhe uma exposição de Ramón Esono e um debate sobre a situação política e social da Guiné Equatorial, contando com a presença destacada de Juan Tomás Ávila, autor do livro “Diccionário Básico y Aleatório de la Dictadura Guineana”. Estarão igualmente presentes, entre outros convidados, Fernando Sousa, João Curvêlo, Jorge Heitor e Yolanda Aixelà, actualmente presidente de uma associação recém-criada, com sede em Barcelona, cujo principal objectivo é a abertura de espaços de diálogo entre as sociedades civis de Espanha e da Guiné Equatorial, ligados pelos laços da colonização e das políticas de silenciamento nascidas no franquismo e que perduram na atualidade.
Consideramos importante que estes espaços de diálogo se transponham para a sociedade portuguesa, sobretudo quando se sabe que a CPLP deverá decidir este ano sobre a entrada da Guiné Equatorial como membro daquela organização, acreditando os defensores dessa adesão que tal poderia facilitar o acesso das empresas portuguesas a um novo (e aliciante) mercado.
Cenas de uma Líbia destroçada
By Oliver Holmes and Taha Zargoun
TRIPOLI, Feb 6 (Reuters) - Gunmen killed five Libyan refugees at their camp in a Tripoli suburb on Monday, residents and hospital sources said, underscoring the volatility in the country months after Muammar Gaddafi's overthrow.
Residents of the camp, black Libyans originally from the town of Tawergha, say they are being persecuted over accusations they collaborated with Gaddafi during the country's revolution.
Many say they are also regularly mistaken for sub-Saharan African mercenaries who revolutionary fighters said fought for Gaddafi in the war.
The attackers came to the gate of the makeshift settlement in a disused naval academy in Janzour saying they wanted to arrest young men, and opened fire as people gathered to protest, said residents.
"Men from Misrata came to the camp at 10 o'clock. We knew they were from Misrata because it was written all over their cars," camp resident Huda Bel-Eid said at Tripoli Medical Hospital.
"Around 15 of them started shooting us. All the women escaped but the young men stayed. My brother was there and I went to help him because he was shot in the head and neck, then they shot me (in the leg)," she added.
Gaddafi's forces used Tawergha as a base to besiege and shell the coastal city of Misrata during last year's civil war. Its residents say they were held hostage by Gaddafi's men and did not collaborate.
TRIPOLI, Feb 6 (Reuters) - Gunmen killed five Libyan refugees at their camp in a Tripoli suburb on Monday, residents and hospital sources said, underscoring the volatility in the country months after Muammar Gaddafi's overthrow.
Residents of the camp, black Libyans originally from the town of Tawergha, say they are being persecuted over accusations they collaborated with Gaddafi during the country's revolution.
Many say they are also regularly mistaken for sub-Saharan African mercenaries who revolutionary fighters said fought for Gaddafi in the war.
The attackers came to the gate of the makeshift settlement in a disused naval academy in Janzour saying they wanted to arrest young men, and opened fire as people gathered to protest, said residents.
"Men from Misrata came to the camp at 10 o'clock. We knew they were from Misrata because it was written all over their cars," camp resident Huda Bel-Eid said at Tripoli Medical Hospital.
"Around 15 of them started shooting us. All the women escaped but the young men stayed. My brother was there and I went to help him because he was shot in the head and neck, then they shot me (in the leg)," she added.
Gaddafi's forces used Tawergha as a base to besiege and shell the coastal city of Misrata during last year's civil war. Its residents say they were held hostage by Gaddafi's men and did not collaborate.
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