21.4.12

Bissau: todos os partidos contra o golpe

Bissau, 21 abr (Lusa) - Todos os partidos hoje ouvidos pelo presidente interino da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau condenaram o golpe de Estado e defenderam o "retorno à normalidade" constitucional, disse Serifo Nhamadjo.

Serifo Nhamadjo, presidente interino do parlamento guineense, convocou os partidos com assento parlamentar para uma reunião, seguida de outra com os partidos sem assento, dizendo no final que houve unanimidade na condenação do golpe militar de dia 12.

O PAIGC, maior partido e no poder até ao golpe de Estado, não compareceu. Ainda assim, Serifo Nhamadjo afirmou aos jornalistas que o encontro foi positivo e defendeu que é necessário "conversar com todos os atores políticos" para se chegar a uma solução para a crise. "O que estamos a fazer é entender e apontar caminhos para soluções", disse.

Bissau: um mero balão de ensaio

La junta que tomó el poder en Guinea Bissau afirmó el sábado que el acuerdo de transición anunciado el jueves, en particular el nombramiento del presidente de la transición, sólo era una "propuesta" ...

La junta que tomó el poder en Guinea Bissau afirmó el sábado que el acuerdo de transición anunciado el jueves, en particular el nombramiento del presidente de la transición, sólo era una "propuesta", y se mostró "muy comprometida con la búsqueda de una solución a la crisis".

"Era una propuesta, no un anuncio oficial", aseguró el portavoz de la junta, teniente coronel Daba Da Walna, contactado por teléfono por la AFP tras el anuncio por el Consejo de seguridad de la ONU de que planea adoptar "sanciones específicas" contra los autores del golpe del 12 de abril y sus partidarios.

"Seguimos abiertos", afirmó el portavoz de la junta y el ejército.

"Estamos profundamente comprometidos a encontrar con la CEDEAO (Comunidad Económica de los Estados de Africa del Oeste) una solución de salida a la crisis", añadió.

"El comunicado era una propuesta, no un nombramiento oficial. Nadie nombra a un presidente y un órgano de transición por vía de comunicado", agregó.

El viernes "el comando militar" y "los partidos políticos" publicaron un comunicado conjunto firmado donde anunciaban el "nombramiento de un presidente de la república de transición" y del "presidente del Consejo Nacional de Transición" encargado de administrar el proceso de transición por un período máximo de dos años.

El golpe del 12 de abril ocurrió entre las dos vueltas de las elecciones presidenciales, en las que el ex jefe de gobierno Gomes Junior era gran favorito.

Bissau: ONU espera pelo fim do mês...

Raising the possibility of targeted sanctions, the United Nations Security Council today demanded the immediate restoration of constitutional order in Guinea-Bissau, as well as the reinstatement of the West African country's legitimate government.

“The Security Council further demands the immediate and unconditional release of the interim President Raimundo Pereira, Prime Minister Carlos Gomes Júnior and all officials currently detained in order to enable the completion of the presidential and legislative elections,” the 15-member said in a presidential statement, following a meeting.

Soldiers in Guinea-Bissau – a country with a history of coups, misrule and political instability since it gained independence from Portugal in 1974 – seized power earlier this month. The putsch came ahead of the presidential run-off election that was slated for 22 April between Mr. Gomes Júnior and a former president, Kumba Yala.

In its statement, the Council said it was prepared to consider possible further measures, including targeted sanctions against the perpetrators and supporters of the military coup, should the situation remain unresolved.

It also reiterated its strong condemnation of the coup, and expressed deep concern over reports of violent repression of peaceful demonstrations, looting, restriction of freedom of movement, the arbitrary detention of civilians and demands their release.

It said it welcomed and supported the engagement of the African Union, the Economic Community of West African States and the Community of Portuguese Speaking Countries, and encouraged closer coordination of their efforts to restore constitutional order in Guinea-Bissau.

The Council asked Secretary-General Ban Ki-moon – who has also condemned the coup – to keep it informed of developments in the West African country and to submit a report, by the end of April, on the re-establishment of the constitutional order there.

The UN Secretariat is in close consultation on the situation in the country with the Special Representative of the Secretary-General to Guinea-Bissau, Joseph Mutaboba, and the UN team on the ground.

Bissau: Uma nota de 31 de Março

The members of the Security Council underscored the importance of successful conclusion of the presidential and legislative elections to achieving progress on critical peacebuilding priorities in Guinea-Bissau, in particular on security sector reform, including demobilization of military and police, socio-economic development, fighting impunity and drug trafficking, and taking forward the national dialogue on reconciliation. The members of the Security Council urged Guinea-Bissau’s national authorities to continue addressing these issues, and the United Nations, as well as the international community, to continue supporting Guinea-Bissau’s national authorities to achieve these aims.
The members of the Security Council emphasised the need for the national authorities in Guinea-Bissau to bring those responsible for any acts of election-related violence to justice. The members of the Security Council reiterated that the Government of Guinea-Bissau bore the primary responsibility for ensuring the security of its population and creating an atmosphere conducive to the peaceful conduct of the elections. They urged the defence and security forces to respect civilian oversight and control of the military, the constitutional order and the rule of law.

* *** *Esta é a parte final de uma declaração distribuída em 31 de Março último pela presidência (então britânica)do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Já se falava lá da desmobilização de militares e da importância de as forças de defesa e segurança respeitarem o poder civil. Não foi portanto nada de novo que o primeiro-ministro tivesse pensado fazer, de forma secreta, já em Abril, conforme dizem agora os golpistas. Há anos que se anda a dizer que os militares têm de ser postos na ordem.
Não foi nada que o Governo tivesse arquitectado no início deste mês.

-- Este mês a presidência do Conselho de Segurança cabe aos Estados Unidos.

Bissau: a fuga dos ratos

SERIFO NHAMADJO RECUOU, RECUSOU O LUGAR DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA!!!!
A PRESSÃO INTERNACIONAL DEVIDO AO CAMINHO QUE ESTÁ LEVANDO... AGORA, CADA RATO PROCURA ABANDONAR O BARCO, PARA QUE A RESPONSABILIDADE RECAIA UNICA E EXCLUSIVAMENTE SOBRE OS MILITARES.
A COVARDICE DE CERTOS POLITICOS E CERTOS HOMENS GUINEENSES DEIXA MUITO QUE PENSAR.
TARDE DEMAIS PARA O POSICIONAMENTO DE SERIFO NHAMADJO, PORQUE ELE PARTICIPOU EM TUDO DESDE O PRINCIPIO.
JAMAIS PODEREMOS TAPAR O SOL COM UMA PENEIRA!!!

LAGRIMA KU NA SAI NA BU UDJU..., KA PUDI TUDJIU DI ODJA BARDADI NUNDE KI STA NEL!!!! Denilson da Conceição Ferrage Ferreira (vulgo Doka Ferreira, residente em Manchester)

Bissau: amanhã haverá marcha pela paz

O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, enquanto instituição que pauta pela defesa intransigente da democracia e do Estado do Direito, tem seguido com particular atenção a evolução da situação politica e militar do país marcada essencialmente pelas consequências do golpe de estado do passado dia 12 do corrente mês, tendo mergulhado o país numa crise sem precedentes. Preocupados com as implicações politicas, sociais e económicas desta acção antidemocrática das forças armadas, os parceiros internacionais nomeadamente, a CEDEAO, a União Africana e as Nações Unidas, desencadearam acções diplomáticas com vista a reposição da ordem constitucional. Por conseguinte, as organizações da sociedade civil foram surpreendidas com o anúncio de assinatura de um acordo para Estabilização e Manutenção da Ordem Constitucional e Democrática entre o Comando militar e alguns partidos e facções das formações politicas no passado dia 17 de Abril 2012. O Movimento Nacional da Sociedade Civil manifesta a sua estranheza face aos comportamentos ilegais e inaceitáveis de alguns dirigentes políticos e outras personalidades que ocuparam funções cimeiras na hierarquia do estado guineense cujas acções irresponsáveis deram corpo e alma a este golpe de estado. Face a esses factos, o Movimento Nacional da Sociedade Civil, vem por este meio tornar público o seguinte: 1. Condenar sem reservas as atitudes do Estado-maior General das forças armadas e dos dirigentes e personalidades politicas em assinar um acordo que fere o conteúdo material da Constituição da Republica. 2. Exigir mais uma vez a libertação imediata do presidente da Republica Interino Dr. Raimundo Pereira e Primeiro-ministro Carlos Gomes júnior. 3. Condenar e denunciar a vã tentativa de alguns dirigentes políticos de convencer isoladamente, alguns dirigentes da Sociedade Civil para se associarem aos seus intentos golpistas. 4. Reafirmar a sua posição inequívoca e irreversível de não reconhecer, e não participar em nenhuma instituição resultante de alteração da ordem constitucional; 5. Apelar aos cidadãos em geral para se mobilizarem em torno de uma gigantesca marcha pacifica que terá lugar no próximo dia 22 do corrente mês (Segunda feira), com objectivo de exigir a reposição da ordem constitucional e a libertação imediata dos detidos. Feito em Bissau, aos 20 dias do mês de Abril de 2012 A Direcção Nacional

Publicada por António Aly Silva

Bissau: o recuo de Serifo Nhamadjo

AFP Publié le 20/04/2012 à 21:45
◦ 







Manuel Serifo Nhamadjo, désigné président de transition en Guinée-Bissau, a affirmé ne pas avoir été préalablement consulté, sans pour autant contester formellement sa nomination. "Ni moi, ni Sori Djalo (nommé président du Conseil national de transition, organe législatif) n'avons été informés auparavant", a affirmé M. Nhamadjo à la presse à l'issue d'une réunion avec des représentants de la junte. "Après l'annonce par la presse de mon nom, j'ai eu un petit entretien urgent pour savoir le pourquoi de ma nomination", a-t-il dit dans une déclaration au parlement, dont il se dit encore le "président en exercice" malgré la dissolution de toutes les institutions par les putschistes.

 "En tant que démocrate, je ne saurais être d'accord avec l'accord signé avec les militaires, sinon je l'aurais applaudi", a-t-il assuré, dans une formulation alambiquée. Manuel Serifo Nhamadjo, dissident de l'ex-parti au pouvoir éliminé au premier tour de la présidentielle du 18 mars, avait déjà condamné le coup d'Etat, trois jours après sa réalisation, tout comme les quatre anciens candidats de l'opposition au scrutin.

Les partisans du Premier ministre renversé Carlos Gomes Junior avaient alors dénoncé leur "duplicité", soulignant que dans le même temps, ces cinq opposants avaient délégué leurs partis ou représentants aux pourparlers avec la junte.