18.5.12

Bissau: 70 polícias do Burkina

Cerca de 70 polícias do Burkina Faso chegaram hoje à capital da Guiné-Bissau, o primeiro grupo de um total de 600 militares e polícias da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) destinados ao país. O grupo chegou a Bissau num avião do Burkina Faso, a meio da tarde de hoje, e foi recebido pelo comissário-geral adjunto da Polícia da Guiné-Bissau, Armando Nhaga, e por Ansumane Sissé, representante da CEDEAO na capital do país. Dentro de "alguns dias" chegará um segundo grupo do Burkina Faso, incluindo o coronel Barro Gnibanga, que vai chefiar a missão militar da CEDEAO para a Guiné-Bissau, explicou Ansumane Sissé. LUSA

17.5.12

Ouattara, presidente da África Ocidental

Pas un jour sans qu’Alassane Dramane Ouattara (ADO) s’entretienne au téléphone avec ses plus fidèles soutiens internationaux. ADO communique donc régulièrement avec Susan Rice, représentante américaine auprès des Nations unies, et avec Nicolas Sarkozy. Sur le plan africain, il entretient une relation permanente avec Blaise Compaoré, le chef de l’État burkinabè, et avec le Nigérian Goodluck Jonathan. ADO tient également informé Denis Sassou Nguesso, son homologue congolais. Il peut encore se targuer de l’amitié d’Abdou Diouf, secrétaire général de la Francophonie, du soutien de la famille Soglo au Bénin et de celui du président camerounais, Paul Biya. Ouattara possède aussi un solide carnet d’adresses dans le monde politique et des affaires. En France, il bénéficie du soutien de Jean-Claude Trichet, le président de la Banque centrale européenne, des socialistes Jacques Attali, Laurent Fabius et Dominique Strauss-Kahn, actuel patron du Fonds monétaire international (FMI), ainsi que de ses prédécesseurs Michel Camdessus et Jacques de Larosière. Il est encore appuyé par de grands hommes d’affaires comme Martin Bouygues. Aux États-Unis, il a conservé son réseau dans les milieux d’affaires et la communauté juive. Il fréquente notamment des personnalités comme le financier George Soros. En Israël, il a d’excellentes relations avec Stanley Fischer, le gouverneur de la Banque centrale, rencontré lorsqu’il était au FMI. 10 de Janeiro de 2011 Jeuneafrique.com

16.5.12

Bissau: Nhamadjo já tem primeiro-ministro

O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, nomeou hoje Rui Duarte de Barros para primeiro-ministro de transição do país. A nomeação surge através de um decreto presidencial (decreto número 7/2012) assinado por Serifo Nhamadjo e indica que Rui Duarte Barros, engenheiro, foi "indigitado consensualmente pelos partidos políticos signatários do Pacto de Transição Política". O decreto entra em vigor na data da investidura, diz também o documento da Presidência da República, a que a Lusa teve acesso. Rui Barros foi ministro da Economia e das Finanças da Guiné-Bissau em 2002 e mais recentemente trabalhou na União Económica e Monetária da África Ocidental.

Bissau: Pacto de Transição Política

Lusa 16 Mai, 2012, 17:40 Partidos políticos e Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau assinaram hoje na capital do país um Pacto de Transição Política, que institui a realização de eleições presidenciais e legislativas no máximo de um ano a partir de hoje. O Pacto foi assinado num hotel de Bissau pelo presidente em exercício da Assembleia, Sori Djaló, e por partidos políticos legalmente constituídos mas sem a presença do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), maior partido e no poder até ao golpe de Estado de 12 de abril. O Pacto é constituído por seis artigos e o último diz que produz efeitos imediatamente após a assinatura, e constitui "o quadro legal para a condução do país à normalidade constitucional". No documento aceita-se que seja Serifo Nhamadjo o Presidente da República de transição, durante um ano e em funções até à posse do Presidente eleito, gozando até lá "dos direitos e regalias inerentes ao cargo de Presidente da República eleito". A presente legislatura da Assembleia Nacional Popular (ANP), que devia terminar em novembro, "é prorrogada até à posse dos novos deputados" e durante o período de transição as votações dos diplomas devem obedecer às normas constitucionais e regimentais, diz também o documento. O primeiro-ministro será escolhido por consenso dos partidos e nomeado pelo Presidente, e o governo, de 12 meses, "será constituído de base alargada". Segundo o artigo 5.º do Pacto de Transição, o que nao estiver contemplado no Pacto hoje assinado aplica-se o exposto na Constitituicao, o que for acordado politicamente entre partidos ou as recomendacoes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. O Pacto, que será depositado no Supremo Tribunal de Justiça, estabelece também que nem o Presidente nem o primeiro-ministro se podem candidatar nas eleições presidenciais e legislativas seguintes. Assistiram à assinatura do Pacto, além de militares e políticos, representantes dos Estados Unidos, China, Líbia, Nigéria, Senegal, Rússia, Gambia, Mauritânia, União Africana e CEDEAO. O presidente da Republica de transição, Serifo Nhamadjo, que presidiu ao ato, disse que a partir de hoje "estão criadas as condições para que se faça uma transição segura". --

Bissau: Cadogo Júnior

O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau disse hoje em Lisboa que "está pronto" para voltar ao país e "continuar a trabalhar para o bem da Guiné", que é o "dever de qualquer guineense". Carlos Gomes Júnior falava aos jornalistas à entrada da sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, onde chegou acompanhado do Presidente interino deposto, Raimundo Pereira. No local, cerca de uma centena de guineenses gritava «viva a Guiné-Bissau». @ Agência Lusa

Bissau: acusações a Nhamadjo

Bissau - O Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)considerou as atitudes de Serifo Nhamadjo como de traição, irresponsáveis e de desobediência à decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Neste sentido, o Comité Central do PAIGC adiantou que Serifo Nhamadjo se associou aos golpistas, violando assim dolosamente os estatutos do seu partido. Reunido esta segunda-feira, 14 de Maio, para analisar situação político-militar vigente na Guiné-Bissau, o Comité Central do PAIGC disse refutar liminarmente o Presidente da República imposto pela CEDEAO, assim como outras instituições criadas no âmbito de golpe de Estado de 12 de Abril. «Responsabilizamos a CEDEAO pelas eventuais consequências da sua atitude de nomear, à revelia da vontade popular, um Presidente da República para Guiné-Bissau», lê-se no projecto de resoluções da reunião. Por outro lado, o PAIGC disse estranhar a incoerência e degradação progressiva das posições assumidas pela CEDEAO nas cimeiras de Abuja e Dakar, assim como nos encontros de Banjul e Bissau, que culminaram com a legitimação de golpe de Estado, colocando em causa o princípio da CEDEAO da «Tolerância Zero». A apresentação de provas documentais pela forma como a CEDEAO foi mandatado pelas Nações Unidas no sentido de impor um Presidente da na Guiné-Bissau, o esclarecimento sobre os estatutos de Raimundo Pereira e de Carlos Gomes Júnior, que se encontram na Nigéria são, entre outras exigências, as do Comité Central do PAIGC. Relativamente à sessão da Assembleia Nacional Popular, agendada para entre 14 e 29 de Maio, o Comité Central do PAIGC considerou como uma manobra desesperada protagonizada no dia 14 de Maio por um grupo de deputados, numa atitude de usurpação das competências da plenária da ANP, realizaram a «vergonhosa farsa» parlamentar que consistiu numa sessão da ANP sem quórum. Foi neste sentido que o PAIGC recomendou a sua comissão permanente a trabalhar em articulação com o Grupo Parlamentar na monitorização da crise pós golpe de Estado no país. O PAIG adoptou uma luta contra a ilegalidade e a subversão da ordem da constituição com base nas palavras «resistência… resistência…».

Bissau: actividades de ex-embaixador

O antigo embaixador Francisco Henriques da Silva vai dar uma conferência na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em Lisboa, prevista para 31 do corrente e intitulada "Guiné-Bissau: um Estado falhado ou o fim do Estado?" . Entretanto, prepara um livro de crónicas, no fundo, memórias - "Crónicas dos (des)Feitos da Guiné" -, centrado essencialmente na guerra civil de 98-99, com algumas revelações inéditas e com análises críticas do que por lá se passou, que será publicado proximamente (talvez Junho ou Julho). Por outro lado, anunciou-e outro livro sobre a Guiné-Bissau, que é um "roteiro" desde os tempos coloniais aos dias de hoje, que está a escrever de parceria com um amigo e que sairá lá para o fim do ano ou princípios do próximo. --- Quem um dia passou por Bissau, ou por lá passou alghum tempo, jamais deixa de se interessar por esse infeliz território.