27.9.12
Possível Governo de Angola, segundo Ramiro Barreira
Ministério da Administração do Território – Adão Francisco Correia de Almeida
Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social - Carlos Maria Feijó
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas - Carlos Alberto Jaime
Ministério da Assistência e Reinserção Social - João Baptista Kussumua
Ministério da Comunicação Social - Manuel Miguel de Carvalho
Ministério da Cultura - Fátima Viegas
Ministério da Defesa Nacional - Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem
Ministério da Economia - Abrahão Pio dos Santos Gourgel
Ministério da Educação - Narciso Benedito
Ministério da Energia e Águas - João Baptista Borges
Ministério da Família e Promoção da Mulher - Genoveva da Conceição Lino
Ministério da Geologia e Minas e Indústria - Joaquim da Costa David
Ministério da Hotelaria e Turismo - Pedro Mutinde
Ministério da Justiça - Guilhermina Contreiras da Costa Prata
Ministério da Juventude e Desportos - Rui Mingas
Ministério da Saúde - José Vieira Dias Van-Dúnem
Ministério das Finanças - Valentina Matias de Sousa Filipe
Ministério das Relações Exteriores - Georges Rebelo Pinto Chikoti
Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação - José Carvalho da Rocha
Ministério do Ambiente - Syanga Abílio
Ministério do Comércio - José B. de Vasconcelos
Ministério do Ensino Superior e Ciência e Tecnologia - Maria Candida Pereira Teixeira
Ministério do Interior - Ambrósio de Lemos
Ministério do Planeamento - Ana Dias Lourenço
Ministério do Urbanismo e Construção - Fernando Alberto de Lemos Soares da Fonseca
Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria - Agostinho Fernandes Nelumba
Ministério dos Assuntos Parlamentares - Norberto Fernandes dos Santos
Ministério dos Petróleos - José B. de Vasconcelos
Ministério dos Transportes - Augusto da Silva Tomás
Secretaria de Estado para os Direitos Humanos - Bento Bembe
As polémicas em redor de Maomé
Raúl M. Braga Pires, em Rabat (www.expresso.pt)
Quarta feira, 26 de setembro de 2012
Numa primeira leitura factual sobre os recentes eventos, a propósito do filme cujo nome intitula a presente análise, diria que tudo leva a crer que se trata duma muito provável colaboração entre a extrema-direita americana e a extrema-direita copta egípcia. O filme encontra-se disponivel no youtube, desde Março deste ano e só chega ao conhecimento do grande público agora, após ter sido dobrado para árabe e publicitado junto dos sectores islâmicos mais radicais no Egipto, precisamente por um cristão copta, americano-egípcio. Relativamente a dobragens, as actrizes do mesmo que decidiram dar a cara após a polémica, disseram que os diálogos nunca se referiram a nenhum Muhammad, mas sim a um Jorge, o "Guerreiro do Deserto", titulo do projecto para o qual tinham sido contratadas. Mais tarde, na edição/montagem, as referências a Jorge, foram dobradas por Muhammad. Uma encomenda "11 setembrista", com contornos de caso de polícia, já que há pessoas que agiram de boa fé e cujo ludíbrio poderá ter colocado as próprias vidas em risco.
Quanto às reacções, foram as menos islâmicas possíveis, já que o próprio Profeta também em vida foi injuriado, chamado de feiticeiro, mágico e poeta. Aquando dos tempos de Meca, ainda antes da emigração para Medina, durante as orações no recinto da Ka'bah (Cubo), não raras vezes lhe foram arremessados excrementos d'animais e outras substâncias putrefactas, sem nunca ter havido como resposta qualquer acto violento. À imagem de Cristo, neste capítulo, Muhammad também deu a outra face, seguindo posteriormente caminho com a segurança própria dos Mensageiros.
Outro detalhe, é o impacto que as imagens têm no Ocidente, já que dão a ideia de que todos os muçulmanos, ou pelo menos os dos países retratados, estão irados por causa do filme. Não estou no Paquistão, no Egipto ou noutro local qualquer, mas certamente que aquilo que se passa em Marrocos é também replicado noutros países islâmicos. E na verdade, continuo cada vez mais a insistir na imagem da "maioria silenciosa", a mesma que saiu à rua durante a "Primavera Árabe", que já há muito ganhou pele de crocodilo e ignora este tipo de provocação. Fica indignado, com um aperto no coração, é do seu Profeta que se trata, mas acha que não é com violência que o assunto se resolve, considerando aliás, ser essa a pior forma. Amor com amor se paga e, na mesma moeda, pelo que se deve louvar a iniciativa do Emirato do Qatar, o qual destinou 450 milhões de dólares para a realização duma triologia sobre a vida do Profeta Muhammad, que a Paz e as Bençãos de Deus estejam com Ele e com todos Nós também, já agora.
RAZÕES PARA A REACÇÃO DOS MUÇULMANOS
As razões emocionais são simples d'explicar. O sonho de qualquer muçulmano é morrer em Meca, de preferência logo após ter terminado o Hajj, a Grande Peregrinação. É Jannati (aquele que ganhou o Paraíso) garantido. Ora como este sonho não está ao alcance de todos, sendo a morte a certeza mais incerta, resta, sobretudo aos radicais literalistas, morrer como shahid, mártir, para ter direito a uma entrada directa e garantida neste outro "Clube dos Puros". Defender a Honra do Profeta, regra geral por forma violenta, aparece assim aos olhos dos mesmos radicais, não apenas como uma obrigação, mas também como uma oportunidade de morte redentora. E porquê redentora? Porque todo o indivíduo tem noção dos seus próprios pecados e, no caso das diversas comunidades/sociedades islâmicas, profundamente vitorianas, onde imperam as virtudes públicas e os vícios privados, o pecado abunda não só na prática, mas também na retórica. "Não fizeste, mas pensaste!" Há que se libertar deste peso, o que geralmente acontece de forma escatológica e violenta. Defender a Honra do Profeta, para aqueles que não encontram o martírio durante os protestos, também os faz sentirem-se lavados dos pecados cometidos, à semelhança do que acontece após cada Ramadão e Hajj cumpridos na íntegra. A função de ambos estes Pilares do Islão, é precisamente essa. Ou seja, permitir a purificação, a renovação, no longo processo de rectificação que é a vida, na senda do Divino.
Do ponto de vista político há várias razões para o que está a acontecer, sendo que gostaria de dar primazia a uma, que me parece crucial. Os Estados Unidos da América, desde a II Guerra Mundial, por via da "Primavera Árabe", nunca tinham sido tão populares junto das populações árabes e berbéres, sobretudo no Norte d'África, mas também em certas partes do Médio Oriente. A prová-lo, estão os actuais acontecimentos na Líbia, sobretudo em Benghazi, onde o Exército e a sociedade civil estão a efectuar uma limpeza nas milícias não oficiais. Os líbios foram os primeiros a levantar os braços após a morte do Embaixador Stevens e a dizer "É pá, isto não somos nós!"
De forma clara, era necessário encontrar maneira d'estancar esta subida de popularidade americana por terras do Islão, bem como reabilitar líderes e grupos em descrédito há já quase 2 anos. Por exemplo Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah (Partido de Deus), que já não saía da toca desde Dezembro do ano passado, efectuou uma retumbante manifestação em Beirute a 17 de Setembro, menos de 24h após o final da visita do Papa Bento XVI à mesma cidade, o qual juntou 200 mil católicos numa Missa Campal. Curioso, não é?
Outro exemplo prático deste móbil para a reabilitação de causas esquecidas, foi a manifestação organizada na noite da passada quinta-feira, 20, pelo Movimento do 20 de Fevereiro (M20), em Tânger, Marrocos. Nova curiosidade e incongruência ideológica. Um movimento cuja raíz é laica, socialista e mesmo repúblicana, a defender a Honra do Profeta, sendo que foi o único evento relacionado com protestos registado em Marrocos durante esse dia de Jummah (pôr-do-sol de quinta-feira até ao pôr-do-sol de sexta-feira).
A "PROVOCAÇÃO" DO OCIDENTE
O que é referido como "Liberdade d'Expressão", caso do filme, das caricaturas do francês Charlie Hebdo, ou da revista alemã Titanic, que já disse que publicará novas caricaturas no número d'Outubro, é não só interpretado como provocação, mas também como iconoclastia. É a tentativa da destruição dum simbolo, duma tradição, duma narrativa. Ora é preciso dizer que na raíz deste desentendimento, estão linguagens e códigos diferentes. Exemplo prosaico muito prático, é a forma como a comunicação social islâmica (e restante população) se refere ao Profeta. As "Judites de Sousa" e os "Mários Crespo" destas latitudes referem-se-lhe durante os serviços noticiosos televisivos e radiofónicos, chamando-o de "Querido Profeta", ou de "nosso Querido Profeta", o que reforça a certeza sobre o imaculado do mesmo, com o peso adicional da crença de que tudo o que passa na TV, é verdade.
O Ocidente encontra-se num patamar diferente, não melhor nem pior, mas no patamar "dos pregos Alcobia, que têm 2 mil anos de garantia", talvez por interpretar que o divertimento e o bem-estar são o desígnio supremo, não da Humanidade, mas do Ser Humano. Pessoalmente, aquando duma entrevista a Yacub Sibindy, líder do Partido Independente de Moçambique (partido islâmico), não percebi a quem se referia quando insistentemente dizia que JC fez isto e JC disse aquilo. Perante a dúvida levantada respondeu "Joaquim Chissano, claro!" Para mim, JC sempre foi Jesus Christ Superstar! Blasfémia criar um acrónimo, ou um diminutivo para o Profeta, já para não falar numa alcunha, por exemplo.
Esta constatação sobre as diferentes linguagens e códigos, também me tem vindo a fazer reflectir sobre os conceitos, já que ambos os lados da barricada insistem em falar de "Tolerância". Ora tolerância nada mais é do que arrogância. Sigam o raciocínio: Eu sou tão bom, que até tolero a vossa presença. Ou, vocês são tão bons, que até toleram ler o que eu escrevo. Há uma necessidade imperiosa de fazer passar esta mensagem e de substituir o "Discurso da Tolerância", pelo "Discurso da Aceitação". Eu não tolero. Eu aceito, ou não aceito. Mas para aceitar, também tenho que conhecer e a grande conclusão a que eu tenho chegado nos últimos anos, é que o desconhecimento que eles têm sobre nós, é equivalente ao desconhecimento que nós temos sobre eles.
Caso não se perceba e não se aceitem os factos desta forma, por ambas as partes, estaremos inevitavelmente a traçar o caminho do Choque Civilizacional. Pessoalmente, acho que há muito se percebeu e que há muito não se aceitou!
25.9.12
Soares só agora percebe a dimensão da tragédia
O antigo Presidente Mário Soares afirmava em Janeiro de 2008 que Portugal "está bem". E não o preocupava a existência de perto de 580.000 desempregados, pessoas a sofrer e prontas para tudo: suicídio, roubo, prostituição.
Portugal só está normalmente bem para antigos e actuais chefes de Estado, primeiros-ministros, deputados, empresários...
Não está bem para os que se encontram desempregados ou apenas ganham 1.600 ou 1.700 euros ao fim do mês, quando o aluguer de uma casa já chega aos 670 euros.
Não está mesmo nada bem para a maioria da população, que vive num mundo completamente à parte dos que têm para cima de 13.000 euros no banco, casas em bom estado, grandes carros, rendimentos mensais acima dos 2.800 euros, etc.
Há um Portugal fictício, para 10 ou 12 por cento da sua população. E um Portugal bastante duro, para a imensa maioria. Mário Soares só há pouco é que o começou a perceber, pois que quando em Janeiro de 2008 os socialistas se encontravam a governar ele passava por cima disso. Jorge Heitor 25 de Setembro de 2012
As múltiplas razões da revolta portuguesa
Se trabalhais há mais de 40 anos e ainda não tendes casa própria, é plenamente justificável que vos revolteis.
Se trabalhais há mais de 36 anos e ainda não tendes uma viatura em condições, é plenamente razoável que vos revolteis.
Se trabalhais no duro há mais de 30 anos e ainda não tendes 12.000 euros de poupança, para a velhice, é plenamente lícito que vos revolteis.
Se trabalhais seriamente desde os 18 anos e aos 47 ainda não auferis um rendimento mensal superior a 1.300 euros, é profundamente aceitável que vos revolteis.
Se o cidadão andou a estudar durante 12 anos e depois, aos 19/20, não encontra trabalho, é perfeitamente aceitável o seu descontentamento.
Se não tendes um centro de saúde a menos de oito quilómetros de casa, é admissível o vosso grito de revolta.
Se precisais de ir antes das oito horas da manhã para um centro médico a fim de garantir consulta, é de toda a justiça que vos revolteis.
Se há ordenados abaixo dos 640 euros por mês, é caso para que toda a nação se revolte.
Se há 16 por cento dos portugueses dos 18 aos 65 anos que estejam no desemprego, é caso para o descontentamento geral.
Se uns têm duas ou três viaturas e outros nem uma só é caso para revolta.
Se uns ganham 4.900 euros mensais e outros apenas 870, é caso para reflectir e para concluir que muito está ainda por fazer.
O estado do país nestes últimos 13 anos é deveras alarmante. É decerto muito diferente do desejável; e daquilo que teríamos previsto em 1974/1975/1976.
O estado de Portugal é desesperante. É preciso dizê-lo. É preciso gritá-lo. Eu escrevi isto no fim de 2007 e aqora repito-o, quase que sem alterações; uma vez que quase nada melhorou de então para cá. J.H.
Morte de um jornalista angolano
Luanda — The Ministry of Social Communication (MCS) Friday in Luanda said that death of journalist Aguiar dos Santos is a great loss to the Angolan journalism at a time when that plurality is a guarantee of the principles of freedom of press and expression in Angola.
"It was with deep sorrow and dismay that the MCS has learned of the death of journalist Aguiar dos Santos, Tuesday in Luanda, victim of a disease" - underlines the mass media ministry in a statement signed by incumbent minister, Carolina Cerqueira.
In this time of grief and mourning, the MCS presents to the bereaved family, colleagues and friends the deepest feelings of regret.
Aguiar dos Santos was a journalist of the Angolan News Agency (ANGOP), where he held positions of responsibility, having also worked for the Angolan newspaper and as a correspondent of several Portuguese newspapers.
According to the Mass Media Ministry, Aguiar dos Santos was one of the pioneers of private Angolan press, exerting up to the date of his untimely demise the physical position of director of the weekly Agora.
Angola compra em Londres propriedade de luxo
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01
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Development of the Year
at the Office Development
Awards 2009.
43,000 sq ft have already
been let to world-class financial
and corporate organisations.
Office suites from 7,200 to
57,000 sq ft are available.
23.9.12
O que eu escrevia no início de 2008
"A situação financeira das famílias portuguesas encontra-se ao seu mais baixo nível dos últimos quatro anos. O Presidente da República colocou o dedo na ferida. É necessário remodelar profundamente o Governo. Ou dissolver a Assembleia da República e convocar eleições gerais antecipadas. Isto assim não pode ser. Isto assim não pode continuar. O nível de revolta aumenta dia a dia. Sufoca-se neste país.
"A saúde é um desastre. Morre-se nas urgências dos hospitais. Espera-se mais de sete semanas para se marcar certos exames médicos. Estamos fartos!".
Jorge Heitor 5 de Janeiro de 2008 -- Isto escrevia eu no blog Comunidades no início do ano de 2008; e o problema não perdeu actualidade.
A situação financeira das famílias portuguesas encontra-se agora ao seu mais baixo nível dos últimos oito anos e meio. As eleições dos últimos anos de nada serviram. Isto assim continua a não poder ser; o nível de revolta é generalizado. Só que uns o expressam de forma mais violenta, nas ruas, e outros o fazem sobretudo nos escritos, como esta nota que aqui deixo.
O que me importa sobretudo sublinha é que o problema não é de modo algum de há 12 ou 15 meses. Antes se arrasta há muito mais de oito anos, com a generalidade da população portuguesa a viver hoje bem pior do que vivia em 2003.
É muito, muito urgente, que não se tomem apenas algumas medidas pontuais, pois que o que o que interessa verdadeiramente fazer é uma reestruturação das mentalidades e dos modos de estar. JH
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