29.10.12
Bissau: o comportamento de Indjai e quejandos
A 'novela' Pansau Ntchama, para além de real, é triste. A chegada do acossado ao porto de Bissau foi tristemente retratada. A bandeira portuguesa - de um Estado! - envolta no seu corpo ultrapassa todos os limites do bom-senso! As autoridades golpistas na Guiné-Bissau, completamente isoladas por países e organizações democráticas por todo o mundo, merecem uma resposta dura e exemplar: a CPLP devia já ter expulso o nosso país da sua organização - não sei porque espera a nossa organização, mas, talvez com este último episódio, decidam por abrir os olhos.
É intolerável, inaceitável e, sobretudo, vergonhoso ver a bandeira de Portugal enxovalhada e envolta no corpo do Pansau como se ele já o tivesse consigo durante a sua mal explicada aventura (espero que Daba Na Walna tenha gravado a conversa do tal de Didi com o Zamora Induta...) - prova melhor não teria!
Ao mundo:
As autoridades sanguinárias bissau-guineenses (civis e militares) precisam de uma grande lição, de uma lição que as gerações vindouras ouvirão falar.
Agora pergunto:
- Bubo Na Tchuto, esse sim com protecção do Estado da Gâmbia, não saiu do país vizinho entrando na Guiné-Bissau à socapa? Alguém (civil ou militar) chegou a acusar a Gâmbia de conivência, que depois deu em golpe de Estado? Não me parece...;
- 'Nino' Vieira entrou na Guiné-Bissau ilegalmente, num helicóptero armado, de um país também vizinho - a Guiné Conacry. Alguém (civil ou militar) acusou o estado guineense por esta aventura digna de um filme de Hollywood? Não creio...
Que Estado este que rapta os seus cidadãos, espanca-os e deixa-os à beira da morte abandonados à sua sorte? Que Estado prende supostos golpistas, para depois os torturar, executando-os de seguida a sangue frio? - Só um Estado de dementes e de assassinos a soldo de um grupinho de esquizofrénicos e drogados!!!
Para a comunidade internacional:
Se não tomarem a Guiné-Bissau de ponta, os vossos cidadãos irão sofrer - e falo dos diplomatas, dos funcionários de organizações e dos cidadãos comuns. Talvez assim chegaremos lá. Estamos cansados, fartos de cowboys e de aventureiros. Vive-se uma ditadura sanguinária onde quem não é a favor é considerado inimigo e um alvo a abater. António Aly Silva / Ditadura do Consenso
28.10.12
Bissau: prossegue a grande farsa
Com a prisão de Pansau, o macabro plano de Indjai chega a meio.
Depois do simulacro do “golpe de estado falhado” do dia 21, onde toda a montagem caiu por terra – com assaltantes sem armas a atacar o quartel mais forte das forças militares, onde os assassinados foram mortos dentro de uma casa e depois levados para a montagem do cenário, os corpos queimados, mas as roupas não, onde todos os mortos são da etnia felupe (porque afinal se trata de uma vingança por um roubo de gado perpetrado, dias antes, no chão-dos-felupes e onde foram mortos 5 balantas que lá tinham ido roubar vacas) – agora Indjai e Kumba entram na fase 2.
A prisão ontem de Pansau – afinal já tinha sido feita 2 dias antes (!!!) – está cheia de incoerências. Primeiro aparece todo barbeado como se não tivesse andado a ser perseguido durante uma semana, enrolado numa bandeira portuguesa mostrando em que direção irão as suas futuras declarações e finalmente vivo…ao contrário do que aconteceu aos outros supostos envolvidos no tal golpe.
O actual procurador-geral da República, Abdú Mané, mais preocupado em perseguir os alegados golpistas falhados, esqueceu-se de perseguir os vitoriosos golpistas assumidos de Abril de 2012. Afinal a justiça (com jota pequeno) só se aplica aos golpistas que falham (mesmo que não sejam golpistas). Hoje esfrega as mãos de contente. Vai ter muito serviço, logo que Pansau começar a “falar”, tanto mais que, segundo o próprio, já tem na sua posse uma lista detalhada com os nomes a abater, que já havia sido previamente elaborada.
Indjai tem agora na sua mão Pansau, aquele que o denunciou, sem nenhuma pressão de pistolas apontadas à cabeça, de ser o mandatário do assassinato de Nino Vieira. Sobre o assunto tem ele agora a certeza de que não voltará a falar, nem o procurador-geral da República sequer o quer ouvir.
A própria França, que acendeu o fósforo, perdeu o fio à meada e está de saída. Outros que peguem na criança.
A CEDEAO essa, bem essa faz figura de corpo presente e de “deixa andar”.
Para o povo guineense tudo isto I SÓ PÓ!
Blog PASMALU
27.10.12
Bissau : a chacina dos felupes
O povo guineense, e a comunidade internacional, não tiveram conhecimento do que se passou numa tabanca de Felupes, para os lados de Varela, há cerca de quatro semanas atrás. Um grupo de ladrões de gado tentou roubar vacas armados com bazucas e metralhadoras kalashnikov's, mas, para seu azar, os felupes estavam prevenidos e à espera armados com arcos e flechas. Conseguiram apanhá-los e liquidaram-nos a todos recuperando assim o arsenal que levavam.
Os seis infelizes que foram torturados antes de serem assassinados, como se pode ver pelas fotografias, foram mortos por vingança, dentro de uma casa e não no quartel dos pára-comandos como foi dito - depois da matança é que foram levados para lá - e estou a falar de cinco deles, uma vez que a sexta vítima foi morta, confirmou o editor do Ditadura do Consenso, em frente a populares na estrada que vai para Safim, precisamente no local onde controlam as senhas das candongas que vão para o interior do país.
Ligaram para ele a partir dali, um amigo fingiu um encontro e quando chegou o condutor do comandante dos pára-comandos já estava preparado e à espera. Começaram a atirar para os pés e depois acabou com o resto proferindo palavras de ameaças, inclusive que deixaria de gastar comida do quartel... Depois de assassinato, carregaram o corpo como se de um saco de lixo se tratasse, atiraram-no para a carrinha que pertencera ao ex-director da segurança de Estado e foram deitá-lo no campo de futebol onde os miúdos da zona costumam jogar.
Ainda voltaram ao local, proferindo várias ameaças veladas, prometendo matar e fazendo chamadas entre eles de que acabariam com todos se necessário fosse. Depois tudo isto todos se perguntam: porqué só felupes? Impõe-se, portanto, uma resposta: com tantas horas de tiroteio... as vítimas tinham que ser só felupes? AAS
Publicada por António Aly Silva
Bissau: a detenção de Pansau
O capitão Pansau N'Tchama, que terá liderado há uma semana um ataque ao quartel de uma força de elite do exército guineense, foi capturado na ilha de Bolama e transportado hoje para Bissau, onde foi preso sem prestar declarações. A agência Lusa testemunhou o momento em que um pequeno barco atracou no cais do porto de Bissau, onde Pansau N'Tchama, de 33 anos, estava sentado sob uma forte vigilância de seis militares fortemente armados. O capitão vinha amarrado com uma corda ao pescoço e vestia uma camisa de farda militar e um calção e estava descalço. Sem prestar quaisquer declarações, Pansau N'Tchama foi conduzido numa carrinha de caixa aberta, sempre com armas apontadas à cabeça, para o Estado-Maior General das Forças Armadas, onde foi presente ao chefe das Forças Armadas, António Indjai. Após breves palavras de circunstância Pansau N'Tchamá foi conduzido para uma cela no Estado-Maior, também sem que ninguém prestasse declarações. Entretanto, os militares prometeram para amanhã mais explicações sobre o caso. LUSA
Bissau: o povo bijagó
Bijagós (32.000) Cette communauté la plus emblèmatique de Guinée-Bissau vit dans l'archipel du même nom. Ils symbolisent à eux seuls toute la résistance du peuple bissau-guinéen. Ce sont un peu les "irréductibles Gaulois" d'Afrique. En cinq siècles de colonisation, ils ne se sont jamais soumis à l'occupant portugais. Jusqu'à l'Indépendance, les troupes portugaises ont dû faire face règulièrement à des attaques meurtrières dans l'ensemble de l'archipel. Leurs traditions, préservées grâce à leur fierté, sont peu connues. La moitié des îles de l'archipel sont inhabitées et servent autant aux activités agricoles qu'aux cérémonies, aux libations et initiations en tous genres. Certaines îles n'ont jamais reçu la visite d'une seule femme bijagos. On sait néanmoins que l'enfant, et l'adolescent ont une vie enviable. Jusqu'à l'âge de 22 ans, les jeunes Bijagos ne travaillent pas et peuvent avoir une activité sexuelle débridée avec plusieurs partenaires. La famille les prends en charge à 100% et ils n'ont à se soucier de rien. Leurs 22 ans révolus, ils doivent s'exiler dans des îles éloignées de leur village durant un grand laps de temps qui sera dédié au travail et à l'initiation, étape obligatoire pour devenir un homme.
Même si le royaume des Bijagos est l'archipel, ils ne sont traditionnellement pas pêcheurs et laissent cette activité aux Sénégalais installés à Bubaque. Seuls quelques hommes pêchent à l'aide d'un épervier.
Le pagne traditionnel, en fibre de bois coloré, est toujours très utilisé par les Bijagos.
WWW.Guinée-Bissau.net
26.10.12
Bissau: o antigo régulo Abdul Indjai
25.II.1914 - «Por ter dado sempre sobejas provas de sua dedicação ao Governo e manifestado a mais heróica valentia» o régulo Abdul Indjai foi nomeado tenente das forças de 2.ª linha.
IV-VIII.1914 - Operações contra os Balantas de Abril a Agosto de 1914. Entre outros, distinguiu-se o chefe indígena Abdul Indjai.
15-V-1916 - Por despacho do governador publicado nesta data foi o chefe de guerra Abdul Injai, tenente de 2." linha, nomeado régulo da região do Oio, em atenção aos «relevantes serviços por ele prestados, tendo dado sobejas provas de lealdade e dedicação ao Governo».
8-VII-1919 - É declarado o estado de sítio nas regiões de Bissorã e Farim por motivo de Abdul Injai se recusar a acatar as ordens do Governo.
16-VIII-1919 - Foi preso em Farim o régulo Abdul Injai, tenente de 2.ª linha, que se entregou às autoridades locais com a sua gente terminando assim as operações militares de Oio.
29-VIII-1919 - Foi demitido do posto de tenente das forças de 2.ª Linha o régulo Abdul Injai e destituído do cargo de régulo da região do Oio, sendo-lhe imposto a transferência para a Ilha da Madeira pelo tempo de 10 anos.O mesmo foi mais tarde deportado para Moçambique, tendo, porém, morrido em Cabo Verde.
Bissau: as rusgas no bairro de Antula
Bubo assiste à distância e sem se envolver às aventuras de Indjai, prometendo vingar-se das várias traições e acusações que lhe foram feitas pelo CEMGFA.
Para já assumiu-se como o protetor dos felupes das Forças Armadas, contra as perseguições de que estes estão a ser alvos por parte da dupla Kumba-Indjai. Pretende assim ganhar um aliado de peso no combate a Indjai.
Em relação às tropas balantas, está sempre a chamar a atenção para o papel que Indjai e Papa Camará estão a desempenhar como chefes do tráfico de droga, não sobrando trocos para mais ninguém. Sendo isso do conhecimento de todos os militares, é um dos aspetos em que Indjai é mais posto em causa dentro da instituição militar.
O próprio cerco ao bairro de Antula (maioritariamente balanta) visava também recuperar armas de populares apoiantes de Bubo e que Indjai mais teme numa sublevação que ele tem a certeza que Bubo está a preparar contra ele e que tudo indica ocorrerá antes do final do ano.
Bubo está sempre a afirmar que Indjai, com a conivência da CEDEAO, o mandaram há tempos para Dakar para “tratamento” médico, mas que ele descobriu que era para o matarem no hospital. Por isso é que regressou rapidamente ao país.
Agora, está à espera que os sucessivos erros de Indjai criem as condições para ele se chegar à frente…
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