16.7.13

Parceria estratégica entre Espanha e Marrocos

Présidant l’ouverture du Forum économique Maroc-Espagne, organisé à l'initiative de la Confédération générale des entreprises du Maroc (CGEM) sous le thème "Maroc-Espagne : un espace de prospérité partagée", le souverain espagnol a souligné que l'ouverture et la stabilité dont jouit le Maroc, sous l’impulsion du Roi Mohammed VI, ont "un impact positif sur l'entourage régional et les relations bilatérales". Le Roi Juan Carlos a appelé les patronats marocain et espagnol à redoubler d’efforts pour faire fructifier les opportunités commerciales et économiques qui s’offrent aux deux pays voisins. Il a émis le souhait de voir le partenariat entre les deux pays se renforcer davantage, félicitant le Maroc pour les réalisations accomplies sous "l’impulsion » du roi Mohammed VI, citant notamment la nouvelle Constitution". Le souverain espagnol a également souhaité une "intégration maghrébine" sur le plan économique pour assurer "une stabilité et une prospérité" aux peuples de la région. Le Roi Juan Carlos a en outre rappelé que les gouvernements des deux pays ont posé les fondements d'un nouveau partenariat stratégique permettant aux relations bilatérales de franchir une nouvelle étape, à travers l'instauration d'un dialogue politique intense couplé à un nouveau partenariat économique et à un programme ambitieux sur les plans social et culturel. Il a annoncé, à cette occasion, la tenue, durant cet automne en Espagne, de la prochaine session de la réunion annuelle de haut niveau Maroc-Espagne, ajoutant que Madrid abritera, en amont de cette réunion, le deuxième Forum parlementaire maroco-espagnol. Le Forum économique Maroc-Espagne réunit plusieurs ministres des deux pays et 130 patrons et dirigeants des plus importantes entreprises publiques et privées espagnoles et marocaines ainsi que de nombreuses PME. La rencontre, dont l'objectif est le renforcement du partenariat économique entre les deux pays, s'articule autour du développement conjoint à l'international, la croissance partagée à travers les PME, le partenariat technologique, la connectivité, les infrastructures et la colocalisation. Le Souverain espagnol est accompagné d'une importante délégation composée notamment du ministre des Affaires étrangères et de la coopération, José Manuel Garcia-Margallo, du ministre de l'Intérieur, Jorge Fernandez Diaz, du ministre de la Justice, Alberto Ruiz Gallardon Jimenez, du ministre de l'Industrie, de l'Energie et du Tourisme, José Manuel Soria Lopez et du ministre de l'Equipement, Ana Maria Pastor Julian. D'autres personnalités de haut niveau font aussi partie de la délégation officielle accompagnant le Roi Juan Carlos à Rabat, comme le secrétaire d'Etat au commerce, Jaime Garcia-Legaz, le Haut-commissaire du gouvernement chargé de la promotion de la "marque Espagne", Carlos Espinosa, le directeur général des universités espagnoles et plusieurs recteurs, en plus des présidents de la Confédération espagnole des organisations d'entreprises, de la Confédération espagnole des petites et moyennes entreprises et du Conseil supérieur des chambres de commerce. Mardi 16 Juillet 2013 - 19:51 Par atlasinfo

Mandela: 95 anos de uma vida exemplar

Nelson Rolihlahla Mandela faz na quinta-feira 95 anos e o mundo está com ele, porque ele é o que de melhor há no mundo, mesmo quando está doente e há longas semanas se teme que a sua vida esteja a chegar ao fim. Mandela é o mais importante líder moral da Humanidade desde Mahatma Gandhi, que por acaso também se encontra associado à África do Sul. São dois marcos enormes deste último século. Como Presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) e líder espiritual do movimento de combate ao apartheid Mandela contribuiu em grande escala para que a África do Sul passasse a ser governada por elementos da sua maioria negra, que antes dele viviam ostracizados, relegados para segundo plano dentro da própria Pátria. Em todo o Mundo, Madiba é referenciado como uma força extraordinária na luta pelos direitos humanos e pela igualdade racial; mas também como aquele que soube perdoar, não guardando qualquer rancor aos que o tinham perseguido e enviado longos anos para a cadeia. Foi um "Longo Caminho para a Liberdade", como muito apropriadamente se chama a sua autobiografia, e coroou-o com o desapego que demonstrou pelo poder, limitando-se a um simples mandato de cinco anos, ao contrário do que fazem outros, que às vezes já com bem mais de 80 anos ainda continuam a insistir que querem ser reeleitos e permanecer nos seus cargos. Rolihlahla, "o que arranca o ramo de uma árvore", mas também "o que agita as águas", "o perturbador", nasceu no dia 18 de Julho de 1918 em Mvezo, pequena aldeia nas margens do rio Mbashe, no distrito de Umtata, no Transkei; ou seja hoje em dia no Cabo Oriental. No ano em que nasceu terminou a II Guerra Mundial; e uma delegação do ANC foi à Conferência de Paz de Versalhes, na França, apresentar as reivindicações dos negros sul-africanos. O filho do chefe Gadla Henry Mphakanyiswa teve uma infância moldada pela tradição, pelos rituais e os tabus, num ambiente em que os pequenos negros viam os brancos quase como deuses, aqueles que decidiam do destino de toda a gente. Mas mais tarde foi-se consciencializando de que nenhum homem deveria ser Deus, fosse ele branco, negro ou amarelo. Os homens eram todos iguais e deveriam ter as mesmas oportunidades. Um curso de Direito Muito apropriadamente, Mandela tirou um curso de Direito, pois desde a adolescência o que ele queria era um mundo mais justo. E em 1952 abriu um escritório de advocacia com Oliver Tambo, o primeiro escritório de advogados negros na cidade de Joanesburgo. James Moroka, Yusuf Dado, Patrick Moloa e Robert Resha foram alguns dos seus companheiros nos primeiros anos em que sofreu as perseguições do regime do apartheid, nomeadamente quando em 1956 era conduzido de Joanesburgo para Pretória a fim de ser julgado. Mas também havia brancos que se davam com ele, como Ruth First, que em Maputo viria a ser muitos anos mais tarde directora adjunta do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, até ser vítima de uma carta armadilhada enviada pela polícia sul-africana. Depois, com o andar dos anos, o próprio Presidente Frederik de Klerk compreendeu que não era possível mantê-lo na cadeia por mais tempo, uma vez que ele era o símbolo de toda uma Nação; era a pedra essencial para a Verdade e a Reconciliação. Madiba foi isso mesmo. Foi a Voz, a Verdade e a Reconciliação do povo sul-africano, que graças a ele conseguiu aguentar os primeiros 19 anos de convivência racial e igualdade de direitos muito melhor do que muita gente imaginava. Estes 19 anos decorridos desde que Nelson Mandela foi eleito Presidente da África do Sul dificilmente teriam podido decorrer de uma forma tão pacífica sem o bom senso de Madiba, que sempre soube evitar os exageros e perceber que não era apenas em duas décadas que se iria virar tudo do avesso e construir um país totalmente diferente do que ele era ainda aqui há 30 ou 40 anos. Claro que ainda há muita injustiça, muita desigualdade social, muita coisa por corrigir. Mas esse é o trabalho para as próximas gerações; para os sucessores de Thabo Mbeki e de Jacob Zuma; para os homens e mulheres que vierem a dirigir a nação do arco-íris daqui a seis, 12, 20 anos. Madiba fez o dele; e de forma exemplar. Oxalá nunca surja ninguém que se precipite e destrua o seu legado. Jorge Heitor (escrito a pedido do Correio da Manhã, de Maputo

Ramos Horta sossobrou perante António Indjai?

OPINIÃO "Em tempos, a nomeação do Nobel da Paz, José Ramos Horta (JRH) como Representante Especial do Secretario Geral das NU (RESG-NU) para a Guiné-Bissau, suscitou nos guineenses uma onda de esperança, crendo piamente de que, a crise que se instalou na Guiné-Bissau, iria encontrar inevitavelmente uma saída pragmática e durável com o aporte de um tão grande capital humano dotado de uma sumidade de experiências governativa e de exercício de poderes institucionais . Esses pressupostos de esperança assentavam indubitavelmente no curriculum que aureolavam o Nobel nomeado e, particularmente, de ter sido Presidente com sucessos realizados de novel pais, Timor Lorosae, considerado como um modelo de resgate no quadro das Nações emergentes. Efetivamente, eram validas e defensáveis esses pressupostos de esperança à luz do que se pensava e se avaliava da pessoa enquanto estadista, cujas valências e pragmatismos expostos nas suas ações poderiam ser aplicadas pragmaticamente, com vista a uma saída para a crise guineense dentro de um quadro modelarmente democrático que se assente fundamentalmente nos princípios básicos do respeito dos direitos fundamentais do cidadão guineense na escolha livre e democrática dos seus dirigentes. No entanto, essa simpatia e onda de esperança cedo se esmoreceu e, hoje, pode-se dizer que esse élan, se perdeu de forma inequívoca devido às errâncias, amadorismo e até um certo "naifiismo" politico-pedagógico" com que o Nobel Representante do SG-NU para a Guiné-Bissau tem estado a conduzir o processo de uma possível saída de crise da situação politico militar vigente. JRH sabe mais do que ninguém de que não esta a lidar com meninos de coro, tanto sejam eles do campo político ou militar. Ele sabe, que esta perante pessoas calejadas e versadas em ações antidemocráticas, subversões militares, assassinatos e recorrentes golpes de estado, ciosos e consciente de que, as suas ações sempre encontrarão refugio no escudo da impunidade subjacentemente enraizada nas suas mentes de pérfidos. JRH sabe que a elite politico militar que atualmente desgoverna e desmanda na Guiné-Bissau é constituída por pessoas sem idoneidade moral e politica, sem credibilidade e sem seriedade governativa e gestão da coisa publica. Sabe JRH de que a cúpula politica e, principalmente a elite militar, hoje reinante em Bissau esta envolvida em atividades marginais e ações ligadas ao crime organizado, tais como assassinatos sumários, trafico de droga, contrabando de armas e cumplicidade em atentados contra Estados estrangeiros. Sabe JRH que, essa cúpula militar com que hoje convive, e até bajula, esta envolvida em atentados contra a democracia, os direitos humanos e até crimes de sangue recentes, sem que, para tal sejam responsabilizados ou traduzidos à justiça, porque eles é que são os verdadeiros detentores do poder na Guiné-Bissau. Estamos ciente de que, JRH de tudo isso sabe, mas prefere olhar para o lado, ir assobiando como se esses "pecados" não assomam à sua vista e responsabilidade. JRH sabe tudo isso, mas teima pateticamente continuar a fingir de que não sabe ou que não deu conta, continuam a advogar cinicamente de que, essas pessoas são na "verdade vitimas do sistema" e podem e devem ser recuperáveis na sociedade. JRH vai até ao desplante de vezes sem conta repetir publica e cinicamente comovido de que, "até compreende a atitude desses militares" !! Compreender o quê, Sr José Ramos Horta ? Na verdade, JRH incompreensivelmente compreende-os e até tornou-se amigo pessoal e visita assídua da casa e dos domínios do General António Indjai, não perdendo nunca a oportunidade de junto dele, postar a defesa das suas causas pleiteando denuncias carregadas de compaixão, sobre as condições "imundas e degradantes" onde esses energúmenos inimigos do povo, seus ilustres camaradas vivem. Simplesmente patético e constrangedor. E bom que, JRH saiba que, por seu lado, o Povo Guineense esperava dele, uma outra postura e posicionamento que trouxesse mais valias e soluções para a crise que assola a década e meia o martirizado povo da Guiné-Bissau. Esperava-se mais dele, pois o Povo pensava que JRH, era um profundo conhecedor das causas, dos males e dos protagonistas que estão na génese dos problemas que assolam a Guiné-Bissau nestes últimos 15 anos de permanente perturbação militar da jovem democracia guineense. Pensava-se, mas concluíram, de que estavam enganados. O Povo da Guiné-Bissau, já de si concluiu de que, JRH foi uma ma aposta, uma escolha errada, enfim de que, foi um fiasco, uma desilusão em toda a linha, pois em vez de defender os interesse e os anseios democráticos do Povo Guineense anda a reboque e sob amedronta do regime político-militar golpista de Bissau. Assim, entendemos que, é bom, que se faça saber ao Sr. JRH de que, a Guiné-Bissau não precisa de um Comissario Politico nem de um Catecista do Populismo, pois tal, é o papel patético que vem desempenhando de uns tempos a esta parte no cenário político-militar da crise guineense. Hoje, JRH é, à vista da opinião do Povo guineense, um elemento marioneta nas mãos dos militares e da classe politica intriguista que se apoderou do poder na Guiné-Bissau. Alias essa sua cumplicidade esta patente nas diversas ações de advocacia publica que tem feito a favor desse regime de bandidos, enquanto a barbarie, a repressão e ações criminosas estão sendo cometidas diariamente e à luz do dia debaixo das suas barbas..., sem nada fazer, sem nunca reagir e, muito menos reportar a quem de direito. E triste e vergonhoso o papel que JRH esta a desempenhar neste momento na Guiné-Bissau enquanto RESG-NU. E triste ver um antigo Nobel da Paz e Presidente de um pais de referência, deixar-se embrulhar infantilmente em demagogias baratas, deixar-se perder penosamente num processo que a partida parecia ao seu alcance, mas que, infelizmente parece não estar à altura de pilotar e nem parece ter soluções para apresentar. JRH, de errância em errância, de falhas em falhas, vai-se perdendo no atoleiro guineense e, hoje por hoje, é certo de que, ele não tem credibilidade e tão pouco argumentos convincentes para apresentar no atual cenário político-militar, demostrando a sua inoperância e ineficácia, factos confessos de que, foi ultrapassado e submergido por completo pelos acontecimentos na Guiné-Bissau. Outro sinal inequívoco do seu descrédito na condução do atual processo guineense, já foi igualmente dado pelas NU, pois sente-se nessa instância de que houve efetivamente um erro de "casting" sobre a escolha da sua pessoa para mediar o processo da crise guineense. Esse fato é tão evidente, que o próprio Secretario Geral das Nações Unidas, Sr Ban Ki-moon, anunciou recentemente a nomeação para breve de um seu novo Representante Especial para a Guiné-Bissau a fim de "coadjuvar" JRH. Esse novo RESG-NU seria encarregue, dos Assuntos Políticos... enfim uma vertente da crise onde JRH tem sido um autêntico fracasso. Essa coadjuvação, não deixa de constituir um sinal forte de que, JRH não cumpriu com a sua missão na Guiné-Bissau e que, as suas ações de "comissario politico" e de "catequista", não foram devidamente apreciadas, pois redundaram num total fracasso. Inequivocamente, trata-se de um sinal de desconforto das NU para com as ações de JRH na Guiné-Bissau, signo de que, ele já se encontra aos papeis na gestão da crise guineense. Porém, daqui até novembro, resta ao Sr. JRH fazer uma analise intro e retroespectiva das suas ações no cenário da crise guineense até a presente data e, quiçá tentar arredar caminho e ganhar coragem para apresentar e propor aos que o mandataram soluções realistas e, acima de tudo pragmáticas e coerentes com a realidade que vem inquinando o processo democrático guineense à longos anos...enfim, ganhar a hombridade e coragem de dizer ao Sr SGNU de que : O regime politico de iniciativa militar que reina na Guiné-Bissau não tem credibilidade nem seriedade para gerir o processo de transição na Guiné-Bissau. Enfim, de que, sem a implementação pelas NU de um modelo de tutela idêntico ao que foi instituído com sucesso no seu pais, nada mudara..., tudo continuara na mesma, senão, para pior, e como tal, tudo tendera para o caos e a sucumbência da Guiné-Bissau enquanto Estado. Bem haja, Hipolito I. Silva" Publicada por António Aly Silva, no blog Ditadura do Consenso

Militares guineenses foi quem contactou Ramos-Horta

O Comando Militar na Guiné-Bissau telefonou ao presidente de Timor-Leste a pedir-lhe para mediar a crise no país, informou em Díli aos jornalistas José Ramos-Horta, que disse ter aceitado sob condições o convite. O chefe de Estado timorense, que se encontra em fim de mandato, ofereceu-se no sábado para mediar, no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a crise na Guiné-Bissau, onde na quinta-feira um golpe militar depôs o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, ambos em parte incerta desde então. "Fui contactado diretamente pelas autoridades militares da Guiné-Bissau, o porta-voz da junta militar, se assim se pode chamar, manifestando da parte deles desejo que eu me desloque à Guiné-Bissau para facilitar o diálogo", afirmou José Ramos-Horta, que disse estar "disponível" desde que seja no quadro da CPLP. "Mas quero, sobretudo, frisar que a condição 'sine qua non' para qualquer diálogo, seja dirigida por mim ou outro mediador da CPLP, tem de ser a libertação do senhor primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e de todos os outros que estejam detidos", salientou. José Ramos-Horta quer também garantias de que os detidos não estão a sofrer "quaisquer sevícias, quaisquer atos de violência física ou psicológica, porque não há a mais pequena razão para a sua detenção". "Estes seriam os primeiros gestos indispensáveis que a junta militar tem de fazer para que da parte da CPLP possa vir alguma vontade de querer contribuir para o desenlace da situação que foi criada por uma ação militar, no meio do quadro eleitoral", afirmou. "Faço um apelo aos meus amigos na Guiné-Bissau, faço um apelo aos militares para que libertem de imediato todos os que foram detidos nesses dias para que possa haver o mínimo de condições para que a comunidade internacional e a CPLP possam de alguma forma ajudar no diálogo", disse. A Guiné-Bissau está controlada desde quinta-feira por um Comando Militar, que desencadeou um golpe de estado na véspera da campanha eleitoral para a segunda volta das eleições presidenciais, disputadas pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e Kumba Ialá, que no entanto se recusa a participar na votação. Um Conselho Nacional de Transição foi criado no domingo pelos partidos de oposição, numa reunião em que o PAIGC, partido no poder, não participou. O golpe de Estado na Guiné-Bissau mereceu ampla condenação internacional, incluindo da CPLP que, após uma reunião de ministros no sábado em Lisboa, decidiu propor uma força de interposição com aval da ONU e sanções individualizadas contra os golpistas. Jornal de Notícias, 16 de Abril de 2012

14.7.13

Em busca da paz no território de Casamansa

Les autorités bissau-guinéennes sont déterminées à travailler main dans la main avec celles du Sénégal pour un retour définitif de la paix en Casamance, a assuré le préfet de Sao-Domingos, Rui Dacosta, samedi à Mpack, un village du département de Ziguinchor (sud-ouest) situé à la frontière avec la Guinée Bissau. « Encore je voudrais vous réaffirmer notre détermination à travailler main dans la main pour trouver une paix définitive en Casamance et en Afrique », a-t-il lancé au gouverneur de Ziguinchor, à l’occasion de la cérémonie officielle de remise des ex-otages aux autorités sénégalaises, par celles de la Guinée-Bissau. C’est aux environs de 12h57 mn que les neuf démineurs sont arrivés à Mpack, accompagnés d’une délégation conduite par le préfet de la localité bissau-guinéenne de Sao-Domingos, Rui Dacosta. Sur place, ils ont été accueillis par une délégation officielle dirigée par le gouverneur de la région de Ziguinchor, Cheikh Tidiane Dieng, comprenant notamment Robert Sagna, président du Comité de réflexion pour la paix en Casamance. Les retrouvailles entre les ex-otages, qui ont passé plus de deux mois en captivité, et leurs familles se sont déroulées dans une ambiance empreinte d’émotion. Le préfet de Sao-Domingos a, dans son allocution, mis en exergue la volonté des autorités de son pays d'oeuvrer au retour de la paix dans la partie méridionale du Sénégal, secouée par un conflit lié à la rébellion du Mouvement des forces démocratiques de la Casamance (MFDC). « Je voudrais, au nom du gouvernement de la Guinée-Bissau, réaffirmer notre détermination de travailler ensemble avec le gouvernement du Sénégal pour trouver une paix définitive » en Casamance, a souligné le préfet de Sao-Domingos. « J’ai toujours dit que le voisinage ne s’inventait pas. C’est une chose naturelle. Donc, si ton voisin a un problème, c’est aussi ton problème. Aujourd’hui, nous sommes là, parce qu’il y a une relation de confiance entre l’Etat du Sénégal et l’Etat de la Guinée-Bissau », a-t-il expliqué. Il a souligné que le gouvernement de son pays souhaitait s’impliquer dans la résolution de la crise en Casamance, à travers les organisations non gouvernementales. Il en a profité pour remercier l’ONG "Mom Ku Mom" (Main dans la main, en créole bissau-guinéen), qui a facilité la libération des ex-otages. « [...] on ne peut pas, en de pareilles occasions, croiser les bras et dire que ce n’est pas notre problème, mais c’est un problème du Sénégal. C’est notre problème à tous. Heureusement que la preuve est là », a-t-il encore affirmé. Robert Sagna, le président du Comité de réflexion pour la paix en Casamance, a remercié les autorités bissau-guinéennes, partie garante dans le conflit casamançais, mais aussi les autorités sénégalaises, l’ONG "Mom Ku Mom", les dignitaires religieux et coutumiers et les organisations de femmes. M. Sagna, ancien maire de Ziguinchor, a aussi remercié César Atoute Badiate, chef militaire du MFDC, soulignant que « c’est un homme de paix », toujours déterminé et engagé pour un retour de la paix autour d’une table de négociations. Selon lui, il appartient au MFDC de saisir au bond l’appel lancé par le président Macky Sall dès son accession au pouvoir, pour que la crise casamançaise soit réglée autour d’une table de négociations. Le gouverneur de la région de Ziguinchor, Cheikh Tidiane Dieng, a salué l’ouverture d’esprit de César Atoute Badiate qui, selon lui, a permis la libération des 12 ex-otages travaillant pour l’opérateur sud-africain Mechem. Source: APS

Contrabando de ouro da Guiné-Bissau

agents du Bureau des investigations criminelles et des stupéfiants (Bics) de la Direction du renseignement et des enquêtes douanières ont saisi, le lundi 8 juillet dernier, de l’or présenté en bijoux emballés dans 4 sachets en plastique scotchés, d’un poids net total de 1613 grammes, sur deux ressortissants bissau-guinéens et diverses marchandises frauduleuses à Saint-Louis et Kébémer. Dans le communiqué parvenu à notre rédaction, il est indiqué que les contrevenants ont été immédiatement conduits au siège du Bics pour un interrogatoire qui a révélé «que l’or provenant de la Guinée-Bissau a été introduit en contrebande dans le territoire douanier sénégalais par la voie terrestre». Placés en garde à vue, les deux délinquants ont finalement opté pour un règlement transactionnel pour un montant global de 21 millions de francs CFA soit 11 millions de francs CFA au titre des droits et taxes d’entrée et 10 millions de francs CFA au titre de l’amende. Parallèlement à cette opération, la Brigade fluviale des Douanes de Saint-Louis a, de son côté, saisi, jeudi, à 200 m du littoral en face de Guet-Ndar, diverses marchandises frauduleuses. Il s’agit de 127 bidons d’huile de 20 litres, 8 sacs de sucre, 58 gros paquets de cigarettes et 36 cartons de détergent (de marque Soklin). Nos autres vaillants gabelous de Kébémer n’ont pas aussi voulu être en reste car, le vendredi 5 juillet dernier, ils ont mis la main sur une voiture berline qui transportait 30 cartons de 20 paquets de piles électriques contrefaites. Toutes ces informations nous ont été transmises par le Bureau des relations publiques et de la communication de la direction générale des Douanes. Babacar DIENG /Le Soleil online, Dacar

12.7.13

Carta que hoje recebi de Barack Obama

Dear Jorge: Thank you for writing. I appreciate your perspective on the serious issues facing our Nation. After years of grueling recession, we have cleared away the rubble of crisis. Our businesses have created over six million new jobs. Our housing market is healing and our stock market is rebounding. Consumers, patients, and homeowners enjoy stronger protections than ever before. We buy more American cars than we have in 5 years, and less foreign oil than we have in 20. And after a decade of grinding war, our brave men and women in uniform are coming home. Today, we must match our achievements with a commitment to address the challenges that remain. It is our task as a Nation to reignite the true engine of America’s economic growth: a rising, thriving middle class. It is our task to build ladders of opportunity into the middle class and to restore the basic bargain at the heart of the American dream—the idea that you can make it if you try, no matter where you are from, what you look like, or who you love. In the days ahead, my Administration will work to make the United States a magnet for new jobs and manufacturing, to combat climate change while driving economic growth, and to reduce our deficit in a balanced way while keeping our promises to our seniors. We must pass comprehensive immigration reform, and we must take commonsense steps to reduce gun violence and get weapons of war off our streets. Government cannot solve every problem, but if we—as members of one American family—accept our obligations to one another and embrace the belief that our destiny is shared, I am confident that our country’s best days lie ahead. Thank you, again, for taking the time to share your views. I encourage you to explore www.WhiteHouse.gov to learn more about the ways we are moving America forward. Sincerely, Barack Obama