17.8.13
Egipto: Dias de carnificina
CAIRO, Aug 17 (Reuters) - Egyptian authorities rounded up more than 1,000 Islamists as the Muslim Brotherhood leadership defiantly called a week of nationwide protests starting on Saturday after a day of carnage.
After Friday's bloodshed in which more than 100 people died in clashes that pushed Egypt ever closer to anarchy, tensions were high with supporters of ousted Islamist President Mohamed Mursi in a Cairo mosque where bodies had been taken during the violence, while security forces were stationed outside.
The interior ministry said that 1,004 Muslim Brotherhood "elements" had been arrested, accusing members of Mursi's movement of committing acts of terrorism during the clashes, which took the deathtoll to 700 since Wednesday.
The Brotherhood, which ruled Egypt for a year until the army removed Mursi on July 3, urged its supporters back onto the streets to denounce the military takeover and the subsequent crackdown on followers of the nation's first freely-elected president.
"Our rejection of the coup regime has become an Islamic, national and ethical obligation that we can never abandon," said the Brotherhood, which has accused the military of plotting the downfall of Mursi last month to regain the levers of power.
Many Western allies have denounced the killings, including the United States, but Saudi Arabia threw its weight behind the army-backed government on Friday, accusing its old foe the Muslim Brotherhood of trying to destabilise Egypt.
Violence erupted across Egypt after the Brotherhood, which has deep roots in the provinces, called for a "Day of Rage". Roughly 50 people died in Cairo and more that 20 in the country's second city, Alexandria, security sources said.
Automatic gunfire echoed around the capital throughout Friday afternoon, army helicopters swooped over the roof tops and at least one office block was set ablaze, lighting up the night sky long after the violence had subsided.
The Brotherhood announced a series of daily rallies over the next six days, starting on Saturday.
"We will not leave the squares. And we will not be silent over our rights, ever," said Cairo resident Abdullah Abdul Fattah, adding that he was not a Brotherhood voter.
"We are here because of our brothers who died," he said.
An interim cabinet, installed by the army after it removed Mursi during rallies against his often chaotic rule, has refused to back down. It has authorised police to use live ammunition to defend themselves and state installations.
ANGER
After weeks of futile, political mediation, police moved on Wednesday to clear two Brotherhood protest sit-ins in Cairo. Almost 600 people, most of them Islamists, were killed in the mayhem. With no compromise in sight, the most populous Arab nation - which is often seen as leading events in the entire region - looks increasingly polarised and angry.
"Egypt fighting terrorism," said a new logo plastered on state television, reflecting tougher language in the local media that was once reserved for militant groups such as al Qaeda.
The government said in a statement it was confronting the "Muslim Brotherhood's terrorist plan".
Undermining Brotherhood pledges of peaceful resistance, armed men were seen firing from the ranks of pro-Mursi supporters in Cairo on Friday. A security official said at least 24 policemen had died over the past 24 hours, and 15 police stations attacked.
The Brotherhood suggested the gunmen had been planted by the security forces, saying it remained committed to non-violence.
Witnesses also said Mursi backers had ransacked a Catholic church and set fire to an Anglican church in the city of Malawi. The Brotherhood, which has been accused of inciting anti-Christian sentiment, denies targeting churches.
Christians make up roughly 10 percent of Egypt's 84-million population and the Coptic Church authority issued a statement on Friday saying it "strongly supports the Egyptian police and armed forces".
16.8.13
Bissau: Indjai ataca tudo e todos
Não foi proriamente uma surpresa, ouvir as ameaças veladas pelo general e CEMGFA António Indjai. Talvez tenha surpreendido os menos atentos, ou aqueles que subestimam a sua capacidade de instalar o caos, o ódio e a guerra civil na Guiné-Bissau. Num tom ameaçador, Indjai desferiu ataques em todas as direcções sobretudo contra as organizações como a Liga Guineense dos Direitos Humanos, os órgãos de comunicacao social, os magistrados etc.
Num tom desafiador, Indjai disse que haverá problemas nas próximas eleições gerais marcadas para o próximo dia 24 de Novembro, tendo adiantado que as escolhas nestas mesmas eleições, serão feitas com base em critérios étnicos e tribais pois cada um tem que defender o seu grupo étnico. No auge da sua cegueira e total ignorância, António Indjai alertou em tom ameaçador os partidos sem base tribal ou étnico, para desistirem da corrida eleitoral...
António Indjai teve ainda oportunidade para desferir acusações contra Cabo Verde por ter, segundo ele, assassinado a cidada guineense que foi expulsa para a Guiné-Bissau - um caso que levou à detenção illegal de dois agentes da Polícia daquele país nosso irmão - de sangue e na luta contra o colonialismo português.
Estas declarações irresponsáveis e incendiárias do acossado barão da cocaína, António Indjai, constituem um aviso sério aos guineenses, e uma ameaça velada à comunidade internacional os quais nada fazem para travar este monstro, capaz de conduzir a Guiné-Bissau para uma Guerra civil com consequências que ninguém pode prever. Não é a primeira vez que o António Indjai invoca a possibilidade de um conflito armado no país antes das eleições, fundamentando-se em 'argumentos tribais'.
Com estas declarações bem pensadas, António Indjai quis transmitir aos guineenses duas mensagens principais: Para a defesa dos interesses da sua etnia e do seu partido - o PRS, serão utilizados todos os meios - incluindo o derramamento de sangue, a exemplo do que aconteceu depois do golpe de Estado de 12 de abril de 2012, em que dezenas de cidadãos guineenses foram assassinados friamente e com requintes de tortura. O Segundo aspecto envia uma mensagem clara à comunidade internacional: quem manda de facto na Guiné-Bissau é ele. Ou seja, a CI pode bem continuar a dormir, sonhando com soluções inócuas, mas a sua vontade é que prevalecerá nas eleições em detirmento da vontade do povo, esse sim soberano.
Guineenses, acordem antes que sejam devorados por este ditador cobarde que se esconde atrás do uniforme militar para atormentar o povo da Guiné-Bissau. Para a comunidade internacional, creio que as dúvidas - se é que alguma vez houve - estão dissipadas. Se não agirem rapidamente para salvar o povo guineense deste penoso cativeiro, amanhã a história vos julgará. E, não, não vale a pena desperdiçar milhões de dólares na organização de umas eleições que à partida já tem os seus vencedores. O Povo guineense precisa de um Salvador - salvem-no antes que seja tarde. AAS
Publicada por António Aly Silva, no Blog Ditadura do Consenso. --- É este o General Indjai com quem o dr. José Ramos Horta tem procurado contemporizar, fazendo-o passar por um cidadão decente.
Bissau: Admite-se a detenção de Cadogo Júnior
Bissau (Jornal Última Hora, 14 de Agosto de 2013) – Não se trata de perseguição política, mas sim a realização da justiça que todos clamam. É assim que vai ser justificada uma eventual detenção de Carlos Gomes Jr.
O Ministério Público (MP) garante ter “condições legalmente fundamentadas” para deter Carlos Gomes Jr. ex-Primeiro-Ministro, caso esse volte ao país. Como fundamento da detenção, o MP vai invocar o facto de Carlos Gomes Jr. ter sido suspeito nas mortes de Baciro Dabó e de Hélder Proença em 2009 e do desaparecimento de Roberto Cacheu, em Dezembro de 2012.
Com o seu exílo em Portugal, tentaram trazê-lo de volta, ouví-lo e não foi possível por dos argumentos apresentados contra. Em torno de todos esses processos, incluindo as mortes de Nino Vieira e de Tagmé Na Waié – durante a vigência do governo de Carlos Gomes Jr. – o MP da Guiné Bissau mandou em Novembro de 2012 uma carta rogatória às autoridades portuguesas para que Carlos Gomes Jr fosse repatriado a fim de ser ouvido no processo Nº 267, em que é suspeito, no dia 10 de Dezembro de 2012, na Vara Crime do Tribunal regional de Bissau.
As autoridades portuguesas fizeram as diligências necessárias e o ex-Primeiro-Ministro foi notificado, assinou o mandado e remeteu o processo a sua defesa. A sua advodada, reagindo à notificação do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, escreveu que Carlos Gomes Jr não era obrigado a comparecer junto à autoridade requerente em Bissau – e que, as autoridades judiciais portuguesas deviam fazer essa advertência ao MP guineense e, consequentemente, recusar o pedido. A advogada do ex-PM lembrou que Carlos Gomes Jr foi deposto por um golpe militar e essas mesmas pessoas é que estão a exigir o seu regresso. A advogada referiu ainda que foram essas mesmas pessoas que admitiram publicamente que não tinham segurança para Carlos Gomes Jr.
Na última argumentação, a advogada, referindo à lei portuguesa, defendeu que o pedido de ‘extradição’ é recusado quando existem razões de cooperação para prosseguir e punir por raça, sexo, língua e suas convicções políticas.
Nessa guerra jurídica entre a advogada e Carlos Gomes Jr e o MP de Portugal, este último respondeu que, no pedido de extradição, não existem quaisquer razões que o levásse a recusa. “No pedido de cooperação não existem quaisquer dados concretos que nos permitissem concluir pela verificação de uma causa de recusa da sua execução, nomeadamente as mencionadas no artº 34, do Acordo de Cooperação. Depois de confrontar com a advogada do ex-PM, que claramente conseguiu mostrar que ele não podia ser extraditado, o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa mandou informações ao MP guineense.
Foi a partir desse momento que seguiu para Portugal a segunda carta rogatória em fevereiro do corrente ano. Essa segunda carta já foi acompanhada de dez quesitos jurídicos sobre crimes de que Carlos Gomes Jr é suspeito. Um magistrado do MP com noção dos trâmites que o processo tem seguido, garantiu ao jornal Última Hora que, não obstante ser estranho o silêncio das autoridades judiciais portuguesas sobre essa segunda carta, ainda acredita que é possível acordarem a extradição, uma vez que existem processos que levam anos para serem executados.
(In Jornal Última Hora editado quarta-feira, dia 14 de Agosto de 2013)
15.8.13
De Luís Aguilé, Señor Presidente
Yo soy un ciudadano común y
corriente solo tengo un voto
que usted me ha pedido como
a tanta gente a la que ha
convensido
y yo se lo he otorgado
esperando confiado a que llegue
ese día, en que vea cumplido
al pie de la letra lo que
ha prometido
Se muy bien que no es fácil
gobernar todo un pueblo sin
tener problemas, repartir las
riquezas, llevando a todos el
pan a sus mesas
Y vamos a esperar que usted
pueda lograr sin hacer
exepciones, que a la carcel
irán todos los que deben
pagar todas sus corrupciónes
Que se imponga la Ley
no queremos perder nuestra
forma de ser..
Somos gente de paz, que no
tenga ocasión de ganar el
ladron
Porque usted nos juró
proteger la nación
Me han venido a encuestar
porque quieren saber que
esperamos de usted, que la
inseguridad con la que hay
que acabar sea una prioridad
.. no sigamos igual
ésto va para mal, hay que
entrar en razón
ésto va para mal, venga usted
a gobernar con firmeza y acción
Usted irá protegido entre luces
y motos por la policia
y nosotros estamos expuestos al
crimen de noche y de día
No se puede salir, no se puede
vivir de una forma descente
ya no somos nacion ahora somos
el reino de los delincuentes
Que se imponga la Ley,
no queremos perder nuestra
forma de ser..
Somos gente de paz, que no
tenga ocasión de ganar el
ladron
Porque usted nos juró
proteger la nación
Cuando llegue a mandar, no solo
de ayudar a los de su partido
no se quiera quedar para toda
la vida como un elegido
No se deje llevar por esa
tentacion de cambiar la nacion
y arreglar a su echura
y a su conveniencia
la constitucion
... y ahora solo le pido que mi
humilde voto no caiga en su
olvido, cuando asuma el poder
tiene a mano la gloria y entrar
en la historia
No nos mienta jamás no use la
demagogia engañando a la gente
cumpla usted con honor
va con todo respeto...
Señor Presidente
Egipto: uma verdadeira hecatombe
L'Égypte se préparait, jeudi 15 août, à une nouvelle journée sous haute tension au lendemain de la dispersion sanglante des manifestations pro-Morsi au Caire, qui a fait 464 morts selon un nouveau bilan officiel. Les Frères musulmans déplorent 2 200 victimes.
Aucun incident majeur n'était à signaler ce jeudi 15 août, au matin. Le calme est revenu dans le pays en fin de soirée, hier, moins d'une heure après l'entrée en vigueur du couvre-feu décrété par les autorités.
Ce calme pourrait toutefois n'être que temporaire. Les islamistes ont appelé à de nouvelles manifestations tandis que les forces de l'ordre prévenaient qu'elles n'accepteraient aucun nouveau sit-in, après avoir vidé les deux places du Caire où des pro-Morsi campaient depuis la chute de l'ancien président, le 3 juillet.
Les autorités égyptiennes ont indiqué jeudi matin qu'au moins 464 personnes, en grande majorité des civils, avaient péri le 14 août à travers le pays.
Le chef des services d'urgence, Khaled al-Khatib, a indiqué à l'AFP que plus de 300 civils avaient péri, tandis que le ministère de l'Intérieur a fait état de la mort de 43 policiers. Il s'agit de la journée la plus meurtrière depuis la révolte qui a renversé le président Hosni Moubarak en 2011.
Les Frères musulmans ont de leur côté annoncé que la fille de 17 ans d'un de leurs principaux dirigeants, Mohammed al-Beltagui, avait également été tuée par balle. Au total, les Frères, eux, avancent le chiffre de 2 200 morts et plus de 10 000 blessés.
Condamnations (presque) unanimes
Alors que le prix Nobel de la paix Mohamed el-Baradei a démissionné de son poste de vice-président, refusant "d'assumer les conséquences de décisions avec lesquelles il n'était pas d'accord", le Premier ministre nommé par l'armée, Hazem Beblawi, a, lui, salué la police pour "sa très grande retenue". "Aucun État qui se respecte n'aurait toléré" ces sit-in qui duraient depuis un mois et demi, a-t-il déclaré à la télévision, s'engageant à poursuivre la mise en œuvre du processus qui doit conduire à des élections début 2014.
Dans la matinée, une autre figure morale s'était désolidarisée de l'opération meurtrière des forces de l'ordre: l'imam d'Al-Azhar, plus haute autorité de l'islam sunnite, qui avait expliqué n'avoir pas eu connaissance des méthodes que les forces de l'ordre comptaient employer.
La communauté internationale, qui avait tenté une médiation pour éviter une issue dramatique au bras de fer entre pro-Morsi et nouveau pouvoir, a condamné l'usage de la violence.
Le Premier ministre turc, Recep Tayyip Erdogan, a dénoncé jeudi un "très grave massacre" des forces de l'ordre égyptiennes, critiquant l'"hypocrisie" de la communauté internationale.
À Washington, le secrétaire d’État américain, John Kerry, a exhorté à organiser ces scrutins, condamnant un bain de sang "lamentable". La chef de la diplomatie européenne, Catherine Ashton qui, la première, avait tenté une médiation au Caire, a réclamé la levée de l'état d'urgence "dès que possible".
Paris a appelé à "l'arrêt immédiat de la répression" et saisi l'ONU "pour qu'en urgence une position internationale soit prise en ce sens". Son secrétaire général Ban Ki-moon a, lui, "condamné dans les termes les plus fermes les violences".
Le Qatar, principal soutien des Frères musulmans, a dénoncé "la méthode utilisée contre des manifestants pacifiques".
Seules voies discordantes, les Émirats arabes unis et le royaume de Bahreïn ont approuvé les mesures prises pour déloger les partisans islamistes.
Dans un communiqué publié dans la nuit, le ministère des Affaires étrangères des Émirats arabes unis a dit "comprendre les mesures souveraines prises par le gouvernement égyptien après avoir observé un maximum de retenue ces derniers temps". Il a regretté "l'insistance des groupes politiques extrémistes à tenir un discours appelant à la violence (...) ce qui a conduit aux évènements déplorables" de mercredi.
De son côté, le royaume de Bahreïn a estimé que "les mesures prises en Egypte pour rétablir l'ordre répondent à une demande des citoyens que l’État a le devoir de protéger".
Ces deux pays du Golfe, avec l'Arabie saoudite et le Koweït, avaient bien accueilli la mise à l'écart début juillet par l'armée égyptienne de l'ancien président islamiste Mohamed Morsi.
L’Arabie saoudite, le Koweït et les Émirats ont apporté des aides respectives de cinq, quatre et trois milliards de dollars à l’Égypte après le renversement de M. Morsi.
(Jeune Afrique; Avec AFP)
Somália: Saem os Médicos Sem Fronteiras
NAIROBI, Aug 14 (Reuters) - A medical charity that was a lifeline for hundreds of thousands of Somalis announced on Wednesday it was pulling out of the country, saying the threat of deadly violence had become intolerable.
The withdrawal of Medecins Sans Frontieres (MSF), or Doctors Without Borders, is a blow to the government's effort to persuade Somalis and foreign donors that security is improving and a stubborn Islamist insurgency is on the wane.
"The closure of our activities is a direct result of extreme attacks on our staff, in an environment where armed groups and civilian leaders increasingly support, tolerate or condone the killing, assaulting and abducting of humanitarian aid workers," Unni Karunakara, MSF's international president, told reporters in the Kenyan capital, Nairobi.
Sixteen MSF staff members have been killed in Somalia since 1991 when civil war erupted, but the charity stayed on, negotiating with militant groups and resorting to hiring armed guards, something it does not do in any other country.
"But we have reached our limit," Karunakara said, fighting back tears.
Within hours of the announcement, al Qaeda-linked al Shabaab militants raided one MSF hospital in southern Somalia, forcing patients out before ransacking it.
"They have ordered the patients in the hospital out and ... taken computers, hospital beds, and other valuable equipment," Ibrahim Mohamed Adan, district commissioner of the town of Diinsor in southern Somalia's Bay region, told Reuters.
MSF's departure will deprive hundreds of thousands of Somalis of medical help, Karunakara acknowledged. MSF treated about 300,000 Somalis in the first half of 2013.
Dozens of foreign MSF staff had pulled out of Somalia in past weeks, the charity said, while some 1,500 local doctors, nurses and assistants will now be jobless.
There was no immediate comment from the Somali government, which is struggling to pull the nation out of two decades of conflict and is unable to provide basic public services including health and education.
The pullout came a month after two female Spanish MSF workers were freed by their Somali kidnappers after almost two years in captivity.
In early 2012, MSF closed two major medical centres in the capital Mogadishu after two international staff were shot dead by a former colleague.
14.8.13
Mali: Golpista promovido a general
Le capitaine Amadou Sanogo, auteur du coup d'Etat du 22 mars 2012 qui avait déstabilisé le Mali, a été promu général mercredi en Conseil des ministres.
"Le conseil des ministres a validé la nomination du capitaine Amadou Sanogo au grade de général de corps d'armée, l'information est officielle", a indiqué à l'AFP le porte-parole du ministère malien de la défense, Diarran Koné. Deux ministres ayant assisté au conseil ont confirmé cette promotion.
Le capitaine Sanogo avait justifié le coup d'Etat de mars 2012 ayant renversé le président élu Amadou Toumani Touré par l'incapacité d'un Etat corrompu à lutter contre la montée des périls en tout genre dans le nord du Mali – groupes djihadistes et criminels, rébellion touareg.
CAPACITÉ DE NUISANCE
Mais ce putsch avait précipité la chute de cette vaste région dans les mains de groupes islamistes armés liés à Al-Qaida, qui l'ont occupée pendant neuf mois en y commettant d'innombrables exactions, avant d'en être chassés par une intervention militaire internationale mise en place par la France.
Le capitaine Sanogo, qui gardait une capacité de nuisance à Bamako, où ses hommes ont arrêté et brutalisé de nombreuses personnalités politiques, des journalistes et des militaires opposés à eux, avait été installé en février dernier à la tête d'une structure chargée de réformer l'armée malienne, qui avait été laminée dans le Nord. Le décret de sa nomination à la tête de cette structure est daté du 8 août 2012.
Sa promotion du grade de capitaine à celui de général intervient trois jours après le second tour de l'élection présidentielle, remportée par l'ex-premier ministre Ibrahim Boubacar Keïta, qui était resté très discret au moment du coup d'Etat, à l'inverse de son adversaire au scrutin, Soumaïla Cissé. M. Cissé, ex-ministre des finances, était un farouche opposant au putsch.
Le Monde
Assinar:
Postagens (Atom)
