31.10.13

Moçambique: O Zimbabwe poderá intervir

A senior official has indicated that the Zim government could intervene in neighbouring Mozambique following reports of a renewed RENAMO insurgency, which has already claimed the lives of at least 58 people. International press last week quoted Foreign Affairs deputy minister Christopher Mutsvangwa as saying that Zimbabwe could intervene in Mozambique. Mutsvangwa is reported as having told the British Broadcasting Corporation that "it will be misguided for RENAMO to bring instability and expect Zimbabwe to watch." Tensions are said to be rising between the Mozambican government troops and the rebels, leading to speculation that this could escalate into a crisis that could suck in neighbouring countries. Following Mutsvangwa's remarks, MDC-T president Morgan Tsvangirai told the NewsDay newspaper that Zimbabwe could not afford to intervene in the Mozambican crisis and suggested that the two parties should talk instead. "We do not have the capacity to launch another military intervention in Mozambique," Tsvangirai reportedly said before adding: "I think the Mozambican issue is an internal matter which should be resolved through dialogue." The former prime minister has already been criticised for his remarks by Information Minister Jonathan Moyo, who felt that the latter did not have the mandate to speak about what the country could or couldn't do. Political commentator Rejoice Ngwenya said he did not think Zimbabwe was seriously considering any military intervention in Mozambique. Ngwenya said firstly, he did not believe that the RENAMO rebels had the capacity to sustain their insurgency. "The only problem I see arising is when ZANU PF then uses this insurgence as an excuse to re-invest in more military hardware on the pretext that they are defending the borders with Mozambique," Ngwenya said. Ngwenya added that if there was any intervention in Mozambique, it can only be done through either the African Union or the Southern African Development Community (SADC). "Any intervention would have to be as part of a resolution by these two bodies, it's not a question of ZANU PF and the Mozambican government phoning each other to arrange an intervention. It doesn't work like that. "Our parliament will have to also debate the costs involved. We need water, electricity and food here in Zimbabwe and we don't need to intervene on matters that really do not require our intervention, Mozambique can manage without us," Ngwenya added. RENAMO was formed in the 1970s and encouraged by the then white-ruled Rhodesia's intelligence service, which recruited Mozambicans opposed to liberation movement FRELIMO. When white rule ended in Zimbabwe in 1980, RENAMO was adopted by South Africa's apartheid military to try to thwart black nationalism on borders from Angola to Mozambique. AllAfrica.com

Bissau: As eleições de pouco servirão

O conflito na Guiné-Bissau não se resolverá com "um desenvolvimento", seja a realização de eleições, seja uma qualquer detenção, exigindo a "reinvenção do modelo econômico e social", defende o economista guineense Carlos Lopes. Em declarações à Lusa, em Lisboa, onde esteve para participar numa conferência, o secretário executivo da Comissão Econômica para África das Nações Unidas afirmou que, "quando se analisa um país com as complexidades da Guiné-Bissau, não se deve pensar que um episódio, por mais significativo que seja, vai resolver" os problemas. Carlos Lopes referia-se à detenção do antigo chefe da Marinha da Guiné-Bissau Bubo Na Tchuto, no início de Abril, pelos Estados Unidos, quando se encontrava em águas internacionais, perto de Cabo Verde. Bubo Na Tchuto era procurado por alegado envolvimento no tráfico internacional de droga, sobretudo cocaína oriunda da América do Sul, e foi detido no quadro de uma operação contra o narcotráfico no Golfo da Guiné. No âmbito do mesmo processo, os Estados Unidos acusaram o actual chefe do Estado Maior das Forças Armadas, António Indjai, por envolvimento no tráfico de droga e de armas. Questionado por alguém na assistência (o jornalista e seu conterrâneo, António Aly Silva) na conferência que proferiu na segunda-feira à noite, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Carlos Lopes destacou que a Guiné-Bissau vive numa "globalização às avessas". O país "já está na globalização, mas pelas razões erradas, pela droga", nomeou. "Muitas vezes se pensa que, por causa de um desenvolvimento, se encontrou a solução. Por exemplo, vamos fazer eleições e pensa-se que as eleições resolvem o problema. Isto é muito mais complexo do que fazer eleições", distinguiu Carlos Lopes. "Expressão de vontades é uma coisa muito comum na Guiné-Bissau. É preciso é expressão de factos, a concretização de algumas destas ideias, que parecem ter consenso, mas que depois acabam por não acontecer", lamentou o especialista. "É preciso uma espécie de reinvenção do modelo econômico e social da Guiné-Bissau", propõe, concretizando: "Enquanto não se resolver o problema dos militares, podem fazer-se todas as eleições do mundo que não servem para nada." 'Criativos' Realçando com alguma ironia que a Guiné-Bissau "tem até conseguido, com uma certa criatividade, que muitos dos seus agentes políticos manipulem a comunidade internacional, e confundam a comunidade internacional", Carlos Lopes constatou: "Em 30 anos, já não sei quem é quem, há muito ziguezague, mudam de opinião constantemente." Realçando que, "na diplomacia internacional, o que conta, mais do que tudo, é a construção da confiança", o especialista recorda que a postura dos políticos guineenses conduziu ao "ponto de haver formas de tensão entre vários organismos intervenientes em mediação de conflitos que normalmente não existem". O economista referia-se, concretamente, às divergências - que entretanto parecem ter diminuído - entre Nações Unidas, União Africana, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e CPLP na condução do processo de transição guineense após o golpe de Estado militar de 12 de Abril de 2012. "A posição comum é recente e exige maturação", alertou, sublinhando que "não há memória de uma descoordenação tão grande" entre organismos internacionais face "a um conflito de dimensão relativamente pequena". Simultaneamente, importa que os políticos guineenses não se esqueçam que "a solução tem que vir de dentro", sustentou o economista. LUSA --- Nas palavras de Carlos Lopes nota-se a lucidez que falta a José Ramos-Horta, muito ingénuo quanto à profundidade da crise guineense.

Angola: A França apresenta-se em força

La visite en Angola du ministre des Affaires étrangères, Laurent Fabius, doit être l'occasion pour les industriels français de participer au boom économique de ce pays d'Afrique australe. Mais pour beaucoup, le "miracle" angolais a tout du mirage. Par Sébastian SEIBT La délégation de grands patrons qui accompagnent le ministre français des Affaires étrangères, Laurent Fabius, lors de son déplacement en Angola, jeudi 31 octobre, est impressionnante. Air France, Airbus, Alstom, BNP Paribas, Bolloré, Total, Veolia : ils sont tous là ou presque pour essayer de tirer profit du boom économique que ce pays d’Afrique australe connaît depuis plusieurs années. L’enjeu commercial de ce voyage diplomatique est clair. Il s’affiche jusque sur le site du ministère de l’Économie, où il est précisé sur la fiche descriptive de cet État : “Peu de pays dans le monde ont un potentiel aussi important que l’Angola, où, malgré la concurrence, il existe d’importantes possibilités pour les entreprises françaises”. Sur le papier, le “miracle” angolais est flagrant. Depuis la fin de la sanglante guerre civile qui a ravagé le pays entre 1975 à 2002, cette ancienne colonie portugaise affiche des taux de croissance "à la chinoise". Malgré un sérieux coup de frein pendant les premières années de la crise financière, l’Angola connaît de nouveau depuis 2012 une croissance supérieure à 7 % par an. Et tous les analystes, du Fonds monétaire international (FMI) à la Banque africaine de développement (BAD), prévoient que le pays, aujourd’hui troisième économie d’Afrique, va pouvoir garder ce cap encore quelques temps. Bons baisers de Chine La Chine a d’ailleurs mis tout son poids économique pour devenir le premier partenaire commercial de l’Angola. Pékin a investi plus de 15 milliards de dollars dans 17 projets de coopération économique avec Luanda. “Officiellement, la présence chinoise compte 276 000 ressortissants [dans le pays]”, souligne une note de décembre 2012 de l’équivalent suisse de la chambre de commerce. Le Portugal n’est pas non plus resté indifférent à la bonne santé économique de l’Angola… mais d’une autre manière. Confrontés à la crise dans leur pays, plus de 150 000 Portugais ont obtenu un visa pour aller travailler dans leur ancienne colonie. “Un phénomène de cette ampleur est inédit dans l’histoire contemporaine”, note le site Slate Afrique. Qu’est-ce qui fait tourner l’Angola et aiguise autant d’appétits ? Le pétrole essentiellement. L’Angola est le deuxième producteur d’or noir du continent et le quatrième au niveau mondial. Le pays compte, en outre, encore augmenter sa production - 1,8 million de barils par jour actuellement -, pour atteindre 2 millions de barils par jour en 2015. La France n’est pas en reste dans cette course aux pétrodollars angolais : l’argent investi par Total sur le pays (9,1 milliards d’euros) représente en effet la quasi-totalité des investissements de la France (10 milliards d’euros en 2012). D’autres voient encore plus loin et imaginent que l’Angola pourrait devenir le nouveau Qatar africain. Le pays pourrait bien, en effet, se transformer en puissance gazifière de premier ordre comme le petit émirat. Il abrite la deuxième plus importante réserve de gaz naturel en Afrique et n’a commencé à l’exploiter qu’en 2013. Luanda s’inspire d’ailleurs du modèle qatari et s’est doté en 2012 d’un fonds souverain à hauteur de 5 milliards de dollars pour diversifier son économie. Roi des inégalités Mais le parallèle avec le Qatar peut se révéler trompeur et beaucoup craignent que le miracle ne soit en fait un mirage. D’abord parce que le pays est encore trop dépendant des fluctuations des prix du pétrole. L’or noir représente 90 % de ses exportations et pèse pour plus de 40 % du PIB de l’Angola, d’après la BAD. Le moindre choc peut très vite faire plonger l’économie angolaise. Lors de la crise financière de 2008, et la baisse des prix du pétrole qui s’en est suivie, la croissance du pays est ainsi passée en un an de plus de 10 % à environ 1 %. L’Angola est, en outre, un royaume d'inégalités. Le PIB par habitant (6 120 dollars), l’un des plus élevés du continent, est particulièrement trompeur. La quasi-totalité des richesses sont entre les mains de 5 % de la population, d’après un rapport du Centro de Estudos de Investigaçao Cientifica, un cercle angolais de réflexion économique. “Les inégalités dans les répartitions des revenus est l’un des plus élevés d’Afrique subsaharienne”, s’alarme le site Perspective économique d’Afrique, qui compile les données des principales institutions économiques mondiales et régionales. Quelque 25 % de la population est au chômage et 36 % des Angolais vivent avec moins de 2 dollars par jour. L’un des pays les plus corrompu de la planète Un contexte social encore aggravé par un niveau de corruption important. En 2011, le FMI s’étonnait “d’un écart inexpliqué de 32 milliards de dollars dans les comptes publics de l’Angola pour la période 2007-2010”. Cette somme apparaît bien dans les comptes de Sonangol, la toute puissante entreprise publique pétrolière, mais personne ne sait où l’argent est passé. Pour l’ONG Transparency International, l’Angola, malgré des efforts, demeure l’un des pays les plus corrompus au monde (157e sur 176 États surveillés en 2012). “Près de 40 % des grandes entreprises mondiales perçoivent la corruption comme un obstacle majeur”, souligne le site Perspective économique d’Afrique. Bien qu’endémique, la corruption ne serait toutefois pas le principal frein au développement de l’activité économique. Le manque d’accès à l’eau potable, les infrastructures en piteux état, la lourdeur administrative et l'indigence du secteur financier font de l’Angola, l’un des pires pays pour faire des affaires. Il est classé en 179e place sur 189 de l’indice “Doing Business” 2014 de la Banque mondiale. France 24

Líbia: Um forte decréscimo populacional

Tripoli, 28 October 2013: Libya’s population last year was 5,172,231. The figure was announced by the Bureau of Statistics and Census. The figure is based on applications for the National ID number. According to bureau, there were 959 434 families. The number of males was put at 2,617,275 and females at 2554956. Additionally, the families that registered reported that 831 family members were missing. It has been claimed that over a million Libyans have fled abroad since the revolution, mainly to Egypt and Tunisia. The figure is viewed as suspect and has not been confirmed although there are have been reports in Egypt of over half a million there and 400,000 in Tunisia. http://www.libyaherald.com/2013/10/28/ --- Em 2010 a Líbia tinha 6,3 milhões de habitantes, mas os acontecimentos dos dois últimos anos levaram de facto à partida de muita gente; tanto nacionais como estrangeiros.

30.10.13

Níger: Dezenas de mortos à sede no deserto

Un grupo de niños, mujeres y algunos hombres que intentaba llegar desde Níger a Argelia murió en el pleno desierto del Sáhara a principios de mes, posiblemente de sed. Los cadáveres de 87 inmigrantes a los que se buscaba hacía días han sido recuperados este miércoles en territorio nigerino a solo diez kilómetros de la frontera con Argelia, según han dicho varias fuentes a la agencia France Presse. La mayoría del grupo, 48, son niños. Además había 32 mujeres y siete hombres. El hallazgo llega solo unas semanas después de que dos naufragios con cientos de muertos en el Mediterráneo colocaran la inmigración por unos días en el centro del debate europeo. El Ejército de Níger localizó hace unos días los cadáveres de cinco inmigrantes que pertenecían al mismo grupo. Según una fuente de seguridad citada por la agencia francesa los sin papeles iniciaron su viaje a finales de septiembre y fallecieron a principios del mes de octubre. El alcalde de Agadez, una ciudad al norte de Níger, reconstruyó el periplo de los fallecidos el lunes en declaraciones a la BBC cuando fueron localizados los cinco primeros cadáveres. Rhissa Feltou contó que dos vehículos partieron de un pueblo más al norte, Arlit, con "al menos" 60 inmigrantes. El convoy se dirigía a la ciudad argelina de Tamanrassett, ubicada en pleno desierto de Sáhara y parte de las rutas de la inmigración clandestina. El alcalde contó que, al averiarse uno de los vehículos, algunos pasajeros se fueron a buscar recambios y otros se dispersaron en pequeños grupos. Días después algunos supervivientes llegaron a Arlit y alertaron al Ejército, que al llegar encontraron aquellos cinco primeros cadáveres. Entonces un trabajador de una ONG alertó en declaraciones a France Presse de lo que encontrarían quienes localizaran al resto del grupo. "Eran familias enteras, incluidos muchos niós y mujeres". El País

EUA interceptaram Tokyo Sexuale

JOHANNESBURG - Former South African government minister and anti-apartheid activist prominent businessman Tokyo Sexwale will approach the US government after he was arrested in New York for being on a list of banned persons to that country. The former Housing minister's lawyer, Lesley Mkhabela says Sexwale was arrested at JF Kennedy Airport while on a business trip to New York. Former struggle activists were banned from visiting America during apartheid. The ban has since been lifted but not all names have been removed from the list, said Mkhabela. "He has instructed us to take the matter up with the authorities of the US so we will address the letter to the US embassy in South Africa," said Sexwale lawyer. He says that they will also send the copy to the state's departments requiring clarification on the status of this issue and also assuring that this shall not happen again in the future.

29.10.13

Tiroteio em Nampula causou um morto

Um tiroteio entre a polícia e ex-combatentes da Renamo, principal força da oposição em Moçambique, provocou nesta quinta-feira um morto e quatro feridos em Nampula, noticiou a AFP. Os contornos do incidente não são claros. Algumas informações indicam que a polícia invadiu um acampamento da Renamo, outras que os ex-guerrilheiros abriram fogo. Foram detidos mais de três dezenas de oposicionistas. O incidente terá resultado do aumento da tensão entre as autoridades e o principal partido da oposição em Moçambique. Vários ex-combatentes da Renamo terão sido chamados a Nampula pelo líder do partido, Afonso Dhlakama, para um encontro cujo objectivo seria preparar manifestações nacionais “para correr com a Frelimo do poder”, adiantou a agência Lusa. No local estariam cerca de 300 apoiantes da Renamo, que durante 16 anos travou uma guerra civil com a Frelimo, até à paz assinada em 1992. Os militantes da Renamo já se encontravam no local desde Dezembro. Nesta quinta-feira a polícia desalojou os militantes do partido após o que o porta-voz da polícia de Nampula, João Inácio Dina, garante ter sido uma operação de rotina. “Era uma patrulha de rotina, mas tivemos de pedir reforços e ripostar quando eles começaram a disparar”, disse Inácio Dina à AFP. Um polícia acabou por morrer depois de ter ficado ferido na cabeça e na barriga, enquanto outro polícia e três membros da Renamo ficaram feridos em resultado dos disparos, adianta a agência francesa. “Foram detidos 34 guardas do corpo dirigente da Renamo e confiscadas cinco espingardas de assalto AK47, uma pistola e 86 balas”, contou João Inácio Dina. Os incidentes terão começado de manhã cedo, pelas 5h30. A Rádio Moçambique noticiou no seu site que membros da Renamo dispararam contra um carro da polícia durante a rendição dos agentes que se encontravam no local, o que levou a polícia a ripostar. No entanto, adianta a estação, era já esperada uma acção policial, depois de terem circulado informações sobre a mobilização de uma força de operações especiais para reforçar a vigilância aos membros da Renamo. A Renamo já tinha acusado o Governo moçambicano de “enviar uma força militar para semear o terror em Nampula”. O partido tem perdido terreno nas urnas desde as primeiras eleições multipartidárias de 1994 e o seu líder ameaçou, no ano passado, mobilizar os antigos combatentes para preparar uma revolta contra o Governo. Público – Lusa