4.4.14
Tratado do Atlântico Norte foi assinado há 65 anos
Os Estados Partes no presente Tratado,
Reafirmando a sua fé nos intuitos e princípios da Carta das Nações Unidas e o desejo de viver em paz com todos os povos e com todos os Governos,
Decididos a salvaguardar a liberdade dos seus povos, a sua herança comum e a sua civilização, fundadas nos princípios da democracia, das liberdades individuais e do respeito pelo direito,
Desejosos de favorecer a estabilidade e o bem-estar na área do Atlântico Norte,
Resolvidos a congregar cus seus esforços para a defesa colectiva e para a preservação da paz e da segurança,
Acordam no presente Tratado do Atlântico Norte.
Artigo 1
As Partes comprometem-se, de acordo com o estabelecido na Carta das Nações Unidas, a regular por meios pacíficos todas as divergências internacionais em que possam encontrar-se envolvidas, por forma que não façam perigar a paz e a segurança internacionais, assim como a justiça, e a não recorrer, nas relações internacionais, a ameaças ou ao emprego da força de qualquer forma incompatível com os fins das Nações Unidas.
Artigo 2
As Partes contribuirão para o desenvolvimento das relações internacionais pacíficas e amigáveis, mediante o revigoramento das suas livres instituições, melhor compreensão dos princípios sobre que se fundam e o desenvolvimento das condições próprias para assegurar a estabilidade e o bem-estar. As Partes esforçar-se-ão por eliminar qualquer oposição entre as suas políticas económicas internacionais e encorajarão a colaboração económica entre cada uma delas ou entre todas.
Artigo 3
A fim de atingir mais eficazmente os fins deste Tratado, as Partes, tanto individualmente como em conjunto, manterão e desenvolverão, de maneira contínua e efectiva, pelos seus próprios meios e mediante mútuo auxílio, a sua capacidade individual e colectiva para resistir a um ataque armado.
Artigo 4
As Partes consultar-se-ão sempre que, na opinião de qualquer delas, estiver ameaçada a integridade territorial, a independência política ou a segurança de uma das Partes.
Artigo 5
As Partes concordam em que um ataque armado contra uma ou várias delas na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque a todas, e, consequentemente, concordam em que, se um tal ataque armado se verificar, cada uma, no exercício do direito de legítima defesa, individual ou colectiva, reconhecido pelo artigo 51.° da Carta dias Nações Unidas, prestará assistência à Parte ou Partes assim atacadas, praticando sem demora, individualmente e de acordo com as restantes Partes, a acção que considerar necessária, inclusive o emprego da força armada, para restaurar e garantir a segurança na região do Atlântico Norte.
Qualquer ataque armado desta natureza e todas mais providências tomadas em consequência desse ataque são imediatamente comunicados ao Conselho de Segurança. Essas providências terminarão logo que o Conselho de Segurança tiver tomado as medidas necessárias para restaurar e manter a paz e a segurança internacionais.
Artigo 6 (2)
Para os fins do Artigo 5.°, considera-se ataque armado contra uma ou várias das Partes o ataque armado:
•contra o território de qualquer delas na Europa ou na América do Norte, contra os Departamentos franceses da Argélia (3), contra o território da Turquia ou contra as Ilhas sob jurisdição de qualquer das Partes situadas na região do Atlântico Norte ao Norte do Trópico de Câncer;
•contra as forças, navios ou aeronaves de qualquer das Partes, que se encontrem nesses territórios ou em qualquer outra região da Europa na qual as forças de ocupação de qualquer das Partes estavam à data em que o tratado entrou em vigor ou no Mar Mediterrâneo ou na região do Atlântico Norte ao norte do Trópico de Câncer, ou que os sobrevoem.
Artigo 7
O presente Tratado não afecta e não será interpretado como afectando de qualquer forma os direitos e obrigações decorrentes da Carta, pelo que respeita às Partes que são membros das Nações Unidas, ou a responsabilidade primordial do Conselho de Segurança na manutenção da paz e da segurança internacionais.
Artigo 8
Cada uma das Partes declara que nenhum dos compromissos internacionais actualmente em vigor entre Estados está em contradição com as disposições do presente Tratado, e assume a obrigação de não subscrever qualquer compromisso internacional que o contradiga.
Artigo 9
As Partes estabelecem pela presente disposição um Conselho, no qual cada uma delas estará representada para examinar as questões relativas à aplicação do Tratado. O Conselho será organizado de forma que possa reunir rapidamente em qualquer momento. O Conselho criará os organismos subsidiários que possam ser necessários; em particular, estabelecerá imediatamente uma comissão de defesa que recomendará as providências a tomar para aplicação dos artigos 3.° e 5.°
Artigo 10
As Partes podem, por acordo unânime, convidar a aderir a este Tratado qualquer outro Estado europeu capaz de favorecer o desenvolvimento dos princípios do presente Tratado e de contribuir para a segurança da área do Atlântico Norte. Qualquer Estado convidado nesta conformidade pode tornar-se Parte no Tratado mediante o depósito do respectivo instrumento de adesão junto do Governo dos Estados Unidos da América. Este último informará cada uma das Partes do depósito de cada instrumento de adesão.
Artigo 11
Este Tratado será ratificado e as suas disposições aplicadas pelas Partes de acordo com as respectivas regras constitucionais. Os instrumentos de ratificação serão depositados, logo que possível, junto do Governo dos Estados Unidos da América, que informará todos os outros signatários do depósito de cada instrumento de ratificação. O Tratado entrará em vigor entre os Estados que o tiverem ratificado logo que tiverem sido depositadas as ratificações da maioria dos signatários, incluindo as da Bélgica, do Canadá, dos Estados Unidos, da França, do Luxemburgo, dos Países-Baixos e do Reino Unido; e entrará em vigor para os outros Estados na data do depósito da respectiva ratificação.
Artigo 12
Decorridos os primeiros dez anos de vigência db Tratado ou em qualquer data ulterior, as Partes consultar-se-ão, a pedido de qualquer delas, para o efeito da revisão do Tratado, tomando em consideração os factores que então afectarem a paz e a segurança na área do Atlântico Norte, inclusive o desenvolvimento dos acordos, tanto mundiais como regionais, concluídos nos termos da Carta das Nações Unidas, para a manutenção da paz e da segurança internacionais.
Artigo 13
Depois de vinte anos de vigência, qualquer Parte poderá pôr fim ao Tratado no que lhe diz respeito um ano depois de ter avisado da sua denúncia o Governo dos Estados Unidos da América, o qual informará os Governos das outras Partes do depósito de cada instrumento de denúncia.
Artigo 14
Este Tratado, cujo textos inglês e francês fazem igualmente fé, será depositado nos arquivos do Governo dos Estados Unidos da América. Serão transmitidas por aquele Governo aos Governos das outras Partes cópias devidamente certificadas.
1.O Tratado entrou em vigor a 24 de Agosto de 1949, após o depósito das ratificações de todos os Estados signatários.
2.Nova redacção em virtude do Artigo 2 do protocolo l ao Tratado do Atlântico Norte sobre a adesão da Grécia e Turquia.
3.A 16 de Janeiro de 1963 o Representante francês fez uma dclaração, perante o Conselho da OTAN, relativa às incidências da independência da Argélia sobre certos aspectos do Tratado do Atlântico Norte. O Conselho constatou que todas as disposições dese Tratado que respeitam aos antigos departamentos franceses da Argélia tornaram-se inaplicáveis a partir de 3 de Julho de 1962.
3.4.14
MH370: 26 países em busca do Nada
Press Briefing by Najib Razak, Prime Minister of Malaysia:
I would like to start by thanking the men and women who are giving their all to find MH370.
Over the past three weeks, hundreds of people have journeyed thousands of kilometres to help. They have searched through stormy seas and freezing fog. They have sailed through cyclones to find the plane. We owe them each a debt of gratitude.
This has been a remarkable effort, bringing together nations from around the world. When MH370 went missing, dozens of countries answered the call for help. Their commitment will not be forgotten.
In a time of great tragedy – for the countries with citizens on board, and the families whose loved ones are missing – this co-operation has given us all heart. Differences have been set aside, as 26 nations have united behind a common cause. The disappearance of MH370 is without precedent; so too is the search.
This morning I met sailors and aircrew at Pearce Air Force Base. I also spoke to the commanders of the seven nations who are here to search for MH370. They told me of the difficulties of a search like this; of distance, and weather, and of maintaining morale amidst so many false sightings.
As we speak, 10 aircraft and 9 ships are searching the Indian Ocean for any sign of the missing plane. The search area is vast, and the conditions are not easy. But the courage of the crews is more than equal to the task. Once again, I thank them all for what they are doing.
I would also like to thank Prime Minister Abbott for hosting us here in Perth; for formally agreeing to lead the search operations in the southern Indian Ocean; and for accepting our invitation for Australia to participate as an Accredited Representative in the investigation. We will continue to work closely with the Australian government to draw up a comprehensive agreement on the search.
At this difficult time, Australia has proven an invaluable friend. The Australian authorities, like so many others, have offered their assistance without hesitation or delay. I would like to sincerely thank Australians for all they have done, and are doing, to find the plane.
We are also grateful to all those who have brought their expertise to bear on what Prime Minister Abbott rightly called ‘one of the great mysteries of our time’.
The disappearance of MH370 has tested our collective resolve. Faced with so little evidence, and such a difficult task, investigators from Australia, China, France, Malaysia, the UK and the US and have worked without pause to reveal the aircraft’s movements. Their collective efforts have led us here.
We are here today, but our thoughts are thousands of kilometres away. In the cities and countries around the world, where families of those on board wait desperately for news. And in the vastness of the Indian Ocean, where MH370 awaits.
I know that until we find the plane, many families cannot start to grieve. I cannot imagine what they must be going through. But I can promise them that we will not give up.
MH370: "A mais difícil busca da História"
Australian Prime Minister Tony Abbott (photo)said on Thursday that the ongoing search for missing Malaysian flight MH370 is "the most difficult in human history," while reiterating his promise to the families of those on aboard that his country will continue the current search process as best as they can.
In a joint press conference with his visiting Malaysian counterpart, Abbott told reporters this is probably the most difficult search ever undertaken, but "as far as Australia is concerned, we are throwing everything we have" to search the aircraft.
"This is a very tough time for Prime Minister Najib (Razak)... the search area is moving north, but it's still a remote and inaccessible area...it's the most difficult in human history," said the Australian leader.
He also asked the families of those on aboard to be "patient," saying Australia and the multinational forces will not let them down and would provide the warmest possible welcome if they want to come to Australia.
Cause of missing Malaysia plane may never be known - national police chief
The investigation into what happened to Malaysia Airlines Flight 370 may take a long time and may never determine the cause of the tragedy, Malaysia's national police chief warned Wednesday. The assessment by Malaysian and Australian officials underscored the lack of knowledge authorities have about what happened on Flight 370. It also points to a scenario that becomes more likely with every passing day — that the fate of the Boeing 777 and the 239 people on board might remain a mystery forever.
The plane disappeared March 8 on a flight to Beijing from Kuala Lumpur after its transponders, which make the plane visible to commercial radar, were shut off.
Military radar picked up the jet just under an hour later, on the other side of the Malay peninsula. Authorities say until then its "movements were consistent with deliberate action by someone on the plane" but have not ruled out anything, including mechanical error.
Malaysia releases full transcript of radio communications between pilots of missing plane
On Tuesday, Malaysia released the full transcript of radio communications between the pilots of Flight 370 and air traffic controllers and confirmed that there was nothing out of the ordinary before the plane disappeared last month. The government said that international investigators and Malaysian authorities still believe that the plane was flown off-course on purpose in the early hours of 8 March with 239 passengers on board.
The possibility that the mystery of the missing Malaysia Airlines plane will never be resolved is growing, as the search in the southern parts of the Indian Ocean continues to bring no result.
On Tuesday, ten planes and nine ships searched about 46,000 square miles of ocean west of the Australian city of Perth. Their hunt kept shifting on the basis of new calculations about the plane's likely path, satellite evidence and ocean currents. Australian officials said that the ships battled heavy seas and strong winds. The search crews finished the day without finding evidence of the plane.
In the Malaysian capital the transcript of the pilots' last communications with air traffic control was released. The transcript reinforces the impression that everything in the cockpit was normal. But just as the plane was due to enter Vietnamese airspace, the aircraft's transponder stopped transmitting its location. Soon afterward, the plane made an unscheduled sharp left turn, away from its planned flight path to Beijing and back toward the Malay Peninsula.
The international investigation team and the Malaysian government remain of the opinion that, until the point at which it met military primary radar coverage, the plane's movements were consistent with deliberate action by someone on board.
The international team is set on unravelling the mystery. But the batteries in the black box are expected to expire about 30 days after the plane went down. When those batteries die, without an indication of where the plane might have crashed, it will be next to impossible to find the debris in the deep vastness of the Indian Ocean, experts say.
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O Chade retira-se da RCA
Le Tchad a annoncé jeudi qu'il allait retirer "progressivement" son contingent de la Mission internationale de soutien à la Centrafrique (Misca). Une décision qui fait suite à de nombreux incidents impliquant des soldats tchadiens sur le terrain.
Alors que la présidente de la transition tchadienne a annoncé cette semaine une enquête sur une tuerie à Bangui impliquant des soldats tchadiens, N'Djaména a annoncé, jeudi 3 avril, en plein sommet UE-Afrique à Bruxelles, sa décision de retirer son contingent de la Misca. "Malgré les sacrifices consentis, le Tchad et les Tchadiens font l'objet d'une campagne gratuite et malveillante tendant à leur faire porter la responsabilité de tous les maux dont souffre la RCA", indique un communiqué du ministère tchadien des Affaires étrangères, distribué aux journalistes du sommet à la mi-journée.
"Face à ces accusations répétées, le Tchad, après avoir informé la présidente de la transition centrafricaine, la président de la Commission de l’Union africaine et le secrétaire général des Nations unies décide du retrait du contingent tchadien de la Misca. Les modalités pratiques de ce retrait seront arrêtées de commun accord entre le Tchad et l'Union africaine", poursuit le document.
"Ce retrait sera progressif", a précisé le ministre des Affaires étrangères, Moussa Faki Mahamat."En attendant, le Tchad assumera sans faille sa mission de paix dans les zones relevant de sa responsabilité". Le contingent tchadien représente un millier d’hommes.
"Les Tchadiens ont beaucoup payés. 110 000 ont été rapatriés dont les biens ont été pillés, des centaines voir des milliers ont été tués. Quand vous apportez votre concours et que celui-ci est considéré plus comme un problème qu'une solution, la sagesse est de retirer ses troupes pour se concentrer sur le volet politique", explique Moussa Faki Mahamat.
Outre les accusations répétées à son encontre, le Tchad reproche aux autorités centrafricaines leur position ambiguë vis-à-vis des anti-balaka. "Certains membres du gouvernement ne sont pas clairs, qualifient les anti-balaka de patriotes - alors que les Nations unies les ont qualifiés de force ennemie qui doit être traitée comme tellle, dénonce le ministre tchadien. Les militaires agissent sous des ordres avec des ordres clairs."
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Em Maio o Papa vai à Jordânia, Palestina e Israel
De 24 a 26 de Maio, o Papa Francisco visita algumas das terras por onde andaram Abraão e Jesus, durante uma peregrinação à Jordânia, à Palestina e a Israel, para se encontrar tanto com os dirigentes como com os cidadãos menos afortunados.
Jorge Heitor
No quinquagésimo aniversário do histórico encontro entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, de Constantinopla, o chefe da Igreja Católica dirige-se a Amã, a Belém e a Jerusalém, sob o signo da maior aproximação possível com os ortodoxos.
Francisco, um dos papas mais populares deste último século, reúne-se com o Patriarca Ecuménico Bartolomeu, considerado o primeiro dos prelados ortodoxos, e com o qual deverá assinar uma declaração conjunta, no dia 25 de Maio, em Jerusalém.
"Somos chamados a ser um só; e o Papa vem recordar-nos este apelo, renovando o espírito da unidade e do amor fraternal", disse o Patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, durante uma conferência de imprensa dada no dia 27 de Março.
O logotipo da peregrinação representa o abraço entre São Pedro e Santo André, padroeiros das Igrejas Católica e Ortodoxa.
O Patriarca Twal teve o cuidado de explicar que o Papa Francisco, escolhido há pouco mais de um ano, solicitou modestas cerimónias de recepção em cada um dos locais visitados, pois que de modo algum deseja que as atenções se concentrem nele mas sim naquilo que representa e na missão que o leva até às populações.
Com os reis da Jordânia
Dia 24, em Amã, aquele que foi o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio reúne-se com os reis da Jordânia, Abdullah II e Rania, que já no Verão passado o visitaram no Vaticano e que de igual modo haviam recebido o seu antecessor, Bento XVI. No dia a seguir, em Belém, na Cisjordânia, o Papa reúne-se com o Presidente da Palestina, Mahmou Abbas. E em 26, na cidade fde Jerusalém, sucessivamente com o idoso Presidente israelita Shimon Peres e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Na Jordânia, a leste do rio Jordão, Francisco reúne-se com refugiados e com jovens deficientes, de modo a vincar bem que os que mais sofrem se encontram sempre no seu coração e nas preocupações da Santa Madre Igreja. Em Belém almoça com famílias palestinianas no convento franciscano Casa Nova, depois do que recebe crianças dos acampamentos de refugiados Dehiyshe, Aida e Beit Jibrin, no Centro Phoenix do primeiro daqueles acampamentos.
Sua Santidade celebra duas missas públicas durante a sua peregrinação à Terra Santa: no estádio internacional de Amã e na Praça da Manjedoura, em Belém, esperando que cristãos da Faixa de Gaza sejam autorizados a viajar até à cidade onde nasceu Jesus. E haverá um lugar reservado para os cristãos da Galileia, a região onde Cristo foi criado, na cidade de Nazaré.
A convite de Sua Majestade
É em resposta a um convite do rei Abdullah II que o Papa Francisco I visita oficialmente a Jordânia, país muçulmano que sempre tem mantido muito boas relações com a Santa Sé.
A visita foi considerada pelo reino hachemita um importante passo para fomentar a fraternidade e a tolerância entre muçulmanos e cristãos, bem como para propagar a mensagem de paz que é apanágio de todas as regiões monoteístas.
Durante a sua estada, o chefe dos católicos debaterá com o rei Abdullah II as relações entre a Jordânia e o Vaticano, bem como alguns assuntos relacionados com a promoção da fraternidade e do diálogo essenciais para a coexistência islâmico-cristã; e em cima da mesa estarão também os mais recente desenvolvimentos no Médio Oriente.
Em Agosto do ano passado, o Papa Francisco manifestou-se tão encantado com os soberanos jordanos que, rompendo o protocolo, se inclinou respeitosamente perante a rainha Rania Al Abdullah, em vez de ter sido ela a fazer uma genuflexão perante ele.
Esta visita pontifícia ao Reino da Jordânia é já a quarta em meio século, tudo tendo começado quando em 1964 Paulo VI se
deslocou tanto aí como à Palestina, que nos tempos do Novo Testamento englobava os território de Galileia, Decápolis, Samaria, Pereia, Judeia e Idumeia. A segunda foi a do Papa João Paulo II, no ano 2000, e a terceira a do Papa Bento XVI, em 2009.
de imprensa na sede do Patriarcado.
14 intervenções
A agenda da peregrinação de Maio prevê 14 intervenções de Sua Santidade, entre homilias e discursos, bem como a assinatura da declaração conjunta com o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, a assinalar o 50 anos do encontro entre Paulo VI e Atenágoras.
Na Terra Santa, o Papa vai visitar, entre outros, o Santo Sepulcro, o memorial do Holocausto ,‘Yad Vashem’, o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas.
Partindo do aeroporto de Fiumicino, em Roma, o Papa chega ao princípio da tarde de dia 24 ao Aeroporto Internacional Rainha Alia, em Amã, e dirige-se ao palácio real, para uma troca de impressões com os soberanos, depois do que preside à missa no estádio internacional.
Mais tarde, em Betânia, no local onde Jesus Cristo foi baptizado por João (enquanto o Epírito Santo descia sobre ele), à beira do rio Jordão, Francisco reúne-se com refugiados da martirizada Síria e com jovens deficientes.
Na Jordânia, em Amã, primeira etapa da viagem apostólica, o Papa vai reunir-se com o rei Abdullah e Rania.
Visita a Mahmoud Abbas
O domingo 25 de Maio começa com uma viagem de helicóptero até Belém, para uma visita ao Presidente do Estado da Palestina, Abu Mazen, sou Mahmoud Abbas, seguida da Missa na Praça da Mangedoura.
Depois do almoço com famílias palestinianas no convento Casa Nova, o Papa fará uma visita privada à Gruta da Natividade, local do nascimento de Jesus Cristo ("E tu, Bethleém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há-de apascentar o meu povo de Israel", São Mateus 2,6).
Na sequência do encontro com as crianças dos campos de refugiados de Dheisheh, Aida e Beit Jibrin, o antigo arcebispo de Buenos Aires parte de helicóptero para o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Telavive, onde discursa, antes de retomar o helicóptero, para Jerusalém.
Esta escala em Telavive é como que uma preciosidade diplomática. O Papa evita começar a visita a Israel pela cidade de Jerusalém, de modo a não chocar as susceptibilidades árabes, uma vez que os muçulmanos não reconhecem Jerusalém como capital israelita.
O último dia da viagem, 26 de Maio, principia com visitas ao grande mufti de Jerusalém, na Esplanada das Mesquitas, e ao Muro das Lamentações, seguindo-se a deposição de flores no Monte Herzl, o cemitério nacional de Israel.
O Papa Francisco vai discursar, depois, no mausoléu do Yad Vashem de Jerusalém, em memória das vítimas do Holocausto, visitando, em seguida, os dois grãos-rabinos de Israel, no centro He,ichal Shlomo.
O encontro com o Presidente de Israel, Shimon Peres, é no palácio presidencial, e a reunião com o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu no centro Notre Dame.
No Monte das Oliveiras
A parte final da agenda vai decorrer no Monte das Oliveiras e inclui uma nova visita ao patriarca Bartolomeu, um encontro com o clero e religiosos católicos e a última Missa, com os bispos da Terra Santa, na sala do Cenáculo, em Jerusalém.
Toda a peregrinação deverá ser entendida como um grande apelo à paz, especialmente dirigido a palestinianos, israelitas, sírios e outros povos do Médio Oriente.
Os cristãos árabes necessitam enormemente do encorajamento pontifício, uma vez que o seu número continua a diminuir, devido à violência e às dificuldades económicas, que muitas vezes os fazem emigrar para longes terras.
"Como é grande a sua preocupação connosco. Creio que nos pedirá para sermos corajosos e para permanecermos", disse o Patriarca Twal, que é jordano. "Ficar nesta terra, viver nesta terra: vale a pena permanecer na Terra Santa, sofrer e morrer por ela".
Os cristãos do Médio Oriente são uma comunidade muito antiga, bem mais antiga do que a população muçulmana. Mas no Iraque, Síria, Egipto, Líbano e Palestina têm sido cada vez mais intimidados e assassinados, no meio de múltiplas convulsões.
O drama sírio
Um dos grandes dramas a ter em conta nesta ocasião é precisamente que o número de refugiados sírios ultrapassou, só no Líbano, o "número devastador" de um milhão, conforme referiu a ONU nos primeiros dias de Abril.
O Líbano tem agora a mais elevada concentração de refugiados per capita de todo o mundo e este é um dos assuntos a ter em conta durante as conversações do Papa Francisco com as autoridades da Jordânia, da Palestina e de Israel, pois que isto desestabiliza profundamente um já de si muito frágil ponto do globo.
Para além das suas muitas dificuldades internas, o pequeno Líbano tem agora às costas este gigantesco problema. Nove milhões e meio de sírios fugiram das suas casas desde o início do terrível conflito, tendo mais de dois milhões e meio deixado mesmo o país, indo para o Líbano, a Turquia, a Jordânia, o Iraque, o Egipto e outras paragens.
Como o mundo não é feito de compartimentos estanques, quando nos debruçamos sobre a peregrinação papal à Terra Santa temos forçosamente de ter em conta que um quarto da população do Líbano é nesta altura constituída por refugiados sírios, o que se repercute de modo assaz grave em todas as questões do Médio Oriente.
Pluralismo religioso
A visita do Papa Francisco destina-se a consolidar as boas relações que devem forçosamente existir entre muçulmanos e cristãos, bem como a contribuir para intensificar todos os apelos que têm vindo a ser feitos no sentido do respeito mútuo e do renovar de esforços no sentido de que se respeite o pluralismo religioso. Os crentes das diferentes religiões devem cooperar entre si, muito ninguém tem o direito de entender que a sua fé é mais importante ou mais justificável do que as demais.
"Necessitamos que o Papa traga paz a Jerusalém", disse por exemplo Mary Yadi, que é natural dessa cidade mas está a viver na paróquia de São José, em Amã. "O mundo necessita desesperadamente de paz. São precisas mais orações para que aconteça qualquer coisa de positivo".
Os católicos, os ortodoxos e os muçulmanos moderados, como o é o rei Abdullah II da Jordânia, tudo devem fazer para que todos aqueles que acreditam num só Deus contribuam para um mundo melhor, muito mais justo.
O actual Papa, tão conhecido pela sua simplicidade e humildade, ao estilo de São Francisco de Assis, aproveitará todo o tempo da sua peregrinação para se manter em espírito com o povo sírio, já que as circunstância não permitem de momento a sua tão desejada deslocação a Damasco.
A Síria e o Líbano acompanharão a par e passo tudo o que Francisco I fizer para minorar o sofrimento de todo o Médio Oriente, uma das mais conturbadas regiões do globo.
Todos terão em conta que se trata de um verdadeiro regresso às raízes do Cristianismo; às terras por onde andaram Jesus Cristo, Pedro e Paulo, fundando uma religião que hoje em dias não tem nelas o lugar que seria lógico ocupar.
No entender do jesuíta norte-americano Alfred J. Hicks, que desde há décadas presta serviço no Médio Oriente, primeiro no Iraque e depois na Jordânia, Francisco I "foi enviado pelo Espírito Santo para reformar a Igreja". E essa reforma tanto poderá ser feita em Roma como noutras paragens.
Milhões de refugiados
Tal como o Líbano, também a Jordânia conta hoje em dia com pelo menos um milhão de refugiados sírios, de modo que todos nós devemos compreender muito bem que a peregrinação pontifícia decorre num contexto geopolítico bastante complexo, que não poderá arrastar-se por muito mais tempo.
A excepcional abertura que ao longo dos tempos a Jordânia tem demonstrado para com os refugiados, sejam eles palestinianos, iraquianos ou sírios, justifica bem que o Papa comece em Amã o seu périplo de três dias. Até porque entre os actuais refugiados há 17 mil cristãos sírios, uma parte dos quais a caminho do Ocidente, dada a dificuldade de permanência nas terras onde deveriam estar, por serem as terras onde nasceu a sua religião.
A Santa Sé reforça nesta viagem os seus laços diplomáticos com a Jordânia, a Palestina e Israel, na prossecução de uma geopolítica que anda de mão dada com os mais profundos sentimentos humanitários, de modo a que não se diga que a Igreja Católica está a perder grande parte da influência que teve outrora nos assuntos mundiais.
(Artigo a ser publicado em Maio na revista comboniana Além-Mar)
2.4.14
Renamo continua sem se desarmar
A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) exige a integração dos seus membros em cargos dirigentes das forças de defesa e segurança do país para se desmilitarizar, condição que o Governo moçambicano considera "uma aberração", noticia hoje a imprensa local.

Lusa
A exigência da Renamo foi anunciada, na segunda-feira, durante uma nova ronda negocial entre o maior partido da oposição do país e o Governo moçambicano, tendo o encontro terminado com discursos crispados, que denotam um retrocesso nas negociações com vista ao fim da instabilidade político-militar que Moçambique vive há um ano.
Saimone Macuiane, chefe da delegação negocial da Renamo, anunciou que o partido pretende que "os seus homens" ocupem cargos como o de "Chefe do Estado-Maior, que há mais de 20 anos vêm das antigas Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM)", mas também estejam "no ramo da Marinha, da Força Aérea e do Exército", assim como nos diversos departamentos da Polícia da República de Moçambique (PRM).
"Se o da Renamo for comandante, o das FPLM deverá ser adjunto, e assim vice-versa", disse o deputado aos jornalistas, à saída do encontro.
No seguimento do Acordo Geral de Paz (AGP) de 1992, Moçambique passou a contar com um exército misto constituído por homens das antigas forças guerrilheiras da Renamo e das FPLM, denominado de Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Desde a formação das FADM, em 1994, a Renamo tem vindo a contestar o processo de integração das suas forças militares, considerando que os antigos membros das FPLM são preteridos para cargos de comando.
"Os homens da Renamo já estão no exército. Nós não queremos que eles fiquem como assessores e cozinheiros dos outros. Queremos que fiquem como verdadeiros militares no exército", afirmou Macuiane.
Comentando as novas imposições negociais da Renamo, o representante governamental e ministro da Agricultura, José Pacheco, classificou-as como "uma aberração".
"A Constituição da República e demais legislações emanam que o Estado organiza-se com regras não partidárias. A própria Renamo exige num dos pontos a despartidarização da função pública. A Renamo foi ao ponto de dizer que Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas deve ser da Renamo. Isso é uma aberração", afirmou.
Com o impasse nas negociações entre as partes e a faltarem 15 dias para o fim do processo de recenseamento eleitoral, que o líder e possível candidato presidencial da Renamo ainda não realizou, em Moçambique, as atenções estão agora centradas na possibilidade do adiamento das eleições gerais de outubro, temendo-se um recrudescimento do conflito armado, caso Afonso Dhlakama não participe no processo.
Lançando um aparente ultimato à Renamo, Damião José, porta-voz da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, veio, entretanto, afirmar que as eleições vão-se "realizar com ou sem Dhlakama", que se mantém "em parte incerta", desde há sete meses. Lusa
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"Se o da Renamo for comandante, o das FPLM deverá ser adjunto, e assim vice-versa", disse o deputado aos jornalistas, à saída do encontro.
No seguimento do Acordo Geral de Paz (AGP) de 1992, Moçambique passou a contar com um exército misto constituído por homens das antigas forças guerrilheiras da Renamo e das FPLM, denominado de Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Desde a formação das FADM, em 1994, a Renamo tem vindo a contestar o processo de integração das suas forças militares, considerando que os antigos membros das FPLM são preteridos para cargos de comando.
"Os homens da Renamo já estão no exército. Nós não queremos que eles fiquem como assessores e cozinheiros dos outros. Queremos que fiquem como verdadeiros militares no exército", afirmou Macuiane.
Comentando as novas imposições negociais da Renamo, o representante governamental e ministro da Agricultura, José Pacheco, classificou-as como "uma aberração".
"A Constituição da República e demais legislações emanam que o Estado organiza-se com regras não partidárias. A própria Renamo exige num dos pontos a despartidarização da função pública. A Renamo foi ao ponto de dizer que Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas deve ser da Renamo. Isso é uma aberração", afirmou.
Com o impasse nas negociações entre as partes e a faltarem 15 dias para o fim do processo de recenseamento eleitoral, que o líder e possível candidato presidencial da Renamo ainda não realizou, em Moçambique, as atenções estão agora centradas na possibilidade do adiamento das eleições gerais de outubro, temendo-se um recrudescimento do conflito armado, caso Afonso Dhlakama não participe no processo.
Lançando um aparente ultimato à Renamo, Damião José, porta-voz da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, veio, entretanto, afirmar que as eleições vão-se "realizar com ou sem Dhlakama", que se mantém "em parte incerta", desde há sete meses. Lusa
1.4.14
MH370: Não há esperança de resolver o mistério
The head of the international team searching for the missing Malaysia Airlines plane has warned that the hunt may not find floating debris and could “drag on for a long time”.
Angus Houston explained that the search for the plane covered an area in the Indian Ocean about the size of Ireland and was seeking a vehicle whose last known location was thousands of miles away in the Strait of Malacca.
“This will take time,” he said. “It is not something that is necessarily going to be resolved in the next two weeks for example… It is a very inexact science at the moment.”
The 24-day search for the plane covered a quarter of the globe before narrowing on a stretch of the Indian Ocean late last week following analysis of a series of pings emitted by the aircraft. No wreckage has been found despite hopes being raised by sightings of objects which turned out to be fishing gear and ocean junk.
An Australian navy vessel is towing a United States black box pinger detector and is due to arrive on April 3, just days before the pinger is due to run out of battery life. But the detector has virtually no hope of finding the black box without the discovery of debris which could indicate whether the plane crashed.
The Telegraph
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