Segundo Idelfrides Fernandes, secretário de Estado das Comunidades e presidente da comissão criada pelo Governo para as cerimónias fúnebres, o corpo de Ialá deve sair da sua residência às 11:00 (12:00 em Lisboa) para a sede do Partido da Renovação Social (PRS), onde será homenageado. Segue depois para a Assembleia Nacional Popular, para uma nova cerimónia de homenagem, esta aberta ao público. O cortejo fúnebre continua pelas 16:00 para a Fortaleza da Amura onde funciona o Estado-Maior das Forças Armadas e onde estão sepultadas as figuras de proa do Estado guineense, nomeadamente os antigos presidentes da República. «O local onde será sepultado o corpo já está aberto na Amura», precisou Idelfrides Fernandes, adiantando não ter qualquer indicação sobre a presença de dignitários estrangeiros nas cerimónias. O governante indicou contudo que a família pretende iniciar as cerimónias tradicionais de «toca choro» (evocação da memória do defunto) no mesmo dia em que é realizado funeral. Kumba Ialá morreu com 61 anos a 04 de abril, vítima de doença súbita. Lusa
24.4.14
Kumba é sepultado no dia 25 de Abril
O funeral com honras de Estado do ex-presidente da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, está marcado para sexta-feira, 25 de Abril, na Fortaleza da Amura, disse à Lusa fonte do Governo de transição.
Segundo Idelfrides Fernandes, secretário de Estado das Comunidades e presidente da comissão criada pelo Governo para as cerimónias fúnebres, o corpo de Ialá deve sair da sua residência às 11:00 (12:00 em Lisboa) para a sede do Partido da Renovação Social (PRS), onde será homenageado. Segue depois para a Assembleia Nacional Popular, para uma nova cerimónia de homenagem, esta aberta ao público. O cortejo fúnebre continua pelas 16:00 para a Fortaleza da Amura onde funciona o Estado-Maior das Forças Armadas e onde estão sepultadas as figuras de proa do Estado guineense, nomeadamente os antigos presidentes da República. «O local onde será sepultado o corpo já está aberto na Amura», precisou Idelfrides Fernandes, adiantando não ter qualquer indicação sobre a presença de dignitários estrangeiros nas cerimónias. O governante indicou contudo que a família pretende iniciar as cerimónias tradicionais de «toca choro» (evocação da memória do defunto) no mesmo dia em que é realizado funeral. Kumba Ialá morreu com 61 anos a 04 de abril, vítima de doença súbita. Lusa
Segundo Idelfrides Fernandes, secretário de Estado das Comunidades e presidente da comissão criada pelo Governo para as cerimónias fúnebres, o corpo de Ialá deve sair da sua residência às 11:00 (12:00 em Lisboa) para a sede do Partido da Renovação Social (PRS), onde será homenageado. Segue depois para a Assembleia Nacional Popular, para uma nova cerimónia de homenagem, esta aberta ao público. O cortejo fúnebre continua pelas 16:00 para a Fortaleza da Amura onde funciona o Estado-Maior das Forças Armadas e onde estão sepultadas as figuras de proa do Estado guineense, nomeadamente os antigos presidentes da República. «O local onde será sepultado o corpo já está aberto na Amura», precisou Idelfrides Fernandes, adiantando não ter qualquer indicação sobre a presença de dignitários estrangeiros nas cerimónias. O governante indicou contudo que a família pretende iniciar as cerimónias tradicionais de «toca choro» (evocação da memória do defunto) no mesmo dia em que é realizado funeral. Kumba Ialá morreu com 61 anos a 04 de abril, vítima de doença súbita. Lusa
Bissau: Resultados definitivos das eleições
Bissau - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou, esta quarta-feira, 23 de Abril, os resultados definitivos das eleições Legislativas realizadas a 13 de Abril na Guiné-Bissau.
Onze dias depois da votação, as últimas informações avançadas esta quarta-feira pela CNE não trouxeram grandes diferenças em relação aos dados provisórios anteriormente publicados pelas autoridades eleitorais da Guiné-Bissau.
Assim, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conquistou 57 assentos na Assembleia Nacional Popular (ANP) e o Partido da Renovação Social (PRS) assegurou 41 deputados que vão ocupar os lugares no Parlamento durante os próximos quatro anos.
O Partido da Convergência Democrática (PCD), liderado pelo empresário Vicente Fernandes, mantém os seus dois deputados. O Partido da Nova Democracia (PND), de Iaia Djalo, fica com um mandato e a União para a Mudança (UM), de Ângelo Regalo, fica também com o seu único deputado eleito nestas eleições.
Até esta data ainda não se registou qualquer tipo de reclamação ou contestação dos resultados das eleições de 13 de Abril, sendo que todos os candidatos reconheceram os resultados do processo de votação que foi também considerado pelos observadores internacionais como livre, justo e transparente.
Em termos percentuais, as eleições deste ano contaram com uma taxa de participação na ordem dos 85,39% de votos válidos nas Legislativas, e de 90,97% nas eleições Presidenciais.
(c) PNN Portuguese News Network
2014-04-23 17:07:27
Onze dias depois da votação, as últimas informações avançadas esta quarta-feira pela CNE não trouxeram grandes diferenças em relação aos dados provisórios anteriormente publicados pelas autoridades eleitorais da Guiné-Bissau.
Assim, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conquistou 57 assentos na Assembleia Nacional Popular (ANP) e o Partido da Renovação Social (PRS) assegurou 41 deputados que vão ocupar os lugares no Parlamento durante os próximos quatro anos.
O Partido da Convergência Democrática (PCD), liderado pelo empresário Vicente Fernandes, mantém os seus dois deputados. O Partido da Nova Democracia (PND), de Iaia Djalo, fica com um mandato e a União para a Mudança (UM), de Ângelo Regalo, fica também com o seu único deputado eleito nestas eleições.
Até esta data ainda não se registou qualquer tipo de reclamação ou contestação dos resultados das eleições de 13 de Abril, sendo que todos os candidatos reconheceram os resultados do processo de votação que foi também considerado pelos observadores internacionais como livre, justo e transparente.
Em termos percentuais, as eleições deste ano contaram com uma taxa de participação na ordem dos 85,39% de votos válidos nas Legislativas, e de 90,97% nas eleições Presidenciais.
(c) PNN Portuguese News Network
2014-04-23 17:07:27
23.4.14
Os 8.000 combatentes do velho PAIGC
Os guerrilheiros do PAIGC, na luta contra a presença de Portugal em terras guineenses, deviam ser de 7.500 a 8.000, diz-nos o embaixador Francisco Henriques da Silva no seu livro Crónica dos (Des)feitos da Guiné, lançado em Setembro de 2012 pelo grupo Almedina.
Já a Wikipédia nos fala de 10.000 combatentes do PAIGC, perante os 32.000 portugueses que teriam estado a combater por uma Guiné Melhor, segundo o lema do governador António de Spínola.
Fosse como fosse, 7.500, 8.000 ou 10.000, os homens de Amílcar Cabral, de Aristides Pereira, de Luís Cabral, de Pedro Pires e de Nino Vieira conseguiram fazer com que Portugal perdesse o pé no solo guineense.
Tendo em conta que a esperança de vida na Guiné-Bissau não chega sequer aos 53 anos, a grande maioria dos antigos combatentes do PAIGC (gente que no 25 de Abril andava pelos 19/22 anos) já terá falecido, não fazendo agora sentido aparecer tanta gente a vangloriar-se de ter andado na guerrilha.
Quando as Forças Armadas da Guiné-Bissau querem mandar em tudo e todos, deve recordar-se que muitos dos seus elementos não podem de forma alguma reivindicar a categoria de antigos combatentes pela independência.
Oficiais generais guineenses que tenham hoje em dia 56 ou 57 anos ainda eram adolescentes quando as tropas portuguesas se retiraram da Guiné-Bissau, pelo que não parece muito viável que tenham andado na luta armada ou que nela houvessem desempenhado qualquer papel de relevo.
Só uma minoria de militares guineenses, agora com 64/66 anos, poderá com toda a razão de ser afirmar que andou, de armas na mão, a lutar pela independência do seu país, enquanto outros, muitos outros, alguns anos mais novos, correm o risco de ser tidos como oportunistas.
Este é um dos muitos equívocos que importa esclarecer, sempre que se fala da Guiné-Bissau e da extraordinária apetência dos seus militares para mandar em tudo e em todos, só porque têm uma arma na mão; ou acesso aos paióis.
A geração de Nino, de Ansumane Mané, de Osvaldo Vieira, de Francisco Mendes (Chico Té)...já não existe. É preciso que todos tenhamos consciência disso.
O tempo agora é de gente mais nova, quiçá mais instruída, que saiba ultrapassar muitas mazelas do passado e começar quase tudo de novo, como se ainda estivéssemos no início da década de 1960 e no arranque de uma luta que por tantos foi traída.
Não mais Bubo Na Tchuto, não mais António Indjai, não mais Papá Camará. Não mais! Jorge Heitor, 23 de Abril de 2014
Morto no Mali um luso-francês de 62 anos
Le Mouvement pour l'unicité et le jihad en Afrique de l'Ouest (Mujao) a annoncé mardi la mort du Français Gilberto Rodrigues Leal, enlevé en novembre 2012 dans l'ouest du Mali.
"Nous annonçons la mort de Rodrigues. Il est mort, parce que la France est notre ennemie", a déclaré mardi 22 avril, lors d'une brève communication téléphonique, Yoro Abdoul Salam, un responsable du Mouvement pour l'unicité et le jihad en Afrique de l'Ouest (Mujao). Il n'a pas précisé quand, où et dans quelles circonstances l'otage était mort. Interrogé sur les preuves de sa mort, en l'absence de photo ou de vidéo de son corps, le responsable du Mujao a simplement répondu : "Au nom d'Allah, il est mort".La semaine dernière, un autre responsable du Mujao avait annoncé, dans un court message envoyé à l'AFP à partir d'un téléphone portable malien, "la fin de vie" de l'otage, âgé de 62 ans.
"Robrigues Leal décédé du fait des conditions de sa détention"
"La France fera tout pour connaître la vérité sur ce qui est arrivé à Gilberto Rodrigues Leal et elle ne laissera pas ce forfait impuni", a assuré le président français François Hollande dans un communiqué diffusé mardi soir. "Il y a tout lieu de penser que notre compatriote est décédé depuis plusieurs semaines du fait des conditions de sa détention", a-t-il affirmé.
Le porte-parole du ministère français des Affaires étrangères, Romain Nadal, a de son côté déclaré que "le communiqué du Mujao, responsable de son enlèvement, nous conduit malheureusement aujourd'hui à penser que Rodrigues Leal est probablement décédé, bien qu'aucune preuve matérielle ne puisse encore nous autoriser à le confirmer".
Plus de signe de vie depuis janvier 2013
Gilberto Rodrigues Leal avait été enlevé le 20 novembre 2012 par des hommes armés dans l'ouest du Mali, près de la ville de Kayes, alors qu'il circulait dans un camping-car venant de Mauritanie. Deux jours plus tard, le Mujao avait revendiqué l'enlèvement du Français.
Au mois de février, la famille de Rodrigues Leal avait réclamé aux ravisseurs des informations sur le sort de l'otage. "L'inquiétude grandit. Ce silence est assourdissant", avait alors dénoncé la sœur de l'otage, Irène Rodrigues, expliquant n'avoir "plus aucune nouvelle" depuis le 26 janvier 2013, date à laquelle le Mujao avait annoncé à l'AFP être prêt à négocier la libération de Gilberto Rodrigues Leal.
Après l'annonce de sa mort, il ne reste plus qu'un seul otage français dans le Sahel, Serge Lazarevic, enlevé en novembre 2011 à Hombori, dans le nord du Mali.
Lire l'article sur Jeuneafrique.com : Terrorisme | Mali : le Mujao annonce la mort de l'otage français Gilberto Rodrigues Leal |
22.4.14
Bissau: PAIGC conquistou os deputados da emigração
O PAIGC conquistou os dois deputados eleitos pela diáspora nas eleições legislativas de domingo passado. O anúncio foi feito pela Comissão Nacional de Eleições. Assim sendo, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) terá uma maioria absoluta de 57 deputados na Assembleia Nacional Popular, o Partido da Renovação Social (PRS) fica com 41 deputados, o Partido da Convergência Democrática com dois, o Partido da Nova Democracia com um e também com um deputado fica a União para a Mudança.
Sem surpresa o PAIGC conquistou os dois deputados eleitos pelo círculo da emigração, África e Europa, na votação de domingo passado dispondo agora de uma maioria absoluta no novo Parlamento guineense com 57 dos 102 assentos. A indicação dos resultados dos dois círculos, tinha sido protelada no dia do anúncio dos resultados nacionais, na quarta-feira passada, tudo porque ainda estava por se apurar que partido tinha conquistado os dois círculos.
Na conferência de imprensa realizada pela Comissão Nacional de Eleições foi também anunciado que nas eleições presidenciais o candidato independente Paulo Gomes foi o mais votado pelo círculo da Europa e o candidato José Mário Vaz, do PAIGC, ganhou no círculo de África. José Mário Vaz deve disputar a segunda volta das eleições presidenciais contra o independente Nuno Nabiam, apoiado por várias figuras do PRS, ao que tudo indica a 18 de Maio.
Fonte da CNE disse à RFI que os resultados definitivos das eleições legislativas e da primeira volta das presidenciais serão divulgados na terça-feira. Tudo indica que não deverá existir alterações significativas dos resultados. RFI
Sem surpresa o PAIGC conquistou os dois deputados eleitos pelo círculo da emigração, África e Europa, na votação de domingo passado dispondo agora de uma maioria absoluta no novo Parlamento guineense com 57 dos 102 assentos. A indicação dos resultados dos dois círculos, tinha sido protelada no dia do anúncio dos resultados nacionais, na quarta-feira passada, tudo porque ainda estava por se apurar que partido tinha conquistado os dois círculos.
Na conferência de imprensa realizada pela Comissão Nacional de Eleições foi também anunciado que nas eleições presidenciais o candidato independente Paulo Gomes foi o mais votado pelo círculo da Europa e o candidato José Mário Vaz, do PAIGC, ganhou no círculo de África. José Mário Vaz deve disputar a segunda volta das eleições presidenciais contra o independente Nuno Nabiam, apoiado por várias figuras do PRS, ao que tudo indica a 18 de Maio.
Fonte da CNE disse à RFI que os resultados definitivos das eleições legislativas e da primeira volta das presidenciais serão divulgados na terça-feira. Tudo indica que não deverá existir alterações significativas dos resultados. RFI
Bissau: um pseudo-Estado manchado de sangue
A Guiné-Bissau "transitou de Estado frágil para Estado falhado, para hoje se assumir, na prática, como um não-Estado, ou seja um Estado meramente virtual, uma vez que os reais atributos de Estado, tal como os define a ciência política, não se lhe aplicam".
Esta é mais uma citação que faço do roteiro académico "Da Guiné-Portugal à Guiné-Bissau", de Francisco Henriques da Silva e Mário Beja Santos; livro que serve para completar e desenvolver muito do que até hoje sabíamos da vida guineense, desde a chegada dos europeus à região até aos anos mais recentes.
Depois da execuções mandadas efectuar por Amílcar Cabral durante os anos da luta armada e das ordenadas por seu irmão Luís após a proclamação da independência, surgiram as mandatadas por Nino Vieira, num proto-Estado, Estado falhado, pseudo-Estado que tem vindo a ser assinalado, tudo ele, por um vasto rasto de sangue.
O terror e o despotismo sempre marcaram a luta pelo poder na Guiné-Bissau, passando pelo assassínio de Amílcar Cabral, de Nino Vieira, de Paulo Correia, de Viriato Pã, de Ansumane Mané, de Veríssimo Correia Seabra, de Tagme Na Wae, de Hélder Proença, de Baciro Dabó e de tantos, tantos outros.
"A partir de 14 de Novembro de 1980, o peso dos militares na vida política passou a ser dominante". Cito uma vez mais o roteiro que o mês passado foi editado no Porto; e que vem repleto de fichas de leitura, para quem desejar acompanhar ao pormenor toda a história da Guiné-Bissau, desde os tempos em que ainda não o era até ao período em que está a correr o risco de o deixar de ser.
Tanto assim é, o peso dos militares, que ouvimos na praça pública o actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, ameaçar de morte o então primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior (Cadogo Júnior), da primeira vez que o prendeu, ainda antes do golpe de 2012, pelo qual conseguiu impedir que ele fosse eleito Presidente da República.
Esperamos agora, esperamos sinceramente, que o Presidente que vier a ser eleito no mês de Maio, à segunda volta, consiga afastar de vez António Indjai da chefia das Forças Armadas, pois que ele é uma das muitas calamidades que ao longo dos últimos 40 anos se abateram sobre os guineenses.
No entanto, há que deixar bem claro que não é o simples afastamento de um ou dois oficiais generais que resolve o problema da constante interferência dos homens armados nos assuntos da Guiné-Bissau.
Enquanto não houver uma profunda reforma dos sectores da Defesa e da Segurança, o Estado de Direito não existe. Enquanto não saírem de campo muitos generais, coronéis e agentes secretos aos mesmos afectos, o Estado simplesmente não existe. É uma mera ficção.
Vejamos se o próximo Presidente a tomar posse e se o Governo a ser constituído sob a égide do PAIGC conseguirá ou não corrigir alguns dos muitos males que por aquelas bandas têm sido detectados desde os tempos da luta armada. Jorge Heitor, 22 de Abril de 2014
Esta é mais uma citação que faço do roteiro académico "Da Guiné-Portugal à Guiné-Bissau", de Francisco Henriques da Silva e Mário Beja Santos; livro que serve para completar e desenvolver muito do que até hoje sabíamos da vida guineense, desde a chegada dos europeus à região até aos anos mais recentes.
Depois da execuções mandadas efectuar por Amílcar Cabral durante os anos da luta armada e das ordenadas por seu irmão Luís após a proclamação da independência, surgiram as mandatadas por Nino Vieira, num proto-Estado, Estado falhado, pseudo-Estado que tem vindo a ser assinalado, tudo ele, por um vasto rasto de sangue.
O terror e o despotismo sempre marcaram a luta pelo poder na Guiné-Bissau, passando pelo assassínio de Amílcar Cabral, de Nino Vieira, de Paulo Correia, de Viriato Pã, de Ansumane Mané, de Veríssimo Correia Seabra, de Tagme Na Wae, de Hélder Proença, de Baciro Dabó e de tantos, tantos outros.
"A partir de 14 de Novembro de 1980, o peso dos militares na vida política passou a ser dominante". Cito uma vez mais o roteiro que o mês passado foi editado no Porto; e que vem repleto de fichas de leitura, para quem desejar acompanhar ao pormenor toda a história da Guiné-Bissau, desde os tempos em que ainda não o era até ao período em que está a correr o risco de o deixar de ser.
Tanto assim é, o peso dos militares, que ouvimos na praça pública o actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, ameaçar de morte o então primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior (Cadogo Júnior), da primeira vez que o prendeu, ainda antes do golpe de 2012, pelo qual conseguiu impedir que ele fosse eleito Presidente da República.
Esperamos agora, esperamos sinceramente, que o Presidente que vier a ser eleito no mês de Maio, à segunda volta, consiga afastar de vez António Indjai da chefia das Forças Armadas, pois que ele é uma das muitas calamidades que ao longo dos últimos 40 anos se abateram sobre os guineenses.
No entanto, há que deixar bem claro que não é o simples afastamento de um ou dois oficiais generais que resolve o problema da constante interferência dos homens armados nos assuntos da Guiné-Bissau.
Enquanto não houver uma profunda reforma dos sectores da Defesa e da Segurança, o Estado de Direito não existe. Enquanto não saírem de campo muitos generais, coronéis e agentes secretos aos mesmos afectos, o Estado simplesmente não existe. É uma mera ficção.
Vejamos se o próximo Presidente a tomar posse e se o Governo a ser constituído sob a égide do PAIGC conseguirá ou não corrigir alguns dos muitos males que por aquelas bandas têm sido detectados desde os tempos da luta armada. Jorge Heitor, 22 de Abril de 2014
Goa volta a exportar minério de ferro
India's Supreme Court has lifted a
ban on iron ore mining in the western state of Goa, but limited extraction to
20m tonnes a year.
The miners will also need to renew their leases with the Goa government.
All 90 iron ore mines in Goa were shut down after a government-backed inquiry in 2012 alleged they were illegal and lacked environmental permission to operate.
It had claimed the state lost nearly $6bn (£3.75bn) due to illegal mining.
The ban in Goa followed a similar move in the southern state of Karnataka in 2011.
According to some estimates, those restrictions have cut India's iron ore exports by 85%, or 100m tonnes, over the past two years.
Analysts said the lifting of the ban may help trigger a gradual recovery in the sector.
"The 20m tonnes is a reasonable quantity to start with," said Basant Poddar, vice-president of the Federation of Indian Mineral Industries.
"Fresh mining will start after the monsoon and exports [of iron ore] may start in September."
The court has also asked an expert panel to study the environmental impact of the mining and give its final recommendation on the annual cap on extraction within six months. BBC
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