6.5.14

Africom: a possibilidade das Lajes da Terceira

O Presidente do Governo dos Açores considerou hoje que a proposta legislativa que está na Câmara dos Representantes, que mandata o Secretário da Defesa dos EUA a elaborar um relatório que inclui a possibilidade de as Lajes receberem forças do AFRICOM, é o reconhecimento da importância geoestratégica desta base da ilha Terceira para os Estados Unidos.
 
“Esta é uma proposta que está, neste momento, no âmbito da Câmara dos Representantes, a qual, independentemente da sua terminologia, prova que é indesmentível o reconhecimento do valor geoestratégico dos Açores e, em concreto, da Base das Lajes, e a importância que esse posicionamento tem, desde logo, para os Estados Unidos”, afirmou Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas.
 
O Presidente do Governo comentava, assim, a proposta legislativa apresentada pelo Congressista Devin Nunes, que mandata o Secretário da Defesa dos Estados Unidos para elaborar um relatório a ser submetido ao Congresso sobre o AFRICOM – Comando dos Estados Unidos para a África.
 
Este relatório terá de incluir uma análise à deslocação do comando AFRICOM da Alemanha para o território continental dos EUA e à transferência da Base das Lajes da alçada do Comando Central Europeu para a tutela do AFRICOM, assim como à transferência de forças militares posicionadas na Base de Moron, em Espanha, para as Lajes.
 
Vasco Cordeiro considerou que esta proposta, subscrita por cerca de quatro dezenas de congressistas, constitui mais um “sinal político importante”, que tem agora um caminho a percorrer dentro da Câmara dos Representantes para que possa ser aprovada futuramente.
 
O Presidente do Governo salientou também o facto de esta iniciativa ser subscrita por cerca de 40 congressistas, o que dá bem nota desta “coligação de amigos dos Açores que, persistentemente, foi possível construir, desde logo ao nível do Congresso, e que acompanham de forma muito próxima o que acontece nos Açores e, em concreto, no âmbito desta relação entre Portugal e os Estados Unidos”.
 
“Esse é um trabalho que dá resultados a muitos a níveis, que é feito por muita gente e que, da parte do Governo dos Açores, é feito também de forma reservada, mas que vai permitindo construir essa atenção especial e essa sensibilidade para com os assuntos dos Açores”, destacou Vasco Cordeiro, realçando o papel que têm desempenhado os congressistas Devin Nunes, Jim Costa e David Valadão.
 
 
GaCS/PC
 -----------   Note-se bem que se trata de uma simples proposta, e não de uma decisão governamental norte-americana, como alguém precipitadamente colocou a circular.

Africom: a proposta de Devin Nunes

A bill was introduced in the House of Representatives, by Portuguese American Rep. Devin Nunes (R-CA), proposing to relocate AFRICOM’s headquarters from Stuttgart, Germany, to the continental United States, with the provision that Lajes Air Field, on Terceira, Azores, be made into AFRICOM’s forward operating base.
The bill also proposes that throughout the transfer process, and until 2018, “Lajes Field continue operating 24 hours a day, at or above its 2012 levels of readiness.”
In a hearing in the House of Representatives, before the House Armed Services Committee, Rep. Devin Nunes has stated:
“In conjunction with the transfer, the Lajes Field air base should be designated as AFRICOM’s forward operating base. Located on Portugal’s Azores island chain in mid-Atlantic, Lajes would be an exceptional staging ground for troop movements and training. Crucially, terrorist hot-spots in western Africa can all be reached from Lajes in less than five hours with few if any over-flight concerns, and ten of the eighteen African counties that hold State Department Travel Warnings can be reached within six hours.”
In a prepared statement, the President of the Government of the Azores, Vasco Cordeiro, said today that Rep. Devin Nunes’s legislative proposal is the recognition of the geostrategic importance of Lajes Air Field to the to the United States .
“This proposal, currently before the House of Representatives, regardless of its terminology, is the undeniable proof of the recognition of the geostrategic value of the Azores and, specifically, of the important position of Lajes Air Base  to the United States,” he said.
Designated as the “Africa Counter Terrorism Initiative Act,” the bill requires the Secretary of Defense to develop a plan for the transfer and also provide “for the relocation of the Special-Purpose Marine Air-Ground Task Force Crisis Response (SP-MAGTF CR) from Moron Air Base, Spain, to Lajes Field.”
According to Devin Nunes, the transfer of AFRICOM to continental United States will save $60 million to $70 million annually, will create 4,300 jobs and infuse $350 to $450 million into the local economy.
“It is in the national interest of the United States to save tens of thousands of dollars annually and to bring thousands of jobs to the United States by moving AFRICOM headquarters from Stuttgart to the continental Unites States, and create a dedicated forward operating base at Lajes that insures the strategic reach for AFRICOM’s operations,” he said.
In 2012, citing budgetary constraints, the US Administration had announced it was planning to downsize its military operations and personnel in the Lajes Air Field. The reduction would have saved an estimated $35 million annually.
Last December, the United States Senate had voted on a provisional measure, with a specific reference to reviewing the status of Lajes Air Field. The provisional measure recommended keeping the US military facility on Terceira island at full capacity until further notice. It also recognized the importance of the Lajes Air Field in the context of the ongoing reevaluation process of restructuring the US military presence in Europe.
Currently, Lajes Air Field, the second largest employer on Terceira island, provides refueling and other support to US military and NATO aircraft transiting over the Atlantic Ocean.
Currently, Rep. Devin Nunes represents California’s 22nd congressional district, which is located in the San Joaquin Valley and includes portions of Tulare and Fresno Counties.
AFRICOM is the result of an internal reorganization of the U.S. military command structure, creating one administrative headquarters that is responsible to the Secretary of Defense for US military relations with 53 African countries.
Read Rep. Devin Nunes full statement here.
paj.staff

Peregrinação do Papa às raizes do Cristianismo

 De 24 a 26 de Maio, o Papa Francisco visita algumas das terras por onde andaram Abraão e Jesus, durante uma peregrinação à Jordânia, à Palestina e a Israel, para se encontrar tanto com os dirigentes como com os cidadãos menos afortunados.     No quinquagésimo aniversário do histórico encontro entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, de Constantinopla, o chefe da Igreja Católica dirige-se a Amã, a Belém e a Jerusalém, sob o signo da maior aproximação possível com os ortodoxos. Francisco, um dos papas mais populares deste último século, reúne-se com o Patriarca Ecuménico Bartolomeu, considerado o primeiro dos prelados ortodoxos, e com o qual deverá assinar uma declaração conjunta, no dia 25 de Maio, em Jerusalém. «Somos chamados a ser um só; e o Papa vem recordar-nos este apelo, renovando o espírito da unidade e do amor fraternal», disse o Patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, durante uma conferência de imprensa dada no dia 27 de Março. O logotipo da peregrinação representa o abraço entre São Pedro e Santo André, padroeiros das Igrejas Católica e Ortodoxa.
O Patriarca Twal teve o cuidado de explicar que o Papa Francisco, escolhido há pouco mais de um ano, solicitou modestas cerimónias de recepção em cada um dos locais visitados, pois que de modo algum deseja que as atenções se concentrem nele mas sim naquilo que representa e na missão que o leva até às populações.

 Com os reis da Jordânia
Dia 24, em Amã, aquele que foi o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio reúne-se com os reis da Jordânia, Abdullah II e Rania, que já no Verão passado o visitaram no Vaticano e que de igual modo haviam recebido o seu antecessor, Bento XVI. No dia a seguir, em Belém, na Cisjordânia, o Papa reúne-se com o Presidente da Palestina, Mahmou Abbas. E em 26, na cidade fde Jerusalém, sucessivamente com o idoso Presidente israelita Shimon Peres e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Na Jordânia, a leste do rio Jordão, Francisco reúne-se com refugiados e com jovens deficientes, de modo a vincar bem que os que mais sofrem se encontram sempre no eu coração e nas preocupações da Santa Madre Igreja. Em Belém almoça com famílias palestinianas no convento franciscano Casa Nova, depois do que recebe crianças dos acampamentos de refugiados Dehiyshe, Aida e Beit Jibrin, no Centro Phoenix do primeiro daqueles acampamentos.
 Sua Santidade celebra duas missas públicas durante a sua peregrinação à Terra Santa: no estádio internacional de Amã e na Praça da Manjedoura, em Belém, esperando que cristãos da Faixa de Gaza sejam autorizados a viajar até à cidade onde nasceu Jesus. E haverá um lugar reservado para os cristãos da Galileia, a região onde Cristo foi criado, na cidade de Nazaré.

A convite de Sua Majestade
É em resposta a um convite de Sua Majestade o rei Abdullah II que o Papa Francisco I visita oficialmente a Jordânia, país muçulmano que sempre tem mantido muito boas relações com a Santa Sé.
A visita foi considerada pelo reino hachemita um importante passo para fomentar a fraternidade e a tolerância entre muçulmanos e cristãos, bem como para propagar a mensagem de paz que é apanágio de todas as regiões monoteístas.
Durante a sua estada, o chefe dos católicos debaterá com o rei Abdullah II as relações entre a Jordânia e o Vaticano, bem como alguns assuntos relacionados com a promoção da fraternidade e do diálogo essenciais para a coexistência islâmico-cristã; e em cima da mesa estarão também os mais recente desenvolvimentos no Médio Oriente.
Em Agosto do ano passado, o Papa Francisco manifestou-se tão encantado com os soberanos jordanos que, rompendo o protocolo, se inclinou respeitosamente perante a rainha Rania Al Abdullah, em vez de ter sido ela a fazer uma genuflexão perante ele.
Esta visita pontifícia ao Reino da Jordânia é já a quarta em meio século, tudo tendo começado quando em 1964 Paulo VI se
deslocou tanto aí como à Palestina, que nos tempos do Novo Testamento englobava os território de Galileia, Decápolis, Samaria, Pereia, Judeia e Idumeia. A segunda foi a do Papa João Paulo II, no ano 2000, e a terceira a do Papa Bento XVI, em 2009.
de imprensa na sede do Patriarcado.

14 intervenções
A agenda da peregrinação de Maio prevê 14 intervenções de Sua Santidade, entre homilias e discursos, bem como a assinatura da declaração conjunta com o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, a assinalar o 50 anos do encontro entre Paulo VI e Atenágoras.
Na Terra Santa, o Papa vai visitar, entre outros, o Santo Sepulcro, o memorial do Holocausto ,‘Yad Vashem’, o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas.
Partindo do aeroporto de Fiumicino, em Roma, o Papa chega ao princípio da tarde de dia 24 ao Aeroporto Internacional Rainha Alia, em Amã, e dirige-se ao palácio real, para uma troca de impressões com os soberanos, depois do que preside à missa no estádio internacional.
Mais tarde, em Betânia, no local onde Jesus Cristo foi baptizado por João (enquanto o Epírito Santo descia sobre ele), à beira do rio Jordão, Francisco reúne-se com refugiados da martirizada Síria e com jovens deficientes.
Na Jordânia, em Amã, primeira etapa da viagem apostólica, o Papa vai reunir-se com o rei Abdullah e Rania.

Visita a Mahmoud Abbas
O domingo 25 de Maio começa com uma viagem de helicóptero até Belém, para uma visita ao Presidente do Estado da Palestina, Abu Mazen, sou Mahmoud Abbas, seguida da Missa na Praça da Mangedoura.
Depois do almoço com famílias palestinianas no convento Casa Nova, o Papa fará uma visita privada à Gruta da Natividade, local do nascimento de Jesus Cristo ("E tu, Bethleém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há-de apascentar o meu povo de Israel", São Mateus 2,6).
Na sequência do encontro com as crianças dos campos de refugiados de Dheisheh, Aida e Beit Jibrin, o antigo arcebispo de Buenos Aires parte de helicóptero para o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Telavive, onde discursa, antes de retomar o helicóptero, para Jerusalém.
Esta escala em Telavive é como que uma preciosidade diplomática. O Papa evita começar a visita a Israel pela cidade de Jerusalém, de modo a não chocar as susceptibilidades árabes, uma vez que os muçulmanos não reconhecem Jerusalém como capital israelita.
O último dia da viagem, 26 de Maio, principia com visitas ao grande mufti de Jerusalém, na Esplanada das Mesquitas, e ao Muro das Lamentações, seguindo-se a deposição de flores no Monte Herzl, o cemitério nacional de Israel.
O Papa Francisco vai discursar, depois, no mausoléu do Yad Vashem de Jerusalém, em memória das vítimas do Holocausto, visitando, em seguida, os dois grãos-rabinos de Israel, no centro He,ichal Shlomo.
O encontro com o Presidente de Israel, Shimon Peres, é no palácio presidencial, e a reunião com o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu no centro Notre Dame.

No Monte das Oliveiras
A parte final da agenda vai decorrer no Monte das Oliveiras e inclui uma nova visita ao patriarca Bartolomeu, um encontro com o clero e religiosos católicos e a última Missa, com os bispos da Terra Santa, na sala do Cenáculo, em Jerusalém.
Toda a peregrinação deverá ser entendida como um grande apelo à paz, especialmente dirigido a palestinianos, israelitas, sírios e outros povos do Médio Oriente.
Os cristãos árabes necessitam enormemente do encorajamento pontifício, uma vez que o seu número continua a diminuir, devido à violência e às dificuldades económicas, que muitas vezes os fazem emigrar para longes terras.
"Como é grande a sua preocupação connosco. Creio que nos pedirá para sermos corajosos e para permanecermos", disse o Patriarca Twal, que é jordano. "Ficar nesta terra, viver nesta terra: vale a pena permanecer na Terra Santa, sofrer e morrer por ela".
Os cristãos do Médio Oriente são uma comunidade muito antiga, bem mais antiga do que a população muçulmana. Mas no Iraque, Síria, Egipto, Líbano e Palestina têm sido cada vez mais intimidados e assassinados, no meio de múltiplas convulsões.
Toda a peregrinação deverá ser entendida como um grande apelo à paz, especialmente dirigido a palestinianos, israelitas, sírios e outros povos do Médio Oriente.
Os cristãos árabes necessitam enormemente do encorajamento pontifício, uma vez que o seu número continua a diminuir, devido à violência e às dificuldades económicas, que muitas vezes os fazem emigrar para longes terras.
"Como é grande a sua preocupação connosco. Creio que nos pedirá para sermos corajosos e para permanecermos", disse o Patriarca Twal, que é jordano. "Ficar nesta terra, viver nesta terra: vale a pena permanecer na Terra Santa, sofrer e morrer por ela".
Os cristãos do Médio Oriente são uma comunidade muito antiga, bem mais antiga do que a população muçulmana. Mas no Iraque, Síria, Egipto, Líbano e Palestina têm sido cada vez mais intimidados e assassinados, no meio de múltiplas convulsões.

O drama sírio
Um do grandes dramas a ter em conta nesta ocasião é precisamente que o número de refugiados sírio ultrapassou, só no Líbano, o "número devastador" de um milhão, conforme referiu a ONU nos primeiros dias de Abril.
O Líbano tem agora a mais elevada concentração de refugiados per capita de todo o mundo e este é um dos assuntos a ter em conta durante as conversações do Papa Francisco com as autoridades da Jordânia, da Palestina e de Israel, pois que isto desestabiliza profundamente um já de si muito frágil ponto do globo.
Para além das suas muitas dificuldades internas, o pequeno Líbano tem agora às costas este gigantesco problema. Nove milhões e meio de sírios fugiram das suas casas desde o início do terrível conflito, tendo mais de dois milhões e meio deixado mesmo o país, indo para o Líbano, a Turquia, a Jordânia, o Iraque, o Egipto e outras paragens.
Como o mundo não é feito de compartimentos estanques, quando nos debruçamos sobre a peregrinação papal à Terra Santa temos forçosamente de ter em conta que um quarto da população do Líbano é nesta altura constituída por refugiados sírios, o que se repercute de modo assaz grave em todas as questões do Médio Oriente.

Pluralismo religioso
A visita do Papa Francisco destina-se a consolidar as boas relações que devem forçosamente existir entre muçulmanos e cristãos, bem como a contribuir para intensificar todos os apelos que têm vindo a ser feitos no sentido do respeito mútuo e do renovar de esforços no sentido de que se respeite o pluralismo religioso. Os crentes das diferentes religiões devem cooperar entre si, muito ninguém tem o direito de entender que a sua fé é mais importante ou mais justificável do que as demais.
"Necessitamos que o Papa traga paz a Jerusalém", disse por exemplo Mary Yadi, que é natural dessa cidade mas está a viver na paróquia de São José, em Amã. "O mundo necessita desesperadamente de paz. São precisas mais orações para que aconteça qualquer coisa de positivo".
Os católicos, os ortodoxos e os muçulmanos moderados, como o é o rei Abdullah II da Jordânia, tudo devem fazer para que todos aqueles que acreditam num só Deus contribuam para um mundo melhor, muito mais justo.

Jorge Heitor/Revista Além-Mar

5.5.14

Egipto: Al-Sisi, o implacável

Egyptian presidential favourite and former army chief Abdul Fattah al-Sisi has vowed that the ousted Muslim Brotherhood group "will not exist" should he win.

In his first interview with Egyptian TV, he added that two assassination plots against him had been uncovered.

Mr Sisi removed Egypt's first democratically elected president Mohammed Morsi from power last July.

He is widely expected to win the presidential election on 26-27 May.

Mr Sisi had denied that he had any political ambitions when he ousted the Brotherhood last year.

He said he changed his mind because of threats from both inside and outside Egypt.

"Whoever has an opportunity to come forward to protect this country, and this people and their future, had to come forward" Mr Sisi said.

If he does become president, Mr Sisi will be the latest in a line of Egyptian rulers drawn from the military, going back to the 1950s - a line only briefly broken during President Morsi's year in office.

Human rights groups say the military-backed authorities have displayed increasing hostility to independent media and to political opponents.

Since Mr Morsi's overthrow more than 1,000 people have been killed and thousands of members of Mr Morsi's Muslim Brotherhood been detained by the interim authorities, who have designated the Islamist movement a terrorist group.  BBC

A homenagem de Loulé ao controverso Kumba Ialá

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Loulé, (Professor Adriano Pimpão, foto)


 

            Encontrando-me no estrangeiro, soube através de pessoa amiga, que a Assembleia Municipal de Loulé decidiu “por unanimidade” atribuir o nome de uma rua de Loulé ao falecido político bissau-guineense dr. Kumba Ialá. Não ponho em causa a decisão soberana da Assembleia Municipal em tomar a atitude que tomou, nem os considerandos que levaram à tomada de  tal decisão. Todavia, como antigo embaixador na Guiné-Bissau (de Outubro 1997 a Abril de 1999) e conhecendo bem a pessoa de Kumba Ialá não posso deixar de salientar o seguinte:

             - trata-se de uma personalidade que é, no mínimo, muito controversa, na Guiné-Bissau;

            - enquanto Presidente da República, defendeu por várias vezes o corte de relações com Portugal, por razões fúteis e inconsistentes;

            - optou claramente pela etnicização do Poder político e militar na Guiné-Bissau, defendendo a sua etnia (balanta) em detrimento das demais e cujos resultados foram (e são) funestos para aquele país, cujas consequências ainda se fazem sentir dramaticamente nos dias de hoje;

            - Eleito, em finais de 1999, para a Chefia do Estado, após uma guerra civil devastadora, e empossado em Janeiro de 2003, a sua actuação como supremo magistrado da Nação bissau-guineense caracterizou-se pelo amadorismo, inépcia e governação atrabiliária. 

            - Com efeito o PIB caíu vertiginosamente, apresentando valores fortemente negativos em 2003  e  Kumba Ialá rodeado de amadores e tribalistas mostrou-se incapaz de estar à altura das suas responsabilidades e de inverter o curso dos acontecimentos. Entre 2000 e 2003, nomeou 4 Primeiros-Ministros Chegou ao ponto de mandar prender o Presidente e o Vice-Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, cointrariando, assim, os mais elementares princípios do Estado de Direito.  

            - A sua gestão foi, pois, caracterizada pela pura demagogia e o seu mandato assumiu foros  de tragicomédia, em que Kumba Ialá aparecia em público constantemente etilizado.

            - Foi derrubado por um golpe de Estado em 14 de Setembro de 2003.

            - O país de Estado-frágil, passou a Estado-falhado e com Kumba Ialá registou-se uma virtual ausência de Estado.

            - Todos apontam o dedo a Kumba Ialá como o mentor do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, condenado por Portugal, pela U.E., pela ONU, pela U.A. pela CEDEAO e Comunidade Internacional, em geral.

            - O seu livro “Pensamentos Políticos e Filosóficos” é uma arrazoado de dislates e disparates inqualificáveis.

 

            Que V. Exa. me perdoe a auto-publicidade  e um protagonismo que não procuro, mas grande parte dos temas e  questões aqui sucintamente expostas constam do livro que publiquei recentemente, de parceria com o dr. Mário Beja Santos,  “Da Guiné-Poprtuguesa à Guiné-Bissau: um Roteiro” (Fronteira do Caos, Porto, 2012)    

 

            Finalmente, cabe-me esclarecer V. Exa e a digna Assembleia a que preside que não tenho qualquer filiação partidária, todavia entendo que os factos aqui relatados devem ser do conhecimento dos decisores políticos.

 

            Com os meus  melhores cumprimentos

            Francisco Henriques da Silva

           

A colonização do planeta anão Ceres

 The colonization of the Moon and Mars... one sticking point in grandoise plans for colonization of extra-terrestrial worlds is the little matter of cost.
One tempting way around this is to leverage the future value of land to try to fund the present. For example, Mars has about 35 billion acres on it. If this could be sold at an average of $100/acre, we'd be looking at 3.5 trillion dollars - more than enough to finance several manned missions.
But - in order for land to be sold, someone has to own it - and no one currently owns any part of Mars. [No one currently ownes any part of the Moon either, but so far that hasn't stopped several companies from selling pieces of it!]
Mars is too important for us to get wrong, and the Moon may already have ownership under dispute (not question, dispute!). We could instead start practicing with something less important; the asteroids leap to mind.
Ceres - the largest asteroid in the main belt - is about 600 miles in diameter, and has a surface area of four million square miles, or over two and a half billion acres. If this land were sold at $30/acre, we'd have over 20 billion dollars - easily enough to fund a Ceres Orbiter mission, similar to Mars Global Surveyor, that would go in polar orbit around Ceres and eventually produce hi-res coutour maps of the entire surface.
If the Ceres orbiter were contracted out on a bid basis, and payment was made after a successful trip - we'd be paying only for results. We could contract for 2 Ceres orbiters, at 1.5 billion each.
I'd like to see a next step of a Ceres tether, allowing us to put things from an Earth->Ceres trajectory to the surface without rocket propellant..


Obviously, the hard part would be getting the funding and land ownership model right. Here are the steps we need:
  • Get agreement from USA, ESA, Russia, China, India, Japan, Australia, New Zealand, and maybe other countries (Canada? Brazil?South Korea? etc?) that the land on Ceres is ownable, and currently under control of the Ceres Land Authority (CLA) - a multinational public-interest group chartered with brokering the sale of the land. The signatories need to agree to the ownership and agree not to recognize or allow business from/with any group that violates the ownership rights.
  • The CLA offers the land for sale, skimming a percent off the top for expenses. The bulk of the revenue is placed in a publically-visible fund, and when the amount in the account exceeds the cost of the current highest-priority Ceres mission, the mission is funded on a bid/cash basis, and is awarded after a successful trip
  • Up to 30% of the money in the CLA fund could be used as incentives to various governments initially reluctant to sign the treaty. This should be an easy sell - the hard part will be getting the USA, ESA, Russia, and China on board. Once they are - we say "Hey - would you like some free money?" to any other country we'd like to have on the list.
  • Maximum of may be owned by any one country. Once all the land is sold, acres may be bought and sold on the free market, through the CLA, with the CLA skimming 2% for every transaction.
  • Maximum of 1000 acres may be owned by any one person. We want many land-owners, not few.
Now, the CLA divides Ceres up into acre-sized plots, creates a ownership registry, creates the owner $$$ fund, and starts business.
We could say that 20% of Ceres is non-ownable. If a colonization misson happens, a region of several hundred acres centered around the First Landing site automatically becomes part of this 20%, with displaced landowners getting title to new land on a 2:1 basis.
If this is successful on Ceres, we could adopt a similar scheme for the Moon and Mars - two much more important destinations. If we are successful in getting the major spacefaring nations to agree to a private land ownership treaty, we could pull the same trick as we used with Ceres.
 Dave Boll, astrofísico

4.5.14

MH370: Mais um ano à espera?

Saturday 3rd May, 2014 The search for the debris of missing Malaysia Airline flight MH370 could take up to a year, according to the official leading the jet hunt. Angus Houston, speaking in Malaysia, said that he was confident an "effective search" would find the plane, the BBC reports. Houston said the authorities remain totally committed to finding MH370, but that it could take another eight to 12 months to recover any wreckage. The statement comes amid talks between senior officials from Malaysia, Australia and China in Canberra next week to decide on the next steps in the search for the missing jetliner. Houston said that the search will take probably in the order of eight months, maybe eight to 12 months in case of bad weather or other issues. He assured that with an effective search the aircraft will eventually be found. (ANI) - See more at: http://www.malaysiasun.com/index.php/sid/221652451#sthash.