24.7.14

A China saqueia Moçambique

A quase totalidade da
madeira importada
pela China de Moçambique
(93%), resulta de
abates ilegais, colocando
o desbaste nas florestas
muito além dos níveis
sustentáveis, alerta um
relatório da Agência de
INVESTIGAÇÃO AMBIENTAL (EIA, sigla em inglês).
Maioria da madeira vendida
à China é de abate ilegal.
 Segundo o documento, a exploração ilegal de madeira por empresas chinesas, com
conivência de altos quadros do Governo moçambicano, privou o país de cerca de 108
milhões de euros em impostos desde 2007.
De acordo com o relatório da
EIA, divulgado esta quarta-
-feira por aquela organização
não-governamental do
Reino Unido, a China é a
principal responsável pela
destruição das florestas
tropicais em Moçambique,
e, se os volumes de abate
excessivo continuarem, as
reservas comerciais estarão
quase esgotadas nos próximos
15 anos.
Segundo o documento, a
exploração ilegal de madeira
por empresas chinesas, com
conivência de altos quadros
do Governo moçambicano,
privou o país de cerca de
108 milhões de euros em
impostos desde 2007.
A EIA exige a suspensão
imediata de todas as exportações
de madeira em
Moçambique, para garantir
que se reúnam condições
sustentáveis para o consumo
e comércio dos recursos
florestais do país.
Correio da Manhã, Maputo

23.7.14

Comunidade de Países Ligados pelo Petróleo (CPLP)

Díli - (Dos enviados especiais da Angop) - A X Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que permitiu o alargamento da organização, para nove membros, com a adesão da Guiné Equatorial, encerrou hoje.

Timor-Leste/CPLP2014: Foto de família dos Chefes de Estado e de Governo da Organização
Foto: Pedro Parente
Os líderes aprovaram a adesão da Guiné Equatorial como Estado membro da CPLP, reiterando o empenho da Comunidade em continuar a apoiar as autoridades do país no pleno cumprimento das disposições estatutárias da organização, no que respeita à adopção e utilização efectiva da Língua Portuguesa, à adopção da moratória da pena de morte, até à sua abolição.
Em reunião de apenas um dia, os chefes de Estado e de Governo ou seus representantes de Angola, do Brasil, de Cabo Verde, Guiné-Bissau, de Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e de Timor-Leste elegeram o anfitrião Taur Matan Ruak, para presidente em exercício da CPLP, para os próximos dois anos.
Outro destaque da declaração é o reconhecimento dos avanços registados no domínio da concertação político-diplomática no sector da energia, nomeadamente no quadro do projecto “Energia da CPLP”.
Neste sector, os líderes aplaudiram a iniciativa de Timor-Leste para a criação de um Grupo Técnico de estudo, aberto à participação dos Estados membros, para a exploração e produção conjuntas de hidrocarbonetos no espaço CPLP e estabelecer um consórcio para a exploração petrolífera no onshore de Timor-Leste, aberto à participação das empresas dos países da Comunidade.
Os chefes de Estado e de Governo aprovaram a resolução sobre a concessão da categoria de Observador Associado da CPLP à Geórgia, Namíbia, Turquia e ao Japão, o que em muito prestigia a CPLP, pela projecção e visibilidade política internacional que trarão à Comunidade como parceira global.
No campo da concertação política e diplomática, considerado um dos pilares que levaram a criação da CPLP, os presidentes destacaram o acompanhamento regular, pela CPLP da situação interna da Guiné-Bissau, com vista à normalização política, institucional e social do país.
Congratularam-se com a realização das eleições na Guiné-Bissau, que permitiram a reposição da ordem constitucional, interrompida pelo golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, a criação de condições necessárias para responder aos desafios de estabilidade política, da consolidação do Estado de Direito democrático e da promoção do desenvolvimento.
Destacaram a importância do estabelecimento da "Comunidade de Países de Língua Portuguesa Sem Fome", à luz do acordo de cooperação técnica entre a CPLP e a FAO, no quadro da cooperação para a erradicação da fome e da pobreza nos Estados membros.
Saudaram o conjunto de acções, que têm sido realizadas no âmbito do Ano Internacional da Agricultura Familiar, responsável por elevar o papel da agricultura familiar no combate à fome e à má-nutrição e no desenvolvimento de sistemas alimentares sustentáveis.

A visita de Hollande à Costa do Marfim

Ouattara hopes the French President’s visit will help his coalition prepare for next year's elections. The main opposition is floundering.

President François Hollande’s visit last week to Côte d’Ivoire was full of fanfares for regional security and doing business with France but behind the scenes intense manoeuvrings in all the major domestic political parties were under way. President Alassane Dramane Ouattara welcomed his French counterpart at the airport on 17 July as Hollande began the first leg of a tour which also took him to Niger and Chad. Hollande combined the two themes of business and security by taking a symbolic ride in a French-built patrol boat called L'Émergence, which Yamoussoukro will use to fight the growing menace of piracy off its coast.

Um ligeiro crescimento na zona euro

We maintain our forecast for 2014 euro
zone growth of 1.1%.
In the first quarter the German
economy grew at twice the rate of the
prior quarter, led by strong construction
spending.
The picture is more subdued elsewhere
in the euro zone: France stagnated in
the first quarter and Italy’s economy
contracted.
Deflationary pressures pose a threat to
the euro zone's recovery. The ECB
responded by announcing a range of
monetary easing measures in June.
These measures have eased upward
pressure on the euro.
Western
Europe
US Japan
Emerging
markets
Oil
Non-oil
commodities
Monetary     Source: The Economist Intelligence Unit, Global Forecasting Service.

A reabilitação do porto de Nacala

Orçado em cerca de 32 milhões de dólares, a reabilitação do Porto de Nacala, que vai decorrer de forma faseada, inclui a reabilitação e construção de novas infra-estruturas cujo término está previsto para 2017. A primeira fase terá uma duração de 18 meses.
Os principais componentes do projecto são a melhoria no norte do cais com a instalação de defesas de borracha, pavimento no norte do cais e no pátio de contentores, sistema de combate a incêndios entre outros.
“Através da reabilitação do porto de Nacala, espera-se que o serviço de logística no porto seja melhorado, este servirá para promover a exportação de produtos agrícolas, tornando-os mais acessíveis e a preço baixo”, refere um comunicado de imprensa da embaixada do Japão, recebido pela AIM.
“O Japão pretende apoiar Moçambique de forma inclusiva, mostrando um rumo ao modelo de trabalho para o desenvolvimento dinâmico”, refere o comunicado.
O Porto de Nacala reveste-se de importância particular para Moçambique, para além de ser um corredor internacional e uma importante porta de entrada para os países da região Africa Austral.
AIM

22.7.14

Guiné Equatorial, onde se fala petrolês

Líderes dos países de língua portuguesa reúnem-se em Dili para a X Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Um dos items mais importantes e mais controversos da sua agenda será a adesão da Guiné-Equatorial como membro permanente da CPLP.

Em Dili tem-se discutido muito as preparações para as visitas destes VIP – construção urgente generalizada e alto volume de despesa – mas a La'o Hamutuk propõe que se preste mais atenção ao que se vai passar na própria Cimeira. Ontem a La'o Hamutuk e muitos outros timorenses preocupados com os Direitos Humanos enviaram uma Carta Aberta (original em tetum ou English) ao Presidente da República Taur Matan Ruak e a outros dirigentes timorenses, lembrando-os de que “muitas pessoas não concordam com esta adesão da Guiné-Equatorial, uma nação não-falante de português” e pedindo-lhes que a Cimeira “não ratifique esta adesão ou que, no mínimo, a torne condicionada à existência de melhorias significativas na área dos direitos humanos e da redução da corrupção.”

1995: protestos contra a visita de Suharto à cidade de Nova Iorque.
Durante a ocupação de Timor-Leste pela ditadura brutal e corrupta de Suharto, amigos em todo o mundo protestavam sempre que Suharto visitava os seus países. Em conjunto com os líderes de muitos países de língua portuguesa, fizeram-se campanhas para isolar o regime indonésio da legitimidade internacional. Acreditamos que o povo da Guiné-Equatorial tem direito ao mesmo tipo de apoio na sua luta contra o regime que os tem governado nos últimos 35 anos.

A La'o Hamutuk colocou uma página no seu site com a nossa Carta Aberta e outros materiais de referência. As principais razões pelas quais pensamos que Timor-Leste e a CPLP não deveriam acolher este ditador no nosso país e na nossa comunidade são as seguintes:
  • Não existência de democracia, violação permanente de direitos humanos, incluindo mortes
  • Limitação da liberdade de imprensa e da possibilidade de os cidadãos expressarem as suas opiniões
  • Pobreza generalizada num país que é um dos países africanos com maior riqueza petrolífera
  • Inexistência de transparência sobre finanças governamentais
  • Um dos regimes mais corruptos do mundo.
    A Guiné-Equatorial tem menos população, mais petróleo e maior pobreza do que Timor-Leste, e é um caso exemplar de “maldição dos recursos”. Ainda assim, o ditador Teodoro Obiang vai trazer com ele 80 pessoas para a Cimeira da CPLP. Foi-nos explicado que o seu avião é grande demais para poder aterrar em Dili, razão pela qual terá de alugar dois aviões mais pequenos em Singapura.
    A Constituição de Timor-Leste determina que a RDTL estenderá a sua solidariedade a todos os povos do mundo na sua luta pela libertação nacional mas os Estatutos da CPLP dizem que um Estado membro não pode “interferir” nos assuntos internos de outros membros. Se Timor-Leste e a CPLP aceitarem a Guiné-Equatorial como membro, estarão a abandonar o seu compromisso com os direitos humanos do povo deste país.

    La'o Hamutuk

    20.7.14

    A Turquia na CPLP?

    Lisboa, 20 jul (Lusa) -- Namíbia, Geórgia e Turquia poderão entrar como observadores associados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na cimeira em Díli, na quarta-feira, um retrato da globalização de que a organização não se pode excluir, defende o secretário executivo.
    Os chefes de Estado e de Governo reunidos na X cimeira poderão ainda analisar o pedido do Japão para obter o mesmo estatuto, depois de este país ter também formalizado a proposta.
    A Guiné Equatorial e a ilha Maurícia foram os primeiros países a receber este estatuto, em 2006, e mais tarde foi a vez do Senegal.


    Ler mais: http://visao.sapo.pt/cplp-namibia-georgiaturquia-e-talvez-japao-podem-entrar-como-observadores-associados=f790100#ixzz382k1s9VZ