3.8.14

Os terríveis aviões não tripulados

De certo modo, o destino de Ahmed Jabari foi selado neste depósito seguro de Lod, uma  cidade de 67 mil habitantes no coração de Israel. No último dia 14 de novembro, enquanto estava andando na Faixa de Gaza, o chefe do braço armado do Hamas não tinha nenhuma chance de escapar do míssil que pulverizou seu discreto carro coreano. A uma dezena de quilômetros de altitude, o drone matador, ou melhor, seus operadores, acomodados na sala de comando de uma base da Aeronáutica israelense, tinham acabado de conseguir o tiro perfeito. Missão cumprida.


É neste hangar da Israel Aerospace Industries (IAI), onde são montadas algumas dessas aeronaves não tripuladas, que se prepara a guerra moderna. Hoje em dia, não há um conflito, do Mali à Síria, que não demonstre a eficácia desse aparelho, especialmente onde o levantamento de informações e o alvo dos ataques valem mais do que a extensão dos danos causados. Mesmo assim, as cerca de 30 engenhocas armazenadas na imensa oficina lembram pequenos planadores inofensivos. Com seus 8,5 metros de comprimento, 16,6 metros de envergadura e sua fuselagem dupla de materiais compostos, ele até parece um pouco desajeitado.

Com 250 kg, entre câmeras e radares, o Heron voa a uma altitude de 9 mil metros
Nada impressionante também em relação à mecânica. “São motores de ultraleve um pouco melhorados, nada mais”, confidencia Ilan Katalan, um dos técnicos. Velocidade de cruzeiro? Apenas 200 km/h. Não se deixe enganar pela aparente simplicidade do lugar: é aqui que a IAI produz o Heron, seu best-seller, a máquina que domina a categoria MALE (média altitude, longa resistência), a mais comum entre os drones.

Apesar de sua aparência, o Heron é um verdadeiro canivete suíço da informação aérea. Voando a uma altitude de 9 mil metros, fornece informações em tempo real sobre o alvo graças a seus 250 quilos de material embarcado: câmeras ópticas e térmicas, visor a laser, radar ar-solo. Capaz de se manter em voo durante dezenas de horas, em todas as condições atmosféricas, aterrissar e decolar automaticamente, inclusive em terreno inimigo. Armado de uma bomba, transforma-se em máquina de matar, como na impressionante cena de abertura  de O Legado Bourne (2012), em que Jeremy está sendo atacado por um drone no Alasca.
Motor Drone (Foto: Pierre Terdjman)

Produto de exportação 
Essa polivalência já convenceu 13 países, inclusive a Turquia, os Estados Unidos, a Alemanha e a França. Embora equipe a polícia mexicana na luta contra os narcotraficantes, seu lugar favorito continua sendo o campo de batalha. Os israelenses o utilizaram pela primeira vez em dezembro de 2008 durante a operação Chumbo Fundido, na Faixa de Gaza, oferecendo às tropas no solo uma visão bastante clara do conflito. Desde então, o Heron se tornou também frequentador assíduo dos céus iraquianos, afegãos ou líbios.

A dependência dos militares em relação aos aviões não tripulados é hoje tão forte que alguns observadores ressaltam a ilusão de uma guerra “limpa”. Esta é uma crítica que visa especialmente o presidente americano Barack Obama, que faz deles um uso ilimitado, reunindo toda terça-feira os responsáveis pelas informações para estabelecer a lista dos membros da Al-Qaeda a serem eliminados pelos ares, conforme foi revelado pelo New York Times. Em fevereiro deste ano, John Brennan, conselheiro de contraterrorismo do presidente americano e hoje diretor da CIA, foi questionado a respeito desse assunto durante uma audição perante a comissão das informações.



Desde 2008, 2,5 mil pessoas foram eliminadas dessa maneira no Afeganistão, incluindo inocentes. Hoje, o sucesso dessa arma reforça o lugar de Israel como primeiro exportador mundial de drones, à frente dos Estados Unidos, com mil aeronaves vendidas em 42 países. A IAI, que tinha se especializado desde a sua criação em 1948 na recuperação de aeronaves de linha, encontrou um excelente filão. Com cerca de US$ 500 milhões de faturamento anual, a divisão Malat (drone em hebraico) se tornou uma mina de ouro para a empresa.

“Somos precedidos por nossa fama baseada em nossa experiência tecnológica, apesar de nossos clientes potenciais serem às vezes reticentes em relação à ideia de obter informações com uma empresa israelense”, explica, impassível, Jacques Chemla, diretor da Malat. Toda essa tecnologia também tem um preço. Um Heron pode custar de 10 a 50 milhões de euros.

Chemla é um dos pioneiros da indústria dos drones. Nascido na Tunísia, chegou à França aos 4 anos. Formado na Universidade de Paris VI - Jussieu, terminou seus estudos no Instituto Israelense de Tecnologia de Haifa. A ideia de um aparelho capaz de voar durante horas acima das linhas adversas para transmitir informações em tempo real nasceu em Israel, após o ataque surpresa sírio-egípcio da Guerra do Yom Kippur, em 1973. Nove anos depois, durante a Guerra do Líbano, os drones israelenses tornaram-se operacionais, possibilitando a destruição sem dificuldade dos lançadores de mísseis sírios escondidos no Vale do Beqaa. Isso impressionou os americanos, que se apressaram em encomendar vários exemplares.

Telas Drone (Foto: Pierre Terdjman)


Das evoluções aos saltos tecnológicos, o diretor da Malat  teve tempo para se convencer que o futuro pertence aos drones. “Além do fato de que você não se arrisca a perder um piloto, pode mantê-los voando durante horas e dispõe de equipe completa em solo para analisar os dados transmitidos”, afirma. Na verdade, se isso só dependesse dele, os drones substituiriam também os pilotos da aviação civil. “As aeronaves de última geração, como o Airbus A380 ou o Boeing 777, na verdade são drones: decolagem, aterrissagem e cruzeiro, tudo é controlado por computador. O  único obstáculo para a eliminação da tripulação é psicológico.”

A revolução já está a caminho nas Aeronáuticas israelense e americana, em que os drones já são mais numerosos do que as aeronaves tradicionais. Até 2018, a Polônia substituirá sua frota de velhos Sukhoi Su-22M. O reverso desta “democratização” dos aviões não tripulados é a divulgação da tecnologia. No final de 2012, o Neutron, drone de combate projetado na Europa, efetuou seu primeiro voo com absoluto sucesso.
Já há mais drones do que aviões tradicionais nos exércitos de Israel e EUA

Os engenheiros da IAI exploram o mercado militar. A pesquisa abrange tanto o campo de ação quanto a capacidade de carga. Com um raio de alcance de 1,5 mil quilômetros, algumas aeronaves, como o Eitan israelense, são capazes de realizar
missões estratégicas em cima do Irã. E quando um drone francês sobrevoa o Afeganistão ou a Líbia, o ministro da Defesa pode receber as imagens em tempo real na sua sala em Paris. GC Brasil Globo.com

Crescem economias da ASEAN

South-east Asia is increasingly viewed as a priority by international business. The ten member states of the Association of South-East Asian Nations (ASEAN), dominated by Indonesia, have over 600m people and by 2018 we think their economies will be growing as fast as China's and will be as big as Germany's. That's globally significant.

It won't be plain sailing, however. Doing business in the region can be exceedingly difficult. In our assessment of operational risk, which takes into account political, policy and business risks, we rate Indonesia, Vietnam and the Philippines as having a relative risk score of over 50 (on a 100 point scale), with Thailand not far behind. A key problem for foreign firms is the varying welcome they receive across the region: Indonesia recently increased the restrictions on foreign investors in retail and banking, while in Vietnam—despite a generally welcoming government—foreign firms have been the target of violent protests.

ASEAN countries are in the process of establishing a free trade zone, with the hope that regional integration in sectors such as automotive will increase the attraction of the region. The rhetoric is good, but ASEAN is notorious for slow progress, so firms won't be betting on a quick conclusion to the negotiations.  The Economist

Prossegue a fúria assassina de Israel

At least 10 people have been killed in a strike at a UN-run school housing Palestinians displaced by the Gaza conflict, medics say.

The attack hit the entrance of the facility in Rafah, where thousands of Palestinians are said to be sheltering.

The Israeli military has not commented but has been carrying out renewed strikes in Gaza.

Gaza health officials say 30 people have died on Sunday, while militants continue to fire rockets into Israel.

The latest exchanges came after Israel's military said that an officer it feared had been captured had now been confirmed dead. Hadar Goldin went missing on Friday near Rafah.

Confirmation of 2nd Lt Goldin's death means 66 Israelis have now died in the fighting, all but two of them soldiers. A Thai worker in Israel also died.

"On the brink of collapse": Chris Gunness from the United Nations talks to the BBC

The latest official figures from Gaza's health ministry say that 1,740 Palestinians have been killed and 9,080 injured since the conflict began more than three weeks ago.

The UN warned that a "health disaster of widespread proportions" is unfolding in Gaza, with medical services facing collapse.
Forces redeployed
The Israeli shelling of the Jabaliya UN shelter last week, which killed 16 people, drew widespread international condemnation.

In the latest attack, Robert Turner, director of operations for the UN Palestinian refugee agency in Gaza, said: "The initial report says that there was some kind of air strike in a street outside one of our shelters."


Eyewitnesses said a missile struck as people queued for food.

At least 30 people were also hurt, Palestinian officials said. Images showed injured children being carried away.

On Sunday, Israel said its forces were withdrawing from some areas of Gaza to a "temporary security strip" to reassess operations.

Reports said the military was close to completing its main aim of destroying tunnels used by militants to infiltrate Israel.

Israel Defense Forces spokesman Lt Col Peter Lerner told Agence France-Presse: "We are redeploying within the Gaza Strip and taking out other different positions... so it won't be the same type of ground operation... It's changing gear but it's still ongoing."

Tanks on Gaza border, 2 Aug Israel has vowed to continue its Gaza operations until security is restored

However, Prime Minister Benjamin Netanyahu has warned Israel will continue its offensive.

"Hamas again mistakenly believes that the people of Israel do not have the will and determination to fight them and Hamas again will learn the hard way that Israel will do whatever it must do to protect its people," he said.

Hamas spokesman Fawzi Barhoum dismissed Mr Netanyahu's comments as "confused" and said the group would "continue to resist until we achieve our goals".

A delegation from Hamas, which controls Gaza, and Islamic Jihad arrived in Cairo on Sunday for talks with Egyptian and US officials over a possible truce.

Site of attack in Rafah, 3 Aug The attack struck the entrance of the school, where people were reportedly waiting for food

A boy wounded in a separate attack in Rafah is taken for treatment, 3 Aug A boy wounded in a separate attack in Rafah on Sunday is taken for treatment

Sister Ayelet and fiancee Edna of Lt Hadar Goldin attend a news conference after his death was confirmed, 2 Aug Sister Ayelet and fiancee Edna of Lt Hadar Goldin attend a news conference after his death was confirmed

Hamas is demanding the removal of Israeli troops and the ending of an economic blockade.

However, Israel has said it will not attend the talks.

Israeli Justice Minister Tzipi Livni told the Ynet website: "You want to talk about lifting the blockade? Not with us, and not now."
Funeral
Chris Gunness, from the United Nations Relief and Works Agency (Unrwa), told the BBC that a "health disaster of widespread proportions is rapidly unfolding in Gaza, with medical services on the verge of collapse".

He said: "Critical supplies of medicines and disposables are almost depleted and the damage and destruction of power supplies has left hospitals dependent on unreliable generators."

Mr Gunness warned that there was a serious risk of an outbreak of waterborne and communicable diseases because of a lack of adequate water and poor sanitation.

Separately overnight, Israel said DNA evidence confirmed that Lt Goldin had died.

Israel's Defence Minister Moshe Yaalon and the chief military rabbi met the soldier's family at their home in Kfar Saba on Saturday night.

It was revealed on Sunday that Mr Yaalon was a distant relative but that this had been concealed as it was feared it might have been used by Hamas if Lt Goldin were being held captive.

Mr Yaalon said: "Hadar Goldin... was a member of my family. I've known him since he was born."  BBC

Venezuela acolhe crianças palestinianas

EFE | ÚN.- El presidente Nicolás Maduro anunció este jueves que creará una "casa de abrigo" para acoger a niños palestinos heridos y huérfanos e incluso planteó la posibilidad de que se les pueda buscar familias adoptivas en Venezuela.

Maduro señaló que está proponiendo a la Alianza Bolivariana para los Pueblos de América (ALBA), mecanismo de integración regional que impulsa Caracas, la creación de este tipo de casas, que en Venezuela llevarán el nombre del fallecido presidente Hugo Chávez (1999-2013).

"Ya yo he decidido crear una casa de abrigo con el nombre de Hugo Chávez para traer a los niños y niñas heridas en la guerra y aquellos niños y niñas que han quedado sin sus padres, sin sus madres, que han quedado huérfanos (...) Vamos a traerlos a Venezuela y vamos a acogerlos con el amor; y con los acuerdos con el Estado palestino algunos de estos niños y niñas vamos a buscarles padres y madres venezolanos y venezolanas".

Reiteró sus acusaciones a la "elite de Israel" por llevar a cabo una "guerra racista basada en una supuesta superioridad de carácter religioso".



Leer más en: http://www.ultimasnoticias.com.ve/noticias/actualidad/mundo/venezuela-acogera-a-ninos-palestinos-heridos-y-hue.aspx#ixzz39K1OaPwT

EUA confessam-se torturadores

Em matéria de expressão, os tempos actuais são corroídos por um paradoxo: se a fala e a escrita, no seu uso comum, tendem a ser cada vez mais “pobres” e “utilitárias”, a nível das instituições, oficiais e outras, o culto do eufemismo é tal que coisas aparentemente simples são descritas de forma ininteligível ou substituídas por frases ou vocábulos que nalguns casos pretendem apenas suavizar, ou iludir, a força ou choque da palavra certa. Não se é despedido, é-se dispensado. Não se corta nas despesas, procede-se a ajustes no orçamento. Não se morre de cancro ou sida, morre-se de doença prolongada. Etc.

Políticos e economistas, em particular, cultivam esta forma de dar um ar “tecnocrático” a tudo aquilo de que falam, mesmo que se trate das maiores banalidades. Pois bem: em contracorrente a esta vaga “moderna”, o Presidente do país mais poderoso do mundo veio a público empregar uma palavra proibida: "tortura". Proibida no que diz respeito aos Estados Unidos, naturalmente. Barack Obama já dissera, mesmo antes de ser eleito Presidente, que os EUA tinham cometido “alguns erros” após os infames atentados do 11 de Setembro, naquilo que ficou conhecido como guerra global ao terrorismo. Agora, porém, foi mais claro: “Fizemos muitas coisas que deviam ser feitas, mas torturámos algumas pessoas [disse textualmente “we tortured some folks”, expressão popular que usa noutros contextos e que, repetida neste, já lhe valeu críticas sarcásticas]. Fizemos coisas que eram contrárias aos nossos valores.” Ficou assim descodificada numa palavra simples, que toda a gente entende (e teme, e rejeita), aquilo que os serviços secretos haviam baptizado como “técnicas de interrogatório intensificadas”. Ouça-se Obama: “Quando recorremos a essas técnicas de interrogatório intensificadas, técnicas que qualquer pessoa sensata classificaria como tortura, ultrapassámos uma linha. E isso tem de ser entendido e aceite. Como país, temos de assumir essa responsabilidade, para que não voltemos a fazê-lo no futuro.” Bastaram estas palavras para que na América soasse o alarme: se é o próprio Presidente a classificar como “tortura” aquilo que até aqui tem sido citado com outros nomes, estão abertas as portas a que muitos casos possam ir a tribunal (o eufemismo tinha também um papel de dissuasor de acções judiciais). Não é que qualquer agente, militar, membro do governo, juiz ou simples cidadão tenha dúvidas em entender como tortura métodos como o da simulação de afogamento, que foram praticados, entre vários outros, por norte-americanos na prisão de Guantánamo. Simplesmente, ninguém mencionava tal palavra. Foi preciso o Presidente fazê-lo.

Muito longe da Casa Branca, um homem anunciou ontem fuzilamentos sem usar qualquer eufemismo. Foi Igor Druz, conselheiro militar dos separatistas pró-russos do Leste da Ucrânia. Se tivesse treino político, poderia ter falado na “supressão de alguns activos”. Mas disse, claramente, que foram fuzilados homens das suas próprias fileiras para “evitar o caos”. Agora, diz ele, “as tropas andam altamente disciplinadas”. Não é difícil perceber porquê. A verdade, ao menos, não cria ilusões onde não deve.   Editorial do PÚBLICO
 

Rumo a uma Nova Ordem Internacional

http://en.ria.ru
RIA Novosti
“A atual luta EUA-Rússia é sobre a criação de uma Nova Ordem Internacional”, e a Ucrânia é o “campo de batalha principal”, onde os dois atores globais estão definindo novas regras e condições, escreve Dmitri Trenin em seu artigo O Pesadelo da Europa virando realidade: America vs Rússia … De Novo, publicado no National Interest (Interesse Nacional), um meio de comunicação norte-americano respeitável.
No entanto, não é a Ucrânia, mas a Europa como um todo (o prêmio principal) que se tornou o pivô central da competição geopolítica, sublinha o especialista. ”Os riscos não poderiam ser mais altos”, acrescentou.
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Trenin prevê o agravamento das relações entre a Rússia e os países da UE-União Europeia, sendo deliberadamente instigados por Washington, numa perspectiva de curto prazo. Essa tendência, no entanto, pode mudar no longo prazo: “Moscou pode esperar que a punição (e provocação), liderada pelos EUA, contra a Rússia, já esta principalmente causando problemas no comércio da UE com o pais russo, pode levar a problemas na OTAN (aliança entre EUA e Europa) e divisões dentro da própria UE”, escreveu Dmitri Trenin.
Em contraste com o início da primeira Guerra Fria, quando a URSS foi contemplada como um oponente ardente do Ocidente, os europeus não mais consideram Moscou como um rival ideológico, nem uma ameaça (militar) potencial hoje. Estando envolvidos em profundas relações comerciais com a Rússia e dependentes de seu fornecimento de energia, para enfrentar o inverno, os países europeus estão dispostos a ver a Rússia como um parceiro, e não como um antagonista.
Assim, “Moscow incidirá sobre países como a Alemanha, Itália, França, Espanha e vários países menores – da Finlândia para a Áustria para a Grécia – com a qual a Rússia construiu relações comerciais extensas”, observa o especialista. Note-se que os estados europeus, citados por Trenin, já são alvo de críticas ferozes dos decisores políticos (n.t. controlados) neoconservadores norte americanos.
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O maior medo dos NEOCONS de Washington é a aproximação e o estreitamento dos laços entre a Alemanha e a Rússia.
Por exemplo, os neocons exortam a Espanha a suspender a sua cooperação marítima com a Rússia; clamam com a França (n.t. e a puniram com uma pesada multa de US$ 9 bilhões ao banco BNP-Paribas por ter financiado a venda do navio para a Rússia, deixando os franceses furiosos) para cancelar seu contrato de fornecimento de navios de guerra da classe Mistral com Moscou; culpam a Alemanha e a Itália por sua falta de vontade de pôr em risco os atuais e fortes laços econômicos com a Rússia.
Dmitri Trenin aponta os dois principais vetores estratégicos da política externa da Rússia: o fortalecimento de alianças de Moscou com a Alemanha no Ocidente e da China no Oriente. Embora as relações russo-alemãs sejam contidas pela participação da Alemanha na OTAN, Moscou considera o pais germânico o “carro-chefe” da UE o seu aliado geopolítico de longa data na Europa (n.t. A Alemanha é a quarta economia do mundo e a maior da Europa). Para evitar essa “perigosa” aproximação russo-alemã Washington insta Berlim para apertar sua política de sanções contra Moscou (devido à “fabricada crise na Ucrânia”), e acompanha de perto a atividade da elite da política alemã.
Embora os especialistas ocidentais, incluindo o diretor do Carnegie Moscow Center, acreditem que a Rússia abriga um medo profundo de seu poderoso vizinho do Leste – a China – Moscou já demonstrou a sua disponibilidade para ampliar a cooperação econômica e política bilateral com Pequim. Note-se que a aproximação entre a China e a Rússia começou no início de 1990.
manipulação-da-ilusão
Assim, a mudança para o Oriente não deve ser qualificada como “gesto de desespero” de Moscou causado pelas sanções ocidentais: o movimento hostil dos EUA tem apenas catalisado e acelerado este processo. Os loucos em Washington estão profundamente preocupados com o fortalecimento da aliança sino-russa. Especialistas ocidentais alertam que a aproximação da Rússia e da China em conjunto com o fortalecimento do bloco conhecido como BRICS acabará por alterar o equilíbrio global de poder.
Dada a natureza fundamental do conflito entre a Rússia com os Estados Unidos, Moscou está buscando consolidar suas relações com países não-ocidentais. O grupo BRICS, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, é uma plataforma natural para esse movimento, escreveu Dmitri Trenin, acrescentando: “Politicamente, a Rússia já se coloca como um país aberto para todos os países descontentes com o domínio global dos EUA”. (n.t. Secretamente a Alemanha iniciou conversações com Moscou para entrar no bloco dos países BRICS: Link aqui )
“É muito cedo para especular como vai acabar esta disputa pelo controle do rearranjo de uma Nova Ordem Mundial. As apostas são muito altas”, observa o especialista. Qualquer erro acidental ou concessão séria feita por Moscou ou Washington pode levar à perda de poder e prestígio mundial por um dos lados concorrentes.
brics (2)
Os controladores do ocidente (EUA-Canadá e Europa), os mentores do marionete Obama, não veem com bons olhos a ascenção dos países do bloco chamado de BRICS.
Enquanto isso, a Rússia está se preparando para a sua reindustrialização, a fim de reduzir sua dependência do Ocidente e aumenta o controle do governo sobre seus assuntos internos. “Até certo ponto, a pressão ocidental auxilia os esforços do Kremlin”, Dmitri Trenin enfatiza.

2.8.14

Quem abateu o MH 017?

The tragedy of Malaysian MH 017 continues to elude any light of clarity being cast over it.
The flight recorders are in England and are evaluated. What can come of it? Maybe more than you would assume.
Especially the voice recorder will be interesting when you look at the picture of a cockpit fragment. As an expert in aviation I closely looked at the images of the wreckage that are circulating on the Internet.
Peter Haisenko in Cockpit of Condor DC 10
First, I was amazed at how few photos can be found from the wreckage with Google. All are in low resolution, except one: The fragment of the cockpit below the window on the pilots side. This image, however, is shocking. In Washington, you can now hear views expressed of a “potentially tragic error / accident” regarding MH 017. Given this particular cockpit image it does not surprise me at all.
Entry and exit impact holes of projectiles in the cockpit area
Source for all photos: Internet
I recommend to click on the little picture to the left. You can download this photo as a PDF in good resolution. This is necessary, because that will allow you understand what I am describing here. The facts speak clear and loud and are beyond the realm of speculation: The cockpit shows traces of shelling! You can see the entry and exit holes. The edge of a portion of the holes is bent inwards. These are the smaller holes, round and clean, showing the entry points most likely that of a 30 millimeter caliber projectile. The edge of the other, the larger and slightly frayed exit holes showing shreds of metal pointing produced by the same caliber projectiles. Moreover, it is evident that at these exit holes of the outer layer of the double aluminum reinforced structure are shredded or bent – outwardly! Furthermore, minor cuts can be seen, all bent outward, which indicate that shrapnel had forcefully exited through the outer skin from the inside of the cockpit. The open rivets are are also bent outward.
In sifting through the available images one thing stands out: All wreckage of the sections behind the cockpit are largely intact, except for the fact that only fragments of the aircraft remained . Only the cockpit part shows these peculiar marks of destruction. This leaves the examiner with an important clue. This aircraft was not hit by a missile in the central portion. The destruction is limited to the cockpit area. Now you have to factor in that this part is constructed of specially reinforced material. This is on account of the nose of any aircraft having to withstand the impact of a large bird at high speeds. You can see in the photo, that in this area significantly stronger aluminum alloys were being installed than in the remainder of the outer skin of the fuselage. One remembers the crash of Pan Am over Lockerbie. It was a large segment of the cockpit that due to the special architecture survived the crash in one piece. In the case of flight MH 017 it becomes abundantly clear that there also an explosion took place inside the aircraft.
Tank destroying mix of ammunition
Bullet holes in the outer skin
So what could have happened? Russia recently published radar recordings, that confirm at least one Ukrainian SU 25 in close proximity to MH 017. This corresponds with the statement of the now missing Spanish controller ‘Carlos’ that has seen two Ukrainian fighter aircraft in the immediate vicinity of MH 017. If we now consider the armament of a typical SU 25 we learn this: It is equipped with a double-barreled 30-mm gun, type GSh-302 / AO-17A, equipped with: a 250 round magazine of anti-tank incendiary shells and splinter-explosive shells (dum-dum), arranged in alternating order. The cockpit of the MH 017 has evidently been fired at from both sides: the entry and exit holes are found on the same fragment of it’s cockpit segment!
Now just consider what happens when a series of anti-tank incendiary shells and splinter-explosive shells hit the cockpit. These are after all designed to destroy a modern tank. The anti-tank incendiary shells partially traversed the cockpit and exited on the other side in a slightly deformed shape. (Aviation forensic experts could possibly find them on the ground presumably controlled by the Kiev Ukrainian military; the translator). After all, their impact is designed to penetrate the solid armor of a tank. Also, the splinter-explosive shells will, due to their numerous impacts too cause massive explosions inside the cockpit, since they are designed to do this. Given the rapid firing sequence of the GSh-302 cannon, it will cause a rapid succession of explosions within the cockpit area in a very short time. Remeber each of these is sufficient to destroy a tank.
What “mistake” was actually being committed – and by whom?
Graze on the wing
Because the interior of a commercial aircraft is a hermetically sealed pressurized chamber, the explosions will, in split second, increase the pressure inside the cabin to extreme levels or breaking point. An aircraft is not equipped for this, it will burst like a balloon. This explains a coherent scenario. The largely intact fragments of the rear sections broke in mid air at the weaker points of construction most likely under extreme internal air pressure. The images of the widely scattered field of debris and the brutally damaged segment of cockpit fit like hand in glove. Furthermore, a wing segment shows traces of a grazing shot, which in direct extension leads to the cockpit. Interestingly, I found that both the high-resolution photo of the fragment of bullet riddled cockpit as well as the segment of grazed wing have in the meantime disappeared from Google Images. One can find virtually no more pictures of the wreckage, except the well known smoking ruins.
If you listen to the voices from Washington now who speak of a “potentially tragic error / accident”, all that remains is the question of what might have been the nature of this “mistake” perpetrated here. I am not given to hover long in the realm of speculation, but would like to invite others to consider the following : The MH 017 looked similar in it’s tricolor design to that that of the Russian President’s plane. The plane with President Putin on board was at the same time ”near” Malaysia MH 017. In aviation circles “close” would be considered to be anywhere between 150 to 200 miles. Also, in this context we might consider the deposition of Ms. Tymoshenko, who wanted to shoot President Putin with a Kalashnikov.
But that this remains pure speculation. The shelling of the cockpit of air Malaysia MH 017, however, is definitely not speculation. Global Research