29.9.14

Frente Nacional representada no Senado francês

France's far-right National Front (FN) party has won its first two seats in the upper house of parliament, in what party leader Marine Le Pen has described as a "historic victory".

Partial results show right-wing parties are gaining control of the Senate, with final results expected on Monday.

It comes after a strong showing by the far right in European elections in May.

It will be seen as another blow for President Francois Hollande, whose popularity has hit record lows.

Half of the Senate's 348 seats are elected by regional officials across the country every three years.
Gains on the right
"There is only one door left for us to push and it is that of the Elysee [presidential palace]," said Stephane Ravier, one of the two newly elected FN senators.

French far-right leader Marine Le Pen waves as she leaves after addressing a youth summer congress of the Front National (FN) far-right party , on 7 September 2014, in Frejus, southern France National Front leader Marine Le Pen hailed the party's unprecedented winning of Senate seats

Meanwhile, FN leader Marine Le Pen said the results were "beyond what we hoped for".

Partial results indicate that the UMP party of former President Nicolas Sarkozy and its centre-right ally, the UDI party, may have gained a majority of between 10 and 20 seats.

President Hollande's Socialist party still controls the National Assembly, or lower house.

But the BBC's Lucy Williamson in Paris says this result could add further delays and obstacles to his economic plans for the nation.

It could add pressure on him to prove that those plans - which have already divided his own party - can bring results, she adds.

Recent opinion polls suggest President Hollande has become the most unpopular French president in modern times.

He has been hit by a recent cabinet revolt over austerity measures and criticised in a book by former first lady Valerie Trierweiler, who claimed the Socialist leader despised the poor, labelling them "the toothless ones".

The president has vehemently denied the allegation.  BBC

O Afganistão tem um novo Presidente

Ashraf Ghani has been sworn in as Afghanistan's president in a ceremony at the presidential palace in Kabul.

It comes after six months of deadlock amid a bitter dispute over electoral fraud and a recount of votes.

Under a US-brokered unity deal Mr Ghani takes over the presidency and runner-up Abdullah Abdullah can nominate a figure with prime-ministerial powers.

The Taliban have described the deal as a "US-orchestrated sham" but Mr Ghani hailed it as a "big victory".

Mr Ghani took an oath to abide by the constitution at the swearing-in ceremony attended by up to 100 dignitaries.

He said he would work for long-term peace, promised to tackle corruption and said constitutional changes were needed.

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Analysis: David Loyn, BBC News, Kabul
In his long first speech after being sworn in as the new Afghan president, Ashraf Ghani promised reform, development, an end to poverty, measures against corruption, and a clean-up of the judiciary.

But he knows that he can do nothing without security. In a year when the Taliban are conducting their biggest offensives since they fell from power in 2001, he said Afghan people were tired of war and wanted peace.

He talked about the crisis in Syria and Iraq, and said that Afghanistan was an Islamic country that understood about jihad after Islamic guerrillas defeated the Russians in the 1980s. He said the country did not need any lessons from foreign fighters.

The former World Bank economist has ambitious plans for change, but now needs to make his coalition work, with his defeated election rival Abdullah Abdullah.

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He has praised the country's "first democratic transfer of power" and has also spoken warmly of his rival, and now partner in government, Dr Abdullah.

Dr Abdullah, who takes on the newly created role of chief executive, said the two leaders would work together "for a better future with trust and honesty".

Earlier outgoing President Hamid Karzai, who has been leader since the US-led invasion in 2001, called for people to support the new government.

The BBC's David Loyn in Kabul says security in the capital is tight, with few people on the streets and shops closed.  BBC

28.9.14

Bissau: Dois dias de luto nacional

O excesso de bagagens associado à superlotação de passageiros terá sido uma das causas que provocou  sexta-feira a morte de 22 pessoas na sequência da detonação de mina anti-tanque por uma viatura de transporte público “Mercedes – Gri-Gri” na localidade de Nkagha, a 15 quilómetros da cidade de Bissorã, no norte da Guiné-Bissau.
Conforme os dados avançados pelas autoridades setoriais, cerca de 15 pessoas morreram no local do acidente e duas outras que não conseguiram resistir aos ferimentos acabaram por morrer já no Centro de Saúde do setor.
Os repórteres do Jornal “O Democrata” deslocaram-se este sábado à localidade onde ocorreu o acidente. De acordo com diferentes testemunhas recolhidas no local, a viatura pisou a mina quando tentava fazer a ultrapassagem com uma outra viatura no sentido contrário. Devido as condições da estrada em terra batida, o condutor da viatura acidentada desviou-se do caminho e acabou por ativar o engenho que ali se encontrava desde a época da guerra da libertação nacional.
A mina, além de ceifar vidas dos passageiros, destruiu totalmente a viatura e deixou 19 feridos que foram evacuados para o Hospital Nacional “Simão Mendes” em Bissau.
Um ancião da povoação de Nkagha, a localidade onde ocorreu o acidente – entre Bissorã e N’cheia – contou aos repórteres d’O Democrata que antes do acidente, algumas viaturas haviam passado com passageiros no mesmo troço inclusive a própria viatura sinistrada.
O diretor do Centro de Saúde de Bissorã, Enço Severino Mendes da Costa explicou a nossa reportagem que o Centro não tem a capacidade de resposta da situação daquele género, pelo que optou-se pela evacuação dos feridos para Bissau.
A nossa reportagem constatou em Bissorã a presença de seis sobreviventes que, de acordo com o médico, estão fora de perigo de vida. Das seis pessoas internadas no Centro de Saúde de Bissorã, encontram-se duas crianças (uma de cinco meses e a outra de seis anos), três mulheres e um homem que estava sentado na cadeira ao lado do condutor. O Democrata apurou que o condutor saiu ileso do incidente.
Segundo um dos elementos do Sindicato de Motoristas de Bissorã, o facto de a viatura sinistrada não se ter passado na estação do embarque não permitiu determinar o número exato de passageiros que se seguiam naquela viatura. As autoridades setoriais não conseguiram igualmente determinar o número total  dos passageiros.
A viatura, de acordo com uma fonte junto da Polícia do Setor, se encontrava estacionada frente ao Comissariado e foi ali onde os passageiros embarcaram.
O governador da região de Oio, Domingos Martinho Brandão numa declaração a nossa reportagem lamentou o sucedido e aproveitou a ocasião para endereçar as condolências às famílias. Informou que as autoridades decidiram decretar três dias de luto regional em homenagem às vítimas da tragédia.
Entretanto, o governo central acaba de decretar dois dias de luto nacional, domingo e segunda-feira.

Por: Assana Sambú, no jornal O Democrata

Bissau: O narcotráfico intensifica-se

O aviso foi feito pela polícia judiciária deste país africano usado como plataforma pelo narcotráfico colombiano. O número de pessoas a passar pela Guiné-Bissau como correio de droga está a aumentar, denunciou ontem o director nacional adjunto da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau.

Apesar de a PJ ter feito apenas dez apreensões desde o início do ano a pessoas que transportavam estupefacientes no aeroporto de Bissau, para Faustino Aires dos Reis, citado pela Lusa, as evidências apontam para uma tendência.

"Com a dificuldade de transporte de droga de outras partes do mundo para chegar ao destino real", em grandes quantidades e passando pela Guiné-Bissau, "aumentou a percentagem dos correios" que levam quantidades mais reduzidas, referiu.

Segundo explicou, o narcotráfico de grande escala está inibido devido à vigilância crescente, que envolve autoridades internacionais e ganhou mediatismo em 2013, com a detenção do antigo chefe da marinha guineense, Bubo na Tchuto, apanhado ao largo de Cabo Verde por uma brigada de combate ao tráfico de droga dos Estados Unidos.

O contra-almirante era considerado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como o principal narcotraficante na Guiné-Bissau. Em Abril de 2010, os EUA congelaram os bens de Bubo Na Tchuto e do chefe de Estado-Maior da Força Aérea da Guiné-Bissau, Ibrahima Papa Camará, por "desempenharem um papel significativo no tráfico de drogas".

"Se houvesse" grandes quantidades traficadas, a PJ já teria actuado, reforça Faustino Aires dos Reis. "Nós estamos atentos, embora com imensas dificuldades" ao nível dos recursos disponíveis, reconheceu o director nacional adjunto. A Polícia Judiciária mostrou hoje mais de um quilo de cocaína apreendida a três jovens que, na terça-feira, entraram no país pelo aeroporto de Bissau.

A droga estava enrolada em pequenos casulos de plástico: um dos suspeitos ingeriu 29, os outros dois traziam no corpo cerca de 80 cada um. Também esta semana, uma outra pessoa foi detida com 27 quilos de liamba em plena capital, com a erva carregada em fardos também hoje exibidos. O mesmo homem, oriundo do sul do país, para além de negociar liamba, levava cocaína para a área de residência. Os três estão sujeitos a prisão preventiva, anunciou a PJ.

Já esta semana, o Ministério da Administração Interna (MAI) da Guiné-Bissau anunciou a detenção de uma pessoa e a apreensão de 47 quilos de liamba e viaturas pertencentes a uma rede de tráfico de droga que operava por terra. Há meses que as autoridades norte-americanas de luta antidroga vêm advertindo que a guerrilha colombiana está envolvida no narcotráfico na Guiné-Bissau.

Estas acusações foram reiteradas recentemente por responsáveis norte-americanos durante uma audiência na Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado dos Estados Unidos. Durante uma audiência sobre este tema, diversos peritos afirmaram haver a necessidade de os países europeus darem uma maior contribuição para o combate a esse tráfico.

Michael Braun, que até recentemente foi director de operações da Agência de Combate à Droga (DEA), disse que a Europa "está à beira de uma catástrofe de abuso e tráfico de drogas semelhante àquela que os Estados Unidos sofreram há 30 anos atrás".

Braun e outros peritos que compareceram perante a comissão disseram que a situação se deverá deteriorar. Os riscos de traficar cocaína para Europa são agora menores do que para os Estados Unidos, os lucros maiores e a procura futura deverá aumentar, acrescentaram.

O actual chefe de operações da DEA, Thomas Harrigan, declarou que "traficantes colombianos e venezuelanos" estão "enraizados" na África ocidental e cultivaram relações de longo prazo com redes criminosas africanas para facilitar as suas actividades na região. Ionline com Agência Lusa

Bissau: Mina anti-colonial mata numerosos guineenses

Dezasseis mortos é o balanço provisório do número de vítimas da explosão de um viatura de transporte misto, que efectuava a ligação entre Bissorã e Encheia, no norte da Guiné-Bissau.

Segundo testemunhos locais, a viatura foi "pulverizada", quando circulou sobre um engenho explosivo (provavelmente uma mina anti-tanque, a que também chamávamos de anti-carro), do período da guerra colonial, que ficou exposta na sequência das chuvas torrenciais que assolam a região.

Em 2007, o Centro de Acção de Anti-Minas (CAMI), responsável pelas operações de desminagem, baseado nos mapas das zonas minadas durante a Guerra de 7 de Junho de 1998, anunciara que as 103 409 minas anti-pessoais tinham sido desactivadas, alertando, todavia, para a existência no interior do país de milhares de minas anti-pessoais e engenhos explosivos que remontam à guerra da independência que decorreu entre 1963 e 1974.

SET2014; DO BLOGUE BISSAU RESISTE, com a devida vénia.



Mina A/C TM-46, em metal, de origem russa. que eram das mais utilizadas pelos guerrilheiros do PAIGC

Quarenta anos após o final da guerra que opôs as Forças militares portuguesas ao PAIGC, uma mina A/C (muito provavelmente colocada numa zona por onde transitavam os militares portugueses) fez vítimas.


27.9.14

Destruída uma igreja arménia na Síria

DER ZOR, Syria (A.W.)—The Islamic State (also known as ISIS) destroyed the Armenian Genocide Memorial Church in Der Zor, Syria—considered the Auschwitz of the Armenian Genocide—news agencies in the Middle East reported.
The first photos of Armenian Genocide Memorial Church in Der Zor blown up by ISIS emerged on Sept. 24.
The first photos of Armenian Genocide Memorial Church in Der Zor blown up by ISIS emerged on Sept. 24.

Armenians commemorating the genocide at the Memorial Church on April 24, 2004. (Photo by Studio Ashnag)
Armenians commemorating the genocide at the Memorial Church on April 24, 2004. (Photo by Studio Ashnag)

The reports surfaced as Armenia was celebrating the 23rd anniversary of its independence on Sept. 21.
Armenia’s Foreign Minister Edward Nalbandian issued a statement condemning the destruction of the church, which housed the remains of victims of the Armenian Genocide, calling it a “horrible barbarity.”
Nalbandian called on the international community to cut the Islamic State’s sources of supply, support, and financing, and eradicate what it referred to as a disease that “threatened civilized mankind.”
The church was built in 1989-90, and consecrated a year later. A genocide memorial and a museum housing remains of the victims of the genocide was also built in the church compound.
Thousands of Armenians from Syria and neighboring countries gathered at the memorial every year on April 24 to commemorate the genocide.
Hundreds of thousands of Armenians perished in Der Zor and the surrounding desert during the genocide. In the summer of 1916 alone, more than 200,000 Armenians, mostly women and children, were brutally massacred by Ottoman Turkish gendarmes and bands from the region.
Commemorating the genocide at the Memorial Church in Der Zor. (Photo by Studio Ashnag)
Commemorating the genocide at the Memorial Church in Der Zor. (Photo by Studio Ashnag)

 
 

26.9.14

Três anos de guerra contra Estado Islâmico

MPs will vote later on whether the UK should join US-led air strikes on Islamic State (IS) in Iraq.

The Tories, Liberal Democrats and Labour all back action, which the coalition says is legal because it was requested by the Iraqi government.

In an interview with political magazine The House, Defence Secretary Michael Fallon said the campaign could be a "long haul" of "two to three years".

IS has seized large parts of Iraq and Syria in recent months.

The group, also known as Isis or Isil, has used tactics that have included beheadings of soldiers, Western journalists and aid workers.

It could have as many as 31,000 fighters in Iraq and Syria, according to the CIA.

The UK government is not proposing any involvement in air strikes on Syria.

London anti-war protests

On Thursday, about 250 people protested outside the gates of Downing Street against the possibility of military action in Iraq.

Some MPs also oppose the military action.

Labour's Diane Abbott, Jeremy Corbyn and John McDonnell signed a letter to the Guardian which said bombing Iraq would "only exacerbate the situation".

"We urge the government to rule out any further military action in Iraq or Syria," they said.

The Commons has been recalled from its four-week break for the Scottish independence referendum and party conferences to deal with the developing situation.

Prime Minister David Cameron will open the debate at 10:30 BST (09:30 GMT) - it is expected to last seven hours.

The government does not have to seek the approval of MPs to commence military action, but it has become customary to do so since this first happened over the Iraq war in 2003.

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Analysis
by Jonathan Beale, defence correspondent

Six RAF Tornados in Cyprus have been ready to carry out air strikes for weeks. Their laser-guided bombs and missiles will be loaded and armed soon after Parliament gives the green light.

The Tornados have already been flying reconnaissance missions over Iraq and will have identified potential targets. But some of the obvious ones, like command and control centres, will have already been hit by US war planes which have been launching strikes for the past month.

The focus of their attacks have now switched to Syria itself. So the RAF will also be looking for targets of opportunity - such as IS fighters and vehicles on the move.

The expected intervention of the UK will not be a game-changer. During military intervention against Libya in 2011, the RAF had three times as many war planes involved. But the fight against IS will be more like a marathon than a sprint.

And the longer it goes on, IS will adapt its tactics, and airstrikes will inevitably become less potent.

Middle East map

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Black market
Its motion specifically rules out any attacks on IS in Syria, following the Commons' rejection of joining in air strikes in that country last year. Any action there would require a separate vote.

Downing Street said UK forces could join the bombing of targets in Iraq after the Iraqi minister of foreign affairs wrote to the United Nations seeking international assistance.

Speaking on BBC Radio 4's Today programme, Foreign Secretary Philip Hammond said: "The plan is to provide air support to the Iraqi government, alongside our allies - the US, France and an increasing number of Arab countries who are going to take part."

On Thursday, Mr Hammond had reiterated that any ground campaign against IS would not involve UK troops.

The US began a series of air strikes in Iraq last month, and on Monday it began attacks on targets in Syria.

Pentagon spokesman Rear Admiral John Kirby said the purpose of the Syria strikes was "not necessarily to kill militants" but to destroy the facilities - including oil refineries - which were funding IS through the black market.

Jets from Saudi Arabia and the United Arab Emirates have joined US forces in the attacks, and the US says more than 40 countries have offered to join the anti-IS coalition.  BBC