31.10.14

Burkina: Compaoré fugiu para a Costa do Marfim

Alors que l'armée se divise pour déterminer qui dirigera la transition au Burkina, le chef de l'État démissionnaire et en fuite, Blaise Compaoré s'est réfugié à Yamoussoukro, en Côte d'Ivoire, selon ses proches.
Blaise Compaoré a quitté le palais présidentiel de Kosyam, à Ouagadouou, hier en début d'après-midi, au moment où le communiqué annonçant sa démission était lu à la télévision. Son entourage affirmait alors qu'il partait en direction de Pô, son fief situé dans le sud du pays.
Une source proche du convoi explique que ce dernier n'a jamais atteint Pô par la route nationale. Il a bifurqué dans la brousse juste avant l'arrivée à Nobéré, situé à 45 km de Pô. La foule l'y attendait et les gardes de Compaoré ont préféré éviter l'affrontement.
En contact permanent avec le président ivoirien, Blaise Compaoré et ses accompagnateurs ont attendu dans une zone non-habitée l'hélicoptère envoyé par Alassane Ouattara jusque dans le milieu de l'après-midi.
Réfugié à Yamoussoukro
C'est ensuite à Yamoussoukro que les autorités ivoiriennes ont emmené Blaise Compaoré pour le mettre à l'abri, où il se trouvait ce matin, selon des sources proches de l'ex-président burkinabè.
Le lieutenant-colonel Isaac Zida, qui semble de plus en plus être le nouvel homme fort du Burkina, a également affirmé dans la nuit que l'ancien président en fuite était "en sécurité" et que "son intégrité physique et morale était respectée".
L'épouse de Blaise Compaoré, Chantal, serait déjà depuis plusieurs jours en Côte d'Ivoire, où elle est née.


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30.10.14

Presidente do Burkina está por um fio

23h00 - Blaise Compaoré s'est exprimé ce soir sur une chaîne de télévision privée, Canal 3. Il annonce dissoudre le gouvernement pour installer un nouveau gouvernement de transition. Il affirme vouloir terminer son mandat et remettre le pouvoir au président démocratiquement élu. Il appelle l'opposition à la négociation. Suite aux déclarations précédentes de l'Etat major des armées, il demeure difficile de savoir qui détient le pouvoir ce soir au Burkina.
20h40 - La situation est confuse ce soir à Ougadougou. L'armée semble avoir la main, après l'annonce faite par le chef d'Etat major de dissoudre le gouvernement et de mettre en place un organe transitoire. Blaise Compaoré est aux abonnés absents depuis le début de la journée. Le nombre précis de victimes n'a pas été communiqué et l'opposition n'a pas réagi officiellement à l'annonce de l'armée.
20h02 - Une déclaration du Chef d'État-major général des armées du Burkina, Honoré Nabéré Traoré, annonce la dissolution de l'Assemblée nationale ainsi que du gouvernement. Un organe transitoire sera mis en place pour assurer un retour à la normale dans un délai de 12 mois, ajoute-t-il encore. Enfin, un couvre-feu est décrété sur toute l'étendue du territoire de 19h à 6h à compter de ce jour.


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29.10.14

Morreu o presidente da Zâmbia

Zambian President Michael Sata has died at the age of 77 after receiving treatment for an undisclosed illness, the government says.

President Sata, who was being treated in the UK, died in London's King Edward VII hospital on Tuesday night.

Media said that he died after "a sudden onset [of] heightened heart rate".

It is not immediately clear who will succeed the president. The issue may be decided by the Zambian cabinet which meets on Wednesday morning.

"It is with a heavy heart that I announce the passing on of our beloved president," cabinet secretary Roland Msiska said on national TV.

He said that Mr Sata's wife and son were at his bedside.

"I urge all of you to remain calm, united and peaceful during this very difficult period," Mr Msiska added.

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Obituary: Penny Dale, BBC's former Zambia correspondent
Gravelly-voiced as a result of years of chain-smoking, Michael Sata rose to political prominence in the 1980s. He quickly earned a reputation as the hardest-working governor while in charge of Lusaka and as a populist man of action. But he was also known for his authoritarian tendencies, an abrasive manner and a sharp tongue - and his critics say his nickname of "King Cobra" was well-deserved.

A devout Catholic, Mr Sata had worked as a police officer, railway man and trade unionist during colonial rule. After independence, he also spent time in London, working as a railway porter, and, back in Zambia, with a taxidermist company.

On the fourth attempt, Mr Sata won presidential elections in 2011. At first he looked as if he would keep promises to tackle corruption and create jobs and prosperity. But his term in office was marred by a crackdown on political opposition and a decline in the economy.

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28.10.14

O resultado final da Frelimo foi de 57 por cento

Maputo - A Frelimo, partido no poder em Moçambique, e o seu candidato presidencial Filipe Nyusi conquistaram cerca de 57 porcento dos votos válidos nas eleições gerais de 15 de outubro, segundo os resultados oficiais provisórios das 11 províncias do país.
De acordo com analistas, estes resultados representam uma margem "substancialmente inferior" aos 60 porcento que se esperava no início do apuramento dos resultados.
Enquanto isso, Afonso Dhlakama, líder da Renamo, antigo movimento rebelde e atual principal partido da oposição em Moçambique, conquistou mais de 36 porcento dos votos, mais do que o dobro dos 16 porcento obtidos nas presidenciais de 2009.
Por seu turno, o terceiro candidato, Daviz Simango, líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior partido da oposição, obteve 6,5 porcento, contra os nove conquistados em 2009.
Resultados presidenciais das 11 províncias:
Filipe Nyusi (Frelimo) – 2.744.066 votos (57,14 porcento)
Afonso Dhlakama (Renamo) – 1.747.093 votos (36,38 porcento)
Daviz Simango (MDM) – 311.358 votos (6,48 porcento)
Nas legislativas, a Frelimo também venceu com a mesma margem que o seu candidato (57 porcento), uma queda acentuada comparativamente a 2009, quando obteve 75 porcento.
A Renamo conquistou um terço dos votos, enquanto o MDM obteve pouco mais de nove porcento. Os restantes 27 partidos da oposição que também concorreram no escrutínio não conseguiram todos um único assento parlamentar.
Resultados das legislativas:
Frelimo – 2.473.938 votos (57,06 porcento)
Renamo – 1.46.289 votos (33,84 porcento)
MDM – 394.458 votos (9,1 porcento)
Estes resultados não incluem os dois círculos eleitorais da comunidade moçambicana residente no estrangeiro, onde foram recenseados 88 mil e 820 eleitores.
Os cálculos realizados com base nestes dados indicam que o futuro Parlamento poderá incluir 142 deputados da Frelimo, 89 da Renamo e 19 do MDM.
O atual Parlamento consta de 191 deputados da Frelimo, 51 da Renamo e oito do MDM, o que significa que, a confirmar-se os novos resultados, a Frelimo perde 49 assentos, enquanto a Renamo e o MDM ganham respetivamente 38 e 11 deputados.
Até finais de 2013, a Frelimo dizia ter atingido a cifra de mais de quatro milhões de membros. Contudo, menos de dois milhões e 500 mil eleitores votaram a favor do partido no poder nestas eleições da semana passada e dois milhões e 750 mil a favor do seu candidato presidencial.
Assim, os analistas concluem que o número de membros da Frelimo ou está "inflacionado" ou então cerca de um milhão e 500 mil militantes seus não votaram no partido.
Os resultados do apuramento provincial ainda não são definitivos, pois ainda carecem de uma confirmação da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que, atualmente, está na fase de requalificação de todos os votos considerados inválidos nas mesas de voto.
Porém, a experiência anterior faz antever que poderão ser resgatados cerca de 10 a 20 porcento dos votos que terão sido rejeitados por um excesso de zelo dos membros das mesas de voto, quando, na  verdade, os eleitores manifestaram claramente a sua intenção de voto.
A requalificação vai alterar o número de votos de cada um dos três candidatos, devendo suceder o mesmo com os três partidos, mas não por uma margem muito significativa.
Mas a CNE tem ainda pendente a investigação sobre todas as alegacões de irregularidades e fraudes.
Se ela decidir anular os resultados dos editais que foram claramente adulterados e que revelam índices de participação impossíveis tais como 90, 95 ou mesmo 100 porcento, isso poderá alterar significativamente o resultado final. Panapress

27.10.14

Dilma Rousseff foi reeleita

President Dilma Rousseff has promised to re-unite Brazil after narrowly winning re-election to a second term in office with 51.6% of the vote.

She said "dialogue" would be her top priority after a bitterly fought campaign against centre-right candidate Aecio Neves, who got 48.4% of the vote.

In her victory speech, Ms Rousseff said she wanted to be "a much better president than I have been until now".

She said she understood she had to "make the big changes society demands".

She faced mass protests last year against corruption, record spending on the football World Cup and poor services.

Ms Rousseff, who has been in power since 2010, is popular with poor Brazilians thanks to her government's welfare programmes.
Political reform
But the vote split Latin America's biggest country almost evenly in two, along lines of social class and geography.

A supporter of Dilma Rousseff celebrates the election results in a hotel in Brasilia on 26 October, 2014 After an acrimonious and closely fought campaign, Rousseff supporters were clearly relieved to have won

A supporters of Aecio Neves reacts to the results of the elections in Belo Horizonte on 26 October, 2014 Mr Neves's supporters saw their chance of ousting the PT from power vanish for another term

The president said that during the campaign "the word repeated most often was change and the idea most often invoked was reform".

"Sometimes in history, close outcomes trigger results more quickly than ample victories," she said.

"It is my hope, or even better, my certainty that the clash of ideas can create room for consensus, and my first words are going to be a call for peace and unity," she told a cheering crowd in the capital, Brasilia.

"Instead of widening differences and creating a rift, I have the strong hope that we can use this energy to build bridges."

She also thanked her supporters, especially her political mentor and predecessor in office, Luiz Inacio Lula da Silva.

Dilma Rousseff celebrates with Brazil's former President Luiz Inacio Lula da Silva at a news conference in Brasilia, Brazil, Sunday, October 26, 2014 Ms Rousseff thanked her political mentor and predecessor Luiz Inacio Lula da Silva

"I thank from the bottom of my heart our number one militant, President Lula."

Her Workers' Party (PT), which has been in power since 2002, will now govern for another four-year term starting on 1 January 2015, but with a considerably weaker mandate than before.

The divided nature of the vote was palpable in Sao Paulo, where disappointed supporters of Mr Neves chanted "Kick the PT out!" while PT voters waved flags and celebrated in the streets.

Mr Neves admitted defeat and thanked the "more than 50 million Brazilians who voted for the path to change".

He said that the "overriding priority is to unite Brazil around an honourable programme worthy of all Brazilians".  BBC

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Analysis: Wyre Davies, BBC News, Rio de Janeiro

This has been the tightest of contests, but in re-electing Dilma Rousseff, Brazilians have opted for continuity, backing a system and a party that has brought economic growth and generous welfare programmes that have elevated tens of millions of Brazilians out of extreme poverty.

The centrist, business-friendly candidate Aecio Neves had pushed Dilma Rousseff hard - his experience as a successful state governor persuading many Brazilians that he could modernize and rationalize what, in recent years, has been a struggling economy.

Brazil looks and feels divided. Whereas Dilma Rousseff did well in the poorer northern states, her opponent took many of the wealthier and more developed southern parts of Brazil.

The challenges facing Dilma Rousseff are huge. International markets are nervous about the high level of government intervention in the economy. Many of those Brazilians whose lives have improved in recent years want more - especially services including better health education and a reduction in Brazil's chronic levels of crime.

Grandes especulações sobre a Al Qaeda

PARIS (AFP) - Osama Bin Laden foi tratado em julho de 2001 no hospital americano em Dubai, onde se encontrou com um responsável da CIA, o jornal diário francês, Le Figaro e a Rádio França Internacional (RFI) informaram nesta quarta-feira.
As duas mídias citaram “uma testemunha, profissional parceiro da direção administrativa do hospital”, como uma confirmação de que o homem que os Estados Unidos suspeitam de ter financiado os atentados de 11 de setembro chegou a 04 de julho em Dubai, em avião vindo de Quetta, do Paquistão.

Osama foi imediatamente transferido para o hospital para um tratamento renal (Hemodiálise). Ele deixou o estabelecimento em 14 de julho, acrescenta o jornal francês Le Figaro.
Durante essa estadia, relata o jornal diário, o representante local da CIA foi visto entrando na sala de Bin Laden. “Poucos dias depois, o homem se gabou de ser da CIA na frente de alguns amigos e que ele tinha visitado o bilionário saudita“. De acordo com o Le Figaro e a RFI que cita uma “fonte autorizada”, o representante da CIA foi chamado a Washington em 15 de julho.
Bin Laden é procurado pelos Estados Unidos alegadamente por terrorismo desde os atentados contra as embaixadas americanas do Quênia e na Tanzânia em 1998. Mas as ligações de Osama com a CIA são mais velhos e voltam para o tempo em que Bin Laden participou do combate no Afeganistão a serviço da CIA contra as forças soviéticas da antiga URSS.
De acordo com o jornal Le Figaro, Bin Laden foi acompanhado em Dubai por seu médico pessoal e fiel tenente, identificado como o egípcio Ayman Al-Zawahiri, por guarda-costas, e um enfermeiro argelino. Osama foi tratado pelo urologista Dr. Terry Callaway, especialista em cálculos renais (problemas renais) e infertilidade masculina. Contatado por telefone em várias ocasiões, o médico não quis responder a perguntas.
Várias fontes já tinham dado um relatório sobre uma grave infecção renal de Bin Laden (esta foi a causa de sua morte no final de 2001), que instalou uma máquina de diálise móvel no seu covil afegão de Kandahar, durante o período dos seis primeiro meses de 2000, de acordo com “fontes autorizadas”, citado pelo jornal diário francês e RFI.
Bin Laden morreu em 2001, e os ataques às Torres Gêmeas foram um trabalho interno do governo americano

23.10.14

Derrube de Khadafi provocou o caos

Le 20 octobre 2011 chutait Mouammar Kadhafi. Trois ans plus tard, nombre de Libyens sont déçus, tant le pays est plongé dans le chaos et livré aux milices.
Le 23 octobre 2011, trois jours après la capture et la mort de Mouammar Kadhafi, les autorités de transition avaient proclamé la "libération totale" du pays, au terme de huit mois de conflit. À la veille du troisième anniversaire de cette déclaration, les autorités n'ont pourtant annoncé aucun programme pour fêter cette journée désormais fériée en Libye.

Et pour cause : le contexte ne s'y prête guère. Des combats meurtriers font rage à Benghazi comme dans l'ouest du pays entre des forces pro-gouvernementales et des milices rivales. "Quand on a annoncé la libération du pays, on avait pour ambition de devenir un nouveau Dubaï grâce aux revenus du pétrole. Aujourd'hui, nous craignons un scénario à la somalienne ou à l'irakienne", déplore Mohmamed al-Karghali, un instituteur de 39 ans ayant participé à la rébellion de 2011.
La dégradation de la sécurité a été nourrie par l'impunité
De nombreux Libyens avouent même regretter le passé. "Les conflits régionaux, idéologiques et tribaux sont pires que le règne du dictateur" Kadhafi, lance Salah Mahmoud Al-Akouri, un médecin de Benghazi. "Un certain nombre de Libyens songent à l'ancien régime malgré la haine qu'il portent à Kadhafi".
Si la guerre de 2011 a coûté la vie à des milliers de Libyens, les violences post-révolution ont été tout autant meurtrières, souligne l'expert militaire Suleiman al-Baraassi. Pour cet ancien officier, la dégradation de la sécurité a été nourrie par l'impunité. Les autorités de transition ont en effet échoué à former une armée et une police professionnelles, s'appuyant plutôt sur des milices, formées par les ex-rebelles sur des bases idéologiques, tribales, régionales voire criminelles.
Khalifa Haftar, général de la controverse
Devenue le fief des islamistes radicaux, Benghazi a été la plus affectée par les violences qui ont visé les services de sécurité, les journalistes, les activistes politiques ainsi que des intérêts occidentaux. La ville désertée par les représentations diplomatiques, est tombée en juillet aux mains de milices islamistes qui en ont chassé les forces pro-gouvernementales.

Près d'une centaine de personnes ont été tuées la semaine dernière dans une nouvelle offensive lancée par des forces loyales à l'ex-général Khalifa Haftar, dans une nouvelle tentative de reconquérir la ville. Cet homme controversé avait été accusé par les autorités de transition de fomenter un coup d'État lorsqu'il avait lancé en mai une opération contre les islamistes. Mais celles-ci ont finalement décidé de l'appuyer après avoir perdu tout contrôle sur le pays.
Même la capitale est tombée
La capitale Tripoli est en effet tombée à son tour fin août aux mains d'une coalition de milices, à l'issue de plusieurs semaines de combats meurtriers contre les milices pro-gouvernementales de Zentan. L'offensive menée par Fajr Libya, coalition de milices de Misrata et des islamistes, est intervenue peu avant la prise de fonction du nouveau parlement dominé par les anti-islamistes et issu des élections du 25 juin.
Le gouvernement et le parlement reconnus par la communauté internationale ont mécaniquement été contraints de s'exiler à l’extrême-est du pays, tandis que leurs rivaux formaient un gouvernement parallèle à Tripoli.
Affrontements tribaux au Sud
Le sud du pays est aussi le théâtre d'affrontements tribaux dans le cadre d'une lutte d'influence pour le contrôle de la contrebande dans le désert. Les espoirs d'un essor économique et d'une transition démocratique paisible se sont ainsi évanouis dans ce riche pays pétrolier, où les combats détruisent quotidiennement ce qui reste d'infrastructures déjà vétustes.
L'universitaire Mohamed al-Kawach met en cause la communauté internationale, en particulier les pays ayant participé aux opérations aériennes qui ont accéléré la chute de Kadhafi. Ils ont "abandonné la Libye" et ne l'ont pas "aidée à se reconstruire", accuse-t-il.
Il est vrai qu'il n'y a pas de quoi être rassuré par les déclarations du secrétaire général de l'ONU, Ban Ki-moon, qui s'est récemment rendu à Tripoli : "Soyons clairs: sans un arrêt immédiat des affrontements violents et sans le rétablissement d'une paix durable, prospérité et vie meilleure seront un rêve lointain".
(Avec AFP)


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