25.11.14

Portugal: A lista negra

Oxalá houvesse um golpe, uma reviravolta, uma mudança radical da política portuguesa destes últimos nove anos, que tem sido desastrosa, apertando cada vez mais o cidadão, diminuindo-lhe o poder de compra, sobrecarregando-o de impostos. Desde que Durão Barroso partiu para Bruxelas e passou a pasta a Santana Lopes, isto tem vindo de mal a pior. Diminuíram substancialmente os prémios anuais que alguns recebiam, deixou de haver aumento de salários que ao menos acompanhassem a inflacção, cortaram-se os subsídios de férias e de Natal, elevaram-se os impostos a um nível incomportável, nomeadamente para os reformados, que chegaram a ficar com menos 420 ou 430 euros, etc. O mínimo que podemos fazer é dizer bem alto, é escrever em todos os blogs possíveis, que não concordamos com o que tem vindo a acontecer de 2003 para cá, que não gostamos da inércia do Presidente da República, que exigimos uma Salvação Nacional. Quando fez o terrível disparate de se candidatar à Presidência da República, minando a candidatura de Manuel Alegre, Mário Soares contribuiu para que Cavaco Silva chegasse a Belém, pelo que, também ele, é um dos responsáveis por este estado de coisas. Mário Soares, Cavaco Silva, José Sócrates e Pedro Passos Coelho devem fazer parte de uma lista negra, de uma lista de pessoas que nos últimos nove ou 10 anos tornaram muito mais difícil viver em Portugal. Espero bem que, a haver eleições legislativas dentro de dois anos, mais de metade dos portugueses tenha o discernimento suficiente para não votar PS nem PSD. Tão depressa nenhum destes partidos deveria ficar em posição de conseguir formar novo Governo. O balanço de ambos é altamente negativo. Jorge Heitor 14 de Fevereiro de 2013 no Blog Comunidades.Net Como escrevi isto há perto de dois anos, são agora 11 os anos ao longo dos quais temos vindo a regredir. Estamos bem pior do que em 2002 ou em 2003. Perdemos a vontade de viver. Sobrevivemo0s, com muito custo.

24.11.14

Temos vivido num pântano

De há uns 15 anos para cá, isto tem sido um pântano; vivemos na aflição. Há milhares de pessoas a ir às corridas de toiros e a fazer férias nas Américas ou na Ásia. Mas há milhões que não vão ao teatro, nem à ópera, nem ao bailado ou às livrarias. Há milhões de portugueses que não fazem férias no estrangeiro nem vão aos festivais de rock. Não nos podemos iludir com a desenvoltura de uns quantos, sete ou oito por cento da população. O que importa é que a maioria não chega a ganhar 2.000 euros e tem cada vez mais dificuldades para manter a casa e o carro. O que importa é a imensa maioria que não tem de forma alguma quatro ou cinco mil euros de reserva no banco. Enquanto houver tanta desigualdade, não podemos deixar de protestar, nem estar de acordo com nenhum partido que já tenha governado nestes últimos 15 anos e que deseje agora obter 35 ou 37 dos nossos votos. Como se os merecesse. Não nos podemos calar, pois que já sofremos demais. Jorge Heitor Outubro de 2012 no Blog Comunidades.NET

Portugal: Quinze anos de retrocesso

Existe uma tremenda desigualdade entre alguns portugueses ricos e muitos portugueses pobres. Algumas famílias têm sete vezes o rendimento de outras, o que é escandaloso. Enquanto uns auferem mais de 2.600 euros ao fim do mês, outros (pensionistas, por exemplO)nem sequer chegam aos 390, o que é verdadeiramente aflitivo. Ministros, secretários de estado, deputados e empresários vão a safaris, fazem férias na neve, conhecem Nova Iorque e o Brasil. Varredores de rua e condutores da Carris nunca passaram além dos Pirenéus e têm de se contentar muitas vezes com uma ida ao Jardim Zoológico ou à Costa da Caparica. Juízes, advogados, arquitectos assistem aos musicais em Londres e fazem cruzeiros no Mediterrâneo. A mulher da limpeza vai uns dias à terra, no Alentejo ou nas Beiras. Páginas e páginas de jornais com notícias de espectáculos. Para quem? Não será certamente para mais de meio milhão de desempregados ou para os dois milhões de portugueses que nem sequer chegam a receber 395 euros ao fim do mês. Enquanto esta situação não se resolver, o país não se pode dar por satisfeito, nem está de forma alguma a caminho do socialismo, como pretendiam alguns líricos do 25 de Abril. As grandes fortunas têm de ser taxadas a 45 %, para que o ordenado mínimo nacional vá acima dos 500 euros e para que se criem mais postos de trabalho com salários de 600, 790 ou 880 euros, de modo a que não se passe fome. Cavaco Silva, Assunção Esteves, Passos Coelho, Paulo Portas e António José Seguro têm de se preocupar muito a sério com estes problemas, sob pena de perderem por completo o respeito da Nação. Quase tudo está muito pior do que estava há oito ou há 13 anos. Este país tem vindo a retroceder, profundamente, em muitos aspectos. JH Outubro de 2012, no Blog Comunidades.Net

Sócrates: O que eu pensava há dois anos

O antigo Presidente Mário Soares quer novo Governo, mas sem eleições, pois que decerto não acreditará que os seus queridos socialistas venham a ser capazes de contabilizar muito mais de 34 por cento do voto dos portugueses. Só um povo muito pouco esclarecido é que iria agora dar 36 por cento ou mais dos seus votos ao partido de Mário Soares, de José Sócrates e de Francisco Assis. O PSD já demonstrou não estar à altura das esperanças que alguns teriam depositado nele no ano passado, mas o regresso ao PS também não me parece uma boa solução, pois que temos de ter presentes muitas coisas ocorridas há três ou há quatro anos. Nem um nem outro desses partidos merecem nas presentes circunstâncias receber o voto de 33, 35 ou 36 por cento dos portugueses, sendo pois necessário procurar outras forças políticas, que ainda não tenham sido para nós uma tão grande desilusão, nesta última dúzia de anos. Ou então que se forme um Governo sobretudo de tecnocratas, uma grande coligação de competências, deixando à margem as direcções partidárias. Seja como for, não podemos continuar por mais tempo nos caminhos que temos vindo a trilhar desde o fim do século passado, pois que eles nos levaram ao desastre. Jorge Heitor Outubro de 2012

Portugal: Um país de desigualdades

Números divulgados pelo PÚBLICO em 15 de Janeiro de 2006 davam razão a uma coisa que eu já antes dissera: existe uma tremenda desigualdade entre alguns portugueses ricos e muitos portugueses pobres. Algumas famílias têm mais de sete vezes o rendimento de outras, o que é escandaloso. Enquanto uns auferem mais de 4.500 euros ao fim do mês, outros nem sequer chegam aos 500, o que é verdadeiramente aflitivo. Ministros, secretários de estado, deputados e empresários vão a safaris, fazem férias na neve, conhecem Nova Iorque e o Brasil. Varredores de rua e condutores da Carris nunca passaram além dos Pirenéus e têm de se contentar com uma ida ao Jardim Zoológico ou à Costa da Caparica. Juízes, advogados, arquitectos assistem aos musicais em Londres e fazem cruzeiros no Mediterrâneo. A mulher da limpeza vai uns dias à terra, no Alentejo ou nas Beiras Páginas e páginas de jornais com notícias de espectáculos. Para quem? Não será certamente para mais de meio milhão de desempregados ou para os dois milhões de portugueses que nem sequer chegam a receber 500 euros ao fim do mês. Enquanto esta situação não se resolver, o país não se pode dar por satisfeito, nem está de forma alguma a caminho do socialismo, como pretendiam alguns líricos do 25 de Abril. As grandes fortunas têm de ser taxadas a mais de 43%, para que o ordenado mínimo nacional vá acima dos 530 euros e para que se criem mais postos de trabalho com salários de 580, 600, 790 euros, de modo a que não se passe fome. Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho e outros políticos têm de se preocupar com estes problemas, sob pena de merecerem o desprezo da maioria da Nação e ninguém mais os poder ver à frente. Jorge Heitor 16 de Março de 2013 no Blog Comunidades.Net

Tunísia: A caminho da segunda volta

Le premier tour de la présidentielle tunisienne s'est tenu dimanche avec un taux de participation d'environ 64 %. Selon les premières estimations à la sortie des urnes, Béji Caïd Essebsi devance Moncef Marzouki et les deux rivaux devront donc se départager lors d'un second tour prévu le 28 décembre. Les résultats préliminaires du premier tour de la présidentielle ne seront annoncés que le 26 novembre, mais les Tunisiens savent déjà que la seconde et dernière manche du scrutin se jouera le 28 décembre entre Béji Caïd Essebsi, fondateur de Nida Tounes, et le président sortant, Moncef Marzouki. Diverses estimations à la sortie des urnes donnent un écart d’au minimum 10 points entre les deux candidats, soit deux fois plus que les pronostics des derniers sondages avant le vote (42,6% pour BCE contre 32,7 pour Marzouki, selon Sigma Conseil, par exemple). La première élection présidentielle libre qu’a connu le pays depuis son indépendance est historique, mais elle aurait pu virer au fiasco, après une campagne électorale qui a tourné au pugilat verbal. Jusqu’en début d’après midi de dimanche, le taux de participation avoisinait les 18 %, il a fallu que les partis, mais également l’Instance indépendante Supérieure des élections (Isie), battent le rappel des électeurs pour clore la journée avec 64,4 % de taux de participation. Confirmation des législatives Les premiers résultats de la présidentielle confirment les orientations des législatives, les Tunisiens boudant Kamel Morjane et Mondher Zenaidi, figures politiques issues de l’ancien régime, mais aussi Ahmed Nejib Chebbi et Mustapha Ben Jaafar. L'avance de Béji Caïd Essebsi annonce sa probable victoire au second tour et exprime la volonté de l'électorat d’ancrer le pays dans une certaine modernité ou, à tout le moins, dans une rupture certaine avec l'époque de la troïka gouvernementale menée par les islamistes d'Ennahdha à partir d'octobre 2011. Même s'il n'arrive qu'en seconde position, Moncef Marzouki ne fait pas un mauvais résultat. Il a conduit sa campagne tambour battant, et il a surtout su capter une part de l'électorat d’Ennahdha et des membres des Ligues de protection de la révolution (LPR). Une stratégie qui ne l’a pas empêché à l’annonce des sondages de sortie des urnes de se présenter comme candidat naturel de la famille démocrate et d’appeler à un report de voix d'autres candidats en sa faveur. Hammami et Riahi à la manoeuvre Hamma Hammami, porte parole du Front Populaire et Slim Riahi, fondateur de l’Union Patriotique Libre (UPL), arrivés respectivement en troisième et quatrième position, vont pouvoir négocier leurs voix contre des charges au sein du futur gouvernement et pourraient faire définitivement pencher la balance en faveur de Béji Caïd Essebsi. Mais quelles que soient les manœuvres des prochains jours, les Tunisiens sont avant tout fiers d’avoir accompli un pas de plus vers la démocratie. Nombre d'entre eux estiment qu’une nouvelle classe politique doit émerger, mais il leur faudra attendre encore début 2015 pour tourner officiellement la page de la transition avec l'installation d'un président et d'un gouvernement issus du suffrage universel. ________ Frida Dahmani, à Tunis Lire l'article sur Jeuneafrique.com : Tunisie | Présidentielle tunisienne : vers un second tour Essebsi - Marzouki | Jeuneafrique.com - le premier site d'information et d'actualité sur l'Afrique Follow us: @jeune_afrique on Twitter | jeuneafrique1 on Facebook

23.11.14

Tunísia: Presidenciais pouco participadas

À la mi-journée, le taux de participation à la présidentielle tunisienne était de 11,85 %. Un faible intérêt de la population pour le scrutin, qui ne lui enlève pas son caractère historique. "Aujourd’hui, c’est le peuple qui parle. Plus de 10 semaines de campagne entre législatives et présidentielle, c’est lourd. Nous sommes soulagés d’en voir la fin", affirme Rafet, un cadre de banque qui s’est présenté au bureau de vote de la Cité olympique à Tunis dès 8 heures du matin. Rafet aurait pourtant pu s’éviter un réveil aux aurores. Le scrutin, pour la première élection présidentielle libre du pays, n’attire pas grand-monde. Prévu par les instituts de sondages, le faible taux de participation constaté à la mi-journée sur le territoire tunisien (11,85% selon l’Instance supérieure indépendante pour les élections - ISIE) est venu confirmé la participation totale constatée de la communauté résidente à l’étranger (16,87 %). Les Tunisiens n’ont donc pas été sensibles aux appels pressants lancés il y a quelques jours par Chawki Abid, ancien conseiller de Moncef Marzouki, qui jusqu’à la dernière minute poussait à ce que "chaque électeur choisisse le porteur de ses principes, le défenseur de ses valeurs et le projecteur de sa vision". Les jeunes, surtout, semblent être les grands absents de cette journée que beaucoup de votants qualifient néanmoins d’historique. L’un des rares électeurs de moins de vingt ans présent ce matin au bureau de la Cité olymique s’exclame : "Ces élections sont paradoxales. Les jeunes votent pour un vieux, Béji Caïd Essebsi, les bourgeois votent pour un communiste, Hamma Hammami, les islamistes votent pour un athée, Moncef Marzouki, et les prolétaires votent pour un multimilliardaire, Slim Riahi... " Une abstention qui devrait profiter à Béji Caïd Essebsi Selon certaines analyses, la démobilisation serait due au fait que le parti islamiste Ennahdha n’a donné aucune consigne de vote en se réservant la possibilité de soutenir un candidat au second tour, dût-il y en avoir un. La désaffection des urnes semble profiter à Béji Caïd Essebsi, 87 ans, qui pourrait obtenir la clé du palais de Carthage dès ce soir. Déjà annoncé en bonne position par rapport à son principal rival, le président par intérim Moncef Marzouki, il semble rallier les moins démotivés. "Le candidat que je préfère a peu de chances de passer, alors j’ai voté Caïd Essebsi", explique Meriem qui assure que "même avec un fort taux d’abstention, l’idéal serait de clore ces présidentielles dès le premier tour. Les Tunisiens sont fatigués et voudraient en finir avec l’instabilité politique." Malgré l’interdiction de sondages en sortie d’urnes décrétée par l’ISIE, les Tunisiens devraient être fixés sur le résultat du scrutin dès ce soir. Les médias ont déclaré vouloir les annoncer, estimant que l’interdiction allait à l’encontre du droit à l’information. _________ Frida Dahmani, à Tunis Lire l'article sur Jeuneafrique.com : Présidentielle tunisienne | Tunisie : faible participation à la présidentielle | Jeuneafrique.com - le premier site d'information et d'actualité sur l'Afrique Follow us: @jeune_afrique on Twitter | jeuneafrique1 on Facebook