4.3.16
Armas atómicas norte-coreanas
by VOA News March 03, 2016
North Korean leader Kim Jong Un has ordered his military to be ready to use its nuclear weapons 'at any moment,' state media have said, in what is Pyongyang's latest angry response to expanded U.N. sanctions against it.
Kim also threatened to carry out a 'preemptive attack' on North Korea's enemies, saying the current situation on the Korean Peninsula is very precarious, according to the Friday report from the Korean Central News Agency.
The North's escalated rhetoric came after the U.N. Security Council unanimously imposed tough new sanctions against Pyongyang for its recent nuclear and long-range missile tests.
North Korea often threatens nuclear strikes during times of elevated tensions. But experts question whether the North has the ability to place its nuclear weapons onto long-range missiles.
On Thursday, North Korea fired six short-range missiles off its eastern coast, according to Seoul's defense ministry, which said the projectiles flew up to 150 kilometers before landing in the sea.
3.3.16
Alda Juliana, mulher de Angola
Aquela que chegou a ser considerada uma das figuras mais carismáticas da UNITA, cuja bancada parlamentar liderou, Alda Juliana Sachiambo, é agora casada com o ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoti.
Esta aparente reviravolta diz bem do quanto o MPLA tem sabido absorver muitos daqueles que há 20 ou 30 anos militavam nas fileiras do Galo Negro, debilitando assim esse movimento ou partido político.
Alda Juliana, a que os mais próximos chegaram a chamar “Mana Aninhas”, foi até vista como aspirante à presidência da UNITA, mas ao fim e ao cabo acabaria por se unir a um homem que também chegou a ser fiel de Jonas Savimbi e que depois se foi aproximando progressivamente do poder.
Na fase intermédia, entre a sua pertença à UNITA e a adesão ao MPLA, Georges Chikoti fundou e liderou um grupo chamado Fórum Democrático Angolano.
Em 1978 Alda era a única mulher que fazia parte do Conselho da Revolução do Galo Negro, como tenente, casada na altura com o coronel Waldemares Pires Chindondo, primeiro Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA).
Acusado de rebelião contra o todo poderoso Jonas Malheiro Savimbi, o coronel Chindondo foi executado, enquanto a sua viúva subia a presidente da Liga da Mulher Angolana (Lima).
Em 1988, Savimbi formou um governo paralelo e Alda Sachiambo, agora graduada com a patente de capitã, foi indigitada para exercer as funções de ministro adjunto do Trabalho e Abastecimento.
No ano seguinte a UNITA realizou um congresso extraordinário e ela passou a Directora de Gabinete do Secretariado do Planeamento.
Meses depois dos acordos de Bicesse, negociados e assinados em Portugal, Alda Sachiambo, já na qualidade de uma das mulheres de Jonas Savimbi, integrou a caravana que acompanhou o líder rebelde na sua viagem histórica das matas até à cidade do Huambo. E esteve na tribuna dos primeiros comícios feitos pelo presidente da UNITA, ao lado de Ana Isabel Savimbi (esposa principal), de Catarina e de Sandra, outras das companheiras do chefe.
No processo de transformação da UNITA, de máquina militar em força política, Ana Sachiambo tornou-se a número dois da equipa económica, chefiada por Fátima Roque, então mulher do comendador Horácio Roque, criador do Banco Internacional do Funchal (Banif).
Mais tarde, por entre muitas outras peripécias, foi secretária provincial da UNITA no Huambo, tendo funcionado como uma espécie de contrapoder ao governador Paulo Kassoma, figura grada do MPLA.
Sequentemente, em Luanda, foi assessora política do actual presidente da UNITA, Isaías Samakuva, ao mesmo tempo que tirava o curso de Ciência Política na Universidade Agostinho Neto.
Iam-se assim esbatendo cada vez mais as velhas dicotomias entre certos quadros do Galo Negro e a Grande Família que o MPLA sempre desejou ser. Até que Alda Juliana Paulo Sachiambo deixou a liderança da principal bancada parlamentar da oposição e tratou de se unir pelo casamento ao chefe da diplomacia angolana.
À boda, em Novembro de 2011, assistiram o Presidente da República, a primeira dama, Ana Paula dos Santos, o já referido Paulo Kassoma, agora presidente da Assembleia Nacional, e uma série de notáveis da UNITA, como Ernesto Mulato, Lukamba Gato, Jaka Jamba, Marcial Dachala e José Pedro Cachiungo.
Nove meses depois, em Agosto de 2012, nas eleições gerais, o MPLA conseguiu 71,8% dos votos (e reconduziu José Eduardo dos Santos na chefia do Estado), a UNITA 18,7% e a Casa, de Abel Chivukuvuku, dissidente do Galo Negro, seis por cento.
Se acaso se mantiver a tendência para o MPLA saber aliciar por todos os meios muitos daqueles que em tempos se lhe opuseram, não será tão cedo que o MPLA deixará de ser poder em Luanda.
À UNITA continuará a caber o papel de um adversário devidamente domesticado, sempre mantido dentro de certos limites.
2.3.16
Bissau: O fundamentalismo islâmico
Três cidadãos da Guiné-Bissau estão detidos por suspeita de terem sido treinados pela Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), naquele que é o primeiro caso do género no país, disseram diferentes fontes judiciais à Lusa.
Os homens com idades entre os 25 e os 34 anos, sem profissão conhecida, foram detidos entre janeiro e fevereiro pela Polícia Judiciária (PJ) guineense por terem participado na fuga de um mauritano, condenado por terrorismo, que cumpria prisão perpétua. Durante os interrogatórios, terão relatado que foram treinados em 2009 numa base da AQMI em Kidal, norte do Mali, disse à Lusa fonte da PJ.
A Guiné-Bissau parecia estar imune à presença de grupos extremistas islâmicos que já se movimentam pela África Ocidental, mas a versão contada pelos detidos levanta, pelo menos, duas suspeitas, explica a mesma fonte da PJ.
Estes podem ter sido apenas treinados para ir combater noutro local pela causa jihadista, tal como o são pessoas de outras nacionalidades - um dos detidos terá contado que esperava que o chamassem para ser enviado para a Líbia - ou poderiam servir para angariar mais membros na Guiné-Bissau.
A investigação ainda decorre e os locais que eram frequentados pelos três homens estão sob a mira das autoridades que os consideram fundamentalistas islâmicos, sem interesse direto em luxos ou fontes de rendimento.
Ainda de acordo com os relatos dos próprios, todos terão sido convidados a juntar-se à causa jihadista pela mesma pessoa, que conheceram através de um grupo religioso islâmico de que os três faziam parte.
Cada um seguiu viagem com esse recrutador até Tambacounda, sudoeste do Senegal onde, um a um, em diferentes ocasiões, se juntaram a outros elementos para uma viagem em viaturas preparadas para atravessar o deserto.
O recrutador levava-os até meio do caminho, sendo depois intercetados por elementos da AQMI para receberem treino durante dois a seis meses em Kidal e depois regressarem ao país de origem, já com os nomes que os identificam perante a organização.
Dois destes alegados terroristas guineenses foram detidos em janeiro, quando davam guarida no leste da Guiné-Bissau a Saleck Ould Cheikh, um jihadista que tinha escapado da prisão na Mauritânia.
Treinado pela AQMI, fugiu às autoridades mauritanas a 31 de dezembro: conseguiu atravessar todo o Senegal e encontrou refúgio na Guiné-Bissau, depois de atravessar a fronteira na zona de Pirada, no leste, acredita a PJ com base nos relatos dos detidos.
Em 2011, Saleck fora condenado à morte na Mauritânia, por "atos terroristas", depois de liderar uma operação da Al Qaeda para tentar matar o presidente Mohamed Ould Abdel Aziz com um carro-bomba - e em que teve como cúmplice um nacional da Guiné-Conacri, Yusuf Galissa, que cumpre prisão perpétua em Nouakchott.
De fuga em fuga, a 19 de janeiro, o jihadista fintou uma operação da PJ guineense na zona de Bafatá, centro do país, quando alegadamente já fazia contactos para encontrar um esconderijo numa aldeia remota.
Foi perseguido pela polícia até ser detido por guardas da Guiné-Conacri, poucos metros depois de atravessar de mota, com a ajuda de cúmplices, a fronteira na zona sul, em Kandiafara.
Dos três guineenses que terão sido treinados no Mali, um ficou logo na altura detido em Bissau, outro em Conacri (onde permanece a aguardar transferência) e um terceiro elemento foi detido a 19 de fevereiro. Todos aguardam para audição por um juiz de instrução criminal que decretará as respetivas medidas de coação.
Lusa.
1.3.16
Timor: Um terço da população aniquilada
Secret documents found in the Australian National Archives provide a glimpse of how one of the greatest crimes of the 20th century was executed and covered up. They also help us understand how and for whom the world is run.
The documents refer to East Timor, now known as Timor-Leste, and were written by diplomats in the Australian embassy in Jakarta. The date was November 1976, less than a year after the Indonesian dictator General Suharto seized the then Portuguese colony on the island of Timor.
The terror that followed has few parallels; not even Pol Pot succeeded in killing, proportionally, as many Cambodians as Suharto and his fellow generals killed in East Timor. Out of a population of almost a million, up to a third were extinguished.
This was the second holocaust for which Suharto was responsible. A decade earlier, in 1965, Suharto wrested power in Indonesia in a bloodbath that took more than a million lives. The CIA reported: "In terms of numbers killed, the massacres rank as one of the worst mass murders of the 20th century."
This was greeted in the Western press as "a gleam of light in Asia" (Time). The BBC's correspondent in South East Asia, Roland Challis, later described the cover-up of the massacres as a triumph of media complicity and silence; the "official line" was that Suharto had "saved" Indonesia from a communist takeover.
"Of course my British sources knew what the American plan was," he told me. "There were bodies being washed up on the lawns of the British consulate in Surabaya, and British warships escorted a ship full of Indonesian troops, so that they could take part in this terrible holocaust. It was only much later that we learned that the American embassy was supplying [Suharto with] names and ticking them off as they were killed. There was a deal, you see. In establishing the Suharto regime, the involvement of the [US-dominated] International Monetary Fund and the World Bank were part of it. That was the deal."
I have interviewed many of the survivors of 1965, including the acclaimed Indonesian novelist Pramoedya Ananta Toer, who bore witness to an epic of suffering "forgotten" in the West because Suharto was "our man". A second holocaust in resource-rich East Timor, an undefended colony, was almost inevitable.
In 1994, I filmed clandestinely in occupied East Timor; I found a land of crosses and unforgettable grief. In my film, Death of a Nation, there is a sequence shot on board an Australian aircraft flying over the Timor Sea. A party is in progress. Two men in suits are toasting each other in champagne. "This is a uniquely historical moment," babbles one of them, "that is truly, uniquely historical."
This is Australia's foreign minister, Gareth Evans. The other man is Ali Alatas, the principal mouthpiece of Suharto. It is 1989 and they are making a symbolic flight to celebrate a piratical deal they called a "treaty". This allowed Australia, the Suharto dictatorship and the international oil companies to divide the spoils of East Timor's oil and gas resources.
Thanks to Evans, Australia's then prime minister, Paul Keating - who regarded Suharto as a father figure - and a gang that ran Australia's foreign policy establishment, Australia distinguished itself as the only western country formally to recognise Suharto's genocidal conquest. The prize, said Evans, was "zillions" of dollars.
Members of this gang reappeared the other day in documents found in the National Archives by two researchers from Monash University in Melbourne, Sara Niner and Kim McGrath. In their own handwriting, senior officials of the Department of Foreign Affairs mock reports of the rape, torture and execution of East Timorese by Indonesian troops. In scribbled annotations on a memorandum that refers to atrocities in a concentration camp, one diplomat wrote: "sounds like fun". Another wrote: "sounds like the population are in raptures."
Referring to a report by the Indonesian resistance, Fretilin, that describes Indonesia as an "impotent" invader, another diplomat sneered: "If 'the enemy was impotent', as stated, how come they are daily raping the captured population? Or is the former a result of the latter?"
The documents, says Sarah Niner, are "vivid evidence of the lack of empathy and concern for human rights abuses in East Timor" in the Department of Foreign Affairs.
"The archives reveal that this culture of cover-up is closely tied to the DFA's need to recognise Indonesian sovereignty over East Timor so as to commence negotiations over the petroleum in the East Timor Sea."
This was a conspiracy to steal East Timor's oil and gas. In leaked diplomatic cables in August 1975, the Australian Ambassador to Jakarta, Richard Woolcott, wrote to Canberra:
"It would seem to me that the Department [of Minerals and Energy] might well have an interest in closing the present gap in the agreed sea border and this could be much more readily negotiated with Indonesia ... than with Portugal or independent Portuguese Timor."
Woolcott revealed that he had been briefed on Indonesia's secret plans for an invasion. He cabled Canberra that the government should "assist public understanding in Australia" to counter "criticism of Indonesia".
In 1993, I interviewed C. Philip Liechty, a former senior CIA operations officer in the Jakarta embassy during the invasion of East Timor. He told me:
"Suharto was given the green light [by the US] to do what he did. We supplied them with everything they needed [from] M16 rifles [to] US military logistical support ... maybe 200,000 people, almost all of them non-combatants died. When the atrocities began to appear in the CIA reporting, the way they dealt with these was to cover them up as long as possible; and when they couldn't be covered up any longer, they were reported in a watered-down, very generalised way, so that even our own sourcing was sabotaged."
I asked Liechty what would have happened had someone spoken out. "Your career would end," he replied. He said his interview with me was one way of making amends for "how badly I feel".
The gang in the Australian embassy in Jakarta appear to suffer no such anguish. One of the scribblers on the documents, Cavan Hogue, told the Sydney Morning Herald:
"It does look like my handwriting. If I made a comment like that, being the cynical bugger that I am, it would certainly have been in the spirit of irony and sarcasm. It's about the [Fretilin] press release, not the Timorese." Hogue said there were "atrocities on all sides".
As one who reported and filmed the evidence of genocide, I find this last remark especially profane. The Fretilin "propaganda" he derides was accurate. The subsequent report of the United Nations on East Timor describes thousands of cases of summary execution and violence against women by Suharto's Kopassus special forces, many of whom were trained in Australia. "Rape, sexual slavery and sexual violence were tools used as part of the campaign designed to inflict a deep experience of terror, powerlessness and hopelessness upon pro-independence supporters," says the UN.
Cavan Hogue, the joker and "cynical bugger", was promoted to senior ambassador and eventually retired on a generous pension. Richard Woolcott was made head of the Department of Foreign Affairs in Canberra and, in retirement, has lectured widely as a "respected diplomatic intellectual".
Journalists watered at the Australian embassy in Jakarta, notably those employed by Rupert Murdoch, who controls almost 70 per cent of Australia's capital city press. Murdoch's correspondent in Indonesia was Patrick Walters, who reported that Jakarta's "economic achievements" in East Timor were "impressive", as was Jakarta's "generous" development of the blood-soaked territory. As for the East Timorese resistance, it was "leaderless" and beaten. In any case, "no one was now arrested without proper legal procedures".
In December 1993, one of Murdoch's veteran retainers, Paul Kelly, then editor-in-chief of The Australian, was appointed by Foreign Minister Evans to the Australia-Indonesia Institute, a body funded by the Australian government to promote the "common interests" of Canberra and the Suharto dictatorship. Kelly led a group of Australian newspaper editors to Jakarta for an audience with the mass murderer. There is a photograph of one of them bowing.
East Timor won its independence in 1999 with the blood and courage of its ordinary people. The tiny, fragile democracy was immediately subjected to a relentless campaign of bullying by the Australian government which sought to manoeuvre it out of its legal ownership of the sea bed's oil and gas revenue. To get its way, Australia refused to recognise the jurisdiction of the International Court of Justice and the Law of the Sea and unilaterally changed the maritime boundary in its own favour.
In 2006, a deal was finally signed, Mafia-style, largely on Australia's terms. Soon afterwards, Prime Minister Mari Alkitiri, a nationalist who had stood up to Canberra, was effectively deposed in what he called an "attempted coup" by "outsiders". The Australian military, which had "peace-keeping" troops in East Timor, had trained his opponents.
In the 17 years since East Timor won its independence, the Australian government has taken nearly $5 billion in oil and gas revenue - money that belongs to its impoverished neighbour.
Australia has been called America's "deputy sheriff" in the South Pacific. One man with the badge is Gareth Evans, the foreign minister filmed lifting his champagne glass to toast the theft of East Timor's natural resources. Today, Evans is a lectern-trotting zealot promoting a brand of war-mongering known as "RTP", or "Responsibility to Protect". As co-chair of a New York-based "Global Centre", he runs a US-backed lobby group that urges the "international community" to attack countries where "the Security Council rejects a proposal or fails to deal with it in a reasonable time". The man for the job, as the East Timorese might say.
John Pilger
Ban ki-moon e o Sara Ocidental
Le secrétariat général des Nations unies a indiqué lundi que Ban Ki-moon se rendra à Rabat et à Laâyoune (Sahara occidental) dans le courant de l'année et non à l'occasion de sa prochaine tournée au Maghreb comme annoncé à l'origine.
« Le voyage du secrétaire général [au Maghreb] se fera en deux temps », a expliqué, le 29 février, son porte-parole Stéphane Dujarric. À l’en croire, Ban Ki-moon ira à partir du 5 mars en Algérie, notamment pour visiter les camps de réfugiés sahraouis à Tindouf, avant d’intégrer les conclusions de sa visite dans le prochain rapport des Nations unies sur le Sahara occidental prévu pour avril.
« Il y aura une deuxième partie pendant laquelle le secrétaire général ira plus tard dans l’année à Rabat et Laâyoune », principale localité du Sahara occidental où se trouve le quartier-général de la mission de l’ONU (Minurso), a-t-il précisé.
Aucune date avancée
L’ONU avait déjà annoncé la semaine dernière que M. Ban ne visiterait pas le Maroc pendant sa prochaine tournée, contrairement à son intention initiale.
Lundi, Stéphane Dujarric n’a pas précisé par ailleurs quand aurait lieu finalement la visite de Ban Ki-moon à Rabat et Laâyoune. « Souvent il faut faire coïncider les calendriers », a-t-il simplement commenté.
Il s’agira de la première visite dans la région de Ban Ki-moon consacrée au conflit du Sahara occidental. Jeune Afrique
--- Na ONU, as coisas não são para se fazer, mas para se ir fazendo, aos poucos. Certos dossiers podem-se arrastar por 30 ou 40 anos.
O Irão em busa de moderação
Iran’s woes have been exacerbated by
Shia clerics’ frequent depiction of Shia
Islam as pure and authentic. Iranian commentaries
reject the extremism of Daesh
and use the term takfiri as a scornful reminder
of Daesh labeling of other Muslims
as kafir. At the same time, the predominant
view points to the ideological connection
between Daesh and Sunni Islam (especially
Wahhabism). Sunni Islam is delegitimized
and belittled as imperfect and
a sectarian deviation. This exclusivist approach
is a mirror image of other religiousexclusivist
claims to the truth. Iranian
leaders use Islam and Shia interchangeably
and reinforce the message that other sects
in Islam are false and illegitimate.
In this harsh regional environment,
Rouhani’s agenda of running a government
of moderation and wisdom has come
under severe strain from forces outside
his control. Iran’s deep involvement in the
sectarian conflict has served the hardliners’
Manichean position depicting Iran’s
regional rivals working in concert with the
United States and Israel against the Islamic
Republic of Iran. This dominant narrative
imposes serious limitations on Rouhani’s
efforts to find a diplomatic solution to
Iran’s international isolation. Complaints
of pervasive “Iranophobia” by Foreign
Minister Zarif is a symptom of how the
ideological narrative permeates Iran’s
engagement with the outside world. This
unfavorable international environment
makes the objective of normalizing Iran’s
standing in the international community
harder to achieve. Ahahram Akbarzadeh
Angola preside ao Conselho de Segurança
Angola assume, a partir de hoje, a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas e vai centrar a sua acção na promoção de uma agenda internacional de prevenção e resolução de conflitos no mundo.
A assumpção da presidência do Conselho de Segurança é o ponto mais alto de qualquer Estado membro das Nações Unidas, responsável por zelar pela paz e a segurança internacional, e requer grande responsabilidade e esforços redobrados. Angola quer valer-se da sua experiência nacional e da liderança do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, na presidência da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos e continuar a dar o seu contributo na busca de soluções, por via do diálogo, para a estabilidade dos países constantes na agenda do Conselho de Segurança, como o Burundi, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Mali, Sudão, Sudão do Sul, Sahara Ocidental, Líbia, Israel, Palestina, Síria, entre outros.
O Programa provisório de trabalho do Conselho de Segurança da ONU para este mês é adoptado hoje e prevê, além da análise da situação na RDC, Libéria, Líbia, Líbano, Somália, Afeganistão, Síria, Israel e Palestina, uma visita ao Mali, Senegal e Guiné-Bissau (de 3 a 9) e a realização, no dia 21, de um debate aberto de nível ministerial sob o tema “Manutenção da Paz e Segurança Internacional: Prevenção e Resolução de Conflitos na Região dos Grandes Lagos”. Trata-se de um debate proposto por Angola, a ser orientado pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, para o qual foram convidados a participar todos os chefes de diplomacia dos Estados membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Região dos Grandes Lagos.
Também sob proposta de Angola tem lugar no dia 28 um outro debate aberto, não ministerial, sobre “Mulheres, Paz e Segurança: O Papel das Mulheres na Prevenção e Resolução de Conflitos em África”, além de uma reunião na “Fórmula Arria” sobre “Segurança Alimentar”, no dia 29, com a participação da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A “Fórmula Arria” permite a um membro do Conselho de Segurança convidar outros membros deste órgão das Nações Unidas para uma reunião informal, fora das salas tradicionais do Conselho, para permitir a participação de outros Estados membros da ONU e especialistas num determinado assunto de interesse, mas cujas abordagens não são vinculativas ao Conselho de Segurança.
Papel do presidente
O papel do presidente é manter o funcionamento regular do Conselho de Segurança, dirigir os seus trabalhos, assumir a sua representação e ser seu porta-voz, sob a estrita autoridade do Conselho. Todavia, ele continua a representar o seu país e pode fazer declarações na sua capacidade nacional, desde que deixe claro, em cada situação, a condição em que se pronuncia.
O embaixador que exerce a presidência tem poderes limitados, sendo-lhe conferida certa autoridade política e moral, que, se utilizada com habilidade, pode influenciar os resultados das deliberações.
No início de cada mês, o Conselho adopta o programa de trabalho, os temas a serem debatidos, o formato das reuniões e respectivos apresentadores. A agenda obedece, basicamente, ao ciclo de mandatos para apresentação de relatórios do Secretário-Geral da ONU ou de entidades mandatadas pelo Conselho, renovação de mandatos de missões de paz ou de políticas especiais, ou ainda de comités de sanções.
O país que exerce a presidência, promove também a inscrição no programa mensal de uma ou mais questões temáticas que correspondam aos seus interesses nacionais específicos. Caso se revele necessário, e a pedido dos membros, o presidente pode convocar reuniões de emergência do Conselho de Segurança. Após a adopção do programa de trabalho para o mês, o presidente apresenta-o ao conjunto dos Estados-membros das Nações Unidas e à imprensa internacional.
Angola, que cumpre o seu segundo mandato no Conselho de Segurança, substitui a Venezuela na presidência, sendo rendida pela China no mês de Abril. Angola foi eleita a 16 de Outubro de 2014, na 25.ª sessão plenária da Assembleia Geral da ONU, membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para um mandato não renovável de dois anos, a contar de 1 de Janeiro de 2015, com uma votação histórica: em 193 votantes obteve 190 votos.
No ano passado, paralelamente ao cumprimento do seu mandato no Conselho de Segurança, Angola teve participação activa nos trabalhos das seis Comissões da Assembleia Geral das Nações Unidas. Durante as 245 reuniões públicas e privadas, bem como as 151 sessões de consultas realizadas pelo Conselho de Segurança (CS), de Janeiro a Dezembro de 2016, Angola advogou a via do diálogo para a resolução dos conflitos que ciclicamente ocorrem em vários países do mundo.
O ponto mais alto foi a participação no Debate Geral da 70.ª Assembleia Geral da ONU, com uma delegação chefiada pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, em que estiveram presentes mais de 150 Chefes de Estado e de Governo.
Os participantes aprovaram a Agenda de Desenvolvimento Sustentável Pós-2015, um documento ambicioso que propõe 17 Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas correspondentes. Jornal de Angola
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