3.5.16
Soldados norte-americanos no Senegal
Le Sénégal et les États-Unis ont signé lundi un accord de défense qui permet "la présence permanente" de militaires américains dans le pays pour lutter notamment contre "la menace terroriste" en Afrique de l'Ouest.
L’accord a été signé le 2 mai par le ministre sénégalais des Affaires étrangères, Mankeur Ndiaye, et l’ambassadeur des États-Unis à Dakar, James Zumwalt, en présence du ministre sénégalais de la Défense, Augustin Tine.
Cet accord autorise « la présence permanente de militaires américains au Sénégal », a déclaré Mankeur Ndiaye, précisant qu’il était d’une « durée indéterminée ».
Accès à des zones aéroportuaires ou militaires
Selon des responsables des deux parties cités par l’AFP, l’un des points de cet accord accorde la possibilité aux forces américaines d’accéder par exemple à des zones aéroportuaires ou militaires au Sénégal, même si personne ne parle littéralement de bases militaires.
Exercices militaires conjoints
Par ailleurs, le texte permet aux forces américaines et sénégalaises de « faire davantage d’entraînement conjoint et de formation et d’être mieux préparés à riposter ensemble aux risques qui menacent nos intérêts communs », a ajouté James Zumwalt.
« La prochaine difficulté commune pourrait se présenter sous la forme d’une autre épidémie, d’une catastrophe naturelle appelant une réponse humanitaire ou d’une menace terroriste », a poursuivi l’ambassadeur américain.
Après la série d’attentats meurtriers qui ont fait des dizaines de morts dans les pays voisins, au Burkina et en Côte d’Ivoire, le Sénégal qui jusqu’à présent a échappé à ce type d’attaques, a décidé au mois d’avril de renforcer son dispositif de lutte contre le terrorisme.
En février dernier, le pays avait accueilli pour la troisième fois l’exercice militaire Flintlock, organisé annuellement par les États-Unis en Afrique de l’Ouest. Jeune Afrique
Petróleo no Chade
Nigeria plans to begin exploratory drilling in search of oil in the northeastern Chad Basin region by October, the head of the state oil company has said.
Emmanuel Ibe Kachikwu, who last year said Africa's biggest crude exporter may be on the verge of a significant oil find in the Lake Chad area, said in a statement on Sunday that seismic studies were ongoing.
[It will] provide investment opportunities, boost the economy as well as create millions of new jobs
"Drilling activities will commence by the last quarter of 2016," the Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC) chief, who is also minister of state for oil, was quoted as saying in the statement issued by the state oil company.
Africa's biggest economy has been hit hard by the sharp fall in global oil prices because it relies on crude exports for around 70 percent of government revenue.
NNPC spokesman Garba Deen Muhammad said exploration in the region was intended to "add value to the hydrocarbon potentials of the Nigerian inland basin, provide investment opportunities, boost the economy as well as create millions of new jobs".
Read the original article on Theafricareport.com
30.4.16
Sara Ocidental: Assunto em suspenso
Le Conseil de sécurité a adopté vendredi à 10 voix pour, 2 contre et 3 abstentions une résolution visant à restaurer la mission de l'ONU au Sahara Occidental.
Le Conseil de sécurité a adopté vendredi 29 avril, malgré des divisions, une résolution présentée par les États-Unis et prolongeant jusqu’à fin avril 2017 la mission de l’ONU au Sahara occidental (Minurso), objet d’une vive querelle entre Rabat et les Nations unies.
Dix États membres ont voté pour, deux contre (le Vénézuela et l’Uruguay) et trois se sont abstenus (l’Angola, la Russie et la Nouvelle Zélande).
Le Conseil de sécurité « déplore que la capacité de la Minurso de s’acquitter pleinement de son mandat ait été limitée » après l’expulsion en mars de 75 membres civils expatriés de la mission. Et il « souligne qu’il est urgent que la Minurso puisse de nouveau exercer pleinement ses fonctions », selon le texte de la résolution.
Trois mois pour négocier
La résolution a donné un délai de 90 jours au secrétaire général de l’ONU, Ban Ki-moon, pour mener des négociations avec la partie marocaine dans l’objectif que la Minurso puisse exercer pleinement ses fonctions.
Le 20 mars, le Maroc a expulsé 75 membres de la composante civile de la Minurso pour protester contre les propos inamicaux de Ban Ki-moon qui a qualifié la situation dans le Sahara occidental « d’occupation ». Il a déclaré que sa décision était « irrévocable ».
La résolution du Conseil de sécurité pousse le Maroc à la table des négociations.
Jeune Afrique
--- Sara Ocidental, Palestina, Curdistão...questões que a comunidade internacional não consegue resolver. Territórios que não se conseguem tornar verdadeiramente independentes, continuando à mercê de outros.
28.4.16
Bissau: A despedida de Miguel Trovoada
Bissau, 28 abr (Lusa) - O representante da ONU na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, recomendou hoje ao chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, que não seja árbitro e jogador ao mesmo tempo, defendendo que tem que estar equidistante da política.
"Ser presidente não é uma tarefa fácil. Como chefe da nação (?), o senhor tem o papel de árbitro, o árbitro é aquele que está equidistante em relação às equipas que estão a jogar, é aquele que é o garante da aplicação das regras do jogo", defendeu.
Miguel Trovoada despediu-se hoje de José Mário Vaz após 20 meses de missão na Guiné-Bissau enquanto representante do secretário-geral das Nações Unidas.
Perante os jornalistas, Miguel Trovoada afirmou ainda que "é papel do árbitro exigir que as regras sejam cumpridas sem serem modificadas durante o jogo", sublinhou.
"As regras são pré-estabelecidas e se há algo a modificar" terá que o ser "antes de se iniciar a partida", observou o representante da ONU, para quem o Presidente tem que fazer sempre "o que for possível", dependendo dos momentos, mas sempre na perspetiva do futuro.
Tal como é hábitual neste tipo de audiências, os jornalistas foram convidados a sair da sala após os primeiros minutos do encontro, e saíram quando José Mário Vaz começou a responder ao representante da ONU.
Sob o patrocínio do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), coordenado por Trovoada, termina esta tarde em Bissau um encontro de dois dias visando elaborar os termos de um pacto de estabilidade entre os atores políticos guineenses.
11 assassínios em Cabo Verde
Familiares do militar suspeito de matar 11 pessoas em Cabo Verde disseram hoje à agência Lusa que na origem das mortes poderão estar alegados maus tratos de que o jovem seria alvo no quartel, no interior de Santiago.
Em declarações à Lusa, um primo de Manuel António Silva Ribeiro, mais conhecido por Entany Silva, o principal suspeito das mortes, disse que este lhe confessou ter matado na segunda-feira os oito soldados e três civis, entre os quais dois cidadãos espanhóis, no posto militar de Monte Txota, concelho de São Domingos, no interior da ilha de Santiago.
Sem querer identificar-se, o familiar informou que, após o crime, Entany saiu do local e nessa noite dormiu em casa, no Palmarejo, onde lhe mostrou fotografias dos corpos, que tirou com o telemóvel.
A mesma fonte adiantou ainda à Lusa que Entany Silva lhe disse que disparou contra os militares por ser alvo de maus tratos dos colegas no destacamento em Monte Txota.
Quanto aos civis, o jovem militar confessou-lhe que os dois espanhóis e o cabo-verdiano, que iriam realizar operações de manutenção de equipamentos de telecomunicações, chegaram ao local com um carro e que Entany queria o veículo para abandonar o posto, mas estes terão resistido e foi nesse momento que atirou sobre eles também.
O primo de Entany falava à Lusa hoje na esquadra policial do bairro de Palmarejo, onde muitos outros familiares se encontravam desde a tarde de terça-feira, por motivos de segurança, mas também para colaborar com as autoridades.
Manuel António Silva Ribeiro, mais conhecido por Entany Silva, e cujos familiares são naturais da ilha do Fogo (São Filipe), nasceu a 09 de junho de 1993 no bairro praiense do Palmarejo, mas cresceu no Paiol do Coqueiro.
É que segundo contou à Lusa o padrasto, Albertino Pires, a mãe de Entany vive nos Estados Unidos há 16 anos e o pai morreu em 1998, tinha o filho cinco anos de idade.
Depois de terminar o 12.º ano, Albertino Pires recordou que tentou arranjar trabalho a Entany numa empresa de segurança, mas este queria era mesmo ir “para a tropa”, e foi como voluntário a 02 de maio do ano passado, estando a faltar pouco mais de dois meses para completar os 14 meses de serviço militar.
Albertino Pires, que mora no bairro da Bela Vista, contou ainda que Entany tinha o sonho de ir para os Estados Unidos, e já tinha todos os documentos necessários, estando apenas à espera de uma petição e de sair da tropa.
O familiar descreveu Entany como uma pessoa “calma”, que conversava pouco, a não ser com os amigos mais próximos.
“Ele tinha um comportamento normal, sem sinais de agressividade”, prosseguiu o padrasto, dizendo que às vezes visitava Entany na casa no Palmarejo, alugada por uma avó e onde vivia com uma irmã de 19 anos.
Manuel António Silva Ribeiro foi hoje detido pela polícia cabo-verdiana e deverá ser presente a Tribunal no prazo de 48 horas após a detenção para conhecer as medidas de coação.
Com Observador.pt
21.4.16
Rama Yade concorre ao Eliseu
Rama Yade, ancien secrétaire d’État aux Droits de l’homme de Nicolas Sarkozy, a annoncé jeudi son intention de se présenter à la présidentielle 2017 en France. Sans parti depuis son exclusion du Parti radical en mars 2016, elle espère obtenir des soutiens au centre.
Exclue du Parti radical en mars dernier, Rama Yade n’a pas perdu ses ambitions politiques pour autant. Jeudi 21 avril, elle a annoncé, lors d’un entretien au 20 heures de TF1, qu’elle allait se présenter à la présidentielle de 2017 en France.
Un site et un compte Twitter lancés
Sans parti, en rupture avec l’Union des indépendants (dont elle a échoué à obtenir la tête de liste aux régionales de décembre 2015), elle espère toutefois recueillir des soutiens au centre, parmi les libéraux et les écologistes en rupture avec les grandes formations que sont Les Républicains et le Parti socialiste. Il lui faudra notamment les 500 parrainages nécessaires pour valider sa candidature à l’élection.
Rama Yade a d’ores et déjà lancé, jeudi 21 avril dans la matinée, une plateforme qui pourrait être son site de campagne, intitulée « La France qui ose ». Selon Europe1, le nom de domaine www.lafrancequiose.com a été déposé dès le 28 mars dernier par un certain Rodolphe Dejour, qui est membre de l’équipe d’ « Allons Enfants », le think-tank créé par Rama Yade en 2011. Un compte Twitter, @lafrancequiose, a également été lancé.
Mathieu Olivier Jeune Afrique
Bissau: Em busca do rumo
O Governo de Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), foi demitido por decreto presidencial a 12 de Agosto de 2015. E a partir daí os guineenses, que são cerca de 1,8 milhões, têm vivido num país sem rumo; um pequeno país que ocupa 36.125 quilómetros quadrados da África Ocidental.
Em 20 de Agosto de 2015 o Presidente José Mário Vaz nomeou, à revelia do PAIGC, Baciro Djá como novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau. No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça julgou inconstitucional a nomeação desse elemento rebelde do PAIGC, pelo que o mesmo foi exonerado das suas funções no dia 8 de Setembro de 2015.
A 17 de Setembro de 2015, e após intensas negociações entre o Presidente da República e o PAIGC, o veterano Carlos Correia foi nomeado primeiro-ministro do território, que até ao século XVIII pertenceu em grande parte ao reino do Gabu e ao império do Mali.
O Governo de Carlos Correia, que já fora primeiro-ministro do Presidente João Bernardo (Nino) Vieira, tomou posse a 13 de Outubro do ano passado, mas não tem conseguido grande margem de manobra, dada a existência de uma grande crise política.
Quinze dos deputados eleitos pelo PAIG, partido maioritário, não respeitaram a disciplina de voto e impediram, assim, o normal funcionamento do executivo de Correia, apadrinhado por Domingos Simões Pereira.
Há seis meses, pelo menos, que existe um profundo mal estar no pequeno país, onde só 14 por cento da população domina a língua oficial, o português, e onde cerca de metade dos cidadãos se entendem em crioulo, enquanto os restantes falam fula, mandinga, balanta, manjaco, papel e outras línguas de menor expressão.
Há greves na educação e na saúde, a administração pública encontra-se paralisada e muitos jovens pensam em emigrar, face a um ambiente que lhes é hostil.
Tal como muitos outros chefes de Estado africanos, José Mário Vaz tende a ser o senhor absoluto, convivendo mal com a Assembleia Nacional Popular e com os primeiros-ministros que não sejam da sua especial confiança.
A indefinição entre os poderes exactos do Presidente da República e os do primeiro-ministro é um dos grandes males da Guiné-Bissau, a requerer urgentemente uma revisão constitucional, que não deixe margens para dúvidas.
Representantes das Nações Unidas, da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre outros, têm pedido em vão que o Presidente, a Assembleia e o Governo se entendam, para que o país possa funcionar.
Enquanto não se verificar uma coexistência pacífica entre as diferentes instâncias, os dadores internacionais não cumprirão as suas promessas de ajudar a Guiné-Bissau a sair do marasmo, de modo a que não continue eternamente no lote dos estados mais pobres.
O Presidente afirma estar empenhado no diálogo político, mas muita gente na direcção do PAIGC entende que ele se mostra muito mais inclinado a favorecer uma aliança entre os deputados rebeldes do grupo maioritário e a segunda formação política nacional, o Partido da Renovação Social (PRS).
O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, antigo secretário executivo da CPLP, gostaria que José Mário Vaz dissolvesse a Assembleia Nacional Popular e convocasse eleições gerais antecipadas, de modo a resolver o imbróglio. Mas a verdade é que o país é pobre, muito pobre, não se podendo dar ao luxo de ir às urnas em cada dois ou três anos.
Dada a falta de verbas para antecipar as eleições, fazendo-as ainda em 2016, o chefe de Estado propôs um "Acordo Político de Incidência Parlamentar, para a Estabilidade Política".
É nesta fase que actualmente estamos, com a esperança de que o compromisso ainda seja possível e que se verifiquem cedências das diversas partes em conflito, de modo a salvar o bem geral.
De um lado encontram-se o Presidente da República, os 15 deputados rebeldes do PAIGC e o PRS, aparentado com forças liberais e democratas cristãs. Do outro, a direcção do PAIGC, afecta à Internacional Socialista.
Pelo meio surgem os grandes circuitos internacionais de tráfico, que só têm a ganhar com o arrastar da crise, pois na ausência de um verdadeiro Estado, efectivo e coeso, é que o crime prolifera.
De modo a retirar o tapete a toda a espécie de criminosos, é pois necessário e urgente que se encolham os egos e que todos cedam, acabando com as intransigências e com as ambições pessoais.
Jorge Heitor, escrito para o África Monitor
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