Le ministre de la Défense devrait être le futur président angolais. À condition d’éviter toute erreur pendant huit mois, jusqu’aux législatives. Son seul objectif : garder la confiance des dos Santos. Nous sommes en août, lors du septième congrès du Mouvement populaire pour la libération de l’Angola (MPLA) à Luanda. La rumeur enfle. João Lourenço, le ministre de la Défense, va sans doute être élu vice-président du parti et donc devenir numéro deux de l’État angolais. Les journalistes se précipitent vers lui. « Moi, vice-président ? Mais vous me l’apprenez ! » assure-t-il en souriant.
Pourquoi tant de prudence ? Un jour de 2002, le président José Eduardo dos Santos, dit « Zedu », annonce qu’il songe à quitter le pouvoir. João Lourenço, alors secrétaire général du MPLA, confirme à demi-mot. C’est la gaffe. Au congrès suivant, en décembre 2003, il perd son poste et ne sauve qu’in extremis sa place au bureau politique. Depuis, l’homme sait tenir sa langue… Parcours
Né il y a soixante-deux ans à Lobito, le grand port du centre-sud de l’Angola, João Lourenço est le fils d’un infirmier anticolonialiste que les Portugais ont jeté en prison pendant trois ans. En avril 1974, quand éclate la Révolution des œillets à Lisbonne, le jeune Lourenço est étudiant à l’Institut industriel de Luanda. « Il n’a pas combattu contre les Portugais, mais il nous a rejoints dès que nous sommes sortis du maquis, courant 1974 », se souvient un vétéran de la lutte pour l’indépendance.
Commissaire politique dans plusieurs unités militaires du MPLA, il part ensuite en Union soviétique, où il reçoit, de 1978 à 1982, une formation militaire à l’Académie supérieure Lénine. De retour au pays, il gravit tous les échelons du parti. En 2003, c’est le trou d’air que l’on sait. Mais, en avril 2014, il est nommé ministre de la Défense.
Selon sa biographie officielle, João Lourenço aime l’équitation et les échecs. « C’est un homme moins renfermé que dos Santos, témoigne notre vétéran. Il aime les traits d’esprit et les jeux de mots. Et il est fan de Franco [Franco Luambo, grand musicien congolais]. » À la différence de Manuel Vicente, l’ancien patron du pétrole angolais, qui avait été présenté un moment comme dauphin, João Lourenço n’est pas soupçonné de corruption. Réputé calme et réfléchi, il est marié à une économiste de la Banque mondiale, Ana Dias Lourenço, avec qui il a eu six fils. Outre le portugais, il parle l’anglais, l’espagnol et le russe. Et il voyage assez souvent en Chine. Présidentiable
João Lourenço sera-t-il le prochain président de l’Angola ? Si le MPLA remporte les législatives d’août 2017, c’est possible. En effet, selon la Constitution angolaise, le poste de chef d’État revient au leader du parti qui gagne ce scrutin. Mais avec un homme aussi machiavélique que José Eduardo dos Santos, rien n’est joué d’avance. Pour l’instant, après trente-sept ans de règne sans partage, le président angolais, que l’on dit souffrant, semble résolu à céder sa place à João Lourenço. La preuve : l’élection de ce dernier au poste de vice-président du MPLA.
Les deux atouts de João Lourenço ? D’abord, la vieille garde du parti ne veut pas de solution dynastique en faveur d’Isabel ou de José Filomeno, les deux premiers enfants de l’actuel chef de l’État. Ensuite, Lourenço est un homme consensuel qui profite de l’effacement depuis juin 2015 du tout-puissant général Manuel Hélder Vieira Dias, dit « Kopelipa », l’ex-chef de la Maison militaire qui aurait des problèmes de santé.
Mais après son départ du pouvoir, Zedu, 74 ans, veut s’assurer que les intérêts financiers de sa famille seront préservés. D’où la nomination en juin de sa fille Isabel à la tête du pétrole angolais. João Lourenço saura-il conserver la confiance du clan dos Santos jusqu’au départ du chef ? D’ici à août 2017, le dauphin pressenti doit faire un sans-faute. Christophe Boisbouvier Jeune Afeique
Segundo um decreto presidencial divulgado esta segunda-feira (12.12), sob proposta do primeiro-ministro, o Presidente da República, José Mário Vaz, nomeou como membros do Governo as seguintes personalidades:
Florentino Mendes Pereira – Ministro de Estado, da Energia e Indústria
Botché Candé – Ministro de Estado e do Interior.
Aristides Ocante da Silva – Ministro de Estado, dos Combatentes da Liberdade da Pátria e Reinserção Social.
Malal Sané – Ministro de Estado, da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares.
João Alage Mamadu Fadia – Ministro de Estado da Economia e Finanças
Jorge Malu – Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comnunidades.
Eduardo da Costa Sanha – Ministro da Defesa Nacional
Rui Sanhá – Ministro da Justiça.
Victor Luís Pinto Fernandes Mandinga - Ministro do Comércio e Promoção Empresarial.
Marciano Silva Barbeiro – Ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo.
Sola Nquilim Nabichita – Ministro da Administração Territorial.
Barros Bacar Banjai – Ministro dos Recursos Naturais.
Fernando Vaz – Ministro do Turismo e Artesanato.
Tumane Baldé – Ministro da Função Pública, Reforma Administrativa e Trabalho.
Viictor Gomes Pereira – Ministro da Comunicação Social.
Sandji Fati – Ministro da Educação e do Ensino Superior.
Carlitos Barai – Ministro da Saúde Pública.
Nicolau dos Santos – Ministro da Asgricultura, Florestas e Pecuária.
Fidelis Forbs – Ministro dos Transportes e Comunicações.
Orlando Viegas – Ministro das Pescas.
Carlos Alberto Kenedy de Barros – Ministro da Mulher, Família e Solidariedade Social.
Tomás Gomes Barbosa – Ministro da Cultura e Desporto.
Doménico Oliveira Sanca –Ministro da Juventude e Emprego.
António Sirifo Embaló – Ministro do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Francisco Malam Ndur Djatá – Secretário de Estado da Ordem Pública.
Felicidade Soares Correia de Brito Abelha – Secretária de Estado do Tesouro.
José Adelino Vieira – Secretário de Estado do Orcamento e Assuntos Fiscais.
José Biai – Secretário de Estado do Plano e Integração Regional.
Marcelino Simões Lopes Cabral – Secretário de Estado da Reforma Administrativa.
Augusto Poquena – Secretário de Estado da Cooperação Internacional.
Dino Seidi – Secretário de Estado das Comunidades.
Humiliano Alves Cardoso – Secretário de Estado do Poder Local.
Maria Inácia Sanha Có – Secretária de Estado da Administração Hospitalar.
Elizabete Yala – Secretária de Estado do Ensino Superior e da Investigação Científica.
Maria Evarista de Sousa – Secretária de Estado das Florestas e Pecuária.
Iracema do Rosário – Secretária de Estado do Ensino Básico, Secundário e Profissionalizante.
Bernardo Braima Mané – Secretário de Estado do Ordenamento do Território.
A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) reivindicou a morte de seis operacionais do exército angolano, em confrontos com as Forças Armadas Cabindesas (FAC), lançando avisos aos estrangeiros no território. Num "comunicado de guerra" do autodenominado Estado-Maior da FLEC-FAC refere-se que o confronto com os militares das Forças Armadas Angolanas (FAA) aconteceu na segunda-feira, na povoação de Mbongozi-Muno, a 15 quilómetros de Buco-Zau, no enclave de Cabinda.
"Uma patrulha do exército angolano deu de caras com as FAC. Seis mortos nas fileiras das FAA, bem como mais três feridos graves", lê-se no comunicado.
A FLEC/FAC afirma que o governo angolano deixou "perfeitamente clara a sua intenção de prosseguir as operações militares" em Cabinda e de "recusar conversações", pelo que pretende "intensificar as atividades da guerrilha contra o regime angolano e seus aliados" naquele território.
Além disso, refere-se, como as autoridades angolanas "não reconhecem a existência de instabilidade e de combates com a FLEC-FAC", devem "ser responsáveis pela segurança dos estrangeiros".
No 'offshore' e 'onshore' de Cabinda garante-se a maior da produção angolana de petróleo, país que por sua vez é atualmente o segundo maior de África, com mais de 1,7 milhões de barris de crude.
"O Estado-Maior General das FAC adverte todos os estrangeiros residentes ou de passagem em Cabinda para tomarem todas as suas precauções, dado que o território está em estado de guerra, declarada pelo regime do MPLA", lê-se no comunicado.
A FLEC/FAC reivindicou a 28 de novembro a morte de outros nove operacionais das FAA, em dois ataques em Cabinda. A 19 de setembro, a organização anunciou a morte de mais 18 operacionais angolanos.
O ministro do Interior de Angola afirmou em outubro que a situação em Cabinda é estável, negando as informações das FAC, que só entre agosto e setembro tinham reivindicado a morte de mais de 50 militares angolanos em ataques naquele enclave.
"Em Cabinda, o clima de segurança é estável, é uma província normal, apesar de algumas especulações e notícias infundadas sobre pseudo-ações militares que se têm realizado", afirmou o ministro Ângelo da Veiga Tavares.
Aquela organização separatista afirma que "a guerra existe em Cabinda e que os confrontos vão continuar" até que o Governo angolano "se comprometa" em negociar com "uma solução pacífica e uma paz duradoura".
O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas também desmentiu em agosto, em Luanda, a ocorrência dos sucessivos ataques reivindicados pela FLEC/FAC, com dezenas de mortos entre os soldados angolanos na província de Cabinda.
Geraldo Sachipengo Nunda disse então que a situação em Cabinda é de completa tranquilidade, negando qualquer ação da FLEC/FAC, afirmando que aqueles guerrilheiros "estão a sonhar".
A FLEC luta pela independência de Cabinda, alegando que o enclave, de onde provém a maior parte do petróleo angolano, era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte do território angolano.
Criada em 1963, a organização independentista dividiu-se em diferentes fações, efémeras, com a FLEC/FAC a manter-se como o único movimento de resistência armada contra a administração de Luanda.
Declarações à Imprensa do Presidente da ANP, Cipriano Cassamá, após a sua visita de trabalho à Guiné-Conakry.
Boa noite e muito obrigado senhoras e senhores jornalistas pela vossa presença.
Como sabem desloquei-me, com uma importante delegação da ANP, composta por mim, Califa Seidi, Líder da Bancada Parlamentar do PAIGC, meu Diretor de Gabinete e Conselheiro Político, com único objetivo de ajudar a esclarecer em definitivo a polêmica instalada a volta da existência ou não de um nome consensual, retido em Conacri, no âmbito do Acordo rubricado nessa cidade capital, para o cargo de Primeiro-ministro.
Esta deslocação tem subjacente, reafirmo, na minha qualidade de mais alto dignatário do país que assinou este acordo e por saber que a sua não implementação a contento de todas as partes poderá acarretar mais um bloqueio na ANP, instituição que dirijo, não visa desautorizar ninguém, tão só tentar salvar ainda este acordo que classifico de positivo para a saída definitiva da crise instalada há bastante tempo no país.
O encontro com o Presidente Alpha Condé foi bastante clarividente, que me permite afirmar que se tivermos paciência e vontade política, apesar de cenário atual, podemos encontrar uma solução que permita implementação, com a participação de todos, neste acordo. No entanto, há uma certeza que vos garanto. A CEDEAO ainda não se pronunciou oficialmente sobre o Relatório final do Mediador da crise. O Presidente Alpha Condé fá-lo-á oportunamente, durante a Cimeira dos Chefes de Estado da CEDEAO, a ter lugar em Abuja, no próximo dia 17 de dezembro. Tudo mais será pura especulação.
Por isso, vai a minha mensagem de serenidade e mais uma vez paciência aos guineenses, onde quer que se encontrem. Quero apelar aos políticos para abandonarmos as nossas pretensões pessoais e de grupos e implicarmo-nos no resgate e na implementação, de mãos dadas, deste acordo, para assim, permitir que caminhemos juntos na estabilidade, paz e tranquilidade, pois a Guiné-Bissau vale mais do que todos nós juntos.
Peço imensa desculpa por não poder avançar com mais detalhes relativos a esta nossa consulta feita ao Mediador da CEDEAO para a crise guineense, na medida em que no fórum próprio os resultados das negociações de Conakry serão apresentadas aos Chefes de Estado da CEDEAO, e só depois poderão ser tornados públicos. O que quer dizer que só depois do dia 17 de dezembro, a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, a realizar-se em Abuja, tornar-se-á pública a posição expressa pelo mediador no nosso encontro.
Bissau,06 Dez 16(ANG) - A Liga Guineense dos Direitos Humanos esta satisfeita com a derrota de Yaya Jammeh nas eleições presidenciais da Gâmbia e considera ter chegado ao fim um regime de medo e tirania.
A Liga felicita "calorosamente o povo gambiano pela determinação e coragem de vencer o medo e fazer triunfar a liberdade" ao escolher uma personalidade da oposição para ser novo Presidente do país, anunciou a organização em comunicado na segunda-feira.
"O povo gambiano libertou-se de um tirano que o reprimiu durante 22 anos", considera a Liga Guineense dos Direitos Humanos, que quer agora ver levados à justiça todos os elementos do regime derrotado nas urnas.
Para a Liga, Yaya Jammeh personificou um regime ditatorial que assassinou "centenas de pessoas" e forçou ao exílio de opositores, nomeadamente artistas, clérigos e militares.
Entre os que terão morrido às ordens do Presidente gambiano, a organização guineense destaca "o iminente e destacado jornalista Deyda Hydara, editor do jornal ‘The Point'" que terá sido "barbaramente assassinado no dia 16 de dezembro de 2004, pelo NIA, esquadrão de morte do regime derrotado".
Adama Barrow, 51 anos, foi eleito na quinta-feira como novo líder do país.
A Gâmbia é um pequeno país rodeado pelo Senegal e que conta com uma forte comunidade de emigrantes da Guiné-Bissau.
O país é considerado um ponto estratégico no comércio internacional da Guiné-Bissau por ser uma das principais fontes de abastecimento do mercado guineense com produtos alimentares e carburantes.
Bissau,06 Dez 16(ANG) - O Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) com a crise política na Guiné-Bissau voltou a pedir o afastamento do presidente guineense, José Mario Vaz, da chefia do Estado.
Segundo a RFI, o Movimento voltou a afirmar a sua determinação de ver José Mário Vaz partir da presidência e acusam-no de ser o responsável pelo impasse político que se verifica no paí
s.
O advogado Sana Canté é o presidente do Movimento que reagrupa essencialmente jovens que não concordam com a crise política. Este afirmou nomeadamente que "o Presidente da República tem que renunciar das suas funções porque revelou ser incapaz de pôr fim à crise que ele criou".
Na quarta-feira, o Movimento de Cidadãos Inconformados com a Crise Política, terá uma audiência com uma delegação da Comissão dos Assuntos Políticos da ONU que se encontra de visita à Bissau.
Será ocasião para que o Movimento transmita à ONU que a solução da crise guineense passa necessariamente pela renúncia do Presidente José Mário Vaz.
Os jovens do Movimento prometem intensificar a luta e anunciam uma manifestação já no próximo sábado em Bissau.
Esta segunda-feira o Movimento fez seguir para o tribunal da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), uma queixa-crime contra o Estado guineense que acusa de proibir as manifestações dos Cidadãos Inconformados com a Crise Política.
Currículo do homem escolhido para vir a liderar o MPLA: João Manuel Gonçalves Lourenço, nascido aos 05 de Março de 1954 na cidade do Lobito, filho de Sequeira João Lourenço, natural de Malange, e de Josefa Gonçalves Cipriano Lourenço, natural do Namibe, enfermeiro e costureira respectivamente, ambos já falecidos.
Fiz meus estudos primários e secundários na província do Bié, onde meu pai se encontrava na situação de residência vigiada por 10 anos após ter estado preso por 3 anos na prisão de São Paulo em Luanda, pelo exercício de actividade política clandestina enquanto enfermeiro do Porto do Lobito.
Dei continuidade aos estudos em Luanda no então Instituto Industrial de Luanda.
Após a queda do regime fascista em Portugal, na companhia de outros jovens, juntei-me à luta de libertação nacional em Ponta Negra em Agosto de 1974 no CIR Kalunga. Integrei o primeiro grupo de combatentes que entraram em território nacional via Miconge-Belize-Buco Zau-Dinge-Cabinda.
Em vésperas da Independência, participámos dos combates na fronteira do N’Tó/Yema contra a coligação FNLA/Exército Zairense, que derrotámos.