A imagem não foi escolhida ao acaso e espelha desde logo a importância dos acontecimentos em Banjul e do efeito, pela proximidade, que poderá ter na vizinha República da Guiné-Bissau (RGB). Para quem ainda não está sintonizado/a com o assunto, Yahya Jammeh, Presidente da agora República Islâmica da Gâmbia durante os últimos 22 anos, perdeu as eleições presidenciais em Dezembro de 2016 para o seu oponente Adama Barrow. Ainda durante a noite eleitoral, à medida que os resultados iam confirmando a vitória de Barrow, Jammeh aceitou publicamente a derrota, dizendo também que se retiraria para a sua quinta, em Kanilai, sua tabanka natal e que se dedicaria à agricultura. Uns dias depois deu o dito por não dito e disse que não aceita(va) os resultados, recusando-se desde então a abandonar a Presidência. (Entretanto a crise e o impasse já terminaram, já que Yahya Jammeh já se retirou para o exílio na Guiné-Equatorial. O “destempo” da publicação deve-se a uma avaria no PC, do qual fui privado 3 dias).
Esta tomada de posição fez soar os alarmes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e não só, que de imediato foram enviando Chefes de Estado a Banjul, capital da Gâmbia, para convencer o Presidente Jammeh a sair e aceitar exílio na Nigéria (líder da CEDEAO), Mauritânia, Qatar e Marrocos (não membros da CEDEAO). A CEDEAO ameaçou intervir militarmente, caso o resultado das eleiçõoes não fosse aceite, mas também deu o dito por não dito e, finalmente, certamente por pressão da Nigéria, voltou à palavra inicial, colocando 7 mil tropas da Nigéria, Senegal, Mali, Gana e Togo, na curta fronteira entre a Gâmbia e o Senegal.
Adama Barrow tomou posse como novo Presidente, na Embaixada da Gâmbia em Dakar, no passado 19 de Janeiro, data limite dada pela CEDEAO a Yahya Jammeh, para abandonar a Presidência, ou seria retirado à força. Há notícias de que estas tropas já estarão em território gambiano, a postos para repor a legalidade constitucional no país, mas até este momento vive-se um impasse, sendo certo que o ex-Presidente já viu a sua Vice—Presidente abandonar o cargo, bem como o seu CEMGFA celebrar nas ruas, a tomada de posse do novo Presidente. Ou seja, encontra-se cada vez mais isolado e com o Exército partido ao meio entre as étnias Djola e Mandinga, por culpa de Jammeh, que já nesta fase de tensão final ameaçou matar pessoalmente todos os militares mandingas nas fileiras, caso se colocassem do lado de Barrow. Do ponto de vista étnico, vale a pena acrescentar que o ex-Presidente Jammeh é Djola e o novo Presidente Barrow é filho de mãe Mandinga e de pai Fula, o que também dá esperanças aos gambianos que o futuro poderá passar por um desejado período de “políticas não étnicas”, o contrário do que Jammeh fez nos últimos anos.
POR QUE É QUE A CRISE NA GÂMBIA INTERESSA À LUSOFONIA?
Desde já recorro de novo à imagem que ilustra o texto, mas também poderia ter colocado uma que mostra a estrada, desde Bissau a Banjul, uma distancia menor de 300 km. A proximidade é o maior problema, de tal forma, que Luís Vicente, um luso-guineense, profundo conhecedor das realidades e dependências da RGB, prioriza o Porto de Banjul, como principal ponto de abastecimento da RGB, o que em caso de conflito, terá de imediato repercussões neste país lusofono. Outra consequência imediata e que já está a acontecer, é uma vaga de refugiados no sentido do sul do Senegal e norte da RGB, sendo já 45 mil os deslocados registados pelas Nações Unidas e, neste ponto, o Professor Eduardo Costa Dias (ISCTE), certamente o melhor especialista português na África Ocidental, alerta para o perigo de uma vaga futura de refugiados, ser um atractivo para o estabelecimento de mais traficantes de droga em Bissau e arredores, enquanto aproveitam o caos regional para se esconderem e prosperarem.
Quanto às tensões étnicas, Costa Dias desvaloriza o cenário de um efeito dominó em direcção à RGB. O efeito de contágio seria, na opinião deste Académico, via Felupes/Djolas da Gâmbia e Casamansa, assunto ao qual já iremos.
Já Jorge Heitor Jornalista/Africanista, com profunda experiência na RGB reforça o facto de a RGB ter sempre tido políticos nascidos, criados ou com laços familiares na Gâmbia, como foi o caso de Iaiá Camará, vice-presidente de Nino. Os felupes do Norte da RGB e os djolas gambianos são afins. José Mário Vaz (JOMAV), Presidente da RGB tem tido em Jammeh um grande sustentáculo, pelo que com a saída deste ficará mais frágil. Em complemento, Luís Vicente reforça a ideia da influência da figura do Presidente Jammeh, na actual crise constitucional na RGB, já que a grande reviravolta do PRS, após o regresso dos seus líderes da Gâmbia, na sequência do convite formulado por Yahya Jammeh para resolução do conflito político que opunha o Presidente JOMAV e o PAIGC, onde consta que foram assumidos compromissos políticos e até financeiros. Quem andou a financiar o próprio governo de Baciro Djá, uma vez que o orçamento nunca chegou a ser aprovado na Assembleia da República? Questiona Vicente! E, conclui que o grupo dos 15 teve muito mais impacto quando regressou da Gâmbia e a partir daí os problemas políticos intensificaram-se de uma tal forma que ainda hoje se sentem os resquícios dessa batalha terrível que está a destruir as esperanças do povo guineense. Quer queiramos ou não, os problemas da Gâmbia têm um forte impacto na Guiné-Bissau em todos os sentidos, nomeadamente, social, económico e religioso. No que se refere à componente Social, na medida em que já assistimos a fuga da população gambiana com destino à RGB e ao Senegal, o que criará maiores dificuldades ao país, uma vez que não oferece condições para dar suporte às suas populações quotidianamente, sendo agora confrontado com um “BOOM” de refugiados gambianos.
CONSEQUÊNCIAS DA SAÍDA DE JAMMEH
Já se sabe, como disse anteriormente, que o agora ex-Presidente Yahya Jammeh, se encontra exilado na Guiné-Equatorial, país membro da CPLP, para onde levou 11 milhões de dólares dos cofres gambianos. Em primeiro lugar e, desde já, assinalar o silêncio do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, que sobre este assunto (o roubo deste dinheiro e consequente exílio de Jammeh num país membro da CPLP). É nestas ocasiões que se afirmam as lideranças destes projectos multilaterais e sempre competitivos. Mas o silêncio não é apenas português, é geral, no seio da nossa Comunidade Lusófona. Aliás, não creio ter visto este assunto passar na Media portuguesa, em semana de tomada de posse do 45º Presidente americano.
Jammeh saiu, mas não significa que fique quieto, voltando a Jorge Heitor, este refere que Jammeh tem a sua base tribal e, ao que consta, grandes depósitos de armas na fronteira da Gâmbia com a Casamansa, pelo que poderia retirar-se para aí e desenvolver uma guerrilha, incendiando todo esse território. Se o escorraçarem de Banjul, ele poderá tornar-se o padrinho da guerrilha separatista da Casamansa, afectando muito naturalmente toda a faixa setentrional da Guiné-Bissau, a começar por Varela e São Domingos. Não foi “para aí” (Kanilai, na fronteira sul da Gâmbia, hipótese aventada aquando do impasse), mas foi para a Guiné Equatorial, de onde poderá manipular os acontecimentos, agora com os seus milhões e os de Obiang, que todos consideramos um outsider e que poderá ver aqui uma hipótese de influenciar e condicionar ainda mais a relação de poderes no seio da CPLP e CEDEAO.
Tudo isto ganhará chão ideológico, caso o Presidente legitimo Adama Barrow, afilhado político do Presidente do Senegal, Maki Sall (étnia Fula), esteja sugestivo aos avanços deste para reactivar o acordo que estabeleceu a Senegâmbia entre 1982 e 1989, uma Confederação que uniu instituições comuns entre a Gâmbia e o Senegal, bem como promoveu uma integração dos aparelhos militar e de segurança de ambos países. Esta será também uma forma de o Senegal se afirmar regionalmente e fazer face aos avanços nigerianos no seio da CEDEAO, apresentando-se como garante da paz no Senegal, Gâmbia, RGB e até mesmo Mauritânia, Mali e Marrocos, já que as consequências regionais serão imprevisíveis de um conflito baseado em diferenças étnicas e, neste caso, numa transferência de território e soberania, que a propaganda fará sempre passar como alienação definitiva e não transferência coordenada e revogável.
Neste sentido e, em conclusão, aponto para um cenário de potencial conflito entre 2 projectos, o da Senegâmbia, apaziguador (e também de certa forma consensual entre a sofrida população gambiana que manifestou “apenas” querer paz e segurança, nos últimos dias), já que pretende ter mão no dividido Exército Gambiano, fruto desta querela Constitucional e, o projecto de uma Gâmbia-Casamansa, disruptivo e vingativo, liderado à distância pelo ex-Presidente Jammeh (o qual arrisca ser perseguido pelo TPI, promessa de campanha do seu sucessor Barrow), que apostará num quanto pior melhor e que em muito afectará a RGB, tanto na anexação de parte do seu território norte (Varela e S. Domingos) e mesmo interior norte (Oio e Bafatá), como nas tensões étnicas entre Djolas gambianos e Felupes bissau-guineenses que, por muita afinidade que exista entre ambos, tudo muda quando se alteram fronteiras.
Volto ainda ao Professor Costa Dias, como nota final que sugeriu o seguinte, Uma boa pergunta será também saber como estão a reagir os tradicionais apoios de muçulmanos radicais na Mauritania, Mali, Burkina-Faso e mesmo Médio Oriente, a Jammeh. Sobre este capítulo, assinalo a permanente atenção que a Qatari Al-Jazeera deu a este impasse, em véspera e no próprio dia da tomada de posse do novo Presidente americano, com constantes “directos” a partir de Dakar, com direito a enviado especial, demonstrativo das simpatias que o Golfo tem pelo homem que em Dezembro de 2015, fez da Gâmbia a 5ª República Islâmica do Planeta Terra (as outras são o Paquistão, o Irão, a Mauritânia e o Afeganistão).
Raúl M. Braga Pires (CINAMIL),
25.1.17
24.1.17
Gâmbia: Escolhida a vice-presidente
De Dakar où il se trouve en attendant son retour en Gambie, Adama Barrow a commencé à formé son gouvernement.
Le successeur de Jammeh a nommé Fatoumata C.M. Jallow -Tambajang au poste de vice présidente. L'information a été livrée par son porte-parole Halifa Sallah, lors d'une conférence de presse tenue lundi à Banjul. Le probable futur porte parole du gouvernement a en outre révélé que la liste restante des ministres du gouvernement sera annoncée plus tard sur la télévision d'Etat TGRS.
Mme Tambajang est l'une des initiateurs de la coalition de l'opposition qui a abouti à l'élection d'Adama Barrow et mis fin à 22 ans de régime de Yahya Jammeh.
Fatoumatta C.M. Jallow Tambajang est née le 22 octobre 1949 à Brikama, une ville commerçante de la Gambie. Elle a fait ses études en Gambie, au Sénégal et en France. Femme leader, elle est mère de huit (8) enfants.
Actrice du développement, elle a été primée par le PNUD, dans un projet axé sur l'intégration de la dimension de genre. Elle a collaboré pendant 20 ans avec le PNUD et les ONG féminines, et y a occupé divers postes de responsabilité. Elle a séjourné pendant cinq ans dans les régions du fleuve Mano et des Grands Lacs dévastées par la guerre civile. Défenseure des droits de l'homme, Mme Tambajang est une figure historique de l'opposition pour le changement démocratique en Gambie.
Fatoumatta C.M. Jallow Tambajang a été désignée médiatrice par les partis de l'opposition pour créer une coalition crédible et équilibrée entre les sexes lors des élections nationales de 2016.
Elle a été élue présidente de la coalition en raison des grands progrès qu'elle a réalisés, en réunissant notamment les membres de l'opposition autour d'une seule bannière.
Fatoumata était conseillère de l'ancien Président de la Gambie, Daouda Kaïraba Jawara sur le droits des femmes et des enfants.
Elle a présidé le Conseil national des femmes de la Gambie et l'a représentée au Conseil national économique et social de la Gambie pendant six (6) ans.
Elle a également été secrétaire générale de SoS-Santé et du Bien-être social et a initié et lancé une structure dénommée "The Sera Jarjue Fund" pour les personnes à faibles revenus.
Elle a reçu la plus haute distinction de la Gambie sous le règne de Dawda Kairaba Jawara.
Le successeur de Jammeh a nommé Fatoumata C.M. Jallow -Tambajang au poste de vice présidente. L'information a été livrée par son porte-parole Halifa Sallah, lors d'une conférence de presse tenue lundi à Banjul. Le probable futur porte parole du gouvernement a en outre révélé que la liste restante des ministres du gouvernement sera annoncée plus tard sur la télévision d'Etat TGRS.
Mme Tambajang est l'une des initiateurs de la coalition de l'opposition qui a abouti à l'élection d'Adama Barrow et mis fin à 22 ans de régime de Yahya Jammeh.
Fatoumatta C.M. Jallow Tambajang est née le 22 octobre 1949 à Brikama, une ville commerçante de la Gambie. Elle a fait ses études en Gambie, au Sénégal et en France. Femme leader, elle est mère de huit (8) enfants.
Actrice du développement, elle a été primée par le PNUD, dans un projet axé sur l'intégration de la dimension de genre. Elle a collaboré pendant 20 ans avec le PNUD et les ONG féminines, et y a occupé divers postes de responsabilité. Elle a séjourné pendant cinq ans dans les régions du fleuve Mano et des Grands Lacs dévastées par la guerre civile. Défenseure des droits de l'homme, Mme Tambajang est une figure historique de l'opposition pour le changement démocratique en Gambie.
Fatoumatta C.M. Jallow Tambajang a été désignée médiatrice par les partis de l'opposition pour créer une coalition crédible et équilibrée entre les sexes lors des élections nationales de 2016.
Elle a été élue présidente de la coalition en raison des grands progrès qu'elle a réalisés, en réunissant notamment les membres de l'opposition autour d'une seule bannière.
Fatoumata était conseillère de l'ancien Président de la Gambie, Daouda Kaïraba Jawara sur le droits des femmes et des enfants.
Elle a présidé le Conseil national des femmes de la Gambie et l'a représentée au Conseil national économique et social de la Gambie pendant six (6) ans.
Elle a également été secrétaire générale de SoS-Santé et du Bien-être social et a initié et lancé une structure dénommée "The Sera Jarjue Fund" pour les personnes à faibles revenus.
Elle a reçu la plus haute distinction de la Gambie sous le règne de Dawda Kairaba Jawara.
23.1.17
Gâmbia: A hipocrisia norte-americana
The demand from the United States for Jammeh to relinquish power was a display of absolute hypocrisy since Washington had not only installed Jammeh into power but two successive U.S. presidents warmly welcomed the military ruler to the White House. Jammeh, who owns a $3.5 million mansion in Potomac, Maryland, was warmly greeted by President Barack Obama at the 2014 and 2015 U.S.-Africa Leaders’ Summits in Washington. President George W. Bush greeted Jammeh at the U.S.-Africa Business Summit in Washington in 2003. With the protection of the State Department’s Diplomatic Security Service, Jammeh’s Moroccan-born wife, Zineb Jammeh, ran up huge totals at the Washington area’s fashionable shopping malls. She also settled on Sam’s Club, a wholesale discount store, to buy massive amounts of household goods. Jammeh is a textbook case of CIA-sponsored kleptocracy on a grand scale.
Under Jammeh, Gambia continued to be a strategic ally of the United States. The kleptocratic Gambian leader permitted the U.S. National Aeronautics and Space Administration (NASA) to maintain an emergency landing site for NASA’s space shuttle in the country and Gambia participated with the U.S. Central Intelligence Agency in the post-9/11 rendition program.
Before being installed as Gambia’s dictator, Jammeh had received training from the Pentagon. Merely a lieutenant in the Gambian National Army. In 1993, Jammeh attended the notorious «School of the Americas» in Fort Benning, Georgia. The school has trained some of Latin America’s most notorious military dictators and death squad commanders. While in Fort Benning, Jammeh was made an honorary citizen of the state of Georgia. The following year, and before he launched his coup, Jammeh attended the Military Police Officers Basic Course (MPOBC) at Fort McClellan, Alabama. He was also made an honorary Lieutenant Colonel in the Alabama State Militia. Jammeh continued to collect American honorifics, including being made an admiral in the non-existent Navy of the State of Nebraska. The corny title is bestowed by the governor of Nebraska to prominent citizens, who have not only included African dictators like Jammeh and his fellow CIA-supported kleptocrat, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo of Equatorial Guinea, but to the likes of George W. Bush, Ronald Reagan, and Queen Elizabeth II.
It was during the administration of President Bill Clinton that the green light was given for Jammeh to be installed in a CIA-led coup in Gambia. Zero Edge
Under Jammeh, Gambia continued to be a strategic ally of the United States. The kleptocratic Gambian leader permitted the U.S. National Aeronautics and Space Administration (NASA) to maintain an emergency landing site for NASA’s space shuttle in the country and Gambia participated with the U.S. Central Intelligence Agency in the post-9/11 rendition program.
Before being installed as Gambia’s dictator, Jammeh had received training from the Pentagon. Merely a lieutenant in the Gambian National Army. In 1993, Jammeh attended the notorious «School of the Americas» in Fort Benning, Georgia. The school has trained some of Latin America’s most notorious military dictators and death squad commanders. While in Fort Benning, Jammeh was made an honorary citizen of the state of Georgia. The following year, and before he launched his coup, Jammeh attended the Military Police Officers Basic Course (MPOBC) at Fort McClellan, Alabama. He was also made an honorary Lieutenant Colonel in the Alabama State Militia. Jammeh continued to collect American honorifics, including being made an admiral in the non-existent Navy of the State of Nebraska. The corny title is bestowed by the governor of Nebraska to prominent citizens, who have not only included African dictators like Jammeh and his fellow CIA-supported kleptocrat, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo of Equatorial Guinea, but to the likes of George W. Bush, Ronald Reagan, and Queen Elizabeth II.
It was during the administration of President Bill Clinton that the green light was given for Jammeh to be installed in a CIA-led coup in Gambia. Zero Edge
Gâmbia: Jammeh levou milhões de dólares
The recently ended dictatorial rule of former President Yahaya Jammeh of the Gambia has produced its first installment of scandal, as the ex-dictator has been accused of looting his country’s treasury and leaving with some of the loot on a private jet owned by Nigeria’s All Progressive Congress National Leader, Mr. Bola Ahmed Tinubu. Unknown to many Nigerians, the super-expensive Falcon Dassault 900X triple engine jet, which was last seen flying Mr. Jammeh out of The Gambia, is owned by the former Lagos State governor until his newspaper, The NATION, published a story revealing that it was used to move Mr. Jammeh out of his country. The newspaper also said the jet had been in the care of President Alpha Conde of Guinea.
Gambians are happy that Mr. Jammeh left the country on Saturday night after leaders of the Economic Community of West Africa States (ECOWAS) and the African Union (AU), supported by the United Nations (UN), got him to commit to an agreement to quit to avoid military action.
They are, however, unhappy with the arrangement that enabled Mr. Jammeh to leave with huge sums of money said to be $11million and luxury items believed to be stolen from his country.
A cargo aircraft provided by the President of Chad, Mr. Idris Deby, was seen ferrying at least seven exotic cars, including Rolls Royce and Sports Utility Vehicles for the exclusive use of Mr. Jammeh, who is now in Malabo, Equatorial Guinea, shortly after a brief stop-over in Conakry, Guinea. President Conde of Guinea reportedly disembarked before Mr. Tinubu’s jet headed to Malabo, where Mr. Jammeh will, in the meantime, spend his post-office life as the guest of another sit-tight dictator, President Teodoro Obiang Nguema Mbasogo of Equatorial Guinea.
The new Gambian government of President Adama Barrow has not fully disclosed the scale of last-minute looting perpetrated by Jammeh, but Central bank officials are revealing that the former dictator stole at least $20m from Gambians in the last two weeks. Sahara Reporters, New York
Gambians are happy that Mr. Jammeh left the country on Saturday night after leaders of the Economic Community of West Africa States (ECOWAS) and the African Union (AU), supported by the United Nations (UN), got him to commit to an agreement to quit to avoid military action.
They are, however, unhappy with the arrangement that enabled Mr. Jammeh to leave with huge sums of money said to be $11million and luxury items believed to be stolen from his country.
A cargo aircraft provided by the President of Chad, Mr. Idris Deby, was seen ferrying at least seven exotic cars, including Rolls Royce and Sports Utility Vehicles for the exclusive use of Mr. Jammeh, who is now in Malabo, Equatorial Guinea, shortly after a brief stop-over in Conakry, Guinea. President Conde of Guinea reportedly disembarked before Mr. Tinubu’s jet headed to Malabo, where Mr. Jammeh will, in the meantime, spend his post-office life as the guest of another sit-tight dictator, President Teodoro Obiang Nguema Mbasogo of Equatorial Guinea.
The new Gambian government of President Adama Barrow has not fully disclosed the scale of last-minute looting perpetrated by Jammeh, but Central bank officials are revealing that the former dictator stole at least $20m from Gambians in the last two weeks. Sahara Reporters, New York
22.1.17
Gâmbia: Exílio na Guiné Equatorial
La Comunidad Económica de Estados de África Occidental, la Unión Africana y Naciones Unidas han pedido al nuevo Gobierno gambiano que respete la integridad y los derechos del ex presidente Yahya Jamé tras su problemática salida del poder, según una declaración conjunta que anima a las nuevas autoridades a "iniciar un proceso de reconciliación nacional para cimentar la cohesión social".
En la declaración, publicada este sábado, las tres organizaciones valoran positivamente la "pacífica transición de poder" en el país africano sin hacer mención a la dilación exhibida por el ex dirigente, que intentó prolongar su mandato tras negarse a reconocer su derrota electoral, a pesar de las críticas en pleno de rivales y comunidad internacional.
Así, tanto la CEDEAO como la Unión Africana y la ONU "aplauden la buena voluntad y el sentido de estado" exhibidos por Jamé "para preservar la paz, estabilidad y seguridad de Gambia", así como "su decisión de facilitar una transición pacífica y ordenada, de acuerdo con la constitución".
Las tres organizaciones piden al Gobierno gambiano, en este sentido, "que garantice la dignidad, el respeto, la seguridad y los derechos del ex presidente", y que tome las medidas necesarias para "asegurarse de que no comienza una campaña de intimidación, acoso o caza de brujas contra los antiguos miembros del régimen de Jamé o sus simpatizantes".
Jamé se encuentra ahora en Guinea Ecuatorial tras 22 años de un mandato marcado por múltiples acusaciones de abusos contra los Derechos Humanos, así como de torturas y asesinatos. A pesar de la victoria de Barrow en los comicios, Jamé rechazó la declaracion de la Comisión electoral y recurrió al Tribunal Supremo, iniciando una campaña de desgaste que solo terminó cuando el Ejército le retiró su apoyo el pasado viernes. Para entonces, Jamé había disuelto el Gobierno.
Aunque ni la CEDEAO, ni la UA ni Naciones Unidas sabían que Jamé tenía previsto exiliarse en Guinea Ecuatorial, las declaración pide al Gobierno gambiano que se abstenga de tomar represalias contra "cualquier país que proporcione hospitalidad africana al ex presidente y a su familia", y conceden que Jamé "tiene libertad para regresar a Gambia en cualquier momento como ciudadano de este país y antiguo jefe de Estado".
Así, tanto la CEDEAO como la Unión Africana y la ONU "aplauden la buena voluntad y el sentido de estado" exhibidos por Jamé "para preservar la paz, estabilidad y seguridad de Gambia", así como "su decisión de facilitar una transición pacífica y ordenada, de acuerdo con la constitución".
Las tres organizaciones piden al Gobierno gambiano, en este sentido, "que garantice la dignidad, el respeto, la seguridad y los derechos del ex presidente", y que tome las medidas necesarias para "asegurarse de que no comienza una campaña de intimidación, acoso o caza de brujas contra los antiguos miembros del régimen de Jamé o sus simpatizantes".
Jamé se encuentra ahora en Guinea Ecuatorial tras 22 años de un mandato marcado por múltiples acusaciones de abusos contra los Derechos Humanos, así como de torturas y asesinatos. A pesar de la victoria de Barrow en los comicios, Jamé rechazó la declaracion de la Comisión electoral y recurrió al Tribunal Supremo, iniciando una campaña de desgaste que solo terminó cuando el Ejército le retiró su apoyo el pasado viernes. Para entonces, Jamé había disuelto el Gobierno.
Aunque ni la CEDEAO, ni la UA ni Naciones Unidas sabían que Jamé tenía previsto exiliarse en Guinea Ecuatorial, las declaración pide al Gobierno gambiano que se abstenga de tomar represalias contra "cualquier país que proporcione hospitalidad africana al ex presidente y a su familia", y conceden que Jamé "tiene libertad para regresar a Gambia en cualquier momento como ciudadano de este país y antiguo jefe de Estado".
21.1.17
Gâmbia: Rumo a Malabo?
Après sa déclaration officielle à la télévision nationale la nuit dernière, le président sortant Yahya Jammeh attendrait en ce moment à Banjul le vol devant le conduire à sa nouvelle destination qui serait probablement, Malabo, la capitale de la Guinée Equatoriale, vient d’apprendre Guinéenews des sources proches de la médiation menée par les présidents Alpha Condé de la Guinée et Abdel Aziz de la Mauritanie.
Selon nos informations, le pays du président Teodoro Obiang Nguema MBasogo aurait accepté d’offrir l’asile au désormais ex-président de la Gambie, le Cheikh Professeur Alhaji Dr. Yahya AJJ Jammeh Nasirul Deen Babili Mansa.
Pour sa part, le numéro un guinéen, Alpha Condé serait toujours en place à Banjul dans l'attente de l'avion qui doit venir chercher l’enfant de Kanilaï pour Malabo, nous indique une de nos sources avant de préciser que ce dernier acte constituerait l’une des dernières conditions posées par les médiateurs à fin d'assurer une prise de fonction effective du président élu, Adama Barrow, investi le 19 janvier dernier à l’Ambassade de la Gambie à Dakar.
Aux dernières nouvelles, le président Jammeh, pour des raisons de logistiques, ferait escale d'abord à Conakry où il est incessament attendu en compagnie du président Alpha Condé avant de mettre le cap sur Malabo, capitale de la Guinée Equatoriale, nous rapportent nos sources.
Par ailleurs, faut-il rappeler que beaucoup d'autres noms de pays ont circulé depuis ce samedi matin dans la presse et dans les chancelleries comme étant de possibles destinations de l'ancien homme fort de Banjul. Parmi eux, il y a la Guinée, la Mauritanie, le Maroc ou encore le Qatar.
(Notícias da imprensa guineense)
Gâmbia: Uma lição para a África Ocidental
Gambian President Yahya Jammeh has accepted to step down from power in order to stop military invasion of his country by West African forces. The regional forces invaded the Gambia to remove Jammeh following his refusal to cede power to president-elect Adama Barrow.
Douglas Degroot, with the Executive Intelligence Review from Leesburg, says Jammeh’s acceptance to relinquish power is a major step to avoid further conflict and bloodshed in West Africa.
The decision by Jammeh to step down from power is “a very positive development for all of West Africa,” because the situation in the whole region could have turned into turmoil, Degroot told Press TV’s Top 5 on Friday night.
He argued that the peaceful settlement of the politician chaos in the Gambia stops at least one dilemma in the “nasty situation of West Africa,” which has been already involved in fighting terrorism in Nigeria and Mali.
There have been reports that “some of Charles Taylor [former president of Liberia] mercenaries from the Liberian civil war period were possibly going to get involved” in the election crisis of the Gambia, he stated.
He touched upon the impact of regional pressure on the longtime president, noting, “Jammeh finally got the message that this (refusal to cede power) just is not going to be tolerated” by the regional powers.
Countries like Senegal, Nigeria, Liberia and Ghana threatened the Gambian president that if he refuses to accept his defeat in the election and relinquish power, they would bring him down to make sure President-elect Adama Barrow would take office.
Jammeh found himself very “isolated” when other nations in West Africa signaled their support for the president-elect and urged the long-time president to step down, he said.
Jammeh, who lost the vote by a slim margin to Barrow, first accepted the defeat in December’s election but then changed his mind and said there were irregularities in a recount.
Assinar:
Postagens (Atom)

