3.11.13
Bissau: A perpetuação do poder dos militares
«Na sequência de uma carta que dirigiu ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, onde levantou várias preocupações relacionadas com o processo político da Guiné-Bissau, o ex-Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Jr, acompanhado do Mamadu Saliu Jaló Pires, ex- Ministro dos Negócios estrangeiros, esteve na sede da ONU, em Nova Iorque, de 29 de Outubro a 01 de Novembro de 2013, em visita oficial de trabalho, durante a qual foi recebido pelo Secretário-geral Adjunto, Dr. Jeffrey Feltman, que dirige o Departamento dos Assuntos Políticos do Secretariado Geral da ONU.
Durante o encontro, Carlos Gomes Jr. Fez uma exposição das preocupações essenciais no processo politico guineense orientado para o retorno à ordem constitucional na Guiné-Bissau, através da organização de eleições presidenciais e legislativas credíveis e inclusivas.
A exposição feita pelo Carlos Gomes Jr ao Secretário-geral Adjunto da ONU, incidiu fundamentalmente nos seguintes aspetos, que não devem ser ignorados pela Comunidade Internacional, nomeadamente pelas Nações Unidas e União Africana:
1. Não obstante estar-se a poucos meses para a realização das eleições gerais na Guiné-Bissau, o poder militar que liderou o golpe de Estado de 12 de Abril do ano transacto e, sob sanções da ONU, União Africana e União Europeia, mantém-se em funções com poderes reforçados sobre o poder civil;
a. O poder militar continua a interferir na vida política do país e controla todos os poderes de Estado, incluindo os tribunais, com destaque para o tribunal militar, que é, na prática, uma extensão do Estado Maior General das Forças Armadas;
b. Não está garantido o regresso incondicional ao país, em liberdade e segurança, do Presidente do PAIGC e demais dirigentes políticos, bem como de antigos governantes e líderes de alguns partidos políticos nacionais a viver no estrangeiro como exilados políticos;
c. Desde 12 de Abril de 2012 que os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e dos partidos políticos estão suspensos por decisão dos militares, sendo certo que a situação dos direitos humanos terá piorado com o chamado caso 21 de Outubro do ano passado;
d. Os cidadãos continuam sob ameaças dos militares e a liberdade de imprensa absolutamente proibida, com um clima de intimidação permanente sobre os políticos, sindicalistas, ativistas da defesa e proteção dos direitos humanos, jornalistas e representantes da sociedade civil;
e. O medo generalizado reinante na Guiné-Bissau pelas sistemáticas violações dos direitos humanos praticadas pelos militares guineenses, incluindo assassinatos, prisões arbitrárias e espancamentos;
f. A impunidade e o narcotráfico na Guiné-Bissau ganharam expressão de forma nunca antes visto na sociedade guineense;
g. O desprezo total do poder militar pelo poder civil instalado com o golpe de Estado de 12 de Abril, simbolizado com o recente ato de juramento à Bandeira de cerca de 2.400 novos agentes militares e de segurança, sem qualquer enquadramento legal e orçamental;
h. A total ineficácia da Força militar da CEDEAO (ECOMIB) presente em Bissau face a atuação desconforme com a Lei e a Constituição do poder militar guineense, quer na vertente da proteção dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, quer na vertente do combate a impunidade e ao narcotráfico;
Entretanto, Carlos Gomes Jr lembrou, também, ao seu interlocutor da ONU, da carta que dirigira ao Secretario Geral da ONU Ban Ki Moon, em 27 de Julho de 2012, na qual solicitara ao Conselho de Segurança a constituição de um Tribunal Internacional ad hoc para a Guiné-Bissau à semelhança do que ocorreu no passado em situações idênticas, para julgamento de todos os crimes de sangue cometidos no país.
Por outro lado, Carlos Gomes Jr, reuniu-se com o representante da União Africana na ONU e também com os Embaixadores de alguns países africanos da CPLP.
Lisboa, 02 de Novembro de 2013.
As autoridades eleitas da República da Guiné-Bissau»
Publicada por António Aly Silva no blog Ditadura do Consenso
1.11.13
Armando Guebuza de cabeça perdida
"Vocês é que são culpados disto, são agitadores de tudo que o País vive hoje”
– Armando Guebuza
“Eu confio no meu comandante geral da PRM e nos meus homens da Casa Militar e da Polícia, se é que há um problema, que me digam para eu rectificar de imediato, não somente criticar e não dizer o que está mal” – idem
O presidente da República, Armando Guebuza, perdeu a cabeça durante a conferência de Imprensa do balanço da Presidência Aberta e Inclusiva na província de Manica, realizada quarta-feira na cidade de Chimoio.
Em clara situação de desespero, o chefe de Estado chamou aos jornalistas “agitadores do povo” e disse que a Imprensa é a responsável por toda a crise política que o País vive.
Sem apresentar fundamentos para a sua tese, o chefe de Estado disse que “alguns órgãos de comunicação social, para além de informar a população, dedicam-se a desinformar, mentir e criar pânico no seio da população” e por fim apelidou os tais meios de comunicação social de “agitadores do povo”.
“Vocês jornalistas quando vão escrever não reparam para estes pormenores e optam por dizer que está mal e publicam para o povo ler coisas que não condizem com a verdade”, disse o chefe de Estado.
Numa intervenção visivelmente mais emocional do que racional, o chefe de Estado disse que toda a tensão político-militar vivida no País é resultado da acção de alguns órgãos de comunicação social, como se os jornais, rádios e televisões comprassem armas e mandassem atacar civis e lideres da oposição. “Vocês da Imprensa vão para as matas da Gorongosa e vêem que o Governo está a intervir para manter a estabilidade e segurança à população mas escrevem que está tudo mal”, disse o PR.
A seguir Guebuza disse o que, na sua concepção, a tarefa da Imprensa devia ser: “informar a verdade ao povo, priorizar o interesse de manter-se a Paz no seio da população”.
Confiança na Polícia e na Casa Militar
Neste momento que a Polícia sofre profundas críticas da sociedade em geral devido à sua má actuação, principalmente no esclarecimento dos raptos, o chefe de Estado retomou um discurso que mostra o seu distanciamento com o povo e está totalmente em contramão com o que os cidadãos, praticamente em uníssono, dizem em todos os cantos do país.
O PR Armando Guebuza afirmou confiar profundamente na Polícia e na Casa Militar.
“Eu confio no meu comandante geral da PRM e nos meus homens da Casa Militar e da polícia, se é que há um problema que me digam para eu rectificar de imediato, não somente criticar e não dizer o que está mal”, concluiu Guebuza em resposta a uma questão de um jornalista que pedia comentário do chefe de Estado sobre alegado envolvimento de agentes da Polícia e da casa militar nos raptos. (José Jeco)
CANALMOZ – 01.11.2013
Moçambique: Gundana eventual sucessor de Guebuza
O chefe de Estado, Armando Guebuza, apresentou ao presidente da República Popular da China, Xi Jinping, o general Feliciano Gundana (foto)como “seu sucessor” à Presidência de Moçambique.
Nos 30 minutos que Guebuza foi recebido pelo presidente chinês, fez-se acompanhar pelo ministro da Presidência para Assuntos da Casa Civil, Feliciano Gundana, e disse ao seu homólogo chinês que “este é o meu sucessor”.
Na verdade Gundana já foi referenciado pelo Padre Felipe Couto em entrevista ao Magazine Independente, como a figura ideal para candidato pela Frelimo à Presidência da República, mas ao nível da opinião pública e dos analistas políticos é pouco cogitado para tal indicação. Ademais, Pachinuapa não é membro da comissão política do partido Frelimo, órgãos do qual geralmente são encontrados os presidenciáveis da Frelimo.
Não obstante não ser uma figura favorável, fontes membros da delegação que acompanhou o chefe de Estado na visita à China garantiram que Guebuza apresentou Gundana “como seu sucessor”.
General na Reserva, ex-ministro dos Antigos Combatentes e actualmente ministro da Presidência para Assuntos da Casa Civil, Gundana é natural de Inhamizua, província de Sofala, e já ocupou cargos de governador de Inhambane, Zambézia, Nampula.
Até quando “concorrer” à Presidência da República, em 2014, Gundana estará a completar 74 anos, visto que nasceu em 1940.
Resumo de CV
Segundo consta da Base de dados do Centro da Integridade Pública (CIP), Feliciano Gundana nasceu em Inharingue, distrito de Machanga, do dia 15 de Janeiro de 1940. Em 1953 concluiu a terceira classe elementar. Em 1957 fez a 4ª classe. É um dos membros fundadores da UDENAMO.
Faz parte do núcleo decisório e restrito dos membros influentes do partido Frelimo. Depois da independência foi chefe dos serviços da inteligência militar, até 1978.
Depois foi sucessivamente governador provincial de Inhambane, Nampula e Zambézia.
Casado e pai de três filhos, professa a religião cristã. Fala CiNdau, SiSewali, português, francês e inglês.
Canal de Moçambique
Guebuza: "Ambição e ganância desmedidas"
Samora deixou o país destruído pela guerra, mas tinha moral, ética, identidade e espírito de unidade nacional. Dizia que lutava pela unidade de todos mesmo que tivesse sido em teoria; ele procurava reflectir a moral do seu povo e ninguém imaginava que o actual presidente estava metido em negócios. Sabem, no meu tempo, filha de uma prostituta subia para o altar de véu e grinalda.
JOAQUIM CHISSANO saiu do poder e deixou os cidadãos com alguma moral e esperança. Que me lembre não deixou muita gente tão descontente como estão os cidadãos hoje, sem esperança, sem moral, sem dignidade onde cada um só pensa em roubar para ser rico. Nunca ouvi o povo tão revoltado e sem esperança como está agora.
Ora, vejamos:
A corrupção aumentou sem qualquer plano de acção para o seu combate;
A incompetência dos governantes acentuou-se mais e passamos a ver ministros que nem sequer sabem o que fazem, não conhecem a casa que governam, os problemas dos seus pelouros e não medem palavras quando se dirigem aos cidadãos; a criminalidade aumentou assustadoramente; a sinistralidade está ceifando vidas diariamente nas estradas; os incêndios jamais vistos ocorrem nesta governação; o branqueamento de capitais, o tráfico de órgãos humanos, drogas e armas fazem parte do sistema de uma forma impune.
Os raptos sucedem-se e atingem números que assustam. A comunidade asiática, apesar de ser composta por moçambicanos com igual direito de protecção, nada é feito para a acudir. No mínimo o estado deve esclarecer este fenómeno que, ultimamente, virou crime organizado com impacto social e económico bastante negativo.
As manifestações de vários segmentos sucedem-se, dia após dia, mas a Polícia de Intervenção Rápida é, de facto, veloz para descarregar sobre cidadãos no gozo dos seus direitos. Para não falar de perseguições consequentes desde o emprego até a casa. Vivemos, sim, momentos de terror e incerteza.
A greve do pessoal da saúde, por duas vezes, sem resposta e que continua silenciosa. Basta ir para qualquer posto de saúde ou hospital para ver como é que o povo sofre. A greve silenciosa na saúde tem efeitos mais nefastos do que a da rua.
Os médicos, enfermeiros, todo o pessoal da saúde e suas famílias continuam a sofrer, ameaças, despedimentos, transferências, descontos, processos disciplinares e humilhações. É para isto que lutaram e pensam que nos libertaram? Libertaram a terra, mas os homens continuam debaixo do sofrimento.
Os dois levantamentos populares aconteceram e marcaram os dois mandatos de Armando Guebuza em que as pessoas procuraram demonstrar a sua revolta ante a má governação. E o governo no lugar de transmitir mensagem de esperança, distanciou-se cada vez mais, matando inocentes.
Senhoras e Senhores libertadores acima citados e outros esclareçam-me:
Quem foi, afinal, Armando Guebuza, ontem, na luta de libertação que tantos anos convosco viveu e não o descobriram que é a pessoa com mais espírito de negócios pessoais, ambição e ganância desmedida. Porquê não descobriram que ele é que poderia virar o país para o abismo e não somente o Lázaro Nkavandame e Urias Simango que os textos parciais da Frelimo tanto nos deliciam?
Digam-me minhas senhoras e meus senhores foi para isto que lutaram e tomaram o poder para num minuto tornar a filha dele a mulher mais rica de Moçambique; não lutaram por uma sociedade equilibrada e de justiça social?
Maria Alice Mabota, na primeira das suas Cartas Abertas a Graça Machel, Joaquim Chissano e outros Libertadores da Pátria.
Deserção de tropas moçambicanas?
Renamo afirma que estão a ocorrer deserções no seio das
Forças de Defesa e Segurança (FDS) destacadas para
a região Centro de Moçambique para combater elementos
armados da organização liderada por Afonso Dhlakama.
Esta alegação consta de um comunicado distribuído pela
Renamo e assinado pelo respectivo porta-voz oficial a nível
nacional, Fernando Mazanga.
“Nota-se um pânico e pavor no seio dos jovens das
FADM/FIR (Forças Armadas de Defesa de Moçambique/Força
de Intervenção Rápida), a ponto de muitos desertarem, e
regressarem a Maputo, trajando roupa civil. Prova disso
são cerca de 15 AK47 e fardamentos respectivos que os
seguranças (da Renamo) apanharam nas matas abandonadas”,
refere o referido comunicado, que descreve uma série
de eventos militares registados em diversos pontos na região
Centro de Moçambique, desde o início desta semana.
(Redacção do Correio da Manhã, de Maputo)
Vigorosa denúncia da corrupção de Guebuza
Quando alguém assume um compromisso, sobretudo de natureza social, deve rigorosamente cumpri-lo sob pena de defraudar os anseios de quem dele espera lealdade. Um compromisso é um pacto social, com o grupo social que se pretende servir.
Quando comecei a escrever estas linhas mostrando as minhas inquietações, eu tinha a plena consciência de que a capacidade de análise não é propriedade somente minha, mas sim um direito inalienável de pensar de todos e liberdade constitucional de cada um colocar publicamente as suas ideias.
Os meus parabéns a todos aqueles que não comungam comigo o mesmo pensamento, mas aceitam debater ideias e não têm o preconceito de que são ideias de colonialismo em todas as suas dimensões e premissas, nacionalismo, patriotismo, regionalismo, capitalismo, imperialismo, corrupção, esclavagismo e racismo, entre outros, ismos que foram combatidos com vista a trazer a construção de uma sociedade equilibrada diferente da que hoje observo: – Um fosso abismal entre novos ricos e os mesmos pobres de ontem.
E a pergunta que paira em mim é: foi este o sentido de orientação da luta de libertação? Se temos companheiros que tombaram porque tinham ideias de enriquecimento ilícito donde vem esta ideia e, porque é que hoje independentes não nos esforçamos no sentido de se enriquecer honestamente e não a custa do erário público e com comissões de delapidação dos recursos públicos que são de todos?
Setembro passado, iniciei a mostra das minhas inquietações que, afinal são de uma maioria significativa dos cidadãos que, diariamente nas barracas, nos “chapas”, nos mercados em convívios, nos falecimentos não falam de mais nada senão indignarem-se com a pergunta ( kasi a huma kwini ye lwe wa nuna a hi disaka a khay khay, a djula yini lepswi a ganyiki), afinal quem é este homem que nos faz comer o pão que o diabo amassou, o que pretende se já está rico?
Senhoras e senhores libertadores da pátria, quando vos pergunto não é porque todos vós estais na lista dos corruptos ou sejam insensíveis é pelo facto do vosso silêncio que aos olhos de todos significa ou medo de quê, não sei, ou aceitação do que se está a passar no pais, ora senão vejamos:
Tal como afirmei anteriormente, o cidadão Joaquim Chissano deixou a Presidência deste país, tendo aceitado transformar a governação do partido único em multipartidarismo, celebrado o acordo geral de paz que devolveu a tranquilidade, irmandade e paz aos moçambicanos.
Entre outras coisas, iniciou a reconstrução do país devastado pela guerra, permitiu a realização de eleições mais ou menos pacíficas e trouxe a liberdade de expressão e de associação e, quando chegou a vez de lhe tirarem saíu e, soubemos anos luz quem o iria suceder.
Sim, houve problemas na governação de Chissano mas não atingiu tamanha dimensão como estamos hoje, por exemplo, com o Presidente Guebuza.
Este, quando iniciou a sua governação começou por ridicularizar o seu antecessor e todos os que com ele governaram de possuírem o espírito do “deixa andar”, mas nenhum de vós se insurgiu, incluindo o próprio Chissano. De quê tinham medo?
Iniciou com o culto de personalidade, mas nenhum de vós se insurgiu, lembrando que na Frelimo os dirigentes são os primeiros no trabalho e últimos nos benefícios.
Quando iniciou com celebração dos seus negócios de uma forma galopante, pegando tudo o que é negócio para si e para a sua filha ninguém se insurgiu de dentro da Frelimo senão os médias a denunciarem e a espera do vosso pronunciamento já que na Frelimo houve pessoas que foram executadas e expulsas porque entendiam de negócios. Será que foram eliminadas para outros entrarem na concorrência?
Então porque nos mentiram dizendo que eram reaccionários?
Quando iniciou a campanha contra a democracia permitindo que jovens incendiassem, perseguissem e espancassem quem não é do partido Frelimo, nenhum de vós se insurgiu, dizendo que a Frelimo é um partido dos moçambicanos. Um partido pacífico, aglutinador e de paz que lutou para que todos nós possamos viver em paz e harmonia. Aplaudiram ou se entristeceram no íntimo, quando isto aconteceu?
E, quando começou a perseguição de todos os que são a favor de Chissano ou mesmo da sua forma de trabalho, o que fizeram? Perguntem ao Frangoulis como se sente com a sua família e quem dele hoje se aproxima? Perguntem ainda ao Manhenje e outros, só para dar alguns exemplos, mas na verdade são muitas as pessoas que nos relatam as suas peripécias de medo e terror e nenhum de vós influentes se indignou e se insurgiu. Será que anuíram? Uma nota estou a ler um livro interessante de Dalila Cabrita e é tão interessante que no triste e doloroso julgamento que Samora fez aos ex-presos políticos dois grandes homens se posicionaram contra o fuzilamento daqueles em particular ao Matias Mboa marido da falecida Ivete a quem considero Herói vivo e são Joaquim Alberto Chissano e Mariano Matsinhe o que mostra que as suas ideias eram contrarias as de todos e hoje que medo teem? Já nessa altura dizia-se que não se queria imperialistas e exploradores ou entendem que só é explorador quando se tem outra cor se olharmos a dimensão de choros dos trabalhadores das empresas de segurança onde quem são os donos? A exploração dos trabalhadores da track e quem são os donos? A exploração dos automobilistas que pagam as portagens e espatifam carros pelas más condições da N4 só e só em Moçambique que vergonha. Os trabalhadores da Mozal Vales e outros e que ate o racismo desenfreado e todos gritam de igualdade qual igualdade racismo com nosso governo é pior que racismo de colono porque o colono é passageiro.
Apesar de eu ter colocado na lista dos questionados, sinto pena quando o Jorge Rebelo é tratado como está sendo tratado, esquecendo-se que ele contribuiu muito para se fazer esta pátria, mesmo com erros mas está limpo de dignidade. Quem de vós terá tanta dignidade como ele, para lhe tratarem assim com desprezo? Pensem no que estão a semear, porque quem semeia ventos colhe tempestades.
Quando sob o vosso olhar impávido e serenos olham para as populações serem despojadas das suas terras pelas empresas onde Guebuza e seus filhos são sócios, o que dizem? Porque eu, como Mabota, apareço e digo não, e defendo sem capacidade o fim do sistema corrupto da nossa justiça. Olhem que quando Chissano deixou o poder os cidadãos confiavam mais no Presidente da República, ONGs e igrejas do que em outras instituições.
Hoje só confiam em ONGs e midias que são entulhados pela propaganda malévola e triunfalista do regime. Senhoras e senhores libertadores, hoje já não se ensina a ler, escrever e interpretar. Cada palavra de qualquer pessoa, até do papa, é alvo de uma análise profunda e de críticas. É, por isso, que tudo o que fazem é alvo de reparos. Se ontem poderíamos dizer a quase tudo sim, senhor, hoje não, porque qualquer passo deve ter o porquê e para quê.
Quando Guebuza começa a chamar para si todos os feitos, então a sociedade chama para ele todos os males. Como é que os dirigentes dele cá fora dizem uma coisa e lá dentro ou calam ou lhe ajudam a entrar na fossa e ninguém diz nada?
Como é que cada frase que tira ou ideia que lança é mal recebida. Quando diz vamos plantar Jatropha, todo o cidadão, pergunta para quê? O que é isso? Vai queimar a terra. Quando fala de revolução Verde, que revolução? Geração da viragem, virar para onde? Já o Padre Couto, quando Reitor da UEM questionava isso. Trata os seus críticos de Apóstolos da desgraça, quantos? se Cristo só tinha 12…, afinal com quem dialoga?
Em estados normais existem homens grandes de barba branca e cabelos brancos cuja função é estudar e aconselhar o poder e não um grupo de amigos que comem com o chefe de estado. Lembrem-se que os que lhe aconselham a esse tipo de governação vão cair com ele como caiu o Mobuto , que até era o mais rico de África e, nem sequer teve dignidade de ser enterrado no seu solo pátrio. Sorte idêntica teve Idi Amin Dada que até comia carne de gente (canibalismo) para mostrar o seu poder e valentia mas morreu como um desgraçado fora do seu solo pátrio. Já muito recentemente, temos o exemplo do General Kadafi que possuía pistola de ouro e morreu por onde passam fezes. Quem não se lembra ainda hoje de Sadam Hussein que possuía 100 carros e casa cheia de ouro e morreu como um macaco no mato e a barba cheia de piolhos. Este poderoso homem forte do Iraque era tão temido como um Hitler que no seu tempo tinha, Joseph Goebbels, como seu ministro de propaganda, o qual fazia propaganda falsa de como este era querido, mas teve de se suicidar como um ladrão desesperado. Tal foi o fim trágico do homem que o mundo temia.
Sabem, senhoras e senhores libertadores, aprendam de Mandela que lhe retardam a morte pela sua humildade. Ele espera que o digam, Mandela querido, e não apregoa por aí a ninguém que eu sofri na cadeia, por isso, deixem-me ter tudo o que não tive. Certamente, como qualquer outro ser humano, ele, sim, passará da terra mas na mente de gerações não passará jamais. Será como Cristo e Maomé que são filhos de Deus e jamais passarão da boca dos seres vivos a bendizerem-lhes.
O mundo de hoje está no mesmo quintal mas em quartos separados, nada se perpetuará de acordo com o que cada um de nós quer. Isto quer dizer que, temos de fazer algo em prol da comunidade para que seja ela a louvar os nossos feitos e não nos esgrimir em elogios pessoais, ou culto de personalidade para mostrar o que fizemos, as obras devem falar por si.
Sempre com a promessa de um dia voltar, termino questionando como é que o pais é dirigido por este homem que tanto sofrimento causa ao povo? Vamos analisar friamente esta questão para me dizerem se tenho ou não razões de me inquietar!
Maria Alice Mabota
líder da Liga dos Direitos Humanos, de Moçambique
http://www.mozmaniacos.com/2013/10/carta-aberta-libertadores-patria-ii.
Sudão do Sul abre duas refinarias
South Sudan is set to become almost self-sufficient in oil products within a year as two refineries enter production, saving Africa’s newest nation foreign exchange it now uses to buy diesel from neighbors.
“By 2014, we would be 80 percent independent in terms of requiring energy products from any other country,” Paul Adong Deng, managing director of state-owned Nile Petroleum Corp., said in an interview on Oct. 29 in the capital, Juba. “I think by 2016-17, we will be entirely independent.”
South Sudan’s first refinery, which will process 5,000 barrels a day, will begin operating by Dec. 31 and a second one will start by the end of 2014, bringing total processing capacity to 17,000 barrels a day of crude oil, he said.
The facilities are being built in the oil-producing states of Unity and Upper Nile. The first, in Bentiu, is a joint venture between Nile Petroleum and Russia’s Safinat, with a 30 percent-70 percent equity split respectively. It cost “under $100 million,” Deng said.
“We envisage that before year-end, the construction would have been completed and the commissioning would have taken place” after a six-month delay caused by the rainy season and poor road conditions from Kenya’s port of Mombasa, through which the equipment was shipped from Russia, he said. Construction is yet to start on the larger one in Thiangrial.
South Sudan imports as much as 40 million liters (10.6 million gallons) of fuel a month from neighboring Kenya, Deng said. About 80 percent of imports are diesel and 20 percent gasoline.
Sudan Reliance
While South Sudan may review a decision to stop an arrangement under which it was using the refinery near Sudan’s capital, Khartoum, to process crude that was then trucked back to the south, Deng ruled out relying on Sudan for its energy needs for the “foreseeable future,” as a border conflict keeps bilateral relations tense.
South Sudan seceded from neighboring Sudan in July 2011 and took three-quarters of the formerly united country’s oil output. The landlocked country currently exports all its crude, about 220,000 barrels a day, through pipelines across Sudan. A dispute between the two neighbors over export revenue halted South Sudanese production last year, cutting the country’s economy by half to $9.34 billion, according to World Bank data.
“With the refinery operational, ultimately we will no longer continue under the threat of shutdown,” Information Minister Mikael Makuei Lueth said in an interview “Even if they shut down we will continue to refine our oil production.”
Fuel Smuggling
Oil product smuggling across the northern border will probably to drop after Sudan’s government removed subsidies on fuel, Deng said. The removal of fuel subsidies triggered protests in Sudan as the cost of energy and transport rose.
Henry Dillah Odwar, who heads the parliamentary committee on energy, said South Sudan still needs to build roads from the refineries to Juba so it can bring fuel to the capital in the rainy season. Nile Petroleum is studying the viability of transporting the products by “special barges” as they work on constructing all-weather roads, Deng said.
South Sudan has sub-Saharan Africa’s biggest oil reserves after Nigeria and Angola, according to BP Plc (BP/) data. Its low-sulfur crude, prized by Japanese buyers as a cleaner-burning fuel for power generation, is pumped mainly by China National Petroleum Corp., Malaysia’s Petroliam Nasional Bhd. and India’s Oil & Natural Gas Corp. (ONGC)
To contact the reporter on this story: Mading Ngor in Juba at mngor@bloomberg.net
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