16.1.14
Egipto: Al-Sissi, o faraó que se segue
Terminado o referendo no Egipto, resta agora esperar pela possível entronização do General Abdel Fattah el-Sisi, ou al-Sissi (foto), como o novo Nasser ou faraó.
O autor do golpe de estado contra o Presidente Mohamed Morsi e os Irmãos Muçulmanos é dado há uns cinco meses como o homem providencial que muitos egípcios aguardam, um novo Rais envolto em mistério, saído dos serviços secretos militares para uma marcha triunfal até à Presidência da República.
O inflexível ministro da Defesa e Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, que têm a seu cargo 20 por cento da economia egípcia, contará muito provavelmente com o apoio dos Estados Unidos para colocar o Cairo bem no centro do mundo árabe.
Aos 59 anos, mantém boas relações com os serviços secretos norte-americanos e poderá muito bem estar interessado em tentar ensaiar uma espécie de democracia muito própria, baseada em crenças islâmicas mas sem se deixar dominar pelo Corão.
O principal obstáculo que se levanta no caminho de Al-Sissi é a existência de 20 a 25 por cento de egípcios afectos aos Irmãos Muçulmanos. JH
RCA: Risco de genocídio
(Reuters) - A senior U.N. humanitarian official warned on Thursday of the risk of genocide in Central African Republic without a massive scaling up in the international response to the crisis.
The country descended into chaos last year after a Muslim rebel coalition, Séléka, seized power, unleashing a wave of killings and looting that in turn sparked revenge attacks by the "anti-balaka" Christian militia.
"It has all the elements that we have seen elsewhere, in places like Rwanda and Bosnia. The elements are there, the seeds are there, for a genocide. There's no question about that," John Ging, director of operations for the U.N. Office for Coordination of Humanitarian Affairs, told a news conference in Geneva.
Ging, just back from a five-day trip to the country, said the crisis was foreseen, avoidable and produced by the international community's neglect over many years.
A U.N. human rights spokesman said earlier this week that intercommunal violence had risen to "extraordinary vicious levels", but Ging said it was incorrect to describe the situation as intercommunal violence, although an extremely violent minority were intent on inciting a wider conflict.
O crescimento de Angola e de Moçambique
Moçambique e Angola
são dois dos países
da África subsaariana que
terão maior crescimento
económico neste e nos próximos
anos, prevê o Banco
Mundial no relatório sobre
as Perspectivas Económicas
Globais.
De acordo com os números
divulgados esta
semana, Angola deverá
ter crescido 5,1% em 2013
mas, neste ano, vai acelerar
para os 8% e depois
abrandar para 7,3 e 7%
nos dois anos seguintes,
ao passo que Moçambique
acelera de 7% em 2013
para 8,5% neste e no próximo
ano.
“O crescimento na re-
A NÍVEL DE TODA A REGIÃO SUBSAARIANA
Moçambique e Angola
entre os que mais crescem
gião subsaariana deverá
ser impulsionado quer
pelos países com recursos
naturais, quer pelos
outros. Os países exportadores
de petróleo,
liderados por Angola,
deverão crescer 6,4%, em
média, entre 2014 e 2016”,
refere o aludido relatório.
Esse “crescimento deverá
também permanecer
robusto em muitos
países exportadores de
minerais, incluindo Gana,
Moçambique e Tanzânia,
alicerçado nos fluxos
de Investimento Directo
Estrangeiro no sector
dos recursos naturais e
por um aumento de produção
nos projectos em
andamento”, pode ler-se no
relatório na parte que analisa
a África subsaariana.
RAS “puxa” para baixo
Nesta região, a economia
deverá continuar a crescer,
recuperando dos 3,5% de
2012 e dos 4,7% do ano
passado, para uma média
de 6% este ano, excluindo
a África do Sul, que puxa
os valores para baixo, nota
o documento, que sublinha
que apesar de um terço dos
países abaixo do Saara ter
crescido mais de 6% no ano
passado, as desigualdades
continuam grandes e o desemprego
mantém-se alto.
“As perspectivas de
crescimento a médio prazo
são fortes. O PIB regional
deve fortalecer-se para
5,3% este ano, melhorando
face aos 4,7% de 2013,
aumentar para 5,4% em
2015 e atingir os 5,5% em
2016”, lê-se no relatório, que
explica que “a procura
interna, associada aos
investimentos em infraestruturas
e ao consumo
das famílias, vai continuar
a ser o maior motor do
crescimento económico
na maioria dos países
desta região”.
As dificuldades, sublinha
o relatório, são já esperadas
quando se fala
no desenvolvimento de
África: “embora o PIB
(Produto Interno Bruno)
real em muitos países
desta região deva permanecer
mais elevado
que noutras regiões em
desenvolvimento, a fraca
infraestrutura física limita
o crescimento potencial
− geração instável de
energia e más estradas
vão continuar a impor
custos altos aos negócios,
reduzir a eficiência
e impedir o comércio". Correio da Manhã, Maputo
15.1.14
Reformulada a vigilância ao Banco do Vaticano
Cidade do Vaticano, 15 jan 2014 (Ecclesia) - O Papa renovou a composição da comissão de cardeais com funções de vigilância sobre o Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como o ‘Banco do Vaticano’, anunciou hoje a sala de imprensa da Santa Sé.
O organismo, com cinco elementos, tinha um elenco mandatado por cinco anos pelo Papa Bento XVI, em fevereiro de 2013, pouco antes do final do seu pontificado, dos quais apenas permanece em funções o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.
A “Comissão Cardinalícia de Vigilância do Instituto para as Obras de Religião” passa a incluir, no próximo quinquénio, D. Christoph Schönborn, arcebispo de Viena (Áustria); D. Thomas Christopher Collins, arcebispo de Toronto (Canadá); D. Santos Abril y Castelló, arcipreste da basílica papal de Santa Maria Maior; D. Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, que será criado cardeal a 22 de fevereiro.
O Papa Francisco criou em junho de 2013 uma comissão de inquérito para o IOR, com o objetivo de “conhecer melhor a posição jurídica e as atividades do Instituto, para permitir uma melhor harmonização do mesmo com a missão da Igreja universal e da Sé Apostólica, no contexto mais geral das reformas que for oportuno realizar por parte das instituições que coadjuvam a Sé Apostólica”.
O cardeal Tauran integra também essa comissão, com o cardeal Raffaele Farina (presidente), D. Juan Ignacio Arrieta Ochoa de Chinchetru (coordenador) mons.Peter Bryan Wells (secretário) e a leiga norte-americana Mary Ann Glendon.
O Instituto para as Obras de Religião foi fundado em 1942 por decreto papal e o seu objetivo é “servir a Santa Sé e a Igreja Católica em todo o mundo”.
O IOR protege o património de um grupo “claramente determinado de pessoas físicas e jurídicas” com filiação na Igreja Católica, definida pelo direito canónico ou pelo direito do Estado da Cidade do Vaticano.
O governo do instituto é constituído por uma comissão cardinalícia, um prelado, um conselho de supervisão e uma direção.
Em julho de 2013, o IOR apresentou pela primeira vez o seu relatório anual, revelando um lucro de 86,6 milhões de euros em 2012.
RCA: Perspectivas terríveis
GENEVA, Jan. 14 (Xinhua) -- The violations of human rights in Central African Republic (CAR) remained dire, said the Office of the High Commissioner for Human Rights (OHCHR) Tuesday.
The preliminary findings of the OHCHR revealed a cycle of widespread human rights violations and reprisals, including extra judicial killings, sexual violence, mutilations, enforced disappearances, ill-treatment, rape and the deliberate targeting of civilians based on their religion.
The report came after a four-person human rights monitoring team deployed by the UN human rights office in CAR carried out 183 interviews in the chaotic African country with victims, witnesses, and other relevant interlocutors.
"The widespread lawlessness and gross human rights violations highlighted in these preliminary findings confirm the need for urgent action and accountability," Navi Pillay, UN High Commissioner for Human Rights, said in a statement.
In recent days, the severity of on-the-ground situation in the central African country remained extreme, as the OHCHR highlighted, and despite that the number of clashes appeared to have slightly reduced, some 40 people were reported to have been killed in the capital, Bangui alone since Friday.
A number of kidnappings, mutilations and widespread looting also occurred over the weekend in the country.
Pillay warned that "despite some important reconciliation efforts in Bangui, the situation remains extremely volatile and dangerous," calling for serious intervention to stop further attacks.
CAR has been thrown into turmoil since Seleka rebels launched attacks a year ago and forced president Francois Bozize to flee in March, 2013.
A transitional government was formed heading by interim president of Michel Djotodia since then but armed clashes erupted again.
Last month, Christians and Muslims launched reprisal attacks against each other in and around Bangui, worsening humanitarian situation.
Djotodia and prime minister Nicolas Tiangaye were forced to resign on Friday. Alexandre-Ferdinand Nguendet, who has been serving as the speaker of the CNT since Djotodia came to power, has been serving as the country's leader since Saturday and he is expected to hasten the process of electing a new president and prime minister.
Statistics from UN showed that nearly 1 million people have fled their home in the ongoing conflict in CAR and more than 2 million are in need of humanitarian aid there.
The UN human rights office said that Pillay would give a fuller account of the team's findings, and an update on the current human rights situation in the country during the Human Rights Council Special Session on Jan. 20.
Bissau: Quase impossível começar eleições em 16 de Março
Bissau - O Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, alertou as autoridades de transição para que, caso as eleições Gerais sejam novamente adiadas não cumprindo a data de 16 de Março, a comunidade internacional vai actuar.
Ramos-Horta alertou para que, caso se verifique um adiamento, «a responsabilidade única e exclusiva é das autoridades da Guiné-Bissau e a comunidade internacional vai ter, na altura, uma resposta a dar ao novo adiamento destas eleições».
Neste sentido, o Representante Especial citou as Nações Unidas, a União Europeia, a União Africana, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Comunidade de Estado da África Ocidental (CEDEAO), informando que estas organizações terão que concertar e tomar uma posição sobre a Guiné-Bissau.
Ramos-Horta disse ainda que o eventual adiamento destas eleições é adiar e agravar a situação do país, à responsabilidade do Presidente de transição, Manuel Serifo Nhamadjo, e do Primeiro-ministro Rui
Barros.
De referir que tecnicamente não é possível realizar as eleições a 16 de Março, tendo em conta os trabalhos de recenseamento eleitoral que ainda se encontram aquém das expectativas, quer a nível nacional como na Diáspora guineense.
A título de exemplo, o prazo para entrega de candidaturas dos candidatos aos cargos de Presidente da República e dos partidos políticos ao nível dos círculos eleitorais termina esta terça-feira, 14 de Janeiro, junto do Supremo Tribunal de Justiça.
A nível do Parlamento, a projectada sessão da Assembleia Nacional Popular (ANP) para o encurtamento de prazos com vista a salvar a data de 16 de Março ainda não tem dia previsto, devido a várias razões como a ameaça de greve por parte dos funcionários da ANP, que já enviaram ao Presidente do Parlamento, Ibraima Sory Djalo, um pré-aviso com efeito a partir da data em que seriam agendados os trabalhos dos deputados no hemiciclo guineense.
Caso se confirme o adiamento destas eleições, esta será a terceira vez que o Governo decorrente do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 adia o período de transição em curso na Guiné-Bissau.
(c) PNN Portuguese News Network
14.1.14
Sudão do Sul: Conversações num clube nocturno
A shift in the venue for talks aimed at brokering a ceasefire in South Sudan has left some delegates bemused.
The government and rebel teams have moved to the dance floor of a top nightclub in an Addis Ababa hotel.
The club was selected after the room in the Sheraton hotel the teams had been using was booked by a Japanese delegation.
Sources close to the talks said some delegates were unhappy with the poor lighting and excess noise.
The Gaslight club, in the grounds of the five-star Sheraton hotel, is arguably the most opulent in Addis Ababa's thriving nightclub scene.
You enter it via a glass-floor bridge hovering over a mini-moat. There, three bars (one is a VIP members' only club) are arranged over three floors, with plush velvet soft seating and opulent art deco interiors in addition to padded leather bar stools.
Gaslight is where the rich and beautiful go to party. It enforces a strict no-photo policy. On a typical weekend night, the local elite are to be seen mixing with foreign NGO workers and diplomats with a few graduating university students or newly-weds depending on the time of year.
And should your dancing feet become weary, you can head upstairs for complementary al-fresco coffee, popcorn and small portions of diced beef and the local flatbread (enjera).
Talks aimed at securing the ceasefire in the month-long conflict in South Sudan have now resumed in the Ethiopian capital.
But the delegates are now in the basement of the luxury hotel, amid faux gold columns.
Their previous room has been taken over by the Japanese - Prime Minister Shinzo Abe is currently visiting Addis Ababa at the end of his first tour of Africa.
The talks in the nightclub are at least taking place during the day - when the dance floor is not normally in use.
BBC Focus on Africa's Hewete Haileselassie says the Gaslight is arguably the most opulent in Addis Ababa's thriving nightclub scene and is where the rich and beautiful people go to party.
The negotiations are being overseen by the East African regional bloc, Igad.
The delegates hope to secure a ceasefire after a month of fighting that has left "substantially more than 1,000 dead", according to the UN.
The conflict began on 15 December between forces loyal to President Salva Kiir and soldiers backing Riek Machar, his former vice-president.
South Sudan seceded from Sudan in 2011 after a long and bloody conflict, to become the world's newest state.
BBC
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