21.10.13
Sara Ocidental : Um caso sempre em aberto
L'envoyé personnel du secrétaire général de l'ONU a bouclé lundi sa troisième tournée au Sahara occidental, après des violences survenues la veille à Smara (est). Christopher Ross est désormais attendu en Mauritanie et à Alger.
Après ses passages par Rabat et les camps sahraouis de Tindouf, en Algérie, l'envoyé spécial du secrétaire général des Nations-Unies, Christopher Ross, a achevé, lundi 21 septembre, sa troisième mission au Sahara occidental. Durant tout le week-end, il s'y est entretenu avec des dirigeants locaux et des représentants de la société civile, anti comme pro-indépendance.
L'émissaire onusien est désormais attendu en Mauritanie puis à Alger, avant le début de consultations sur le Sahara prévues le 30 octobre au Conseil de sécurité de l'ONU.
Des incidents ont émaillé cette nouvelle visite de terrain de Christopher Ross. Selon M'Barek Dalaan, responsable local de l'Association marocaine des droits humains (AMDH, indépendante), une vingtaine de personnes ont été blessées dimanche à Smara, ville où le diplomate américain effectuait un déplacement inédit. D'après la même source, les forces de l'ordre sont intervenues vers 15h00 (14h00 GMT) pour empêcher tout rassemblement. Les autorités n'ont, pour leur part, pas fait état de heurts.
Violences à Laâyoune
Smara est située à quelque 200 km au sud-est de Laâyoune, la principale ville du Sahara occidental, où des violences avaient déjà eu lieu samedi en marge de la visite de Christopher Ross. Citée par l'agence marocaine MAP, la préfecture de Laâyoune a dénoncé des "actes de vandalisme et de violence" commis par "quelque 400 individus", faisant état de cinq policiers blessés.
Le responsable local de l'AMDH, Hamoud Iguilid, a pour sa part évoqué "plusieurs dizaines" de personnes blessées. "Des policiers en civil ont violemment empêché les rassemblements", a-t-il notamment avancé, précisant que son ONG avait rédigé un rapport.
Un porte-parole de la Minurso, la mission de l'ONU présente depuis 1991 au Sahara, n'a pas souhaité faire de commentaire. Christopher Ross n'a pas, non plus, fait de déclaration durant son séjour.
Un dossier sensible
Émissaire de Ban Ki-moon depuis 2009, il avait précedemment jugé la résolution du dossier sahraoui "plus urgente que jamais" compte tenu de l'instabilité croissante au Sahel. Un temps désavoué par le Maroc sur des accusations de "partialité", Christopher Ross a été conforté à l'été 2012 par le secrétaire général de l'ONU, avant d'effectuer une première visite à Laâyoune en novembre de la même année.
Le Maroc, qui contrôle le Sahara occidental depuis les années 1970, lui propose une large autonomie sous sa souveraineté. De son côté, le Front Polisario, soutenu par Alger, réclame un référendum d'autodétermination. Le Sahara occidental, vaste territoire d'un demi-million d'habitants, est le seul du continent africain dont le statut post-colonial n'a toujours pas été réglé.
(Avec AFP)
A escravidão no Haiti
Haiti has around 209,000 slaves, fueled by high poverty, lack of access to social services and a system of child labour known as “restavek”, in which poor children from rural areas are sent to work with families in cities.
Rights groups say restavek children are often deprived of food, sleep and schooling and are physically, mentally and sexually abused.
A draft law on human trafficking is now before parliament that would make child trafficking a criminal offence.
--------- O Haiti é o país mais pobre das Américas e um daqueles que em todo o mundo tem um mais elevado índice de escravidão.
Quase 30 milhões de escravos
Pelo menos 29,8 milhões de pessoas vivem como escravos em todo o mundo, quase metade na Índia, revela o novo Índice Mundial de Escravidão, publicado em Londres pela ONG Walk Free Foundation.
O documento refere que entre os 20 países com a pior posição, 14 são africanos e que 75 por cento dos escravos vivem na Ásia.
A Índia tem quase 14 milhões de escravos, mas a Mauritânia é o país com maior número de escravos em relação à população, com 160 mil pessoas escravizadas num total de 3,8 milhões de habitantes, o que significa que quatro por cento da sua população vive em regime de escravidão, indica o relatório.
Os dez países com maior percentagem de escravos são Mauritânia, Haiti, Paquistão, Índia, Nepal, Moldávia, Benin, Costa do Marfim, Gâmbia e Gabão. Em termos absolutos, os países com mais escravos são Índia (13.956.010), China (2.949.243), Paquistão (2.127.132), Nigéria (701.032), Etiópia (651.110) e Rússia (516.217).
O índice classifica 162 países de acordo com o número de pessoas em condições análogas à escravidão, risco de escravização e força das reacções governamentais a essa actividade ilegal.
Refere igualmente que as pessoas escravizadas são traficadas por quadrilhas para exploração sexual e trabalho não qualificado.
Índia, China, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Rússia, Tailândia, República Democrática do Congo, Mianmar e Bangladesh respondem por 76 por cento dos 29,8 milhões de casos de escravidão estimados no mundo, refere o relatório daquela ONG, que diz que a corrupção, e não a pobreza, é a maior causa da escravidão, e recomenda leis para impedir a acção do crime organizado.
O primeiro país latino-americano no ranking é o Haiti, que está em segundo lugar, imediatamente atrás da Mauritânia. Também aparecem na lista de países onde há vítimas da escravidão o Peru (65º), Suriname (68º), Equador (69º) e Uruguai (72º). Os países das Caraíbas, refere o relatório, mostram um risco menor de escravidão. “O Haiti é um caso especial na região fruto de uma história de mau governo e de um forte legado de escravidão e de exploração”, explica o relatório que acompanha o índice.
A ONG espera que o índice anual ajude os governos a vigiar e controlar o problema. “Surpreende muita gente ouvir que a escravidão ainda existe”, disse o director da organização, para quem “a escravidão moderna reflecte todas as características da antiga”.
Nick Grono afirmou que “as pessoas são controladas pela violência. São enganadas, ou forçadas a trabalhar, ou são colocadas numa situação em que são exploradas economicamente e não são livres para ir embora”, explicou.
Acrescentou que a definição de escravidão usada como base para o relatório inclui não apenas a tradicional, “mas também práticas similares, como casamentos forçados, venda, ou exploração infantil”.
O investigador Kevin Bales espera que o índice consciencialize a opinião pública e pressione os governos a agir mais. “Quando analisamos as estatísticas verificamos que a corrupção é mais poderosa do que a pobreza na condução da escravidão", disse Bales, professor de escravidão contemporânea no Instituto Wilberforce para o Estudo da Escravidão e da Emancipação da Universidade de Hull. “Fundamentalmente, isso é uma questão de crime violento”, acrescentou.
20.10.13
Bagdad: Ataque suicida mata dezenas
At least 37 people have been killed by a suicide bombing at a cafe in the Iraqi capital, Baghdad, say officials.
At least another 42 people were injured in the attack in the mainly Shia Amil district of the city.
Iraq has experienced a surge in violence in recent months, with more than 6,000 people killed in acts of violence this year.
Militants frequently target cafes, markets, mosques and other places where people gather in large numbers.
It was not immediately clear which group had carried out the latest attack.
Police said a car laden with explosives had been driven in to the busy cafe.
The Associated Press said the cafe and a juice shop nearby were particularly popular with young people.
Earlier on Sunday, five suicide bombers attacked government buildings in western Anbar province killing two policemen and three officials.
Police told the BBC they suspected Sunni Muslim insurgents of being behind the attack.
In another incident, police said a suicide bomber killed six people in the city of Samarra, north of Baghdad.
The bomber targeted the house of a senior policeman who was believed to have survived the attack. Those killed were said to be members of his family.
Correspondents say the failure of the Shia-led government to address the grievances of Iraq's Sunni Arab minority is behind the recent increase in violence.
Many Sunnis complain of being excluded from government jobs and senior posts and of abuses by security forces.
BBC
Bissau: Todo o lirismo de Ramos-Horta
A comunidade internacional vai disponibilizar importantes ajudas financeiras à Guiné-Bissau se as próximas eleições gerais "correrem bem" e delas saírem um governo capaz e um presidente reconciliador, afirmou hoje o representante da ONU no país.
"Se as eleições correrem bem, a Guiné-Bissau vai surpreender-se com os apoios que vai receber da comunidade internacional", referiu José Ramos-Horta.
O responsável falava no encerramento da segunda conferência do Instituto Nacional da Defesa da Guiné-Bissau, sobre a relação entre civis e militares.
Ramos-Horta informou os presentes que até o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, já prometeu deslocar-se à Guiné-Bissau para presidir a uma mesa redonda de doadores para angariação de fundos para reconstrução do país.
A União Europeia, através do presidente da comissão, Durão Barroso, também já terá manifestado a mesma intenção de participar e apoiar a recolha de fundos, sublinhou.
No entanto, Ramos-Horta pede que as eleições tragam um "governo de largo consenso", em que participem todos os partidos e que tenha como tarefa principal a reorganização de todo o aparelho estatal.
Ao presidente que sair das eleições, o representante da ONU pede que seja "uma pessoa reconciliadora" e que "não entre em disputas ou antagonismos" com o primeiro-ministro.
"Se não for assim, mesmo com as eleições, continuarão a ter salários por pagar aos professores, falta de luz, falta de água", entre outros problemas, observou Ramos-Horta, salientando ainda que a Guiné-Bissau vai precisar de importar técnicos internacionais.
"A minha receita é simples: chamem técnicos internacionais para vos ajudarem na reorganização do Estado", exortou José Ramos-Horta, pedindo aos militares que deixem os políticos organizar o país.
Para o Premio Nobel da Paz, em vários países do mundo os militares às vezes pensam que conseguem governar melhor que os políticos.
"É errado", destacou, referindo que o papel de um militar não é governar, mas "defender a integridade territorial e a soberania nacional", enfatizou José Ramos-Horta.
Lusa
Síria: Bombista suicida mata dezenas
BEIRUT, Oct 20 (Reuters) - A suicide bomber driving a truck packed with 1.5 tonnes of explosives killed at least 31 people and wounded dozens in the Syrian city of Hama on Sunday, state media and a monitoring group reported.
The man blew himself up inside the vehicle on a busy road on the outskirts of the city in central Syria, the SANA news agency said. It blamed "terrorists", the term it uses to describe rebel forces trying to topple President Bashar al-Assad.
The pro-opposition Syrian Observatory for Human Rights said the attack targeted an army checkpoint but most of the dead were civilians.
Syria's 2-1/2-year-old conflict began as peaceful protests but has turned into civil war. More than 100,000 people have died, according to United Nations figures, in fighting that is now spread across most of the country.
Rebels have been joined by hardline Islamists, some of them linked to al Qaeda, who have become increasingly powerful among opposition forces.
According to the Observatory, the suicide bomber was from the Nusra Front, an al Qaeda affiliate that has frequently used suicide bombers to attack military and political targets.
Pictures on Syria TV showed firemen trying to put out huge fires as black smoke rose from charred trucks and cars.
19.10.13
Charles Taylor cumpre pena no Reino Unido
Former Liberian president Charles Taylor was transferred on Tuesday from The Hague to a British prison, where he will serve his 50-year sentence for war crimes. Taylor has been convicted of aiding rebels who committed atrocities, including terrorism, rape and murder, during the civil war in Sierra Leone. The Hague had agreed to have the trial on the condition that Taylor's sentence be served elsewhere. Taylor originally requested that he serve his time in Rwanda, but the Special Court for Sierra Leone [official website] request that he serve his sentence in the UK was granted in October [JURIST report]. An Act of Parliament, passed in the UK in 2007, allows Taylor to serve his term in the UK at the cost of the government. Taylor has been in detention since March 2006, which will count towards his sentence as time served.
In September the SCSL rejected an appeal [JURIST report] by Taylor. According to a press release [text] from the court, Taylor's lawyers appealed his convictions on 42 grounds, arguing that the Trial Chamber erred in evaluating evidence and that the 50-year sentence was "manifestly unreasonable." The court ruled that his guilt had been proved beyond doubt and upheld Taylor's 50-year sentence. The sentence came after Trial Chamber II convicted Taylor of planning as well as aiding and abetting crimes committed by rebel forces in exchange for diamonds during the civil war, including acts of terrorism, murder, rape, sexual slavery, conscripting or enlisting children into armed forces, enslavement and pillage.
Jurist.org
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