6.10.14

Política brasileira não tem lugar para negros

“Não posso falar com autoridade no Brasil, mas às vezes não é preciso ser especialista para perceber que alguma coisa está errada em um país cuja maioria é negra e a representação é majoritariamente branca”, diz Angela Davis.

angela davis brasil negros
A filósofa e ativista norte-americana Angela Davis (reprodução)
Marcos Sacramento, DCM
A ausência de negros em cargos políticos e de destaque no Brasil chamou a atenção da filósofa e ativista norte-americana Angela Davis. Nascida no Alabama, Davis foi professora da Universidade da Califórnia e teve ligações com o grupo Panteras Negras, sendo presa por causa disso no início dos anos 70. Uma das principais lideranças femininas na luta pelo direito dos negros nos Estados Unidos, foi homenageada em músicas de John & Yoko (“Angela”) e dos Rolling Stones (“Sweet Black Angel”).
Ela foi um dos destaques do Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra, em Brasília. Na sua conferência, disse que ficou impressionada com a pouca presença de negros e pardos na política nacional. “Quantos senadores negros há no Brasil? Se olharmos para o Senado não saberíamos que os negros constituem mais de 50% da população brasileira”, questionou.
LEIA TAMBÉM: Angela Davis: Racismo de hoje é muito mais perigoso
“Não posso falar com autoridade no Brasil, mas às vezes não é preciso ser especialista para perceber que alguma coisa está errada em um país cuja maioria é negra e a representação é majoritariamente branca”, disse.
Ela criticou, inclusive, a participação irrisória dos negros nos meios de comunicação. “Sempre assisto TV no Brasil para ver como o país se representa e a TV brasileira nunca permitiu que se pensasse que a população é majoritariamente negra”.
O comentário da intelectual e a matéria do The Guardian que destacou a ausência de negros nos estádios durante os jogos da última Copa ilustram o racismo estruturado na sociedade brasileira.
Em um país onde 50,7% da população é negra ou parda, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 10% dos parlamentares federais são desses grupos, como mostra um estudo da Transparência Brasil.
Número que contribui para as estatísticas cruéis contra os negros e explicita a necessidade de implantação de cotas para reduzir as discrepâncias raciais. A probabilidade de um negro ou pardo ser vítima de homicídio, por exemplo, é quase oito pontos percentuais a mais do que a da população branca.
Angela Davis, contudo, não acha suficiente que os negros ocupem o poder. É preciso que tomem atitudes para realmente pôr fim ao preconceito. “Não significa somente trazer pessoas negras para a esfera do poder, mas garantir que essas pessoas vão romper com os espaços de poder e não simplesmente se encaixar nesses espaços”.
A crítica faz referência a Barack Obama, mas pode ser aplicada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de implantação de cotas no Judiciário, ele disse: “Não sei e estou de saída. Es ist mir ganz egal (em alemão,’para mim tanto faz’). Não estou nem aí”.
Segundo o Censo do Poder Judiciário divulgado mês passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 1,4% dos magistrados brasileiros se autodeclaram pretos. Percentual hediondo, pequeno demais para “não estar nem aí”.

Um Brasil maioritariamente preto e pardo

Brasília – A população negra brasileira – que já era a maior fora da África – ultrapassou a casa dos 100 milhões de pessoas, de acordo com o estudo "Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o período 200/2060 e Projeção da População das Unidades da Federação Por Sexo e Idade para o período 2000/2030", do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população preta e parda, que corresponde a 50,7% da população brasileira, de acordo com o Censo do IBGE de 2010, agora já chega a 101.923.585 habitantes. A publicação informa que esta semana o Brasil passou dos 200 milhões de habitantes: somos agora 201.032.714 habitantes.
O estudo também faz uma projeção de quantos seremos até 2042, quando a população deverá chegar a 228,4 milhões – 115,7 milhões de negros, pretos e pardos autodeclarados, de acordo com o critério de classificação de raça e cor do IBGE.
Com uma população de 170 milhões, a Nigéria é o país mais populoso da África e o oitavo mais populoso do mundo. No Censo do IBGE 2010, pela primeira vez, desde o primeiro censo realizado no Brasil, em 1.872, a população preta e parda autodeclarada ultrapassou os brancos. Dos 190.755.799 habitantes, 91.051.646, declararam-se brancos, 14.517.961 declararam-se pretos, 82.277.333, pardos – (96.795.294 negros no total); 817.963 indígenas e 2084.288 amarelos. Dos pesquisados, 6.608 nada declararam.
O crescimento da população em geral, e da negra, em particular coloca por terra a visão que pretende impor ao Brasil os valores eurocêntricos como, por exemplo, o padrão de beleza, que justifica a predominância do tipo loiro de olhos azuis como estética dominante.
História
Durante o I Congresso Internacional das Raças, realizado em Londres, em julho de 1.911, o delegado brasileiro João Batista Lacerda, diretor do Museu Nacional, apresentou a tese "Os mestiços do Brasil", em que garantia que em 100 anos, precisamente em 2.012, os negros desapareceriam da população brasileira e os mestiços estariam reduzidos a 3%. A elite racista, entre os quais intelectuais e cientistas, da época atribuíam o atraso do país ao fato de ter uma maioria de população negra. A tese de Lacerda chegou a provocar revolta nessa elite, que considerava um século um tempo muito longo para o Brasil tornar-se branco.

5.10.14

Moçambique: Malditos narcóticos!

A US-sanctioned narcotics kingpin's finance for the governing party complicates commercial and diplomatic relations

The appearance of Mohamed Bashir Suleiman – designated a 'drugs kingpin' by the United States – at the banquet of a local business association on 18 September has infuriated friends of Filipe Nyussi, presidential candidate of the governing Frente de Libertação de Moçambique . This is because the Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), the organisers of the banquet, invited Bashir to the event and placed him at the top table, just a couple of seats away from Nyussi. As the CTA banquet at the Indy Village complex in Maputo turned out to be a fundraiser for Frelimo's election campaign, Bashir's attendance sent a clear message: that he remains an important financier of the party, despite US reports that his fortune derives from drug smuggling, and that he has strong endorsement from a powerful faction within Frelimo.

África Confidential

4.10.14

Suécia vai reconhecer a Palestina

Sweden is to "recognise the state of Palestine", Prime Minister Stefan Lofven has said, the first long-term EU member country to do so.

"The conflict between Israel and Palestine can only be solved with a two-state solution," he said during his inaugural address in parliament.

It should be "negotiated in accordance with international law", he said.

Sweden last month voted out the centre-right Alliance coalition of Fredrik Reinfeldt after eight years.

That allowed the Social Democrats led by Mr Lofven to form a government with other parties on the left including the Greens.

"A two-state solution requires mutual recognition and a will to peaceful co-existence. Sweden will therefore recognise the state of Palestine," Mr Lofven said on Friday, without giving a timeline for the recognition.

Sweden will join more than 130 other countries that recognise a Palestinian state.

Most of the EU's 28 member states have refrained from recognising Palestinian statehood and those that do - such as Hungary, Poland and Slovakia - did so before joining the bloc.
Long campaign
The Palestinians have long sought to establish an independent, sovereign state in the West Bank, including East Jerusalem as its capital, and the Gaza Strip - occupied by Israel during the 1967 Six Day War.

Correspondents say Sweden's move is likely to be strongly criticised by Israel and the US, who argue that an independent Palestinian state should only emerge through negotiations.

Palestinian protesters wave the national flag, in front of the Israeli settlement of Beitar Illit. 26 Sept 2014 Palestinians say the peace process is hampered by Israeli settlements like this one in the West Bank

In 1988, the late Palestinian leader Yasser Arafat unilaterally declared a Palestinian state within the pre-June 1967 lines.

This won recognition from about 100 countries, mainly Arab, Communist and non-aligned states - several of them in Latin America.

The 1993 Oslo Accord between the Palestine Liberation Organisation (PLO) and Israel led to mutual recognition. However, two decades of on-off peace talks have since failed to produce a permanent settlement.

In 2012, the UN General Assembly voted to upgrade the status of the Palestinians to that of a "non-member observer state".

It followed a failed bid to join the international body as a full member state in 2011 because of a lack of support in the UN Security Council.  BBC

1.10.14

Angola envia tropas para a RCA

30/09/2014 à 16:03
Diminuer la taille du texte Augmenter la taille du texte Imprimer Envoyer Partager cet article

Les troupes angolaises participeront à la Minusca. Les troupes angolaises participeront à la Minusca. © AFP
Un officiel de la diplomatie angolaise a annoncé lundi que Luanda enverra ses troupes en Centrafrique pour prendre part à la Minusca. Ce sera la première participation de l'Angola dans une opération de maintien de la paix des Nations unies.
"Ce sera une participation avec l'envoi d'une force significative sur le terrain en réponse à une demande du gouvernement de transition de la République centrafricaine et des Nation unies, notamment des États-Unis". Le 29 septembre, Joaquim do Espirito Santo, le directeur Afrique du ministère angolais des Relations extérieures, a ainsi annoncé la participation des troupes angolaises dans la Mission multidimensionnelle intégrée des Nations unies pour la stabilisation de la Centrafrique (Minusca).
"Nous devons donner l'exemple et renforcer la présence de la mission afin d'assurer la paix dans le pays", a ajouté Joaquim do Espirito Santo, précisant que les troupes pourraient être sur place en décembre. Mais aucune précision sur l'effectif du contingent angolais n'a été communiquée.
Vendredi déjà, Manuel Vicente, vice-président angolais, qui représente son pays à la 69e Assemblée générale des Nations unies organisée jusqu'au 3 octobre à New-York, avait fait des déclarations dans ce sens. Et le 29 septembre, dans son discours devant l'Assemblée générale des Nations unies, il a même promis une "contribution effective à la paix et à la sécurité dans le monde" si son pays était élu membre non-permanent au Conseil de sécurité de l'ONU, une position convoitée depuis longtemps par l'Angola.
Changement de cap
Il s'agit là d'un changement de cap dans la politique extérieure pratiquée par l'Angola ces dernières années. Jusqu'à présent, le pays, deuxième producteur de pétrole du continent derrière le Nigeria, limitait son action à une aide humanitaire, financière, voire de la formation militaire, refusant catégoriquement l'envoi de troupes.
La participation à la Minusca constituera donc une première dans l'histoire de l'Angola qui n'avait pas, jusqu'ici, pris part à aucune opération de maintien de la paix de l'ONU dans le monde.
Même si dans le passé, l'armée angolaise était déjà intervenue hors de ses frontières, notamment au Zaïre devenu la RDC. En 1997, le président angolais avait en effet envoyé des troupes pour aider la rébellion qui marchait sur Kinshasa afin de renverser le maréchal Mobutu et ainsi favoriser l'accession au pouvoir de Laurent-Désiré Kabila. L'année suivante, il renvoyait un contingent pour soutenir Kabila menacé par les forces rwandaises qui, pourtant, l'avait aidé l'année précédente à renverser Mobutu au sein d'une coalition régionale qui, outre l'Angola, comptait notamment l'Ouganda et le Zimbabwe.
En 1997, l'Angola avait également envoyé au Congo-Brazaville des forces en soutien aux miliciens de Denis Sassou Nguesso, entrainant le renversement de Pascal Lissouba, président élu en 1992 après l'instauration du multipartisme.
(Avec AFP)


Lire l'article sur Jeuneafrique.com : Crise centrafricaine | Centrafrique : Luanda annonce la participation des troupes angolaises à la Minusca | Jeuneafrique.com - le premier site d'information et d'actualité sur l'Afrique
Follow us: @jeune_afrique on Twitter | jeuneafrique1 on Facebook

Angola subsidia a RCA

01/10/2014 à 08:57
Diminuer la taille du texte Augmenter la taille du texte Imprimer Envoyer Partager cet article

Catherine Samba-Panza et Eduardo dos Santos, à Luanda, le 4 mars. Catherine Samba-Panza et Eduardo dos Santos, à Luanda, le 4 mars. © DR
En mars, le président angolais José Eduardo dos Santos avait octroyé un don de 10 millions de dollars à son homologue centrafricaine Catherine Samba-Panza afin de renflouer son pays en faillite. Un quart de cette somme n'est pas entré dans les caisses de l'État. Simple oubli ?
Quand on préside - ne serait-ce que par intérim - aux destinées d'un pays pauvre, sinistré, instable et entièrement dépendant de l'aide financière et militaire étrangère, on se doit d'être irréprochable côté gouvernance. Cette leçon, Catherine Samba-Panza devrait la méditer alors que la Centrafrique vient de passer sous quasi-tutelle onusienne et que le Fonds monétaire international (FMI) et la Banque mondiale s'apprêtent à examiner son cas, début octobre, à Washington.
Au coeur des préoccupations des grands argentiers de la planète, qui devront décider s'ils accordent ou non un ballon d'oxygène aux finances exsangues du gouvernement centrafricain : la gestion, pour le moins opaque, d'une importante somme d'argent remise en main propre à la présidente Samba-Panza par son homologue angolais.
L'affaire date d'il y a sept mois. Le 4 mars 2014, Catherine Samba-Panza (CSP) se rend en urgence à Luanda. À Bangui, les caisses du Trésor sont vides et la chef de l'État, étranglée, doit absolument assurer le salaire des fonctionnaires, conformément à ses engagements. Son hôte, le président José Eduardo dos Santos, est riche, et il ne lui déplaît pas de prendre la relève du Congolais Denis Sassou Nguesso, qui, jusqu'ici, comblait seul, tel Sisyphe, les déficits sans fond de la Centrafrique.
Il se montre donc compréhensif et, après avoir longuement reçu CSP, s'engage sur un don de 10 millions de dollars (7,8 millions d'euros), dont la moitié lui est remise sur-le-champ, en liquide, dans des valisettes. Pourquoi en liquide ? Parce que l'Angola n'est pas membre de la zone franc, qu'un virement via Paris prendrait trop de temps et que Mme Samba-Panza est très pressée.
5 millions en cash
De retour à Bangui le lendemain, la présidente remet elle-même les 5 millions cash à trois personnes de confiance, avec pour consigne - aucune banque commerciale de Bangui ne disposant des liquidités nécessaires - d'aller les changer contre des francs CFA à Douala, au Cameroun.
Le ministre centrafricain des Finances, Rémi Yakoro, est curieusement tenu à l'écart de toute la transaction.
Le 6 mars, Mahamat Kamoun, conseiller spécial à la présidence (et actuel Premier ministre), Christelle Sappot, fille et chef de cabinet de CSP, et Robert Bokoyo, directeur adjoint du Trésor, se rendent dans la capitale économique du Cameroun et procèdent à l'opération de change auprès d'Ecobank. Le 8 mars, un peu plus de 2 milliards de F CFA (Ecobank empochant au passage une belle commission de 6 %) sont transférés sur le compte du Trésor centrafricain auprès de la Banque des États de l'Afrique centrale (Beac). Jusqu'ici, tout va bien - si ce n'est que le ministre centrafricain des Finances, Rémi Yakoro, est curieusement tenu à l'écart de toute la transaction. Une bonne partie des fonctionnaires recevront, ce mois-là, leur salaire.
Quelques semaines plus tard - fin mars, début avril -, la deuxième tranche du don angolais, soit 5 millions de dollars cash, parvient à la présidence de Bangui via un émissaire. Et c'est là que le bât blesse. Le 28 avril, à la demande de Mahamat Kamoun, le directeur général du Trésor, Gabriel Madenga, se fait remettre par Christelle Sappot, la fille de CSP, la somme de 2,5 millions de dollars qu'il transfère aussitôt sur le compte centrafricain à la Beac, via Ecobank, dont l'agence banguissoise dispose, cette fois, des liquidités nécessaires en francs CFA.
"Disparition" de 1,132 milliards de F CFA
À nouveau, le ministre des Finances, pourtant unique ordonnateur des finances de l'État, est mis de côté. Il ne sera informé qu'a posteriori, deux jours plus tard, par un courrier du DG du Trésor. Une anomalie et une question évidente : quid de la seconde moitié de la seconde tranche, soit l'équivalent de 1,132 milliard de F CFA, un pactole à l'échelon centrafricain ? Pressée de questions par le FMI, qui a eu vent du don, et par la présidence angolaise, qui apprécie peu cette "disparition" d'une partie du magot, Catherine Samba-Panza charge son directeur de cabinet, Joseph Mabingui, de réagir.
En guise de réponse, ce dernier confectionne un tableau  daté du 14 juillet 2014, dans lequel il est "expliqué" que l'argent manquant a été utilisé sous forme de "fonds politiques" et réparti entre le Premier ministre de l'époque, André Nzapayeké, la présidente et des chapitres aux intitulés aussi vagues ("composantes de la société civile", "assistance sociale et humanitaire", "actions gouvernementales"...) qu'incontrôlables.
Samba-Panza plaide la bonne foi
Il va de soi que la procédure normale en la matière, qui veut que ces fonds de souveraineté doivent d'abord être inclus et comptabilisés au sein du compte courant du Trésor à la Beac avant d'en ressortir, n'a absolument pas été respectée. Face aux bailleurs de fonds internationaux, mais aussi à José Eduardo dos Santos, qui l'a convoquée le 20 août à Luanda pour une brève séance d'explications, et Denis Sassou Nguesso, qui ne cache plus l'agacement qu'elle lui inspire, la présidente par intérim a plaidé la bonne foi et (encore) l'urgence de la situation, sans lever pour autant les soupçons qui pèsent quant à l'utilisation des 2,5 millions de dollars.
En visite à New York mi-­septembre en marge de l'Assemblée générale de l'ONU, Catherine Samba-Panza a décrit avec des mots justes et émouvants la situation catastrophique dans laquelle se trouve son pays. Elle ne parlait pas, on l'aura compris, de sa propre gestion.



Lire l'article sur Jeuneafrique.com : Centrafrique | Centrafrique : Samba-Panza, dos Santos et les 10 millions de dollars | Jeuneafrique.com - le premier site d'information et d'actualité sur l'Afrique
Follow us: @jeune_afrique on Twitter | jeuneafrique1 on Facebook

29.9.14

"Chávez nosso que estais no céu"

CARACAS — A busca do chavismo pela mitificação do ex-presidente morto Hugo Chávez continua a todo vapor na Venezuela. Na segunda-feira, foi apresentada a versão partidária do Pai Nosso, chamada “Oração do delegado”, que começa com a frase “Chávez nosso que estais no céu”.
A oração foi lida no fim da “1ª Oficina do Projeto de Sistema de Formação Socialista” do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), na presença do presidente Nicolás Maduro, em um teatro de Caracas. Também participaram da cerimônia ministros, governadores chavistas e outros funcionários do governo.
“Chávez nosso que estais no céu, na terra, no mar e em nós, delegados e delegadas. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá”, diz a primeira parte da oração lida pela delegada do partido María Estrella Uribe.
“Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez”, termina a oração.
Além da oração, cantores e poetas dedicaram suas obras a Chávez e à chamada revolução bolivariana. Em seu discurso, Maduro afirmou que a revolução encontra-se em uma fase que “exige cada vez mais a formação de valores” e que se deve seguir os valores de Chávez.
Desde a morte do ex-presidente, em 5 de março de 2013, sua memória está imersa a um processo de quase santificação pelo chavismo. Maduro já o comparou a figuras religiosas, além de dizer, em diversas ocasiões, que Chávez teria aparecido em forma de passarinho.


Read more: http://oglobo.globo.com/mundo/chavismo-estreia-seu-proprio-pai-nosso-chavez-nosso-que-estais-no-ceu-13803843#ixzz3EjSbSwiS