13.1.15
Charlie: comissário da polícia suicida-se
A Commissioner SRPJ Limoges has committed suicide in his office with his service weapon . Information confirmed by his superiors. It is unknown at this time the reasons for his actions. The Commissioner Helric Fredou aged 45 years was from Limoges began his career in 1997 as a police officer at the regional office the judicial police of Versailles, before returning to Limoges. He was deputy director of the regional police service since 2012. His father was a former police officer, his mother was a nurse in the emergency context CHU Limoges. He was single and had no children. According to the police union commissioner was depressed and experiencing burnout . In November 2013, the Commissioner Fredou had discovered the lifeless body of his colleague, number 3 of SRPJ Limoges, who had also committed suicide with his service weapon in his office. He was also 44 years old. The Commissioner Fredou, like all agents SRPJ worked yesterday on the case of the massacre at the headquarters of Charlie Hebdo . In particular, he surveyed the family of one of the victims. He killed himself before completing its report. A psychological cell was set up in the police station.
Nigéria: Presidenciais em 14 de Fevereiro
December was a good month for Nigeria's opposition party, the All Progressives Congress. Its national convention avoided acrimony in choosing Muhammadu Buhari as its presidential candidate. And the appointment of Yemi Osinbajo, a Christian, balances the ticket.
Pressure grows meanwhile on the governing People's Democratic Party. Oil prices continue to fall. Boko Haram's murderous attacks continue. And the Economy Minister, Ngozi Okonjo-Iweala, has said that the 2015 budget will be the smallest in four years.
Elite loyalties are divided. Business people prefer the status quo. But others want change – fearing the economic effects of rampant corruption and the failure of state security in the north.
All this suggests one of Nigeria's closest ever elections.
Africa Confidential
12.1.15
Dhlakama quer autonomia de parte de Moçambique
Afonso Dhlakama, líder da Renamo, Resistência Nacional Moçambicana, principal partido da oposição, anunciou este sábado a criação de uma república do centro e norte de Moçambique, da qual seria o presidente. Acrescentou que não quer dividir o país mas dar-lhe uma autonomia política e económica.
“A Renamo vai formar os governos provinciais nas seis províncias e eu, Afonso Dhlakama, passarei a ser o presidente da república do centro e norte de Moçambique”, declarou num comício, na Beira, citado pela Agência Lusa.
O chefe da antiga guerrilha disse que nomeará governadores e administradores nas províncias de Sofala, Tete, Zambézia e Manica – no centro – e em Niassa e Nampula – no norte. São províncias em que, segundo os resultados oficiais que considera fraudulentos, a Renamo ou venceu ou teve um número de votos muito próximo do registado pela Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique, no poder).
Nas eleições gerais de Outubro foi eleito como novo Presidente da República o candidato da Frelimo, Filipe Nyusi, e o partido governamental assegurou a maioria dos lugares na Assembleia da República e nas assembleias provinciais. O escrutínio foi validado pelo Conselho Constitucional no dia 30 de Dezembro, mas a Renamo continua a contestar o que classifica como “barbaridade eleitoral”.
Embora Dhlakama tenha reafirmado disponibilidade para dialogar com o Governo de Maputo, a declaração deste sábado radicaliza as posições que tem assumido na sequência das eleições que são igualmente contestadas pelo MDM (Movimento Democrático de Moçambique, terceiro maior partido) e por organizações não-governamentais. Aumenta também a tensão política num país em que o regresso da guerra é uma preocupação permanente.
Dhlakama tem afastado um cenário de regresso à guerra que o país viveu entre 1976 e 1992, e que voltou, com ataques esporádicos, em 2013-14, mas não reconhece os resultados das eleições nem o Presidente eleito, cuja posse está marcada para quinta-feira, na Praça da Independência, em Maputo.
A Renamo começou por reclamar a formação de um Governo de gestão, para o qual indicaria nomes – hipótese afastada pela Frelimo. Na última semana anunciou que os 89 deputados que elegeu para o Parlamento não vão tomar posse, na cerimónia de “investidura” marcada para esta segunda-feira.
A antiga guerrilha acusa também o Governo da Frelimo de estar a deslocar forças militares para o centro do país, violando o acordo que, em Setembro, levou à cessação das hostilidades e permitiu as eleições em ambiente de paz. O executivo respondeu que nada no acordo impede movimentações da polícia e das Forças Armadas.
O boicote aos órgãos eleitos teve na quarta-feira a sua primeira expressão — os 294 representantes da Renamo nas dez assembleias provinciais faltaram à posse, o que, por falta de quórum, impediu a eleição dos presidentes e de comissões provinciais na Zambézia, Sofala e Tete.
Já depois das eleições gerais de 2009, o líder da oposição fez um anúncio semelhante. Porém, dias depois, 16 deputados tomaram posse, alegadamente contra a vontade do líder. Todos os restantes, num total de 51, acabaram por seguir o mesmo caminho.
A maioria dos 250 lugares da nova Assembleia da República será ocupada por eleitos da Frelimo, que tem 144 parlamentares, em resultado de uma votação de 55,68%.Os 89 lugares da Renamo correspondem a 32,95%. O MDM tem os restantes 17, resultado de 8,4% dos votos. Nas presidenciais, a vitória foi para Nyusi, com 57%, à frente de Dhlakama, com 36,6%, e de Daviz Simango, do MDM, com 6,04%.
O Presidente da República cessante, Armando Guebuza, exonerou, na sexta-feira, ministros, conselheiros e governadores de província que foram eleitos para o Parlamento nas eleições de Outubro. Entre os exonerados estão o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, seis ministros, três governadores provinciais e dois conselheiros. O objectivo é permitir que tomem posse como deputados.
Na posse de Filipe Nyusi estará presente o Presidente português, Cavaco Silva, que se desloca a Maputo entre 13 e 16 de Janeiro. Será acompanhado pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, em representação do Governo de Lisboa.
PÚBLICO 12 de Janeiro de 2015
11.1.15
Pretende Washington esmagar a França?
A former White House official says the terrorist attack that killed 12 people on Wednesday in Paris was a false flag operation “designed to shore up France’s vassal status to Washington.”
Dr. Paul Craig Roberts, who was Assistant Secretary of the Treasury in the Reagan Administration and associate editor of the Wall Street Journal, made the remarks in an article published on Thursday.
“The suspects can be both guilty and patsies. Just remember all the terrorist plots created by the FBI that served to make the terrorism threat real to Americans,” he wrote.
He said that the French economy is suffering from the US-imposed sanctions against Russia. “Shipyards are impacted from being unable to deliver Russian orders due to France’s vassalage status to Washington, and other aspects of the French economy are being adversely impacted by sanctions that Washington forced its NATO puppet states to apply to Russia.”
Dr. Roberts stated that French President Francois Hollande this week said that the sanctions against Russia should end. “This is too much foreign policy independence on France’s part for Washington.”
He added that the CIA has apparently resurrected a policy that it followed against Europeans during the post-WW II era when the US spy agency would carry out attacks in European states and blame them on communist groups.
Dr. Roberts said now the US agencies have planned false flag operations in Europe to create hatred against Muslims and bring European countries under Washington’s sphere of influence.
He noted that “the attack on Charlie Hebdo was an inside job and that people identified by NSA as hostile to the Western wars against Muslims are going to be framed for an inside job designed to pull France firmly back under Washington’s thumb.”
The widely read columnist stated that the US “government tells Americans whatever story the government puts together and sits and laughs at the gullibility of the public.”
Press TV
7.1.15
Um discurso de Pepe Mujica
"No soy ningún fenómeno,en realidad, los años de cana que me comí, fue por que me agarraron, me falto velocidad.
No tengo vocación de héroe, tengo si una especie de fuego adentro, me Retoba la injusticia social, una diferencia de clase, creo que el hombre es un animal gregario, que vivió el 90 por ciento (90%) de su historia viva del planeta en familias, en grupos familiares. Es un mono raro que no puede vivir solo, necesita de los demás y esa es su disco duro, su disco duro y social, por eso tiene razón aristoteles,"el hombre es un animal político" y lo es, por que no es un felino, necesita de la sociedad,se de cuenta o no se de-cuenta.
Pero la Historia y el devenir, ese 10 por ciento (10%) de la historia del hombre arriba de la tierra, no noventa por ciento (90%) , es responsable de nuestra civilización, que nos dio cosas hermosas,a fin y al cabo en este siglo vivimos 40 años mas, que lo que vivían en promedio hace 100 años. A fin y al cabo, yo se que hay hambre, pero hay el doble de población, hay el doble de cantidad de alimentos,lastima que tiramos casi el treinta por ciento (30%) de la comida que producimos, ni siquiera se la damos a los perros, menos se lo damos a las gente pobre, esas son las contradicciones de nuestra civilización, desnuda, clara, agresiva, que no damos razón, nos cargan las baterías para seguir luchando.
Nunca el Hombre tuvo tanto como hoy, Nunca !
Nunca tanto conocimiento.
No me canso de repetir y recordar los millones de dolares por minuto que se gastan en el mundo, 2 Billones de dolares por minuto en presupuesto militar.
Decir que no hay plata en este mundo para un gigantesco Plan Marshall, que recorra todo la tierra a favor de los pobres, para integrar a la vida humana los millones de pobres, y agrandar la demanda de este mundo. Decirme que no hay recursos, es no tener vergüenza.
Cuando nos dicen que la segunda fortuna del mundo, gastando un millón de dolares por día, tendría que vivir 220 años, para poder gastar lo que tiene, pero aun tampoco podría, por que con una taza de interés del 2 o el 3 % Anual,tiene 4 millones de dolares por día.
y si decimos que en este mundo no hay plata, es por que tenemos la cobardía política de no cobrarle, pedirle y meterle la mano en el bolsillo de los que pueden dar y en ultimo suturar. Por eso estamos en política! y por eso luchamos en política, por que al fin y al cabo, simplificando, simplificando, es cortar el tocino un poco mas grueso en favor de los mas débiles. Por que la política es elegir decisiones y elegir decisiones que favorecen a uno y pueden perjudicar a otro. y estas con la mayoría o estas con la minoría y no en termino medio y no se puede ser neutral y hay que tomar partido.( Aplausos)
Pero aparte de esto compañero hay otra cosa... Hay una cosa mas importante que la justicia, algunos de nosotros nos quisieron formar en un mundo, que era un valle de lagrimas, para ir a un paraíso, no te las llevo. El paraíso es este !, o la condena es este ! y es esta vida la que hay que pelear ! para que la gente viva mejor y no tiene termino medio. Entonces el primer valor, esto tiene sentido, si hablamos de cosas centrales, elementales y olvidadas. Yo no me chupo el dedo en mi homenaje, de aquí voy a salir el mismo viejo que soy. Lo que tiene sentido es pensar por que hay mucha gente joven, y si eres joven, tienes que saber esto: " La vida se te escapa y se te va, minuto a minuto y no puedes ir al supermercado a comprar vida, entonces lucha por vivirla, por darle contenido a la vida, la diferencia de la vida humana a las otras formas de vida, es que tu le puedes dar hasta cierto punto una orientación a tu vida. Tu puedes, en términos relativos ser autor del camino de tu propia vida. No eres como un vegetal y que vives por que naciste, después de haber nacido puedes dar un contenido o no. O puede enajenar tu vida si te la compra el mercado y te pasas toda la vida pagando tarjeta y comprando cacharro y le das para adelante y al final de cuentas terminas como un viejo como yo. Todo lleno de reumatismo, te pegaste y que hiciste en este mundo.
Pero si tuviste un sueño y peleaste por una esperanza e intestaste transmitirle a los que quedan, tal vez quede un pequeño aliento rodando en las colinas, en los mares, un pálido recuerdo que vale mas que un monumento, que un libro, que un himno, que una poesía. La esperanza Humana que se va realizando en las nuevas generaciones.(Aplausos)
Compañeros, nada vale mas que la vida, luchen por la felicidad y la felicidad es darle contenido a la vida y rumbo ala vida y no dejarte que te la roben y para eso no hay receta, esta acá, en la consciencia. si eres usado, o usas la maravillosa oportunidad de haber nacido casi milagrosa.
Vuelvo a demás, un segundo consejo a los jóvenes, lo imposible cuesta un poco mas, y derrotados son solo aquellos que bajan los brazos y se entregan.
La vida te puede dar mil tropezones en todos los ordenes, en el amor, en el trabajo,en la aventura de lo que estas pensando, en los sueños que pensad concretar, pero una y mil veces estas hecho con fuerzas para volverte a levantar y volver a empezar. Por que lo importante es el Camino! ( Aplausos)
No hay una meta,no hay un arco de triunfo, no hay un paraíso que nos recibe, no hay odaliscas que te van a recibir por que moriste en la guerra, No, la quedaste y punto. No, lo que hay es otra cosa, es la hermosura de vivir al tope, de querer la vida, en cualquier circunstancia y luchar por ella e intentar transmitirla, por que la vida no es solo recibir, es antes que nada dar algo de lo que tenemos y por jodido que estés siempre tenes algo para darle a los mas pobres.
Entonces... compatriotas...
Era un pibe, en un país que lo llamaban la pequeña Suiza de américa, iban a estudiar en la década del 40 de toda america latina. Habíamos sido hijos privilegiados, bastardos del imperio ingles y nos fue bastante bien como la república de Argentina que estaba orgullosa entre los poderosos del mundo, el rió de la plata, era una cosa distinta al resto de América latina, parecíamos casi medio europeos y hasta por momentos nos pareció que eramos, Jajaja.(Risas) Pero eso fue un espejismo, paso, el mundo se re-acomodo, después de la guerra vinieron los términos de intercambió. Le empezamos deber al fondo monetario internacional. Y esa fue mi juventud...De algo que era muy alto y hermoso y se desmoronaba y no hay cosa mas retobada,que aquel que estando bien se viene abajo. El que esta acostumbrado a estar mal se resigna, pero el que estuvo bien y se viene abajo. Por eso pertenezco a un movimiento que se golpeo la boca y salio a intentar cambiar el mundo, nos molieron a palo. (risas y aplausos).
Acariciamos nuestros sueños, eran tiempos que pensábamos que la dictadura del proletariado era una explicación importante de la lucha de clases.. y naturalmente cada generación comete sus vicisitudes. Pero aquel viejo fuego, que llevábamos adentro
era tan grande, que nos permitió llegar hasta hoy, siendo consientes de los errores que cometimos, pero siendo consientes, de la gigantesca generosidad con que abrazamos la vida. Y cuando vemos un mundo lleno de cacharro, de plata, de recurso; Que Dios me libre, parece que se les parte el alma por prestarte un auto, o por darle una mano a un pordiosero, recoger un perro y darle de comer, que se yo!, no he visto un mundo mas machete que el que nos toca vivir. Añoro aquella juventud, de corazón abierto, que equivocadamente lo entregaba y lo daba todo y no se guardaba nada para si mismo.
Lo que, que le quiero transmitir muchacho, no reniego del pasado, no reniego de los errores, la vida es un aprendizaje continuo y esta llena de caminos muertos y de pisotones. pero las viejas causas que nos empujaron, están presentes en el mundo en el que nos toca vivir. Nunca se ha visto tanta concentración de la riqueza, nunca se ha visto tanta desigualdad, en un mundo que tiene tanto recurso y tenemos tantas posibilidades, creo y creo y tengo confianza que el hombre es capaz de construir sociedades infinitamente mejor, si tiene el coraje de mirar el rumbo de las sociedades mas viejas que están en el fondo de la historia de la humanidad. No para volver al hombre de las cavernas, si no para aprender la generosidad que nos implica la defensa de la vida para entender esto, para entender lo elemental, lo mas simple, para ser felices necesitamos la vida de los otros. Los individuos solo somos nada. Los individuos dependemos de la sociedad, y la marcha de la sociedad es lo que nos permite enriquecer y mejorar permanentemente nuestra vida; por lo tanto la causa colectiva hay que levantar-la y en esta historia y en este momento eso tiene un nombre, en esta america latina, la lucha por acercarnos, la lucha por integrarnos, la lucha por recrear una cultura, una cultura que respecte la diversidad, pero que exprese ese nosotros profundo y oculto que viene de la conformación de nuestra propia historia. Podemos y debemos, pero sera posible, si hay voluntad política, si hay compromiso y a los jóvenes, si quieren vivir felices, levanten una idea en la que hay que creer viva para servirle a esa idea, no se deje esclavizar por el mercado.(Aplausos)
El mundo que tendremos sera, el que seamos capaces de lograr y los latinoamericanos tenemos que ser por haber llegado tarde y de atrás, un Reservorio de lo mejor de la civilización humana, un continente de paz, un continente de justicia, un continente de solidaridad, un continente donde es hermoso nacer y morir, un continente que le dice si a la justicia, un continente sin odio, un continente sin venganza, un continente que dignifique la existencia del hombre arriba de la tierra como animal que cuida lo portentoso de la creación que ha significado este barco de vida que es el planeta. Dele contenido a la existencia, por que si no lo hacen conscientemente, el contenido va ser la cuota que tiene que pagar cada fin de mes, por el nuevo cacharro que tienen que comprar y así sucesivamente ucronicamente, hasta el fin de nuestros dias, hasta que un día, los huesos no se levanten y Adiós no queda de ti ni el recuerdo, ni el aliento. (Aplausos)
No correa, juventud hay una sola, la de afuera, hay otras cosas ademas de la juventud, la irreverencia de mirarse en el espejo y comprometerse con la realidad; para eso se puede ser joven,viejo o mediano. No hay que dividir el mundo, en hombres, mujeres, negros, amarillos, No!... Hay que dividirlos en 2 sectores, los que se comprometen y los que no se comprometen y comprometerse es abrazarse a una causa; Por eso yo se que me estoy acercando al tiempo por una por salir, si en cualquier momento te tocan el favo ya lo manchaste, Así es. Todavía no he podido creer en el mas aya, ni en Dios. Respecto a todas las religiones en pila, ¿saben por que, por que respecto tanto a las religiones? por que he visto en una sala de hospital, el enorme servicio que le prestan al bien morir y por eso si yo no puedo creer, no me burlo de las religiones, las respecto. Me han hecho pensar, por su vigencia, en todos los tiempos y en todas las edades y en todos los rincones de la historia del hombre en el planeta, que siempre cree en algo, que no hay Bicho mas utópico que el hombre. Por eso mismo, por que es capaz de construir la necesidad de un mas aya,quiero al hombre, lo admiro y respecto a las religiones. Pero se que uno de estos dias, seré menos que polvo, tal vez quede una paloma dando vuelta en la cabeza de algunos. JOSE PEPE MUJICA.
6.1.15
As tentações de António Guterres
Antonio Guterres ou la tentation présidentielle
Publisher: La Tribune de Genève
Story date: 14/09/2014
Language: Français
Antonio Guterres est face à un choix cornélien. Son mandat de haut-commissaire aux réfugiés s'achève à la fin du mois d'avril 2015. La question de son avenir se pose. Depuis plusieurs années déjà, l'ancien premier ministre portugais, 65 ans, figure sur la liste des prétendants à la succession de Ban Ki-moon, dont le deuxième et dernier mandat s'achève à la fin de 2016.
Antonio Guterres a les qualités requises pour faire un bon secrétaire général de l'ONU. Pour se lancer dans la course et arriver parmi les finalistes, il a les réseaux et les appuis. Il connaît, en outre, tous les rouages de la machine onusienne. Dans les couloirs du HCR, depuis plusieurs années déjà, on interprète l'hyperactivisme du haut-commissaire aux réfugiés comme une manifestation de son ambition. Pourtant, rien ne dit qu'il ira jusqu'au bout.
«C'est le meilleur»
Depuis quelques mois, la donne a changé. Antonio Guterres, qui avait abandonné toute ambition politique, pourrait être tenté de se présenter à l'élection présidentielle portugaise de 2016. Certains de ses amis socialistes comme Mario Soares l'encouragent à reprendre du service. «C'est le meilleur», a déclaré cet été l'ancien président. Un appui qui pèse lourd.
«Je suis convaincu que vous allez recevoir le soutien de l'écrasante majorité non seulement des socialistes, mais aussi de nombreux citoyens portugais. Vous remplissez toutes les conditions pour être un grand président de la République», a également déclaré António José Seguro candidat aux élections primaires du Parti socialiste pour le poste de secrétaire général. Son rival, António Costa, est lui aussi favorable à une candidature de l'ancien premier ministre. «Espérons qu'il puisse se rendre disponible», a-t-il souhaité dernièrement.
António Guterres, qui avait refusé de se présenter en 2006 et 2011 parce qu'il occupait des fonctions à l'ONU, laisse entendre depuis peu que sa position pourrait changer et qu'il ferait connaître ses intentions à la fin de son mandat onusien. Certains journaux portugais affirment même qu'il aurait déjà informé les responsables du Parti socialiste de sa décision. Une chose est sûre, le suspense autour de la candidature du haut-commissaire aux réfugiés prendra fin entre avril et mai 2015 au moment où il quittera ses fonctions. Hésite-t-il encore? C'est possible. L'homme jouit d'une bonne réputation au sein de l'ONU et sur la scène internationale. Comme haut-commissaire aux réfugiés, Antonio Guterres n'a pas chômé, se rendant sur le terrain et courant le monde pour gérer les urgences humanitaires. Au cours de cette période chahutée, il n'a pas ménagé ses amis européens, soulignant le manque de cohérence et la frilosité des Etats membres à accueillir les réfugiés syriens notamment. Il s'est ému aussi de «l'émergence du populisme» en Europe.
Gestionnaire inflexible
En même temps, l'homme s'est imposé en gestionnaire inflexible des deniers du HCR en imposant une douloureuse cure d'amaigrissement pour réduire le poids écrasant des frais de fonctionnement de son organisation. Un effort salué par tous les pays donateurs. A priori, ce parcours sans faute pourrait constituer un sérieux atout dans la course à la succession de Ban Ki-moon. Sur le papier seulement. «Trop intelligent et pas assez malléable», commente avec cynisme un diplomate occidental. La nomination d'un secrétaire général de l'ONU est toujours le produit d'une alchimie complexe qui passe par un arbitrage serré des cinq membres du Conseil de sécurité. Or, au moins une des cinq grandes puissances ne verrait pas d'un bon œil sa nomination.
Ces dernières années, face à la multiplication des crises, le haut-commissaire aux réfugiés n'a jamais manqué une occasion pour dénoncer les blocages politiques et l'impuissance des dirigeants du monde à ramener la paix et la sécurité.
Le haut-commissaire aux réfugiés pourrait se présenter à l'élection présidentielle portugaise à l'issue de son mandat
Refugees Daily
Refugees Global Press Review
Compiled by Media Relations and Public Information Service, UNHCR
For UNHCR Internal Distribution
A sucessão de Ban Ki-moon
With eighteen months still to go before a decision is due to be taken, the race to succeed Ban Ki-moon as the next UN Secretary General is well under way with potential candidates and the selection process itself already the subject of intense debate. The appointment comes as the resurfacing of tensions between East and West over Syria and Ukraine has left the world body facing its most difficult challenge in a generation. The spectre of a UN gridlocked by Cold War-style divisions within the Security Council looms unless someone with real diplomatic skill takes the helm. That’s assuming the permanent members can reach consensus on who that might be in the current atmosphere of mutual suspicion and animosity. The risk of the process descending into a cycle of tit-for-tat vetoing is very real.
Matters are further complicated by the UN’s rotation policy, formalised in 1997 to ensure that every region of the world gets the chance to have one of their own appointed to the top job. As the only designated region still waiting its turn, it is supposed to be Eastern Europe this time. The problem, of course, is that the region straddles the new geopolitical fault line leaving very few countries deemed even-handed enough to bridge the divide. Candidates from Poland and the Baltic states need not apply as far as Russia is concerned. The same goes for most of the other EU member states with Putin still fuming over sanctions imposed by Brussels. The antagonism cuts both ways. The Serb candidate, former foreign minister Vuk Jeremic, would be vetoed by Washington over his country’s strategic partnership with Russia and its rejectionist stance on Kosovo.
Geography isn’t the only consideration. A new and powerful factor in the debate is the growing sense that with the organisation’s seventieth anniversary falling next year it’s high time a woman held the top UN post. As if in Dr Who, the Secretary General keeps regenerating as a man. This is impossible to justify, especially at a time when the status of women has become such a central part of the global agenda through issues like sexual violence, human development and the modern slave trade. As the recent surge of activism in India has shown, the women’s movement across the developed and developing worlds alike is more mobilised and vocal than ever before. Pressure on the UN to reflect this in its choice of Secretary General will only grow.
The ideal solution would be for the Security Council to unite behind a woman from Eastern Europe. Perhaps the only country capable of producing such a candidate is Bulgaria, a Nato and EU member state that has nevertheless maintained good relations with Russia. The two names in the frame are Irina Bokova, the serving executive director of Unesco, and Kristalina Georgieva, a former World Bank economist and current European Commissioner. Both are strong contenders, but Georgieva only took up her new post as Commission Vice-President earlier this month and word in Brussels and Paris is that she would not be given leave to stand for the UN job. Educated in both Russia and the United States, and with real executive experience at the UN behind her, Bokova looks much better placed.
In the event that the countries of Eastern Europe fail to propose a suitable woman candidate, there will be enormous pressure to cast the net wider and consider women from other parts of the world. After all, the General Assembly resolution that formalised the principle of regional rotation gave equal weight to the need for gender equality. Waiting to see how things develop is a cast of capable women with strong foreign policy credentials. This includes Helen Clark, the Administrator of the United Nations Development Programme, Chilean President, Michelle Bachelet, and Columbian Foreign Minister, María Ángela Holguín Cuéllar.
As a permanent member of the Security Council with the ability to support or veto any candidate, the UK’s position will be influential. The decision on how to use that influence will fall to whoever ends up Prime Minister next May, yet could be the same whichever party is in power. Labour would prefer to back a woman from Eastern Europe because it believes in European solidarity and gender equality. The Tories would be inclined to do the same because it needs European allies for its proposed renegotiation and has an image problem with women voters. What Ed Miliband would do out of principle, David Cameron would do out of expediency.
The most interesting question is what would happen if a woman candidate from Eastern Europe was not forthcoming? The view in London is that the Buggin’s turn principle is the least important consideration. Whether the next Secretary General comes from Eastern Europe will depend entirely on the qualities of the candidates that come forward. The clamour for a woman, however, will be much harder to resist, and rightly so.
David Clark is the founder and editor of Shifting Grounds, and served as special adviser to Robin Cook at the Foreign Office from 1997 til 2001
The New Statesman
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