21.12.12

Bissau: uma atitude de Obama

O Presidente norte-americano, Barack Obama, retirou ao Mali e à Guiné-Bissau o estatuto de parceiros comerciais privilegiados, uma sanção contra o que considera serem recuos democráticos naqueles países africanos, anunciou a Casa Branca. Obama optou por conceder o estatuto de parceiro ao Sudão do Sul, o mais jovem estado africano, no âmbito da revisão anual da lista do programa de crescimento e oportunidades para África, imposta por lei, e que tem em conta o estado das democracias africanas. A versão atual da lista foi instaurada pelo Congresso americano em 2000 e estabelece um regime de cooperação económica e comercial com o continente africano até 2015, facilitando as exportações africanas para os Estados Unidos. Washington, 20 dez (Lusa)

Bissau: Violência galopante

Em comunicado divulgado dia 10 deste mês, a Liga Guineense dos Direitos Humanos diz que com o golpe de Estado de 12 de Abril a Guiné-Bissau recuou na consolidação do Estado de direito e democrático e que se assiste, progressivamente, "a um aumento galopante da violência, da situação de pobreza extrema, da desigualdade social entre homens e mulheres e do crime organizado". Hoje na Guiné-Bissau há "uma restrição ilegal" dos direitos dos cidadãos e das suas liberdades fundamentais, "nomeadamente as liberdades de manifestação, de reunião, de imprensa e de expressão", acusa a Liga. Por isso, continua, "o silêncio acabou por constituir o refúgio dos principais atores políticos e sociais, como forma de salvaguardar a vida e a integridade física", tendo mesmo assim "vários cidadãos sido vítimas" de violações graves de direitos e liberdades fundamentais. A liga dá como exemplo os "espancamentos brutais" de dois políticos, Inacuba Injai e Silvestre Alves, e a "tortura e execução sumária de um cidadão de nome Luís Ocante da Silva". Citando informações provenientes do arquipélago dos Bijagós, a Liga dos Direitos Humanos referiu que quatro cidadãos de Bolama terão sido assassinados em Outubro passado, na sequência de um assalto, dias antes, a um quartel em Bissau. "Em face do exposto, o clima político-militar e a situação no país reclama de uma vez por todas uma genuína e verdadeira reconciliação nacional, fundada nos valores da justiça, tolerância, diálogo inclusivo e respeito pelos direitos humanos", diz o comunicado, acrescentando que são necessárias reformas profundas do Estado, em particular o sector de defesa e segurança. A Liga critica também a "ausência de progressos" em relação a investigações de crimes políticos ocorridos no país nos últimos anos, do antigo Presidente Nino Vieira ao recente caso da morte do deputado Roberto Cacheu. A Liga Guineense dos Direitos Humanos exige das autoridades judiciais "um rápido esclarecimento cabal e transparente dos acontecimentos trágicos acima referidos, como forma de erradicar a impunidade no país, e criar bases sólidas rumo à consolidação da paz e à reconciliação nacional".

20.12.12

Hablemos de Guinea Ecuatorial

Oyala supone un ambicioso macro proyecto de creación de una gran ciudad ultramoderna en el interior de la parte continental de Guinea Ecuatorial, que además tiene la vocación de convertirse en la futura capital del país, una ciudad administrativa, industrial, universitaria y turística. Hace meses que se están llevando a cabo las labores de construcción de la nueva ciudad de Oyala, que basándose en el ejemplo de Brasilia, contribuirá a canalizar el éxodo rural y copará gran parte de las inversiones públicas. También contará con una universidad compuesta por siete facultades y residencia. Estos proyectos de infraestructuras son confiados a las grandes empresas internacionales o locales asociadas a otras exteriores. Entre las empresas con mayor presencia: Ecoxa/Sogeco, la marroquí Somagec, las francesas Bouygues, Sogea-Satom y Razel, la egipcia Arab Contractors, la brasileña Andrade Gutierrez o las chinas Sinohydro, china Road y CMEC. La constructora belga Besix está realizando algunas infraestructuras previas –destaca la construcción de dos puentes-. Entre las unidades industriales previstas, ya está funcionando la fábrica de prefabricados del grupo italiano Piccini. Para responder a su vocación turística, el grupo planea la construcción de un hotel de 400 habitaciones. Por otro lado cabe destacar que esta empresa será la encargada de la construcción de viviendas de medio standing, de un complejo internacional y de otras edificaciones, entre ellos un Palacio de Congresos y villas Presidenciales. Entre las primeras carreteras y edificios que conformarán la futura capital del país, destaca la autopista entre Bata y Oyala con apenas unos kilómetros por finalizar, los cuales se prevén que estén listos en verano de 2012. Las avenidas La Justicia y La Paz que cruzarán la ciudad y que están siendo construidas por la compañía francesa Sogea Satom. Otros dos puentes a realizar son obras de la también francesa Bouygues. En cuanto a la periferia, los trabajos están siendo efectuados por la brasileña ARG. La libanesa Seguibat está a cargo de la realización del Parlamento Regional y el Palacio Presidencial. Blog Hablems de Guinea

16.12.12

Bissau: Cons. de Segurança continua a marcar passo

New York, Dec 13 2012 6:00PM The United Nations Security Council has expressed “serious concern” over the lack of progress in the restoration of constitutional order in Guinea-Bissau. In addition, in a press statement issued today, the 15-member body noted that stabilisation can only be achieved in the West African nation through a consensual, inclusive and nationally-owned transition process, based on genuine dialogue and effective civilian oversight over the military. Guinea-Bissau has a tumultuous history of coups, misrule and political instability since it gained independence from Portugal in 1974. Most recently, rogue soldiers seized power in a military take-over on 12 April – just days ahead of the country’s 22 April presidential run-off election –prompting calls from the international community for the return to civilian rule and the restoration of constitutional order. Recent incidents include an attack on a military base in October, which reportedly resulted in numerous deaths. Against that backdrop, ongoing advocacy and mediation efforts, spearheaded by the UN Integrated Peace-Building Office in Guinea-Bissau (UNIOGBIS) and the African Union, have been aimed at reviving dialogue between the country’s political players. On Tuesday this week, Council members held consultations on the situation in the African country, at which the Secretary-General’s Special Representative and head of UNIOGBIS, Joseph Mutaboba, took part. Also, the Permanent Representative of Morocco to the United Nations, in his capacity as Chair of the Committee established pursuant to the Council’s resolution 2048, also briefed the 15-member body on the activities of the Committee. Adopted by the Council in May this year, resolution 2048 calls for immediate steps to restore and respect constitutional order, including a democratic electoral process – in today’s press statement, the Council members recalled the resolution and restated their demands for the full restoration of constitutional order. The Council members also condemned the armed attacks which took place on Guinea-Bissau’s Bissalanca Air Force Base on 21 October, and “expressed deep concern over the reports of killings and serious human rights violations, as well as of continued restrictions on freedom of assembly, opinion and information in the aftermath of those attacks.” They also expressed concern over reports of threats and intimidation acts against UN personnel, reaffirmed the need to ensure the safety and security of UN personnel and demanded that UNIOGBIS is allowed to fulfil its mandate, in accordance with relevant Council resolutions. “They further demanded that these events be fully investigated and their perpetrators be brought to justice,” the statement noted, adding that, in this context, they welcomed the opening of the 2012-2013 session of the National Assembly as a first step towards an inclusive political process and await “its agreement on a clear and credible timetable for the organization of free, fair and transparent presidential and legislative elections, in line with national legislation and international standards.” The Council members expressed serious concern over reports of increase in drug trafficking since the April coup and urged the country’s civilian and military leadership to demonstrate greater commitment to international efforts to combat drug trafficking. In relation to this, the Council members stated their willingness to consider “ways of ensuring the collection of additional data on the identity and activities of those involved in drug trafficking and organised crime in Guinea-Bissau.” The importance of coordination of international efforts to address the crisis in Guinea-Bissau was also re-affirmed by the Council members, and, in that context, they welcomed the decision of the United Nations, the African Union, the Economic Community of West African States, the Community of Portuguese Language Countries and the European Union to send a joint assessment mission to Guinea-Bissau in December to assess the political and security situation and facilitate the formulation of recommendations on how best these organizations can work together to assist Guinea-Bissau in a number of key areas for long-term stability. These areas include the reform of the security sector, the promotion and respect for rule of law, the creation of an enabling environment for the enhanced control over the security forces, the fight against impunity and the fight against drug-trafficking and the promotion of social-economic development. ________________ Ou seja, vira o disco e toca o mesmo. Passam-se oito meses e a ONU nada consegue fazer.

14.12.12

Bissau: ONU admite, admite, admite...

O Conselho de Segurança das Nações Unidas admitiu desencadear meios de identificação e recolha de informação sobre narcotraficantes e criminosos internacionais operacionais na Guiné-Bissau. A informação consta de uma declaração pública do Conselho, divulgada hoje nas Nações Unidas, cuja versão inicial foi circulada no início da semana por Portugal entre os restantes membros, após um 'briefing' pelo representante cessante do secretário-geral em Bissau, Joseph Mutaboba. Na mesma linha do último relatório secretário-geral da ONU, a declaração expressa "séria preocupação" com indicações de aumento de tráfico de droga no país desde o golpe de Estado em abril, apelando aos líderes militares para demonstrarem "maior compromisso com os esforços internacionais" anti-narcotráfico, em particular assegurando o "total funcionamento" das agências responsáveis. Os países-membros declaram a sua "disponibilidade para considerar formas de garantir a recolha de dados adicionais sobre a identidade e atividade dos envolvidos no tráfico de droga e crime organizado na Guiné-Bissau". DN - Lá vão estando, "muito preocupados" e "disponíveis para"; e é tudo! Ou seja, não é praticamente nada.

13.12.12

Morte de dirigente islamista marroquino

RABAT, Dec 13 (Reuters) - The leader of Morocco's main opposition group al-Adl Wal Ihsane died on Thursday, raising questions over the future of an Islamist group that played a central role in Arab Spring protests last year. Abdessalam Yassine formed the group 1981. It is banned from formal politics but is believed by analysts and diplomats to be the only opposition organisation capable of mass mobilisation in the North African state. It was a major player in protests last year that led the monarchy to institute constitutional reforms to dilute some of its extensive powers - an usual step for a group previously more focused on religion than politics and protest. The protests petered out after Al-Adl Wal Ihsane (Justice and Spirituality) withdrew over disputes with secularists. "With a heavy heart Al-Adl Wal Ihsane announces to its members, sympathisers, the Moroccan people and the Islamic nation the death of one of its great men, the great guide Abdessalam Yassine," a statement on its website said. Hassan bin Najeh, spokesman for the group's youth section said Sheikh Yassine, born in 1928, had been suffering from influenza and his health had been frail for some time. His funeral is set to take place in Rabat on Friday and could become a focus for anti-government protest. It was not clear who would succeed Yassine, who served several terms in prison for opposition to the monarchy, and analysts saw conflict over the future direction of the group.

11.12.12

Militares malianos interferem na governação

Le Premier ministre malien Cheick Modibo Diarra a été arrêté dans la nuit de lundi à mardi à son domicile de Bamako par des militaires sur ordre du capitaine Amadou Haya Sanogo, ancien chef des auteurs d’un coup d’Etat en mars, a appris l’AFP dans l’entourage de M. Diarra. « Le Premier ministre a été arrêté par une vingtaine de militaires venus de Kati », ville garnison proche de Bamako et base des ex-militaires putschistes, a déclaré un membre de l’entourage du Premier ministre. « Ils lui ont dit que c’est le capitaine Sanogo qui leur a demandé de l’arrêter », a-t-il ajouté. Cette information a été confirmée de source sécuritaire. Les militaires « ont carrément défoncé la porte de la résidence du Premier ministre et l’ont emmené un peu brutalement », a ajouté, sous couvert de l’anonymat, le membre de l’entourage de M. Diarra qui a assisté à l’arrestation. Cheick Modibo Diarra avait prévu de partir lundi soir pour Paris afin d’y passer un contrôle médical, selon ce témoin. Il s’apprêtait à se rendre à l’aéroport quand il a appris que ses bagages avaient été débarqués de l’avion qui devait l’emmener en France et ne s’était pas rendu à l’aéroport. Il avait par ailleurs enregistré un court message qui devait être prochainement être diffusé à la télévision nationale, mais des militaires se sont rendus au siège de la télévision à Bamako pour confisquer l’enregistrement, selon la même source. M. Diarra s’est prononcé à plusieurs reprises en faveur de l’intervention rapide d’une force militaire internationale dans le nord du Mali entièrement occupé depuis fin juin par des groupes islamistes armés liés à Al Qaïda, intervention à laquelle est opposé le capitaine Sanogo. Ce capitaine jusqu’alors inconnu avait renversé le 22 mars le régime du président Amadou Toumani Touré, précipitant la chute du Mali aux mains des islamistes armés. Il avait été contraint de rendre le pouvoir à des civils deux semaines plus tard, mais lui et ses hommes sont restés très influents à Bamako. Le Monde

10.12.12

Mugabe ocupou a fazenda que fora de Ian Smith

The farm of former white minority leader Ian Smith has been seized by Zimbabwe's government. Mr Smith led Rhodesia, as Zimbabwe was known, when its forces battled Robert Mugabe's guerrillas in the 1970s. Most white-owned land has been confiscated for redistribution to black farmers since 2000. Mr Smith's farm, known as Gwenoro, had been left alone. The seizure came as Mr Mugabe addressed thousands of his supporters, ahead of elections expected in 2013. Zimbabwe's land-reform programme has been widely blamed for its economic collapse in recent years. BBC Africa correspondent Andrew Harding says Gwenoro was perhaps the most symbolic of all Zimbabwe's white-owned farms. It was where Mr Smith bred cattle and lived for most of his adult life, even after he lost power in 1979. His ashes were scattered there after he died in 2007. The farm has been handed over to a local technical college - a move some are linking to next year's election. BBC

9.12.12

Bissau: todo o relatório de Ban Ki-moon

Rapport du Secrétaire général sur le rétablissement de l’ordre constitutionnel en Guinée-Bissau 12-60366 (F) 291112 301112 *1260366* I. Introduction Distr. générale 27 novembre 2012 Français Original : anglais 1. Soumis en application de la résolution 2048 (2012), par laquelle le Conseil m’a prié de lui rendre compte tous les 90 jours de la mise en œuvre de cette résolution, notamment en ce qui concerne le rétablissement et le respect de l’ordre constitutionnel en Guinée-Bissau, ainsi que de la situation humanitaire dans le pays, le présent rapport passe en revue les principaux faits nouveaux survenus depuis mon dernier rapport en date du 12 septembre 2012 (S/2012/704). II. Rétablissement et respect de l’ordre constitutionnel A. Situation politique 1. Vue d’ensemble de la situation politique dans le pays 2. La situation politique en Guinée-Bissau n’a dans l’ensemble guère évolué au cours de la période à l’examen. L’adoption de dispositions de transition faisant intervenir tous les acteurs politiques ou l’élaboration d’un plan d’action consensuel visant à rétablir intégralement l’ordre constitutionnel ont peu progressé. Les conditions de sécurité se sont nettement détériorées à la suite de l’attaque armée qu’a subie le 21 octobre le régiment aéroporté de la base de l’armée de l’air de Bissalanca à Bissau. 3. Les consultations engagées par le Président de transition, Serifo Nhamadjo, avec les partis politiques à l’Assemblée nationale, notamment le Parti africain pour l’indépendance de la Guinée et du Cap-Vert (PAIGC), en vue de promouvoir une transition sans exclusive, n’ont pas abouti non plus. Des tentatives du même ordre, menées par le PAIGC auprès de représentants d’autres partis politiques et de la société civile, n’ont pas non plus abouti. Des partisans de la transition, notamment le Parti du renouveau social (PRS), deuxième parti au Parlement, se sont déclarés opposés à ces initiatives, estimant que le PAIGC était déjà largement représenté au sein des structures de transition. S’adressant à la section de la jeunesse de son parti, le 14 septembre, le dirigeant du PRS, KoumbYalá, a averti que le PAIGC ne devrait pas tenter de modifier les dispositions actuelles de transition. S/2012/887 4. Le 15 septembre, le Frente Nacional Anti-Golpe (FRENAGOLPE), une coalition de parties et d’organisations opposées au coup d’État du 12 avril, a accusé les autorités de fait de vouloir réduire au silence les dirigeants de l’opposition, y compris ses membres, qui avaient dans des déclarations dénoncé l’aggravation du trafic de drogues en Guinée-Bissau. Le 28 septembre, le Secrétaire général du FRENAGOLPE a affirmé que la coalition avait réuni près de 100 000 signatures dans le cadre d’une campagne visant à obtenir le retour au pouvoir des dirigeants renversés en avril. Le même jour, le Secrétariat national du PAIGC a cependant appelé à la suspension des activités du FRENAGOLPE, qu’il jugeait incompatibles avec les efforts déployés par le PAIGC en vue d’un rapprochement avec les autorités de fait. 5. Malgré les tensions politiques dues au fait qu’ils aient tous les deux tenté de prendre la pale lors du débat général de la soixante-septième session de l’Assemblée générale à New York, le Président par intérim chassé du pouvoir, Raimundo Pereira, et le Président de transition, Serifo Nhamadjo, se sont entretenus brièvement le 29 septembre à New York sous les auspices de l’Union africaine. Leurs Ministres respectifs des affaires étrangères ont ensuite tenu une réunion à huis clos au Bureau de l’Union africaine de New York, au cours de laquelle ils sont convenus des points suivants : a) une mission conjointe composée de l’Union africaine, des Nations Unies, de la Communauté économique des États de l’Afrique de l’Ouest (CEDEAO), de la Communauté des pays de langue portugaise (CPLP) et de l’Union européenne (UE) devrait être déployée en Guinée-Bissau; b) les acteurs nationaux devraient mener un dialogue sans exclusive; et c) l’Union africaine et l’ONU devraient organiser à Addis-Abeba une réunion à laquelle participeraient des représentants des deux parties. 6. Cependant, le Ministre de transition des affaires étrangères a, lors d’une conférence de presse organisée le 5 octobre, laissé entendre que la tenue de cette réunion à Addis-Abeba était incertaine, en affirmant qu’il n’y avait rien à négocier puisque le Gouvernement de transition avait été constitué pour faciliter le retour à l’ordre constitutionnel. Il a également accusé l’ONU d’avoir abandonné la GuinéeBissau et de ne pas jouer de rôle de conciliation. 7. Le 21 octobre, les autorités de fait ont annoncé dans un communiqué que les forces armées avaient repoussé une attaque menée par un groupe armé contre le régiment aéroporté de la base de l’armée de l’air de Bissalanca à Bissau, le bilan étant de six morts. Les autorités ont indiqué dans ce communiqué que deux personnes avaient été interpellées tandis que plusieurs autres avaient pris la fuite. Elles ont également décrit cette offensive comme une tentative visant à déstabiliser le pays et à faire revenir au pouvoir le Premier Ministre Carlos Gomes Júnior et ont accusé les membres de la CPLP, et en particulier le Portugal et le Cap-Vert, d’en avoir été les instigateurs et de favoriser l’instabilité en Guinée-Bissau de façon à justifier l’intervention d’une force militaire mandatée par l’ONU. 8. Le 22 octobre, le Premier Ministre de transition a informé les membres du corps diplomatique en poste à Bissau que l’attaque du 21 octobre avait été menée par des « étrangers » sous la direction d’un officier bissau-guinéen, le capitaine Pansau N’Tchama, qui avait servi sous le commandement du général António Indjai, actuellement chef d’état-major des forces armées, et du vice-amiral Zamora Induta, ancien chef d’état-major des forces armées renversé lors de la mutinerie du 1 2010. En outre, dans un communiqué publié le 28 octobre à la suite d’une réunion 12-603662 er avril S/2012/887 312-60366 extraordinaire du Conseil des ministres, les autorités de fait ont exigé que Lisbonne s’explique sur l’expédition « terroriste » de M. N’Tchama et ont émis des réserves quant à l’avenir des relations avec la CPLP. Elles ont également fait savoir aux représentations internationales à Bissau que la protection de « terroristes » ne serait pas tolérée. 9. L’attaque du 21 octobre a été condamnée à l’échelle nationale, régionale et internationale, y compris par le PRS, le Mouvement de la société civile pour la paix, la démocratie et le développement, l’église catholique, l’ONU et d’autres partenaires internationaux, y compris la CPLP, l’Union africaine et la CEDEAO. Le 22 octobre, le Gouvernement portugais a appelé à un règlement pacifique des problèmes de la Guinée-Bissau par un processus politique sans exclusive, conformément à la résolution 2048 (2012) du Conseil de sécurité et a souligné qu’une solution militaire était inacceptable. Le 24 octobre, le « gouvernement en exil » (selon ses propres termes) de la Guinée-Bissau a condamné dans un communiqué l’attaque et demandé à l’ONU d’établir une commission d’enquête chargée de faire la lumière sur le décès des six personnes. Il demandait également dans ce communiqué qu’une cour pénale internationale pour la Guinée-Bissau soit créée immédiatement et qu’une force armée internationale soit envoyée dans le pays. 10. Le 24 octobre, au terme d’une réunion du Conseil des ministres, présidée par le Président de transition, le porte-parole des autorités de fait a déclaré lors d’une conférence de presse que les cinq premiers mois de la transition avaient été « extrêmement difficiles » mais que les autorités de fait avaient été en mesure de verser les traitements dus et continueraient de le faire. Il a expliqué les difficultés financières auxquelles se heurtaient les autorités de fait par, entre autres, les conditions défavorables du marché d’exportation des noix de cajou, la suspension d’un accord sur la pêche avec l’Union européenne et le ralentissement général de l’activité économique à l’échelle nationale. Il a indiqué que le fait que certains pays ne reconnaissaient pas les autorités de fait et avaient interrompu leur assistance avait exacerbé le problème et a ajouté que les élections ne pourraient avoir lieu sans l’appui des partenaires internationaux de la Guinée-Bissau. 2. Vue d’ensemble de la situation des droits de l’homme en Guinée-Bissau 11. La situation des droits de l’homme s’est nettement détériorée au cours de la période à l’examen. À la suite de l’attaque armée du 21 octobre, le nombre de graves violations des droits de l’homme signalées, y compris de tortures et exécutions sommaires, a augmenté. On craint que le droit à la vie, à la sécurité personnelle et physique, à l’intégrité physique, à la propriété privée et à l’accès à la justice ainsi que la liberté de réunion, d’opinion et d’information continuent d’être bafoués. En outre, certains éléments du groupe ethnique des Felupe-Djola qui avaient été accusés d’avoir soutenu l’attaque ont subi des violations de leurs droits fondamentaux; des cas de harcèlement, torture et meurtre ont notamment été signalés. 12. L’armée et les services de renseignement de la Guinée-Bissau ont mené des opérations de sécurité, y compris des perquisitions systématiques, dans des quartiers de Bissau et d’autres régions du pays, soi-disant pour capturer les auteurs de l’attaque présumée et leurs complices. Ils ont également enlevé et torturé le chef du FRENAGOLPE, Iancuba Djola N’djai, et le dirigeant du Mouvement démocratique S/2012/887 guinéen, Silvestre Alves, qui avaient tous deux mis en garde les autorités contre toute déclaration infondée relative à l’attaque. Ils ont en outre recherché l’ancien Secrétaire d’État et membre du PAIGC, Tomás Barbosa, accusé de complicité dans l’attaque présumée du 21 octobre, et un autre politicien, Ibraima Sow, qui ont tous les deux pris la fuite. Ces actes ont instauré un climat général de peur et d’insécurité dans le pays. Le 23 octobre, le porte-parole des autorités de fait a condamné les détentions illégales et agressions, qui constituaient, a-t-il dit, des violations flagrantes de la Constitution. Le même jour, les forces armées ont publié une déclaration dans laquelle elles niaient toute implication dans ces agressions contraires à la loi et affirmé leur volonté de protéger les droits fondamentaux des citoyens. M. N’djai et M. Alves, qui ont été violemment battus et ont nécessité des soins médicaux intensifs, ont été évacués respectivement à Dakar le 25 octobre et à Lisbonne le 27 octobre. 13. Le 27 octobre, l’armée a bouclé l’île de Bolama au cours d’une opération militaire qui a conduit à l’arrestation du capitaine N’Tchama. Quatre civils qui se trouvaient en compagnie du capitaine ont été tués et deux officiers détenus. L’armée a également perquisitionné des maisons, agressé des civils et contraint certains d’entre eux à se joindre aux recherches. Un civil aurait alors été tué et trois autres torturés avant d’être sommairement exécutés. Leurs corps ont été abandonnés sur le rivage et inhumés par leur famille au même endroit. L’un des deux hommes qui auraient aidé à mener le capitaine N’ Tchama à Bolama, un militaire, est également porté disparu. 14. À la suite de cette opération, le porte-parole des forces armées, Daba Na Walna, a déclaré à la presse que le capitaine N’Tchama comptait assassiner le chef de l’état-major des armées et son personnel, sur les ordres du vice-amiral Zamora Induta, qui se trouverait en Gambie. Il a également fait savoir qu’un ancien chef d’état-major adjoint de la marine soupçonné d’avoir participé à l’attaque, le commandant Jorge Sambu, avait été interpellé. 15. Le 10 novembre, le chef du bureau de la télévision portugaise (RTP) à Bissau a quitté le pays après que le porte-parole des autorités de fait ait demandé à la RTP de le remplacer, au motif qu’il se serait « manifestement écarté » des objectifs en fonction desquels le bureau avait été autorisé à opérer. Cette affaire a fait craindre que la liberté de presse soit menacée. 16. Le Mouvement national de la société civile pour la paix, la démocratie et le développement (MSC) et la Ligue des droits de l’homme de la Guinée-Bissau ont condamné les violations des droits de l’homme perpétrées dans ce pays et ont exhorté les autorités nationales à s’acquitter de leurs obligations et à combattre l’impunité en cas de persécutions et de violations de l’intégrité physique d’une personne. Le Mouvement national a également demandé aux autorités de fait et aux forces armées d’établir une commission d’enquête conjointe chargée de faire la lumière sur tous les crimes liés à l’attaque du 21 octobre, tandis que la Ligue des droits de l’homme a prié la communauté internationale de coordonner ses efforts en vue de remédier aux problèmes de la Guinée-Bissau et en particulier de combattre l’impunité institutionnalisée et l’instabilité permanente. 12-603664 S/2012/887 3. Action menée à l’échelle nationale, régionale et internationale en faveur du rétablissement et du respect de l’ordre constitutionnel 512-60366 17. Pendant la période à l’examen, mon Représentant spécial s’est employé à tenir des consultations avec les acteurs nationaux en vue de susciter un dialogue mené par les Bissau-Guinéens eux-mêmes, qui permettrait de surmonter les divisions nationales et de parvenir à un consensus sur les conditions nécessaires à une transition pacifique et au maintien de la paix par la suite. Il s’est, dans ce contexte, entretenu le 19 septembre avec des représentants des autorités religieuses qui ont exprimé leur volonté de promouvoir et de faciliter un dialogue national plus large et ouvert à tous avec les dirigeants politiques et de la société civile. Ces chefs religieux ont souligné l’importance de préserver leur indépendance et de résister aux pressions nationales et internationales. À la suite de leur demande d’assistance technique, le Bureau intégré des Nations Unies pour la consolidation de la paix en Guinée-Bissau (BINUGBIS) est convenu de dispenser une formation aux techniques d’animation à un groupe de représentants des diverses congrégations. 18. Le 4 octobre, l’association Voz di Paz (Voix de la paix), qui vise à engager un dialogue participatif à l’échelle locale, a organisé une journée de séminaire de réflexion avec des acteurs politiques et civils sur le thème « Transition : quel avenir pour la Guinée-Bissau », en partenariat avec l’organisation non gouvernementale internationale suisse, Interpeace. Les participants se sont à l’unanimité déclarés opposés à une transition qui ne viserait qu’à organiser de nouvelles élections et ont demandé à Voz di Paz et d’autres acteurs nationaux de poursuivre leur réflexion sur les modalités à adopter pour que la transition contribue à mettre fin au cycle de la violence politique et militaire. 19. Mon Représentant spécial a également continué à organiser des réunions bimensuelles des partenaires internationaux présents à Bissau afin d’échanger des informations et de coordonner leur action. À la suite d’une réunion organisée le 1 er novembre, il a publié une déclaration conjointe au nom des partenaires internationaux, dans laquelle ces derniers réaffirmaient leur volonté d’appuyer les efforts nationaux en faveur d’un dialogue véritable et ouvert à tous visant à instaurer un climat politique et des conditions de sécurité propices à une transition pacifique qui s’achèverait par la tenue d’élections et marquerait le retour à l’ordre constitutionnel. 20. Le 14 novembre, le BINUGBIS a organisé une réunion de représentants de la Commission chargée d’organiser une conférence nationale, de Voz di Paz et des autorités religieuses afin de faciliter la synergie de diverses initiatives de dialogue. Les participants à cette réunion ont discuté des objectifs de leurs groupes respectifs et d’éventuels domaines de collaboration et sont convenus de la nécessité de s’entraider et de collaborer. 21. Le 16 novembre, Voz di Paz a lancé son « appel pour un contrat social », en présence du Président de transition, de l’évêque auxiliaire de Bissau, qui représentait les dirigeants religieux, d’officiers, de représentants de plusieurs organisations de la société civile et partis politiques et de représentants de la communauté internationale. Après une présentation des précédentes transitions politiques en Guinée-Bissau, Voz di Paz a demandé aux acteurs nationaux de mettre à profit la période de transition pour procéder à des changements qui contribueraient à régler les problèmes structurels politiques et militaires du pays, quand bien même cela aurait pour effet de prolonger la transition. S/2012/887 22. Le 15 novembre, la première session ordinaire de l’année parlementaire 20122013 a officiellement débuté. Dans sa déclaration liminaire, le Président de l’Assemblée nationale par intérim, Ibraima Sory Djaló, a souligné qu’il importait que l’Assemblée nationale reprenne ses travaux et a mis l’accent sur le rôle important des parlementaires dans l’obtention de solutions à la crise politique. Il a reconnu qu’il fallait faire participer tous les acteurs nationaux aux efforts déployés en vue de surmonter les obstacles internes de façon à résoudre la crise et a en particulier demandé au PAICG et au PRS de jouer un rôle positif. Dans sa déclaration, le Président de transition a mentionné le rôle essentiel, sur le plan législatif, de l’Assemblée nationale dans la transition et a appelé de ses vœux l’unité dans la diversité. À l’ordre du jour de la session, qui s’achèvera le 15 décembre 2012, figurent notamment l’attribution des postes vacants du Bureau du Parlement, la révision de la loi électorale, la prorogation du mandat de l’Assemblée nationale et l’élection du nouveau président de la Commission électorale nationale qui remplacera Desejado Lima da Costa, décédé à Lisbonne le 23 octobre. Il convient de noter qu’à la suite d’une réunion du Président de transition et de délégations du PAIGC et du PRS, tenue le 16 octobre, le Secrétaire général du PRS a fait savoir qu’il était hors de question de remplacer le Président par intérim de l’Assemblée, Sory Djaló, membre du PRS et alors deuxième Vice-Président, car ce poste lui revenait en vertu d’un « impératif constitutionnel ». Le 20 novembre, les parlementaires ont approuvé la prorogation du mandat de l’Assemblée nationale jusqu’à l’investiture de nouveaux élus. 23. Les efforts déployés à l’échelle internationale se poursuivent en vue de surmonter les divergences entre les partenaires internationaux de la Guinée-Bissau quant aux prochaines mesures à prendre pour rétablir l’ordre constitutionnel. À sa onzième session extraordinaire tenue le 24 septembre à New York, le Conseil des ministres de la CPLP a réaffirmé qu’un éventuel dialogue avec la CEDEAO serait régi par les principes directeurs suivants : a) le respect de la légalité internationale; b) l’adhésion au cadre constitutionnel de la Guinée-Bissau; c) un processus sans exclusive sur le plan politique, faisant intervenir le PAIGC, qui « garantit le retour, dans des conditions de sécurité, des citoyens Carlos G. Júnior, le candidat ayant obtenu le plus de voix au premier tour des élections, et de Raimundo Pereira, Président par intérim au moment du coup d’État ». Le Conseil des ministres de la CPLP a chargé son Secrétaire exécutif de rencontrer le Président de la CEDEAO en marge de la soixante-septième session de l’Assemblée générale afin de débattre de la situation en Guinée-Bissau et de formuler des recommandations sur les moyens de régler la crise. 24. Le 28 septembre, la Commission de l’Union africaine pour la paix et la sécurité et le Département des affaires politiques de l’ONU ont coprésidé une réunion des représentants de l’Union africaine, de la CEDEAO, de la CPLP et de l’Union européenne à New York visant à harmoniser les positions des partenaires internationaux sur la voie à suivre en Guinée-Bissau conformément à la résolution 2048 (2012) du Conseil de sécurité. Les participants à la réunion ont conclu que l’Union africaine et l’ONU continueraient de faciliter les efforts visant à surmonter les divergences entre les partenaires internationaux quant aux dispositions à prendre pour assurer le rétablissement intégral de l’ordre constitutionnel en Guinée-Bissau et que la prochaine réunion de ce type aurait lieu à Addis-Abeba. Le lendemain, l’Union africaine a accueilli à New York la réunion des Ministres des affaires étrangères du gouvernement renversé et des autorités de fait, après un bref échange 12-603666 S/2012/887 712-60366 entre le Président par intérim chassé du pouvoir, Raimundo Pereira, et le Président de transition, Serifo Nhamadjo. Les Ministres sont convenus du déploiement d’une mission commune en Guinée-Bissau, de la nécessité de mener un dialogue sans exclusive et de la tenue d’une réunion de suivi à Addis-Abeba qui serait animée conjointement par l’Union africaine et l’ONU. 25. Le 9 octobre, mon Représentant spécial a informé les membres du corps diplomatique accrédités auprès de la Guinée-Bissau et résidant à Dakar de l’évolution de la situation sur le terrain et des efforts déployés en matière de coordination. Ces interlocuteurs se sont déclarés gravement préoccupés par le manque de progrès actuel et ont réaffirmé la nécessité de mettre en œuvre la décision adoptée par la CEDEAO en juin 2012 à Yamoussoukro, selon laquelle les acteurs politiques et la société civile devaient œuvrer ensemble « pour parvenir à un gouvernement véritablement représentatif afin d’assurer une transition consensuelle ». Ils ont en outre souligné qu’il importait au plus haut point d’instaurer des conditions de sécurité favorables et un dialogue véritable et sans exclusive entre tous les acteurs bissau-guinéens afin de parvenir au consensus et aux compromis nécessaires aux progrès à accomplir pour rétablir l’ordre constitutionnel. 26. Le 18 octobre, mon Représentant spécial et le Représentant spécial de l’Union africaine et Chef du Bureau de liaison de l’Union africaine en Guinée-Bissau, Ovidio Pequeno, se sont rendus à Luanda à la demande des autorités angolaises pour participer à des consultations sur la Guinée-Bissau. Ils ont rencontré le Ministre angolais des relations extérieures, Georges Chikoti, et d’autres représentants du Gouvernement avec lesquels ils ont examiné des moyens de renforcer l’engagement de l’Angola en faveur de la Guinée-Bissau, en particulier en intensifiant les consultations avec la CEDEAO en vue de remédier à la situation de manière consensuelle. Les autorités angolaises ont également fait part de leur volonté de poursuivre, à la fois dans le cadre de la CPLP et sur le plan bilatéral, leur action visant à favoriser la coopération avec la Guinée-Bissau et mettre un terme à la crise. 27. À la suite de sa réunion du 2 novembre, le Conseil de la paix et de la sécurité de l’Union africaine a publié un communiqué dans lequel il soulignait la nécessité de poursuivre les efforts déployés sur le plan régional et international en vue de consolider les progrès accomplis dans la recherche d’une solution durable à la situation qui règne en Guinée-Bissau et exhortait les parties concernées à maintenir l’ordre public, préserver l’intérêt de la population bissau-guinéenne et faire preuve de l’esprit de retenue et de compromis nécessaire pour régler les difficultés multidimensionnelles que connaît le pays. Il a également approuvé le déploiement de la mission conjointe à Bissau proposé par les Ministres des affaires étrangères du gouvernement chassé du pouvoir et des autorités de fait et est convenu de se réunir de nouveau pour procéder à un examen approfondi de la situation à la lumière d’un rapport détaillé du Président de la Commission qui lui serait présenté dans un délai de 60 jours. 28. Les chefs d’État et de gouvernement des pays membres de la CEDEAO ont quant à eux examiné la situation en Guinée-Bissau le 11 novembre à Abuja et ont ensuite publié un communiqué dans lequel ils ont donné pour instructions à la Commission de la CEDEAO d’accélérer l’action à mener en ce qui concerne la mission d’évaluation commune en Guinée-Bissau, qui constituait à leurs yeux une étape importante de la recherche d’un consensus à l’échelle internationale. Ils ont en outre encouragé les partenaires de la Guinée-Bissau à unir leurs efforts visant à S/2012/887 renforcer la transition et assurer la crédibilité du processus qui aboutira à la tenue d’élections en avril 2013 au plus tard. Ils ont également demandé à l’Union africaine de reconnaître le Gouvernement de transition de la Guinée-Bissau, établi avec l’aide de la CEDEAO et exhorté l’Union africaine de suspendre les sanctions imposées à la Guinée-Bissau, de manière à encourager les autorités de transition et reconnaître les progrès que le pays continue d’accomplir en vue de disposer d’un gouvernement de transition plus représentatif. 4. Efforts en faveur d’un processus électoral démocratique 29. Le 3 octobre, le Conseil des ministres des autorités de fait s’est réuni pour examiner les préparatifs des élections générales, qui devraient se tenir en mars 2013. Le Ministre de transition de l’économie, qui avait été chargé de lancer un appel d’offres restreint portant sur un système d’inscription biométrique des électeurs, a indiqué que 16 entreprises avaient manifesté leur intérêt et fait savoir qu’il faudrait de six à sept mois pour mener à bien le projet. Le Conseil a, au cours de cette réunion, approuvé une décision du Premier Ministre de transition visant à créer une commission chargée d’assurer la sécurité lors du processus électoral. 30. Lors d’une réunion avec le BINUGBIS tenue le 31 octobre, le Ministre de transition de l’administration territoriale a confirmé que les élections auraient lieu en mars 2013, ainsi que l’avaient prévu les autorités de fait. Il a cependant indiqué qu’il pourrait être nécessaire de réviser cette date en raison de difficultés financières, du manque d’appui des partenaires internationaux et d’incertitudes politiques. Il a également fait savoir que l’établissement des cartes électorales avait été mené à bien dans les huit régions du pays. Il a enfin annoncé qu’il avait consulté trois partis politiques représentés au Parlement, à savoir le PAIGC, le PRS et le Parti républicain pour l’indépendance et le développement sur plusieurs questions relatives à la loi électorale et au fonctionnement de l’Assemblée nationale. B. Situation en matière de sécurité 31. Au cours des semaines qui ont précédé la Journée nationale du 24 septembre, l’armée a établi des postes de contrôle dans les régions de Bafatá, Quebo et Gabú, à titre de précaution, a-t-elle dit. Le jour des célébrations, organisées par les forces armées, les forces de sécurité de la Mission de la CEDEAO en Guinée-Bissau étaient massivement présentes sur les lieux, bien qu’elles ne participent pas au défilé militaire. Le Président de transition a présidé les célébrations en présence du chef de l’état-major de l’armée de la Côte d’Ivoire, du chef de l’état-major adjoint de l’armée du Burkina Faso et du chef de l’état-major de l’armée de l’air du Sénégal. Les annonces de promotion, généralement sources de tensions dans l’armée, n’ont pas eu lieu contrairement aux attentes des militaires. 32. Du fait des capacités d’intervention très restreintes des forces de l’ordre de la Guinée-Bissau, le territoire national demeure pour les groupes de criminalité organisée un lieu où faire transiter sans difficulté le trafic de drogues international. Selon certaines informations, ce trafic s’effectuerait avec l’appui de membres des forces de la défense et de sécurité, ainsi que des élites politiques. Le trafic de cocaïne s’est ainsi constamment développé en Guinée-Bissau. D’après des services de renseignement internationaux, ce trafic aurait lieu une ou deux fois par semaine sans aucune intervention des pouvoirs publics. Il semble également que le mode 12-603668 S/2012/887 912-60366 opératoire des trafiquants consiste à acheminer des stupéfiants en Guinée-Bissau à bord de petits aéronefs qui atterrissent sur des sites clandestins ou de navires amarrés le long de la côte. Des centaines de kilos de cocaïne seraient ainsi introduits clandestinement lors de chaque opération. Les activités de criminalité organisée font peser une menace supplémentaire sur l’état de droit, la stabilité intérieure et le rétablissement intégral de l’ordre constitutionnel. L’Office des Nations Unies contre la drogue et le crime a dispensé le 28 septembre à des magistrats et membres des forces de l’ordre un module de formation spéciale sur le blanchiment de fonds et le financement du terrorisme. Ce stage de formation, organisé par la Cellule de renseignements financiers, avait pour objectif de renforcer la mobilisation des institutions nationales face au blanchiment de fonds lié à la criminalité organisée et au trafic de drogues dans la sous-région. 33. À la suite de l’attaque du 21 octobre, des points de contrôle de fortune, gardés par du personnel de sécurité en civil, ont été établis pour fouiller et contrôler les véhicules entrant à Bissau dans le quartier de Penha, où sont situés de nombreuses ambassades ainsi que le BINUGBIS. Quelques véhicules des Nations Unies ont été soumis à des fouilles illicites effectuées par les forces de la défense et de la sécurité nationales et des membres du personnel des Nations Unies recrutés sur le plan national ou international ont fait l’objet d’intimidations émanant de membres des services de renseignement et des forces de sécurité. Lors d’une réunion avec mon Représentant spécial le 30 octobre, le Président de transition a tenté de justifier ces mesures en arguant que le pays traversait une période exceptionnelle. Les points de contrôle ont par la suite été retirés bien que le quartier ait continué d’être surveillé pour des raisons de sécurité. Il importe à cet égard de noter que le Procureur général, qui est entré en fonctions le 27 août, n’a pas ouvert d’enquête sur l’attaque du 21 octobre et les événements qui ont suivi. Il a en revanche, le 23 octobre, arrêté un décret dans lequel il déléguait à l’armée le pouvoir de mener ces enquêtes. 34. Au cours de la période à l’examen, le BINUGBIS a maintenu la communication avec les représentants des institutions nationales relatives à la réforme du secteur de la sécurité, y compris la police, le secrétariat permanent du Comité directeur de la réforme du secteur de la sécurité, les forces armées et le pouvoir judiciaire. Le BINUGBIS a également entretenu des relations de travail avec ses homologues internationaux œuvrant en faveur de la réforme du secteur de la sécurité, en vue de favoriser l’échange d’informations et la coordination concernant la gouvernance de ce domaine. 35. Le 7 novembre, le Président de la Commission de la CEDEAO, Kadré Désiré Ouédraogo, et le Ministre des affaires étrangères et de la coopération internationale des autorités de fait, Faustino Fudut Imbali, ont signé un mémorandum d’accord sur la mise en œuvre du plan de marche relatif à la réforme du secteur de la sécurité approuvée par la CEDEAO et la CPLP en 2011. Ce mémorandum prévoit des projets de réforme du secteur de la sécurité d’un coût estimatif de 63 millions de dollars. Il comprend des dispositions favorables au fonds de pension spécial destiné aux militaires et membres du personnel de police retraités, à la démobilisation initiale des forces de défense et de sécurité, à la formation, à la protection des institutions étatiques, à l’établissement et la protection des commissions judiciaires d’enquête et à la remise en état de l’infrastructure militaire. 36. À la suite d’une réunion des chefs d’État et de gouvernement de ses pays membres, tenue à Abuja le 11 novembre, la CEDEAO a publié un communiqué dans S/2012/887 lequel elle « remerciait les troupes de la Mission de la CEDEAO en Guinée-Bissau et les pays fournisseurs de contingents de leurs efforts en Guinée-Bissau ». Elle a également décidé de proroger d’un semestre le mandat initial de six mois de la Mission, qui devait s’achever le 17 novembre. III. Situation sur le plan socioéconomique et humanitaire 37. Les prévisions de croissance économique pour 2012 étaient inférieures à 2,5 % fin juillet, contre 4,5 % en début d’année. Cette variation s’explique principalement par la réduction de la production et des exportations de noix de cajou et la diminution des investissements publics. Malgré les efforts déployés pour mobiliser des ressources intérieures et extérieures, le déclin général de l’activité économique, assorti de la suspension de l’appui financier des partenaires internationaux, a conduit les autorités de fait à réviser leurs estimations à la baisse, le budget de 2012 passant de 116,1 milliards selon les prévisions à 100,4 milliards de francs CFA. Les institutions nationales risquent de ce fait de ne pas pouvoir assurer le fonctionnement minimal de l’administration publique et des services sociaux de base, notamment dans les domaines de l’éducation, de la santé, de l’eau et de l’assainissement. 38. Le 8 octobre, le Ministère de la santé a officiellement fait état d’une flambée épidémique de choléra, les deux premiers cas, dont un mortel, ayant été signalés le 26 août. Au 21 novembre, 2 563 cas et 20 décès avaient été recensés, principalement à Bissau et dans les régions de Bijagos, de Biombo, d’Oio, de Quinara et de Tombali. Le Fonds des Nations Unies pour l’enfance (UNICEF) et l’Organisation mondiale de la Santé (OMS) s’emploient, en étroite collaboration avec Médecins sans frontières et des acteurs nationaux, à mener une action de prévention et dispenser des soins à plus grande échelle, notamment par la distribution de nécessaires contre le choléra dans les neuf régions, l’apport d’appui aux centres de traitement de cette maladie, la sensibilisation de la population, la collecte de déchets, ainsi que des activités de suivi et de coordination. 39. Le Fonds mondial de lutte contre le sida, la tuberculose et le paludisme ayant suspendu le versement de ses subventions en août 2011, en raison, d’après certaines informations, de lacunes des programmes, de mauvaise gestion financière et des troubles politiques en Guinée-Bissau, l’équipe commune des Nations Unies contre le VIH/sida a aidé le Secrétariat national de la lutte contre le VIH/sida à restructurer le projet du Fonds mondial et à obtenir des financements pour 2014 et 2015 par l’intermédiaire du mécanisme de financement de transition du Fonds mondial. L’équipe commune des Nations Unies appuie également les efforts menés en matière de plaidoyer en vue de mobiliser les fonds nécessaires à des projets urgents liés au VIH/sida. 40. Le 17 septembre, le Ministère de l’éducation a officiellement annoncé le début de la nouvelle année scolaire 2012/13, qui commence plus tôt que d’habitude de façon à rattraper le temps perdu lors de la fermeture de la plupart des écoles publiques avant et après le coup d’État du 12 avril. Les deux syndicats d’enseignants, le Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) et le Sindicato Democratico dos Professores (SINDEPROF), ont cependant entamé le même jour une grève de 60 jours à cause du non-versement des salaires à certaines catégories de personnel et des conditions de travail. Bon nombre d’établissements publics sont 12-6036610 S/2012/887 1112-60366 donc restés fermés au cours de la période à l’examen, tandis que les négociations entre le Ministère de l’éducation et les syndicats se poursuivaient. Un accord a finalement été signé avec les autorités de fait le 6 novembre et la plupart des établissements d’enseignement publics ont rouvert leurs portes le 7 novembre. IV. Interdiction de voyager 41. Le 18 septembre, le Président du Comité du Conseil de sécurité créé par la résolution 2048 (2012) concernant la Guinée-Bissau a adressé des lettres aux Représentants permanents de la Côte d’Ivoire et du Sénégal auprès de l’Organisation des Nations Unies, afin d’obtenir des précisons sur certaines informations indiquant que le général António Injai (également connu sous le nom d’António Indjai), l’un des 11 individus faisant l’objet d’une interdiction de voyager en application du paragraphe 4 de la résolution 2048 (2012) du Conseil de sécurité, se serait rendu en Côte d’Ivoire. Le 16 octobre, le Représentant permanent de la Côte d’Ivoire a répondu à la lettre du Président du Comité en confirmant que le général Injai s’était bien rendu à Abidjan le 7 août. V. Observations 42. Je suis toujours aussi profondément préoccupé de constater l’absence persistante de progrès réalisés sur le plan du rétablissement de l’ordre constitutionnel en Guinée-Bissau et la détérioration des conditions de sécurité depuis l’attaque menée le 21 octobre contre une base militaire, à Bissau. Le pays reste paralysé, avec les conséquences épouvantables que cela entraîne pour la population, et la situation économique se dégrade elle aussi. 43. Je déplore la persistance des divergences, tant au niveau national qu’international, sur les moyens d’avancer vers un règlement de la crise politique. Cela posé, je demande instamment aux parties prenantes, en particulier aux autorités de fait, aux dirigeants chassés du pouvoir, aux partis politiques et à la société civile, d’intensifier leurs efforts afin de trouver un accord sur un plan de marche vers le rétablissement intégral de l’ordre constitutionnel. 44. J’ai pris note des préparatifs techniques faits par les autorités de fait en vue de la tenue d’élections présidentielles et législatives et de l’appel qu’elles ont lancé à la communauté internationale pour que celle-ci appuie cette action. Certaines des mesures techniques et financières sont indispensables à la crédibilité des élections, mais celles-ci ne peuvent bien se dérouler que dans un climat politique et social et dans des conditions de sécurité qui soient propices au calme, et à condition que toutes les parties concernées se soient engagées à en accepter les résultats. Le climat politique actuel, dans lequel les acteurs de la scène nationale sont en profond désaccord sur la façon de gérer la transition et sur la direction dans laquelle faire avancer le pays, n’est pas favorable. Je demande donc aux dirigeants politiques et militaires et à ceux de la société civile de mettre de côté leurs objectifs partisans et de nouer d’urgence un dialogue de bonne foi rassemblant tous les acteurs, y compris ceux qui sont en exil, dans l’intérêt du peuple bissau-guinéen. Il faut que ce dialogue aboutisse à un projet de plan de marche ouvert à tous et comportant des jalons bien définis et un calendrier pour l’organisation d’élections crédibles marquant la fin de la transition. S/2012/887 45. Il faudrait que les partenaires internationaux de la Guinée-Bissau, dont l’Union africaine, la CEDEAO, la CPLP, l’Union européenne et l’ONU, redoublent d’efforts dans l’action menée pour appliquer la résolution 2048 (2012) du Conseil de sécurité. Aussi ai-je prié le Département des affaires politiques et le BANUGBIS d’intensifier leurs relations avec l’Union africaine et d’insister pour que des représentants des autorités de fait et du gouvernement déchu se rencontrent à AddisAbeba pour se mettre d’accord sur les prochaines mesures à prendre pour rétablir l’ordre constitutionnel, comme le veut la résolution 2048 (2012), grâce au dialogue national. D’autre part, le Département des affaires politiques s’emploiera à faire établir sans délai, notamment grâce à l’action de la mission conjointe proposée, un plan de marche de l’Union africaine, de l’ONU, de l’Union européenne, de la CEDEAO et de la CPLP, et il le fera, en étroite consultation avec les parties concernées du pays, aux fins du rétablissement de l’ordre constitutionnel en GuinéeBissau, conformément à la même résolution. À cette fin, j’en appelle à tous les acteurs pour qu’ils s’emploient résolument à synchroniser l’action menée pour atteindre cet objectif, au bénéfice de la paix et de la stabilité de la Guinée-Bissau. 46. L’attaque à main armée du 21 octobre et ses suites ont illustré la fragilité de la situation politique et des conditions de sécurité dans le pays, ainsi que le poids de l’armée dans la conduite des affaires publiques. L’impression d’insécurité en a été exacerbée et cela a renforcé l’idée que l’État était incapable de protéger la population, surtout pour ce qui est de certains groupes ethniques. L’impression que des violences et des phénomènes de domination sont fondés sur des facteurs ethniques pourrait compromettre encore davantage la cohésion sociale de la population, qui a pourtant derrière elle un long passé de coexistence pacifique entre groupes ethniques d’une grande diversité. 47. Je suis particulièrement préoccupé par des cas dont il a été fait état de graves violations des droits de l’homme et d’actes d’intimidation, commis par les militaires, y compris des actes d’intimidation dirigés contre le personnel national et international des Nations Unies et des fouilles de véhicule injustifiées effectuées par les forces de sécurité nationales. Je suis aussi inquiet de savoir qu’il y a des citoyens qui, craignant d’être injustement pris pour cible par l’armée, se cachent ou ont fui le pays. 48. Je condamne vigoureusement tous les actes d’enlèvement, de détention illégale, de violence, d’intimidation et de violation du droit à la liberté de parole et du droit de réunion que commettent les forces de défense bissau-guinéennes. Il incombe aux autorités de fait de protéger l’intégrité physique de tous les citoyens du pays, ainsi que d’assurer la sûreté et la sécurité des étrangers, y compris les membres de la communauté internationale, conformément aux dispositions applicables du droit international. Il leur incombe aussi au premier chef d’assurer la sûreté et la sécurité du personnel des Nations Unies et le respect des privilèges et immunités que confèrent à l’ONU, à son personnel et à son matériel, les accords pertinents, y compris l’accord sur le statut du BANUGBIS, signé le 22 novembre 2010. Je leur demande instamment de s’acquitter de ces responsabilités. 49. Je trouve très inquiétante l’influence que les forces armées continuent d’exercer sur la conduite des affaires politiques du pays. J’exhorte les chefs des forces armées bissau-guinéennes à accepter, et à faire en sorte que tout le personnel militaire accepte, que les secteurs de la défense et de la sécurité soient contrôlés par 12-6036612 S/2012/887 1312-60366 des civils. Je leur demande aussi de respecter l’état de droit et de s’interdire tout acte qui priverait les Bissau-guinéens de leurs droits fondamentaux. 50. Certains faits sont le signe d’une forte intensification du trafic de drogues et des activités de criminalité organisée depuis le coup d’État du 12 avril. Je renouvelle l’appel que j’ai adressé au Conseil de sécurité, dans mon rapport de septembre 2008 (S/2008/628), pour qu’il envisage de créer un groupe d’experts chargé d’enquêter sur l’identité et les activités de ceux qui participent au trafic de drogues et aux activités de criminalité organisée et qu’il mette éventuellement en place des sanctions répressives et ciblées visant à aider à freiner le développement du trafic de drogues. 51. Il est urgent que les autorités de fait lancent des investigations sur l’attaque du 21 octobre et les activités menées à sa suite, afin que tous ceux qui se sont rendus coupables d’activités illégale soient traduits en justice. Comme je l’ai indiqué dans mes rapports précédents, il ne peut y avoir de règlement durable du problème de l’instabilité de la Guinée-Bissau sans que soient prises des mesures concrètes visant à lutter contre l’impunité et à faire en sorte que soient traduits en justice les responsables d’assassinats politiques, y compris ceux commis en 2009, et d’autres crimes graves, par exemple de trafic de drogues ou d’atteintes à l’ordre constitutionnel. 52. Je suis encouragé par le fait que l’Assemblée nationale s’est réunie en session ordinaire à partir du 15 novembre et que ses membres ont approuvé la prorogation de son mandat jusqu’à la prestation de serment de leurs successeurs fraîchement élus. Je prie instamment les membres du Parlement de la Guinée-Bissau de collaborer à ce que cette institution puisse fonctionner comme le prévoit la constitution et de remplir le rôle qui est le leur de faciliter l’achèvement rapide de la transition. 53. Je salue le travail accompli par le personnel du BANUGBIS sous la direction de mon Représentant spécial, Joseph Mutaboba, ainsi que toute l’équipe de pays des Nations Unies et les autres membres de la communauté internationale et les organisations non gouvernementales bissau-guinéennes et étrangères qui continuent de concourir à l’action menée pour consolider la paix en Guinée-Bissau. Je tiens à rendre un hommage particulier à M. Mutaboba pour le dévouement avec lequel il s’acquitte depuis trois ans de ses fonctions de Représentant spécial pour la GuinéeBissau, souvent dans des conditions difficiles sur le plan politique et sur celui de la sécurité. Je lui suis particulièrement reconnaissant de se donner sans compter pour que l’attention de la communauté internationale, surtout celle du Conseil de sécurité et de la Commission de consolidation de la paix, reste fixée sur les grosses difficultés que la Guinée-Bissau doit surmonter dans le domaine politique et dans ceux de la lutte contre le trafic de drogues, du développement et de la réforme du secteur de la sécurité, et je le remercie du mal qu’il se donne.

7.12.12

Bissau: o primado da cocaína

UNITED NATIONS (Reuters) - Cocaine trafficking through drug hub Guinea Bissau is spreading unabated amid turmoil sparked by an April military coup that has slashed the West African country's key cashew crop and almost halved its economic growth, the United Nations said. The coup has set back Western efforts to combat drug cartels using Guinea Bissau, which has become a major transshipment point for Latin American cocaine headed to Europe. The United States and others have said army officials are implicated in the trade. This week, U.N. Secretary-General Ban Ki-moon said in a report to the Security Council that weak law enforcement allowed organized crime groups to use Guinea Bissau unchallenged "as a transit point for international drug trafficking." "This has led to the unabated spread of cocaine trafficking in Guinea Bissau," Ban said. "International intelligence suggests cocaine trafficking is taking place on a weekly or bi-weekly basis, without interference from government officials." "It is believed that hundreds of kilograms of cocaine are trafficked in each single attempt," he said. "Organized criminal activities in the country constitute an additional threat to the rule of law, internal stability and the full restoration of constitutional order." Guinea Bissau has been in turmoil since soldiers seized power, derailing a presidential election in the latest of a string of military interventions in the country's politics since independence from Portugal in 1974. The military junta announced in late May that it had handed power back to civilian leaders. The U.N. Security Council in May imposed a travel ban on leaders of the April 12 military coup.

4.12.12

Bissau: Estranho personagem britânico que apareceu nas vésperas do golpe

LONDON, United-Kingdom, April 11, 2012/African Press Organization (APO)/ -- The Head of the United Kingdom election mission, Peter Thompson, has returned to Guinea-Bissau until the conclusion of the electoral process. Mr. Thompson intends to meet all major stakeholders regarding recent developments. The Mission continues to implore all candidates and stakeholders to respect the rule of law and to adhere to the democratic process. ---- Quais os interesses do Reino Unido na Guiné-Bissau? Lembram-se de que Frederick Forsythe também estava lá quando Nino Vieira foi morto? Dá que pensar.

Uma detenção na Guiné Equatorial

CPDS ha informado hoy que Daniel Darío Martinez, líder del partido de oposición Unión Popular (ilegitimado por el régimen de Teodoro Obiang Nguema), ha sido detenido en el aeropuerto de Malabo. Daniel Darío iba a viajar para Madrid, para una reunión de la plataforma de oposición CEIBA.
Daniel Darío Martínez, presidente legítimo de Unión Popular (UP), ha sido detenido esta mañana en el aeropuerto de Malabo, cuando intentaba viajar al extrajero. La orden del arresto ha sido dada por el ministro de la Seguridad Nacional, Nicolás Obama Nchama. En el momento de dar esta noticia, Daniel Darío estaba siendo conducido a "Guantánamo", donde, se supone, será interrogado. Convergencia para la Democraia Social (CPDS), condena enérgicamente esta detención, y pide a los Gobiernos de España, Francia y Estados Unidos, así como a las organizaciones defensoras de los Derechos Humanos, que hagan presión sobre el régimen dictatorial de Guinea Ecuatorial, a fin de que Martínez sea puesto en libertad de forma inmediata. Malabo, 04 de diciembre de 2012. LA COMISIÓN EJECUTIVA NACIONAL

3.12.12

Bissau: lágrimas por um país desfeito

As contradições da luta pela independência e da afirmação de um Estado continuam hoje em dia bem vivas na Guiné-Bissau – quase 40 anos decorridos sobre o assassínio de Amílcar Cabral, o homem que melhor defendeu essa independência. Jorge Heitor, na revista Além-Mar, dos missionários combonianos A situação actual das populações guineenses é verdadeiramente «preocupante», pelo que a Igreja Católica, se bem que muito pouco representada por aquelas bandas, quando comparada com o Islão e com o animismo, tenciona lançar em breve uma «iniciativa de diálogo a nível nacional», conforme noticiou em Novembro a Agência Fides. O bispo de Bissau, D. José Camnate na Bissign, disse à saída de uma audiência com o presidente de transição reconhecido pelas Forças Armadas, Manuel Serifo Nhamadjo, que o melhor caminho para resolver os problemas internos e abrir perspectivas de futuro seria sentar à mesma mesa representantes de todas as sensibilidades. As palavras são sábias; só que já por mais de uma vez se verificou que nem toda a gente está disposta ao diálogo, nem sequer a ter em conta as opiniões dos outros. Há quatro décadas que se encontra adiado o sonho de um país independente e em paz, onde os Guineenses se começassem a desenvolver. Há quatro décadas que se espera, até agora em vão, um país melhor. O golpe de 12 de Abril deste ano, um dos tantos a que a Guiné-Bissau tem assistido, afastou para o exílio, em Portugal, o presidente que se encontrava em funções interinas, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro que se candidatara à Presidência da República, Carlos Gomes Júnior (vulgo Cadogo Júnior). Uma pobreza avassaladora A manobra golpista de Abril, que impediu uma segunda volta das eleições presidenciais, na qual Cadogo Júnior iria enfrentar o antigo presidente Kumba Ialá, convertido ao Islamismo, aumentou ainda mais a extrema pobreza do pequeno país e das suas gentes, que pertencem a uma série de grupos étnicos, não tendo desenvolvido ainda uma forte consciência nacional. «Ninguém sabe por quanto tempo é que poderá durar o isolamento político-diplomático da Guiné-Bissau. E quem pagará as consequências desta nova crise são os doentes, as crianças, as mulheres e os velhos», disse o bispo de Bissau, impotente perante tanto sofrimento. Nem as Nações Unidas, nem a União Africana, nem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reconhecem o actual estado de coisas, com um presidente de transição e um Governo impostos pelos militares que deram o golpe de Estado. Apenas a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), de que fazem parte, entre outros, o Senegal, a Costa do Marfim, a Nigéria e o Burkina Faso, tolera um regime que é tutelado pelo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general António Indjai, em clara associação com o antigo presidente Kumba Ialá. Autoridades no exílio O primeiro-ministro deposto Carlos Gomes Júnior disse durante o mês de Novembro, em Lisboa, que já apresentou a sua recandidatura à liderança do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e que gostaria de participar no congresso agendado para Janeiro; mas que ninguém acredita que se possa realizar nessa data. «Desde que sejam criadas condições de segurança para que as pessoas se possam expressar livremente, tenho todas as condições para voltar para o meu país», disse Carlos Gomes Júnior. Só que não há de forma alguma condições de segurança, numa terra onde os militares associados ao narcotráfico exercem todo o poder e não aceitam de forma alguma submeter-se a autoridades civis. Prometeram há tempos os golpistas que procurariam marcar eleições para Abril de 2013, a substituir as que este ano eles não permitiram que chegassem ao fim. Mas a verdade é que não há dinheiro para a organização de novo processo eleitoral, dentro dos próximos quatro meses. Ninguém acredita que elas se possam efectuar antes da próxima estação das chuvas, que começa em Maio. «Quando os políticos são espancados e são proibidas manifestações nas ruas, não estamos num Estado de direito. Nós queremos é repor a Guiné-Bissau no Estado de direito que existia antes de 12 de Abril, em que existia liberdade e condições para qualquer cidadão se expressar livremente», disse Cadogo Júnior. Bissau é uma cidade onde raramente existe energia eléctrica, onde falta a água canalizada e onde o Hospital Central Simão Mendes não apresenta um mínimo de condições, faltando inclusive medicamentos. Diálogo de surdos Tal como a Igreja Católica, também o primeiro-ministro exilado reconhece que «só com o diálogo se podem conseguir resultados concretos» na resolução da crise da Guiné-Bissau. Diálogo esse que nunca houve no país, desde que em 24 de Setembro de 1973 o PAIGC proclamou unilateralmente a independência, nas colinas de Madina do Boé, onde mantinha uma actividade de guerrilha. Quando aquele partido começou a exercer realmente o poder, depois do 25 de Abril de 1974, perseguiu os guineenses que tinham estado a combater ao lado das autoridades coloniais. E em 1980 o ramo guineense da mesma formação política começou a perseguir os naturais de Cabo Verde, tornando impossível que os dois territórios caminhassem lado a lado, num desenvolvimento paralelo, como era desejo do engenheiro agrónomo Amílcar Cabral. Depois disso, já foram assassinados o presidente João Bernardo Vieira, diversos chefes do Estado-Maior-General e muitas outras pessoas, numa série de ódios e de crimes que têm sido cometidos com toda a impunidade. Contraditoriamente, a primeira colónia portuguesa que no século passado proclamou unilateralmente a sua independência é agora a mais infeliz de todas, permanecendo refém tanto de umas Forças Armadas ditatoriais como de uma forte corrente de narcotráfico que por ali passa, no caminho entre a América Latina e a Europa. Militares assustadores Como têm vindo a explicar pessoas como o jornalista António Aly Silva, a Guiné-Bissau está refém de militares que assustam, torturam e matam guineenses, sempre tendo resistido até agora a todos os programas, nomeadamente da União Europeia e de Angola, para as reestruturar e reduzir. São alguns milhares de homens que, em muitos casos, pegaram nas armas quando eram adolescentes, antes do 25 de Abril, e depois disso nunca mais as largaram, até agora, quando têm 55 e mais anos. E homens, algo mais novos, que com esses se formaram, sempre dentro da mentalidade de que o poder está nos quartéis e não na Assembleia da República ou nos tribunais. É a cultura da mais completa impunidade, reforçada agora com a presença no país de dezenas de narcotraficantes latino-americanos, que circulam sem restrições e até têm tanto pistas de aterragens como ilhas desabitadas onde podem desembarcar os seus produtos. «Ajudem o povo da Guiné-Bissau!», pediu o já referido jornalista Aly Silva, que mantém o blogue Ditadura do Consenso. «Não abandonem o povo guineense», acrescentou, referindo que numa só semana dez pessoas foram assassinadas, muitas vezes depois de torturadas. O clima ali é de verdadeiro terror; e por isso tantos cidadãos guineenses têm fugido para Portugal e outros países. Basta ver a quantidade deles que enchem normalmente o Largo de São Domingos, em Lisboa, e as suas imediações. Basta ler os sítios especializados em assuntos africanos para se saber o quanto a Guiné-Bissau é um dos territórios onde mais se sofre. Algumas datas da vida guineense  Proclamação unilateral da independência em Madina do Boé: 24 de Setembro de 1973.  Reconhecimento formal da independência da Guiné-Bissau por Portugal: 10 de Setembro de 1974.  Fuzilamento público de pessoas acusadas de colaboração com as autoridades coloniais portuguesas: 10 de Março de 1976.  Morte do primeiro-ministro Francisco Mendes (Chico Té) num acidente de viação, que se presume ter sido provocado: 7 de Julho de 1978.  Golpe de Estado de 14 de Novembro de 1980 depõe o presidente Luís Cabral, suspende a Constituição e a Assembleia Nacional e cria o Conselho da Revolução. Ruptura com Cabo Verde.  Alegada tentativa de golpe de Estado e conspiração contra a segurança do Estado que culminou na condenação à morte de Paulo Correia, 1.º vice-presidente do Conselho de Estado, Viriato Pã, procurador-geral da República, e oficiais de etnia balanta: 17 de Outubro de 1985.  Levantamento militar comandado pelo brigadeiro Ansumane Mané dá origem à guerra civil de 1998/1999, que acaba com a rendição do presidente Nino Vieira.  Vitória do Partido da Renovação Social (PRS) nas legislativas de Novembro de 1999, terminando a hegemonia do PAIGC.  Eleição de Kumba Ialá como presidente da República: 16 de Janeiro de 2000.  Morte violenta do general Ansumane Mané: 30 de Novembro de 2000.  Golpe de Estado organizado pelo CEMGFA, general Veríssimo Seabra, derruba o presidente Kumba Ialá: 14 de Setembro de 2003.  Vitória relativa do PAIGC nas legislativas, Carlos Gomes Júnior à chefia do Governo: 28 de Março de 2004.  Assassínios do general Veríssimo Seabra e do seu adjunto tenente-coronel Domingos Barros: 6 de Outubro de 2004.  Nino Vieira regressa à presidência da República, em Julho de 2005, acabando por ser assassinado em 2 de Março de 2009.  Assassínio dos políticos Baciro Dabó e de Hélder Proença: 5 de Junho de 2009.  Malan Bacai Sanhá, candidato do PAIGC, derrota nas presidenciais Kumba Ialá: 26 de Julho de 2009.  Falecimento do Presidente Malam Bacai Sanhá em Paris. Raimundo Pereira, presidente da Assembleia Nacional Popular, assume interinamente a Chefia de Estado: 9 de Janeiro de 2012.  Primeira volta das presidenciais antecipadas, em que o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior obtém 49 % e Kumba Ialá 23 %: 18 de Março de 2012.  Tomada do poder pelos militares, para que já não houvesse segunda volta: 12 de Abril de 2012.

27.11.12

Escrito em Maputo: Portugal "moleque" de Angola

Portugal vira “moleque” de Angola! Não fosse o mundo em que vivemos hoje ("globalização"), esta posição de Angola em relação a Portugal seria, a todos os títulos, agradável, a um excolonizado como eu, infelizmente! Repito, o mundo em que vivemos mudou radicalmente. Os escravos foram libertos por convenção, o racismo está a ser combatido quer por via legislativa quer por via de consciencialização, a expressão mais alta de segregação racial, o APARTHEID, deu lugar a uma nação do "arco-íris" na África do Sul. Estas relações são transformadas de dia para noite ou vice-versa e todos temos de rapidamente nos adaptar. A África do Sul, que criou a Comissão da Verdade e Reconciliação, ainda assim se ressente das feridas do regime segregacionista. O famoso "Black Cont. na pág. 8 Cont. da pág. 7 Portugal vira “moleque” de Angola! empowment" não foi sufi ciente para sarar as feridas profundas criadas por esse regime hediondo. Portugal, por mais boa vontade que tenha, está inserido numa comunidade onde existem regras de convivência e de procedimento. Nesta comunidade, os crimes económicos ou de branqueamento de capitais são punidos de forma severa, pelo que, em algum momento, por mais boa vontade que tenha Portugal, as coisas irão acontecer como mandam as regras, independentemente de existirem 120 mil portugueses a trabalharem em Angola, isso, por si só, não muda as regras do jogo, que é transparência nos negócios! Este intróito vem a propósito das declarações de Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, à Lusa: “o Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique". De acordo com Paulo Portas, as relações entre Portugal e Angola são excelentes! Paulo Portas referiu ainda que mais de oito mil empresas exportam para o mercado angolano e acrescentou que "inúmeros interesses e investimentos angolanos fi zeram o seu caminho e ganharam espaço muito relevante em Portugal. Como é evidente, tudo isto é tão importante para os dois países que o Governo português fará tudo o que estiver ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique”. Este exercício do Executivo de Lisboa surge em resposta ao anúncio do Ministério Público português através do jornal Expresso de que altos dirigentes angolanos estão a ser investigados por suspeitas de crimes económicos ou de branqueamento de capitais. As referidas fi guras, segundo o mesmo jornal, são Manuel Vicente, o general Hélder Vieira Dias e Leopoldino Nascimento, Vice-Presidente de Angola, Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar e Consultor do anterior, respectivamente, restando saber o que fará efectivamente Portugal para evitar esse referido inquérito-crime. Rafael Marques, um activista angolano, conhecido por investigar casos de corrupção naquele território, depôs em Janeiro e em Julho do corrente como testemunha num caso de denúncia de um cidadão angolano residente em Portugal e, na altura, referiu-se a uma longa lista de duas dezenas de cidadãos angolanos com "investimentos e propriedades em Portugal", acusando-os de branqueamento de capitais. Sendo Rafael Marques um cidadão angolano que denuncia a corrupção no seu território, não seria mais sensato Angola ocupar-se de corrigir esses casos, ao invés de querer exportar problemas de um grupo de pessoas para um país que terá muito pouca manobra para "aju- Correio da manhã dar", porque as regras são claras. Outro aspecto que me parece relevante, a investigação de um cidadão, tenha ele o estatuto que tiver, na minha opinião, não deve pôr em causa as relações entre dois estados e governos, considerando que as relações baseiam-se no respeito mútuo. Escrevo este artigo com duas perspectivas, a saber: uma, de alertar aos angolanos que eventualmente tenham adquirido propriedades e estejam a investir em Portugal que nenhum governo os irá proteger de acções judiciárias no quadro do espaço europeu. As boas relações e a amizade com alguns governantes podem adiar a execução, mas nunca impedir que se faça justiça, de acordo com as regras da União Europeia, onde Portugal tem a voz muito "rouca" e dependente de outras economias mais fortes, essas propriedades e investimentos serão revertidos a favor desses governos um dia, por isso, é melhor ouvir a voz do vosso concidadão no lugar de confi ar na palavra do receptor que, certamente, será benefi ciário amanhã! A segunda é chamar a atenção de algumas personalidades portuguesas sobre o seu papel ambíguo na prossecução de relações sãs entre as antigas colónias. Haja o que houver, é importante agir em função das políticas correctas no lugar de fazer um paternalismo que, na primeira oportunidade, descarta. A consequência disso é mais grave na medida em que, aí sim, serão os 120 mil portugueses que se sujeitarão à vingança de quem for a perder. Serão os oito mil empresários cujos negócios serão bloqueados como consequência de não cumprimento de algo que, à partida, estava claro que seria difícil conseguir. Portugal deve desenvolver as relações com os países em estrito respeito às convenções internacionais e a demais legislação. Portugal não deve afi rmar que esteja "disposto a tudo para salvaguardar relações com Angola", mesmo sabendo que se trata de uma promessa difícil de cumprir. A terminar, Portugal deve ter o sentido de autoestima mesmo considerando a fase em que atravessa, porque, parafraseando a mãe do meu colega Baptista, “quanto mais baixar as calças mais se vê o que pretende proteger". Portugal não deve ser moleque de Angola, embora assim o desejasse! REFLEXÃO, de Adelino Buque, no jornal Correio da Manhã, de Maputo, de 26 de Novembro 2012

23.11.12

Uganda : Pena de morte por homosexualidade?

In hours, Uganda could pass a law that could impose the death penalty for homosexuality. An international outcry shelved this bill last year -- we urgently need to ramp up the pressure to press President Museveni to stand up for human rights and stop this brutal law. Sign below, and tell everyone: The Ugandan Parliament is set to pass a brutal law that could carry the death penalty for homosexuality. If they do, thousands of Ugandans could face execution -- just for being gay. We've helped stop this bill before, and we can do it again. After a massive global outcry last year, Ugandan President Museveni blocked the bill's progress. But political unrest is mounting in Uganda, and religious extremists in Parliament are hoping confusion and violence in the streets will distract the international community from a second push to pass this hate-filled law. We can show them that the world is still watching. We have no time to lose. Let’s get one million voices against Uganda's gay death penalty in the next 24 hours -- we'll deliver it to Uganda's leaders and key countries. Click here to take action, then forward this email to everyone: http://www.avaaz.org/en/uganda_stop_gay_death_law/?bFXXgbb&v=19438 Being gay in Uganda is already dangerous and terrifying. LGBT Ugandans are regularly harassed and beaten, and just last year gay rights activist David Kato (pictured above) was brutally murdered in his own home. Now they are threatened by this draconian law which could impose life imprisonment for people convicted of same-sex relations, and the death penalty for “serial offenders”. Even NGOs working to prevent the spread of HIV can be imprisoned for “promoting homosexuality” under this hate-filled law.

20.11.12

É ético pagar o débito?

Roma, martedì 20 novembre 2012 Padre Alex Zanotelli, comboniano, riflette sulla situazione economico-finanziaria attuale dell’Italia e dell’Europa e valuta che ormai “la democrazia è cancellata” e che “siamo in piena dittatura delle banche”. Per risalire la china, P. Zanotelli suggerisce “un piano serio e efficace”. Afferma: “Da parte mia rifiuto di accettare un Sistema di Apartheid mondiale dove il 20% della popolazione mondiale consuma l’80% delle risorse: un pianeta con un miliardo di obesi tra i ricchi, e un miliardo di affamati tra gli impoveriti, e dove ogni minuto si spendono tre milioni di dollari in armamenti e nello stesso minuto muoiono di fame quindici bambini”. Contro la dittatura della finanza E’ ETICO PAGARE IL DEBITO? Ho riflettuto a lungo come cristiano e come missionario, nonché come cittadino, sulla crisi economico-finanziaria che stiamo attraversando, e sono riandato alla riflessione che noi missionari avevamo fatto sul debito dei paesi impoveriti del Sud. Per noi i debiti del Sud del mondo erano ‘odiosi’ e ‘illegittimi’ perché contratti da regimi dittatoriali per l’acquisto di armi o per progetti faraonici, non certo a favore della gente. E quindi non si dovevano pagare! “E’ immorale per noi paesi impoveriti pagare il debito,” – così affermava Nyerere, il ‘padre della patria’ della Tanzania, in una conferenza che ho ascoltato nel 1989 a Nairobi (Kenya). “Quel debito – spiegava Nyerere – non lo pagava il governo della Tanzania, ma il popolo tanzaniano con mancanza di scuole e ospedali”. La nota economista inglese N. Hertz nel suo studio Pianeta in debito, affermava che buona parte del debito del Sud del mondo era illegittimo e odioso. Perché abbiamo ora paura di applicare gli stessi parametri al debito della Grecia o dell’Italia? Nel 1980, il debito pubblico italiano era di 114 miliardi di euro, nel 1996 era salito a 1.150 miliardi di euro ed oggi a quasi duemila miliardi di euro. “Dal 1980 ad oggi gli interessi sul debito – afferma F. Gesualdi – hanno richiesto un esborso in interesse pari a 2.141 miliardi di euro!” Lo stesso è avvenuto nel Sud del mondo. Dal 1999 al 2004 i paesi del Sud hanno rimborsato in media 81 miliardi di dollari in più di quanto non ne avessero ricevuto sotto forma di nuovi prestiti. E’ la finanziarizzazione dell’economia che ha creato quella ‘bolla finanziaria’ dell’ attuale crisi. Una crisi scoppiata nel 2007/08 negli USA con il fallimento delle grandi banche, dalla Goldman Sachs alla Lehman Brothers, e poi si è diffusa in Europa attraverso le banche tedesche che ne sono state i veri agenti, imponendola a paesi come l’Irlanda, la Grecia… “Quello che è successo dal 2008 ad oggi – ha scritto l’economista americano James Galbraith – è la più gigantesca truffa della storia”. Purtroppo la colpa di questa truffa delle banche è stata addossata al debito pubblico dei governi allo scopo di imporci politiche di austerità e conseguente svendita del patrimonio pubblico. Queste politiche sono state imposte all’Unione Europea dal ‘Fiscal Compact’ o Patto Fiscale, firmato il 2 marzo 2012 da 25 dei 27 capi di Stato della UE. Con il ‘Fiscal Compact’ si rendono permanenti i piani di austerità che mirano a tagliare salari, stipendi, pensioni, a intaccare il diritto al lavoro, a privatizzare i beni comuni. Per di più impone il pareggio in bilancio negli ordinamenti nazionali. I governi nazionali dovranno così attuare, nelle politiche di bilancio, le decisioni del Consiglio Europeo, della Commissione Europea e soprattutto della Banca Centrale Europea (BCE) che diventa così il vero potere ‘politico’ della UE. Il potere passa così nelle mani delle banche e dei mercati. La democrazia è cancellata. L’ha affermato la stessa Merkel: “La democrazia deve essere in accordo con il mercato”. Siamo in piena dittatura delle banche. E’ il potere finanziario che ha imposto come presidente della BCE, Mario Draghi, già vicepresidente della Goldman Sachs, (fallita nel 2008!) e a capo del governo italiano Mario Monti, consulente della Goldman Sachs e Coca-Cola, nonché membro nei consigli di amministrazione di Generali e Fiat. (Monti fa parte anche della Trilaterale e del Club Bilderberg). Nel governo Monti poi molti dei ministri siedono nei consigli di amministrazione dei principali gruppi di affari della Penisola: Passera, ministro dello Sviluppo Economico, è ad di Intesa San Paolo; Fornero, ministro del lavoro , è vicepresidente di Intesa San Paolo; F. Profumo, ministro dell’istruzione è amministratore di Unicredit Private Bank e di Telecom Italia; P. Gnudi, ministro del Turismo, è amministratore di Unicredit Group; Piero Giarda, incaricato dei Rapporti con il Parlamento, è vicedirettore del Banco Popolare e amministratore di Pirelli. Altro che ‘governo tecnico’: è la dittatura della finanza! Infatti sotto la spinta di questo governo delle banche, il Parlamento italiano ha votato il ‘Patto Fiscale’, il Trattato UE che impone di ridurre il debito pubblico al 60% del PIL in vent’anni. Così dal 2013 al 2032, i governi italiani, di destra o sinistra che siano, dovranno fare manovre economiche di 47-48 miliardi di euro all’anno, per ripagare il debito. “Noi italiani siamo polli in una macchina infernale – commenta giustamente F.Gesualdi – messa a punto dall’oligarchia finanziaria per derubarci dei nostri soldi con la complicità della politica”. E ancora più incredibile è il fatto che sia stato proprio il Parlamento, massima istituzione della democrazia, a mettere il sigillo “a una interpretazione del tutto errata della crisi finanziaria, ponendola nell’eccesso di spesa dello Stato, soprattutto della spesa sociale – così pensa L. Gallino. La crisi, nata dalle banche, è stata mascherata da crisi del debito pubblico”. Il problema non è il debito pubblico (anche se bisogna riflettere per capire perché siamo arrivati a tali cifre!), ma il salvataggio delle banche europee che ci è costato almeno 4mila miliardi di dollari, a detta dello stesso presidente della UE, Barroso (Sembra che il salvataggio delle ‘banche americane’ fatto da Obama sia costato su 14mila miliardi di dollari!). E’ chiaro che non possiamo accettare né il Patto fiscale della UE, né la sua ratifica fatta dal Parlamento italiano ,né la modifica costituzionale dell’articolo 81, perché a pagarne le spese sarà il popolo italiano. C’è in Europa una nazione che ha scelto un’altra strada: l’Islanda. La nostra stampa non ne parla. L’Islanda piuttosto che salvare le banche (non avrebbe neanche potuto farlo, dato che i suoi debiti si erano gonfiati fino a dieci volte del suo PIL!), ha garantito i depositi bancari della gente ed ha lasciato il suo sistema bancario fallire, lasciando l’onere ai creditori del settore piuttosto che ai contribuenti. E la tutela del sistema di welfare, come scudo contro la miseria per i disoccupati, ha contribuito a riportare la nazione dal collasso economico verso la guarigione. E’ vero che l’Islanda è un piccolo paese ma può aiutarci a trovare una strada per tentare di uscire dalla dittatura delle banche . Per questo suggeriamo alcune piste per una seria riflessione e conseguente azione: 1.Richiesta di una moratoria per il pagamento del debito pubblico; 2.Indagine popolare (audit) sulla formazione del nostro debito pubblico allo scopo di annullare la parte illegittima, rifiutando di pagare i debiti ‘odiosi’ o ‘illegittimi’, come ha fatto l’Ecuador di R. Correa nel 2007; 3.Sospensione dei piani di austerità che, oltre essere ingiusti, fanno aumentare la crisi; 4.Divieto di transazioni finanziarie con i paradisi fiscali e lotta alla massiccia evasione fiscale delle grandi imprese e degli straricchi; 5.Messa al bando dei ‘pacchetti tossici’ e della speculazione finanziaria sul cibo; 6.Divisione delle banche ‘troppo grandi per fallire’ in entità più controllabili, imponendo una chiara distinzione tra banche commerciali e banche di investimento; 7.Apertura di banche di credito totalmente pubbliche; 8.Imposizione di una tassa sulle transazioni finanziarie per la ‘tracciabilità’ dei trasferimenti e un’altra sui grandi patrimoni; 9.Rifondazione della BCE riportandola sotto controllo politico (democratizzazione), consentendole di effettuare prestiti direttamente ai governi europei a tassi di interesse molto bassi. Sono solo dei suggerimenti per preparare un piano serio ed efficace per uscire dalla dittatura delle banche. Per chi è interessato alle campagne in atto per un’altra uscita dal debito, consulti: smonta il debito, www.cnms.it; rivolta il debito, www.rivoltaildebito.it; no debito, www.nodebito.it. Se ci impegniamo, partendo dal basso e mettendoci in rete, a livello italiano ed europeo, il nuovo può fiorire anche nel vecchio Continente. Da parte mia rifiuto di accettare un Sistema di Apartheid mondiale dove il 20% della popolazione mondiale consuma l’80% delle risorse: un pianeta con un miliardo di obesi tra i ricchi, e un miliardo di affamati tra gli impoveriti, e dove ogni minuto si spendono tre milioni di dollari in armamenti e nello stesso minuto muoiono per fame la morte di quindici bambini. Il mercato, la dittatura della finanza si trasformano allora “in armi di distruzione di massa”, dice giustamente J. Stiglitz, premio Nobel dell’economia. “Il potere economico-finanziario lascia morire – afferma F. Hinkelammert – e il potere politico esegue… Entrambi sono assassini.” Diamoci da fare perché vinca invece la vita! Alex Zanotelli Napoli, 18 novembre 2012

Bissau: situação tem continuado a agravar-se

World Politics Review Global Insider: ECOWAS Mission in Guinea-Bissau Shows Little Success At a summit meeting earlier this month, leaders from the Economic Community of West African States (ECOWAS) extended the mandate of a small peacekeeping force in Guinea-Bissau that was put in place after a coup in the West African state in April. In an email interview, Lars Rudebeck, a professor emeritus of political science at Upsalla University in Sweden, discussed ECOWAS’ mission in Guinea-Bissau. WPR: What is the composition of the ECOWAS force in Guinea-Bissau, and what are its goals? Lars Rudebeck: The force is made up of around 600 soldiers from Burkina Faso, Senegal and Togo, according to ECOWAS. It was initially deployed in May 2012 for six months. At the ECOWAS summit meeting in Abuja, Nigeria, earlier this month, the decision was made to extend the mandate for the force for another six months. It is reported that Nigerian troops will now be substituting for some of the others. The ECOWAS force was deployed after a roughly equally large Angolan force was obliged to leave after the military coup on April 12, 2012. The Angolan soldiers had arrived in March 2011 on invitation by the legal government that was overthrown by the coup. They had all left by early June 2012. The official reason for the presence of the ECOWAS force is to support and help pave the way for peaceful transition/return to constitutional democracy, after the electoral process was interrupted in April between the first and second rounds of the presidential election then underway. Underlying this are interests in control -- West African, particularly Senegalese and Nigerian, as opposed to Angolan -- and a measure of stability. WPR: How effective has the mission been? Rudebeck: The short answer is that, so far, the mission has not been effective at all. Overall the political, economic and social situation seems to have continued to deteriorate since the coup. The following are a few indications: - Frequently closed banks, which cause great difficulties for, among others, farmers attempting to market their cashew harvest, due to lack of buyers' access to cash. This in turn is serious both for the farming population, the great majority in Guinea-Bissau, and for the national economy -- cashew exports are almost the sole source of foreign currency besides foreign aid, which is also dwindling. - Frequently closed schools, due to teachers striking over unpaid wages. - Difficult access to all kinds of oil-based fuels. - Rising unemployment in urban centers. - No apparent end in sight to Guinea-Bissau's role as a significant hub in drug trafficking between Latin America, especially Colombia, and Europe. - The sacking in early August 2012 of the director of the independent social science research institute INEP, who had come out openly in May in support of an immediate return to constitutional democracy. - An armed attack on a military base near Bissau, the capital city, on Oct. 21, in which six assailants and one guard were killed. The leader of the assault, an army captain, was caught and is now being held in jail. - The severe beating of two leading representatives of the democratic opposition outside Bissau on Oct. 23. They were then dumped in the countryside. WPR: How does the mission in Bissau reflect on ECOWAS' larger role as a conflict manager in West Africa? Rudebeck: To date, it does not reflect very positively, judging from the lack of success. Still, the fact that ECOWAS intervened at all probably looks better, so far, than if it had simply remained passive. In the longer run, however, it is an increasingly serious problem for ECOWAS that the entire "international community," with ECOWAS as the sole significant exception, refuses to accord any legitimacy at all to the coup government ECOWAS itself is cooperating with.

18.11.12

Bissau: Congresso do PRS em Dezembro

Bissau, 14 nov (Lusa) - O presidente do Partido da Renovação Social (PRS) e de novo candidato à liderança do segundo maior partido da Guiné-Bissau, considerou hoje que "vai ser fácil" ganhar o congresso partidário e as próximas eleições guineenses. Kumba Ialá falava aos jornalistas após ter apresentado a candidatura a presidente do PRS no congresso marcado para dezembro, liderança que vai disputar com outros quatro candidatos. Cinco candidatos, disse, demonstra "a dinâmica democrática do PRS" e demonstra que dentro do partido "há democracia interna". Ainda assim garantiu não ter adversários à sua altura. Kumba Ialá disse que o mesmo se passa a nível do país, onde considera que o PRS não tem adversários. "O único adversário que tínhamos no passado era o general Nino Vieira, através do seu prestígio de guerrilheiro e de chefe de Estado", afirmou. "Neste momento, do ponto de vista político, não tenho nenhum adversário capaz de me resistir, porque tive o privilégio de aprender a democracia em Portugal, enquanto estudante de liceu e universitário, assistindo aos debates de grandes políticos portugueses, como Mário Soares, Álvaro Cunhal, Sá Carneiro e outros, e que me permitiu aprender a democracia e o diálogo democrático", adiantou. Questionado sobre se considera haver condições para que as próximas eleições na Guiné-Bissau se realizem em abril Kumba Ialá afirmou estar pronto mas referiu que a realização das eleições "depende de quem esteja a dirigir o país", tal como a viabilidade da Assembleia Nacional (até agora inoperacional) depende dos deputados. "Quem está a criar fricções é o PAIGC, nós temos 28 deputados, não podemos criar problemas", disse, referindo-se ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, o maior partido da Guiné-Bissau. Ainda de acordo com o candidato que aposta na reeleição "quem cria dificuldades no país é o PAIGC" e é desse partido que depende que a democracia "funcione a cem por cento" na Guiné-Bissau. Nas próximas eleições, disse, "o PRS vai passear para entrar no poder", porque "o PAIGC está quebrado". Kumba Ialá, além do tradicional barrete vermelho, apareceu com indumentária tradicional entre vivas ao partido e gritos de "vitória". "Apareci tal como 99 por cento da população, apareci tal como o meu povo", justificou. O congresso do PRS realiza-se de 11 a 14 de dezembro. Em abril do próximo ano deverá haver eleições, depois de um ano de transição, na sequência de um golpe de Estado em abril passado que derrubou o poder eleito.

Bissau: Kumba, senhor dos balantas

BISSAU — Koumba Yala Kobdé Nhanca, ancien chef d’Etat de Guinée-Bissau et dirigeant du Parti de la Rénovation social (PRS), s’est déclaré candidat à sa propre succession à la tête de ce parti, qui tiendra son congrès en décembre prochain. “Je n’ai pas d’adversaire politique au PRS et je suis persuadé que je serai à nouveau reconduit au poste de président du parti que j’occupe depuis sa création en 1991″, a-t-il affirmé ce jeudi après avoir déposé sa candidature au siège de sont parti pour sa propre succession. Outre Koumba Yala, quatre candidats peu connus sont en lice pour diriger le PRS qui est, avec 28 députés sur 100 au parlement bissau-guinéen le deuxième parti politique du pays derrière le PAIGC (67 députés). Koumba Yala a dirigé la Guinée-Bissau de 2000 à 2003 avant d’être écarté du pouvoir par un coup d’Etat militaire. Parti à forte connotation ethnique, avec environ 95% de Balantes (ethnie majoritaire de Bissau avec 25% de la population), le PRS est soutenu par les hauts officiers de l’armée, dont le général Antonio Injai, chef d’état-major des armées. © Copyright Xinhuanet