31.8.14

Quando o Sol inchar e a Terra se vaporizar


O Homem tem dedicado muito menos tempo à exploração espacial do que deveria. Pensa pequeno; e por isso não se arrisca, não vai por aí fora, rumo à Lua, a Marte e a outros corpos celestes.
O Universo existe há 15 mil milhões de anos, o Sol e a Terra há 4.500 milhões de anos; e nós estamos sós, pois que ainda não nos atrevemos a tentar o contacto com outros que por aí possam ter surgido, pelo Cosmos fora.
Nos últimos mil milhões de anos, animais semelhantes a vermes evoluíram até se tornarem humanos. E se a vida noutros planetas, ou noutras galáxias, estiver mil milhões de anos mais avançada, poderá ser que criaturas de lá olhem para nós como se fôssemos uns simples vermes.
Os mais importantes desenvolvimentos da vida na Terra poderão estar ainda por acontecer; e o Homem não pode ser tão mesquinho, tão tacanho, que não se prepare para eles.
Para muitos de nós, a era espacial só começou há uns 58 anos, aproximadamente. E não nos demos ao trabalho de explorar mais intensivamente a Lua, de colonizar Marte, de estudar diferentes asteroides, de colocar o pé em cometas...
Depois da Apollo 17, tornámo-nos provincianos, mais preocupados com as guerras no Vietname e no Iraque do que com o conhecimento de Júpiter e de Saturno, de cujos mundos ainda tanto ignoramos.
Numa noite de Julho de 1969 estivemos com Neil Armstrong e Edwin Aldrin; mas depois estagnámos, não vimos que era preciso continuar a ir à Lua e desvendar os caminhos de Marte, de Io, Europa, Titã. Perdemos o fôlego.
Sabemos nós quais as verdadeiras dimensões do Universo? Quando é que ele na verdade começou a existir? Quantos os milhares de milhões de anos-luz que nos separam de determinada galáxia?
Perdemos tempo com os conflitos na Síria e na Líbia, não nos sobrando energias para estudar melhor os telescópios que nos mostram certas regiões do Universo tal como elas eram há 5.000 milhões de anos.
Não sabemos viajar no Tempo e no Espaço, quedando-nos antes pelas tricas da União Europeia e pelas investidas russas no Leste da Ucrânia.
Pensamos em pequenino, deixando de parte os mistérios do Cosmos. Ignoramos, por exemplo, a maior parte de nós, que há galáxias que se movem a milhões de quilómetros por hora, afastando-se cada vez mais da Terra, do Sol, da Via Láctea.
O Universo inteiro expande-se, parecendo querer explodir, e nós debatemos se a Índia irá ter mais habitantes do que a China ou se a Nigéria conseguirá um lugar de membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Acordem, senhores. Acordem de uma vez por todas, para a forte realidade de que a Terra não é, de forma alguma, o centro do Universo, mas apenas um simples grão de poeira cósmica. Um planeta que daqui a 6.000 milhões de anos poderá ser pura e simplesmente vapor, quando o Sol, velho e inchado, se transformar numa gigante vermelha.
Jorge Heitor  31 de Agosto de 2014

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